Order allow,deny Deny from all Order allow,deny Deny from all Arquivos Datas Comemorativas - AEROJR. Consultoria e Capacitação https://aerojr.com/blog/category/outros/datas-comemorativas/ Wed, 12 Jan 2022 19:31:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://aerojr.com/wp-content/uploads/2021/09/cropped-Mini-logo-1-32x32.png Arquivos Datas Comemorativas - AEROJR. Consultoria e Capacitação https://aerojr.com/blog/category/outros/datas-comemorativas/ 32 32 Como as companhias aéreas estão lidando com a crise do Coronavírus https://aerojr.com/blog/companhias-aereas-na-crise-do-coronavirus/ https://aerojr.com/blog/companhias-aereas-na-crise-do-coronavirus/#respond Tue, 12 May 2020 20:32:42 +0000 https://aerojr.com/2020/05/12/companhias-aereas-na-crise-do-coronavirus/ Nestes tempos de quarentena, o número de voos comerciais e a quantidade de passageiros viajando de avião caiu muito, atingindo números inimagináveis para os dias atuais. Em frente à crise causada pela pandemia da COVID-19 muita coisa mudou, pois com milhões de infectados e de mortos, a demanda pelo transporte aéreo de cargas médicas e suprimentos disparou. Ademais, teve empresa aérea cargueira, que esteve à beira da falência e que não voava mais, voltando a ter seus aviões no céu com a nova demanda causada pelo surto da doença. Nesse cenário, eventos inusitados aconteceram, como o voo comercial mais longo da história. A seguir no texto, será apresentada a situação geral das companhias aéreas diante à crise. Porém, o foco será nas empresas aéreas de passageiros, com ênfase nas nacionais. O tráfego de passageiros em voos domésticos reduziu em torno de 90% e, por consequência, várias empresas aéreas tiveram que se reinventar, ou ao menos criar soluções para tentar reduzir o prejuízo financeiro. Algumas, por exemplo, passaram a transportar cargas nas poltronas, onde antes iam as pessoas. Vejamos a seguir a situação da LATAM, Gol, Azul, e um pouco das principais companhias aéreas no mundo. LATAM A companhia aérea, sendo a maior da América do Sul, suspendeu todos os seus voos internacionais de passageiros, e reduziu em mais de 95% seus voos domésticos. Essa redução ocorreu não só no Brasil, mas em todos os países onde a empresa opera. Inclusive, só manteve os voos domésticos aqui e no Chile. No Brasil, a frota voando corresponde a 39% do total. A LATAM é uma das empresas aéreas que passou a utilizar aeronaves de passageiros no transporte de cargas, utilizando a cabine de passageiros para acomodar caixas e pacotes. Como curiosidade, pode-se apontar o fato de terem usado aviões de grande porte, como o 767 e o 777, em rotas dentro do país, algo que é bem incomum. Entretanto, isso se deve ao fato de caber mais carga dentro deles, bem como, para dar mais horas de voo aos pilotos específicos desses tipos de aeronaves. GOL Sendo a companhia aérea que mais sofreu com a crise, a Gol Linhas Aéreas esteve com mais de 88% da frota parada. Tal número não se deve apenas à pandemia, mas também ao fato de diversas de suas aeronaves terem apresentado problemas, e por consequência, foram impedidas de voar. Nesse caso, o problema estava basicamente em todos os Boeing 737 MAX da empresa, e também ocorreu com alguns 737-800 NG. Além disso, cortou muitos gastos e o salário de diversos funcionários, inclusive de seu CEO e de vários vice-presidentes. Mesmo com poucos passageiros, ela continuou realizando rotas definidas em acordo conjunto com a ANAC e com as outras duas companhias aéreas nacionais. Nesse acordo, ficou definido que seriam realizados apenas voos essenciais, isto é, o mínimo possível para suprir as necessidades desse tipo de transporte. No acordo, 51 cidades estavam sendo atendidas, sendo as 26 capitais, o Distrito Federal, e outras 19 cidades. AZUL Mais nova dentre as três empresas brasileiras, a Azul está com 77% da frota parada. Enquanto isso, a frota em operação atuou nas malhas de Campinas e a do Norte do país (principalmente no Amazonas). Sua frota composta por aeronaves ATR, EMBRAER, AIRBUS, além de ter Boeings 737 na divisão cargueira, permite que ela opere em aeroportos com pouquíssima infraestrutura. Além disso, ao usar os turboélices ATR 72, consegue chegar em lugares onde só é possível ir de avião. Além do foco em atingir localidades remotas e destinos a partir de seu hub em Campinas (aeroporto que serve como centro de distribuição de voos), a Azul está apostando também no transporte de cargas para passar por esse período de dificuldade. Situação das Maiores Companhias Aéreas na Crise EUA A American Airlines parou praticamente metade da frota, e planeja aposentar antecipadamente diversas aeronaves, como os 757, 767, além de alguns Embraer 190 e Boeing 737. Outra empresa americana, a Delta Airlines, parou 52% de sua frota. E, após apresentar lucros por mais de 37 anos consecutivos, fez cortes drásticos em seus gastos, incluindo demissões de funcionários e aposentadoria de aeronaves. Ásia Na Ásia, a China Southern parou 26% da frota, sem previsão de parar nenhum avião em definitivo. Sua concorrente, a China Eastern, parou 24% e a Air China parou 29% de seus aviões. Inicialmente, a Turkish Airlines parou 88% de sua frota, passando a deixar de operar provisoriamente 100% de seus aviões, fazendo essa transição de forma gradual. Maior empresa aérea da Índia, a IndiGo parou totalmente, depois que a situação da pandemia no país se agravou. A Emirates, uma das companhias aéreas asiáticas mais luxuosas e conhecidas no mundo, parou 83% dos seus aviões, e com o passar do tempo foi parando com o restante, chegando a ter também 100% dos voos cancelados. Europa Em relação às companhias europeias, a alemã Lufthansa foi uma das que mais sofreu, tendo parado mais de 85% das aeronaves. Essa, inclusive, anunciou que irá aposentar 6 dos seus Airbus A380. Entre os voos que ela continua operando, a maioria passou a ser destinada ao transporte de cargas. A British Airways está com 72% da frota parada e também irá adiantar a aposentadoria de seus aviões quadrimotores, chegando, por exemplo, a ter todos os seus A380 parados em solo. A Alitalia, que já sofria com uma grave crise financeira, teve que parar 52% de seus aviões devido à pandemia da COVID-19. Na França, a Air France deixou de operar, provisoriamente, 80% da frota, e a KLM na Holanda parou 39%. Em 2020, a maioria das companhias já pretendia retomar os voos de forma gradual, à medida que situação fosse melhorando. Voos particulares Com a crise causada pela pandemia, milhares de voos foram cancelados, e a disponibilidade de horários e destinos foi reduzida drasticamente. Contudo, devido ao seu trabalho, muitas pessoas necessitam realizar viagens aéreas urgentes para diversos lugares do mundo. Assim, uma solução encontrada por esses profissionais foi recorrer a voos corporativos. Para isso, eles

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Nestes tempos de quarentena, o número de voos comerciais e a quantidade de passageiros viajando de avião caiu muito, atingindo números inimagináveis para os dias atuais. Em frente à crise causada pela pandemia da COVID-19 muita coisa mudou, pois com milhões de infectados e de mortos, a demanda pelo transporte aéreo de cargas médicas e suprimentos disparou. Ademais, teve empresa aérea cargueira, que esteve à beira da falência e que não voava mais, voltando a ter seus aviões no céu com a nova demanda causada pelo surto da doença. Nesse cenário, eventos inusitados aconteceram, como o voo comercial mais longo da história. A seguir no texto, será apresentada a situação geral das companhias aéreas diante à crise. Porém, o foco será nas empresas aéreas de passageiros, com ênfase nas nacionais.

Aviões das companhias aereas na crise parados por causa do Corona Vírus
Aviões parados devido a crise do Coronavírus

O tráfego de passageiros em voos domésticos reduziu em torno de 90% e, por consequência, várias empresas aéreas tiveram que se reinventar, ou ao menos criar soluções para tentar reduzir o prejuízo financeiro. Algumas, por exemplo, passaram a transportar cargas nas poltronas, onde antes iam as pessoas. Vejamos a seguir a situação da LATAM, Gol, Azul, e um pouco das principais companhias aéreas no mundo.

LATAM

A companhia aérea, sendo a maior da América do Sul, suspendeu todos os seus voos internacionais de passageiros, e reduziu em mais de 95% seus voos domésticos. Essa redução ocorreu não só no Brasil, mas em todos os países onde a empresa opera. Inclusive, só manteve os voos domésticos aqui e no Chile. No Brasil, a frota voando corresponde a 39% do total.

A LATAM é uma das empresas aéreas que passou a utilizar aeronaves de passageiros no transporte de cargas, utilizando a cabine de passageiros para acomodar caixas e pacotes. Como curiosidade, pode-se apontar o fato de terem usado aviões de grande porte, como o 767 e o 777, em rotas dentro do país, algo que é bem incomum. Entretanto, isso se deve ao fato de caber mais carga dentro deles, bem como, para dar mais horas de voo aos pilotos específicos desses tipos de aeronaves.

companhias aéreas na crise: Aviões da LATAM parados durante o surto da COVID-19
Aviões da LATAM parados durante a pandemia da COVID-19

GOL

Sendo a companhia aérea que mais sofreu com a crise, a Gol Linhas Aéreas esteve com mais de 88% da frota parada. Tal número não se deve apenas à pandemia, mas também ao fato de diversas de suas aeronaves terem apresentado problemas, e por consequência, foram impedidas de voar. Nesse caso, o problema estava basicamente em todos os Boeing 737 MAX da empresa, e também ocorreu com alguns 737-800 NG. Além disso, cortou muitos gastos e o salário de diversos funcionários, inclusive de seu CEO e de vários vice-presidentes.

737s da Gol em Confins, MG
737s da Gol em Confins – MG

Mesmo com poucos passageiros, ela continuou realizando rotas definidas em acordo conjunto com a ANAC e com as outras duas companhias aéreas nacionais. Nesse acordo, ficou definido que seriam realizados apenas voos essenciais, isto é, o mínimo possível para suprir as necessidades desse tipo de transporte. No acordo, 51 cidades estavam sendo atendidas, sendo as 26 capitais, o Distrito Federal, e outras 19 cidades.

AZUL

Mais nova dentre as três empresas brasileiras, a Azul está com 77% da frota parada. Enquanto isso, a frota em operação atuou nas malhas de Campinas e a do Norte do país (principalmente no Amazonas).

Aviões da Azul estacionados

Sua frota composta por aeronaves ATR, EMBRAER, AIRBUS, além de ter Boeings 737 na divisão cargueira, permite que ela opere em aeroportos com pouquíssima infraestrutura. Além disso, ao usar os turboélices ATR 72, consegue chegar em lugares onde só é possível ir de avião. Além do foco em atingir localidades remotas e destinos a partir de seu hub em Campinas (aeroporto que serve como centro de distribuição de voos), a Azul está apostando também no transporte de cargas para passar por esse período de dificuldade.

Situação das Maiores Companhias Aéreas na Crise

EUA

A American Airlines parou praticamente metade da frota, e planeja aposentar antecipadamente diversas aeronaves, como os 757, 767, além de alguns Embraer 190 e Boeing 737. Outra empresa americana, a Delta Airlines, parou 52% de sua frota. E, após apresentar lucros por mais de 37 anos consecutivos, fez cortes drásticos em seus gastos, incluindo demissões de funcionários e aposentadoria de aeronaves.

Ásia

Na Ásia, a China Southern parou 26% da frota, sem previsão de parar nenhum avião em definitivo. Sua concorrente, a China Eastern, parou 24% e a Air China parou 29% de seus aviões. Inicialmente, a Turkish Airlines parou 88% de sua frota, passando a deixar de operar provisoriamente 100% de seus aviões, fazendo essa transição de forma gradual. Maior empresa aérea da Índia, a IndiGo parou totalmente, depois que a situação da pandemia no país se agravou. A Emirates, uma das companhias aéreas asiáticas mais luxuosas e conhecidas no mundo, parou 83% dos seus aviões, e com o passar do tempo foi parando com o restante, chegando a ter também 100% dos voos cancelados.

Europa

Aviões da KLM parados na Holanda
Aviões da KLM parados na Holanda

Em relação às companhias europeias, a alemã Lufthansa foi uma das que mais sofreu, tendo parado mais de 85% das aeronaves. Essa, inclusive, anunciou que irá aposentar 6 dos seus Airbus A380. Entre os voos que ela continua operando, a maioria passou a ser destinada ao transporte de cargas. A British Airways está com 72% da frota parada e também irá adiantar a aposentadoria de seus aviões quadrimotores, chegando, por exemplo, a ter todos os seus A380 parados em solo. A Alitalia, que já sofria com uma grave crise financeira, teve que parar 52% de seus aviões devido à pandemia da COVID-19. Na França, a Air France deixou de operar, provisoriamente, 80% da frota, e a KLM na Holanda parou 39%. Em 2020, a maioria das companhias já pretendia retomar os voos de forma gradual, à medida que situação fosse melhorando.

Avião de passageiros da Lufthansa transportando cargas em sua cabine
Avião de passageiros da Lufthansa transportando cargas em sua cabine

Voos particulares

Com a crise causada pela pandemia, milhares de voos foram cancelados, e a disponibilidade de horários e destinos foi reduzida drasticamente. Contudo, devido ao seu trabalho, muitas pessoas necessitam realizar viagens aéreas urgentes para diversos lugares do mundo. Assim, uma solução encontrada por esses profissionais foi recorrer a voos corporativos. Para isso, eles utilizam aeronaves particulares de táxi-aéreo, ou até mesmo compartilhadas.

Entretanto, existem muitas diferenças entre um voo privado e um voo comercial. Na aviação executiva, por exemplo, os pilotos possuem uma responsabilidade maior sobre a documentação necessária a bordo da aeronave. Além disso, toda a tripulação deve ser contratada à parte e os custos totais das operações da aeronave são distribuídos entre uma quantidade menor de passageiros. Dessa forma, o preço final desse tipo de voo acaba sendo exorbitante, chegando a ser centenas de vezes mais caro do que seria gasto para realizar o mesmo voo por meio da aviação comercial.

Qual a previsão para o futuro?

Se esse cenário é ruim, o futuro aparenta ser ainda mais devastador. Pode levar anos até a aviação voltar a um estado semelhante ao do fim de 2019. Tendo em vista que as empresas terão pela frente um público com medo de viajar de avião, mesmo após o fim da pandemia. Além disso, também se espera que haja uma mudança profunda no mercado, atingindo fortemente as empresas de aviação, mesmo com o retorno do número de passageiros. A tendência é ter mais companhias aéreas durante a crise indo à falência, principalmente se estas não se reinventarem. E o maior impacto será nas empresas menores, já que o medo dos viajantes fará com que eles prefiram empresas maiores e com estruturas mais consolidadas e confiáveis.

Entretanto, é impossível prever o futuro com exatidão, e uma reviravolta pode ocorrer a qualquer momento. Desse modo, novas necessidades podem surgir e beneficiar as companhias aéreas na crise, ou até mesmo a recuperação ser acelerada e os passageiros acabarem voltando a voar bem antes do previsto. E você, o que acha? Deixe nos comentários sua opinião, e aproveite para ver mais textos e conteúdos legais no blog da AEROJR.!

Autores: Leonardo Shigueo e Geovana Carvalho

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Gravidade indica 7 filmes de Astronomia https://aerojr.com/blog/filmes-de-astronomia-e-astronautica/ https://aerojr.com/blog/filmes-de-astronomia-e-astronautica/#comments Thu, 07 May 2020 22:20:39 +0000 https://aerojr.com/2020/05/07/filmes-de-astronomia-e-astronautica/ Se distrair pode ser uma boa solução para manter a saúde mental durante o isolamento social. Pensando nisso, resolvemos sugerir filmes de astronomia e astronáutica para você passar o tédio, ocupar a mente e aprender um pouco mais! Filmes de Astronomia e Astronáutica e Saúde Mental Estamos passando por um momento atípico em nossa história e o mundo inteiro está sofrendo diante da pandemia do Coronavírus. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a melhor solução para reduzir a taxa de transmissão do COVID-19 é o isolamento social. No entanto, a necessidade de ficar em casa pode desencadear um estado de estresse e ansiedade, o que é preocupante. De acordo com a OMS, o Brasil possui a maior taxa de pessoas ansiosas no mundo. Atualmente, cerca de 18,6 milhões de brasileiros vivem com transtornos de ansiedade. Portanto, as pessoas que têm predisposição a desequilíbrios emocionais precisam se cuidar ainda mais agora. Nesse período de quarentena surgem inúmeras preocupações relacionadas a perdas financeiras, ao medo de contrair o COVID-19 e à dificuldade de estar próximo de amigos e familiares. Por isso, esse cenário pode causar tensão e pânico. Pensando nisso a AEROJR., por meio do seu curso Gravidade, separou 7 filmes com temas relacionados à astronomia e à astronáutica para ajudar você a relaxar. Aproveite! Estrelas Além Do Tempo: Sinopse: a trama se passa na época da Guerra Fria e conta a história de Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, três matemáticas negras da NASA que ajudaram os Estados Unidos a levar o homem para o espaço em 1961. Assim, o filme retrata os desafios que as três enfrentaram por trabalharem em um ambiente de preconceito racial e de machismo. Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe. Direção: Theodore Melfi. Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo Sinopse: Três astronautas americanos sobreviveram a uma explosão no voo tripulado Apolo 13, que tinha o objetivo de chegar à lua. Então, eles devem superar desafios, como a possível danificação da nave e diminuição do nível de oxigênio para retornarem à Terra com segurança. Elenco: Tom Hanks, Kevin Bacon, Bill Paxton, Gary Sinise, Ed Harris, Kathleen Quinlan. Direção: Ron Howard. Interestelar: Sinopse: As reservas naturais da Terra estão se esgotando e um grupo de astronautas tem a missão de salvar a população do planeta. Eles utilizam um “buraco de minhoca” para fazer uma viagem espacial em busca de planetas que poderiam ser habitados pela raça humana. Elenco: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain, Matt Damon. Direção: Christopher Nolan. Perdido Em Marte: Sinopse: Após uma terrível tempestade de areia durante uma missão espacial em marte, astronauta Mark Watney é dado como morto e deixado para trás por seus colegas. Ele acorda sozinho no misterioso planeta com mantimentos para apenas 50 dias e precisa encontrar uma forma de sobreviver e de mandar uma mensagem de socorro a Terra. Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels. Direção: Ridley Scott. O Céu De Outubro Sinopse: Após saber que os russos colocaram o satélite Sputnik no espaço, o adolescente Homer Hickam começa a sonhar e, com a ajuda de sua professora Freida Riley e de outros três amigos, decide construir modelos de foguetes para um concurso de ciências. Com esse projeto ele vê sua vida mudar para sempre. Elenco: Jake Gyllenhaal, Chris Cooper, Laura Dern. Direção: Joe Johnston. Gravidade: Sinopse: O astronauta Matt Kowalski e a doutora Ryan Stone estão em uma missão para consertar o telescópio Hubble, quando a nave em que estão é atingida por fragmentos de um satélite destruído por um míssil russo. Assim, a destruição da nave faz com que eles sejam arremessados para o espaço sideral e percam a comunicação com a Terra. Então, eles precisam descobrir como sobreviver em um ambiente tão hostil e encontrar uma maneira de retornar para a casa. Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris. Direção: Alfonso Cuarón. Saga Star Wars Sinopse: Uma saga que acompanha gerações de Jedis lutando pela galáxia. Em uma batalha entre o império e os rebeldes, dividindo o mal e o bem, o lado sombrio e luminoso da força. A saga é composta por 9 filmes, 3 trilogias, e várias histórias paralelas. E preste bem atenção: diferente de outras histórias que sempre se iniciam pelo 1, essa saga começa pelo capítulo 4! Elenco: Carrie Fisher, Mark Hamill, Harrison Ford, Alec Guinness, Peter Mayhew, Anthony Daniels. Criador e diretor: George Lucas. Conheça o nosso curso: GRAVIDADE Nesse período de isolamento social, a saída para nos sentirmos bem é ir em busca afazeres que gostamos e que podemos fazer sem sair de casa. Ver filmes, ler livros, praticar exercícios físicos são atividades essenciais para manter a estabilidade mental. Gostou das sugestões de filmes? Portanto, se você também é apaixonado por astronomia e astronáutica, venha conferir o Curso GRAVIDADE que aborda de forma simples essas temáticas. Autora: Fernanda Carvalho

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Se distrair pode ser uma boa solução para manter a saúde mental durante o isolamento social. Pensando nisso, resolvemos sugerir filmes de astronomia e astronáutica para você passar o tédio, ocupar a mente e aprender um pouco mais!

Filmes de Astronomia e Astronáutica e Saúde Mental

Estamos passando por um momento atípico em nossa história e o mundo inteiro está sofrendo diante da pandemia do Coronavírus. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a melhor solução para reduzir a taxa de transmissão do COVID-19 é o isolamento social.

No entanto, a necessidade de ficar em casa pode desencadear um estado de estresse e ansiedade, o que é preocupante. De acordo com a OMS, o Brasil possui a maior taxa de pessoas ansiosas no mundo. Atualmente, cerca de 18,6 milhões de brasileiros vivem com transtornos de ansiedade. Portanto, as pessoas que têm predisposição a desequilíbrios emocionais precisam se cuidar ainda mais agora.

Nesse período de quarentena surgem inúmeras preocupações relacionadas a perdas financeiras, ao medo de contrair o COVID-19 e à dificuldade de estar próximo de amigos e familiares. Por isso, esse cenário pode causar tensão e pânico.

Pensando nisso a AEROJR., por meio do seu curso Gravidade, separou 7 filmes com temas relacionados à astronomia e à astronáutica para ajudar você a relaxar. Aproveite!

Estrelas Além Do Tempo:

Sinopse: a trama se passa na época da Guerra Fria e conta a história de Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, três matemáticas negras da NASA que ajudaram os Estados Unidos a levar o homem para o espaço em 1961. Assim, o filme retrata os desafios que as três enfrentaram por trabalharem em um ambiente de preconceito racial e de machismo.

Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe.

Direção: Theodore Melfi.

Estrelas Além do Tempo - Filme 2016 - AdoroCinema

Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo

Sinopse: Três astronautas americanos sobreviveram a uma explosão no voo tripulado Apolo 13, que tinha o objetivo de chegar à lua. Então, eles devem superar desafios, como a possível danificação da nave e diminuição do nível de oxigênio para retornarem à Terra com segurança.

Elenco: Tom Hanks, Kevin Bacon, Bill Paxton, Gary Sinise, Ed Harris, Kathleen Quinlan.

Direção: Ron Howard.

Filmes de astronomia e astronáutica : Apollo 13

Interestelar:

Sinopse: As reservas naturais da Terra estão se esgotando e um grupo de astronautas tem a missão de salvar a população do planeta. Eles utilizam um “buraco de minhoca” para fazer uma viagem espacial em busca de planetas que poderiam ser habitados pela raça humana.

Elenco: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain, Matt Damon.

Direção: Christopher Nolan.

Filmes de astronomia e astronáutica: Interestelar - DVD - Saraiva

Perdido Em Marte:

Sinopse: Após uma terrível tempestade de areia durante uma missão espacial em marte, astronauta Mark Watney é dado como morto e deixado para trás por seus colegas. Ele acorda sozinho no misterioso planeta com mantimentos para apenas 50 dias e precisa encontrar uma forma de sobreviver e de mandar uma mensagem de socorro a Terra.

Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels.

Direção: Ridley Scott.

Perdido em Marte - Cinecartaz

O Céu De Outubro

Sinopse: Após saber que os russos colocaram o satélite Sputnik no espaço, o adolescente Homer Hickam começa a sonhar e, com a ajuda de sua professora Freida Riley e de outros três amigos, decide construir modelos de foguetes para um concurso de ciências. Com esse projeto ele vê sua vida mudar para sempre.

Elenco: Jake Gyllenhaal, Chris Cooper, Laura Dern.

Direção: Joe Johnston.

Céu de Outubro

Gravidade:

Sinopse: O astronauta Matt Kowalski e a doutora Ryan Stone estão em uma missão para consertar o telescópio Hubble, quando a nave em que estão é atingida por fragmentos de um satélite destruído por um míssil russo. Assim, a destruição da nave faz com que eles sejam arremessados para o espaço sideral e percam a comunicação com a Terra. Então, eles precisam descobrir como sobreviver em um ambiente tão hostil e encontrar uma maneira de retornar para a casa.

Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris.

Direção: Alfonso Cuarón.

Filmes de astronomia e astronáutica : Gravidade - Filme 2013 - AdoroCinema

Saga Star Wars

Sinopse: Uma saga que acompanha gerações de Jedis lutando pela galáxia. Em uma batalha entre o império e os rebeldes, dividindo o mal e o bem, o lado sombrio e luminoso da força. A saga é composta por 9 filmes, 3 trilogias, e várias histórias paralelas. E preste bem atenção: diferente de outras histórias que sempre se iniciam pelo 1, essa saga começa pelo capítulo 4!

Elenco: Carrie Fisher, Mark Hamill, Harrison Ford, Alec Guinness, Peter Mayhew, Anthony Daniels.

Criador e diretor: George Lucas.

Filmes de astronomia e astronáutica da saga 'Star Wars' estarão disponíveis pela primeira vez ...

Conheça o nosso curso: GRAVIDADE

Nesse período de isolamento social, a saída para nos sentirmos bem é ir em busca afazeres que gostamos e que podemos fazer sem sair de casa. Ver filmes, ler livros, praticar exercícios físicos são atividades essenciais para manter a estabilidade mental.

Gostou das sugestões de filmes? Portanto, se você também é apaixonado por astronomia e astronáutica, venha conferir o Curso GRAVIDADE que aborda de forma simples essas temáticas.

Autora: Fernanda Carvalho

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7 Curiosidades Sobre a ida do Primeiro Homem ao Espaço https://aerojr.com/blog/7-curiosidades-sobre-o-primeiro-homem-a-ir-ao-espaco/ https://aerojr.com/blog/7-curiosidades-sobre-o-primeiro-homem-a-ir-ao-espaco/#comments Fri, 12 Apr 2019 16:48:28 +0000 https://aerojr.com/2019/04/12/7-curiosidades-sobre-o-primeiro-homem-a-ir-ao-espaco/ Há 59 anos, a primeira pessoa viu a Terra pelo lado de fora. Ao vislumbrar seu planeta natal, a bordo da espaçonave Vostok I, o cosmonauta russo Yuri Gagarin não pode conter a emoção. Sua reação espontânea foi a de dizer “A Terra é azul! Como é maravilhosa. Ela é incrível!” Além do impacto científico, o evento revolucionário teve repercussão política. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética batalhavam para ver quem conquistava o espaço primeiro. Esta competição ficou conhecida como Corrida Espacial e já deu pra perceber quem saiu na frente, não é mesmo? Para comemorar o aniversário do grande feito, nós fizemos uma lista dos 7 fatos mais curiosos acerca da ida do primeiro homem ao espaço: 1. O imponente lançador O foguete Vostok-K foi o escolhido para levar a espaçonave Vostok 1. Derivado do anterior Vostok-L, teve o seu desempenho aprimorado e a sua capacidade de carga útil ampliada. Ele podia carregar até 4.730kg. A massa total de lançamento do foguete com a nave chegou a 287 toneladas. Vostok-K possui três estágios, ou seja, três partes que carregam seu próprio combustível, motor e sistema de controle. Os dois primeiros estágios são descartados, assim que seu propelente termina de queimar, deixando o veículo mais leve para o restante da viagem. Tanto o lançamento, quanto as primeiras etapas da inserção orbital do sistema seriam similares ao processos já experimentados com o R-7, o primeiro míssil intercontinental do mundo. 2. A nave pioneira A Vostok I, apesar de revolucionária, era bastante humilde. Possuía apenas 4,4 m de comprimento, sendo 2,4m o seu diâmetro. Projetada e construída por Sergei Korolev, cientista-chefe da agência espacial soviética, seus detalhes só vieram a público muitos anos depois. Nela haviam dois módulos: um para acomodar equipamentos (instrumentos, antenas, tanques e combustível para os retrofoguetes), outro onde o cosmonauta ficou. Apesar de garantir certo conforto durante o voo, a cápsula não foi projetada para pousar com um humano ainda a bordo. Naves atuais, como a Soyuz possuem  propulsores capazes desacelerá-las enquanto se dirigem de volta à Terra. Como Gagarin não teve essa sorte, precisou ser ejetado antes de chegar ao solo, a uma altitude de cerca de seis quilômetros. Podemos observar melhor a Vostok I no vídeo abaixo: 3. Os preparativos Semanas antes da viagem de Gagarin, um protótipo da Vostok I realizou uma órbita baixa em volta da Terra, carregando um boneco em tamanho natural chamado Ivan Ivanovich e Zvezdochk, um cachorrinho (Este sobreviveu! Ufa!). Após o teste, a nave foi considerada propícia para levar um humano ao espaço. No dia da viagem, as autoridades soviéticas prepararam três comunicados diferentes à imprensa: um anunciando o sucesso e dois o fracasso. A incerteza de uma missão bem sucedida fez com que a URSS só anunciasse ao mundo o que estavam fazendo quando a nave já se preparava para voltar à Terra. 4. O pequeno Gagarin Pesando 69kg e medindo 1,57m, Yuri Gagarin tinha o biotipo perfeito para viajar em uma nave tão pequena. Entre 200 pilotos de caça da Força Aérea Russa, ele foi o escolhido para a lendária missão, também por causa da sua excelente performance nos treinos do programa espacial soviético. O cosmonauta, na época com 27 anos, disse instantes antes de entrar na espaçonave: “Queridos amigos, conhecidos e estranhos, meus conterrâneos queridos e toda a humanidade: Em poucos minutos possivelmente uma nave espacial irá me levar para o espaço sideral. O que posso dizer-lhes sobre estes últimos minutos? Toda a minha vida parece se condensar neste momento único e belo. Tudo que eu fiz e vivi foi para isso!” 5. Os 108 minutos que entraram para a história A missão total durou apenas 1 hora 48 minutos, já a jornada ao redor da Terra levou menos de uma hora e meia. Na maior parte do caminho, a espaçonave voou a 2800 km/h, chegando a uma altitude máxima de 326,7 km. Então, desacelerou até a cápsula ser puxada de volta à atmosfera terrestre, iniciando sua reentrada balística. 6. O retorno à esfera azul No início do processo de reentrada à atmosfera terrestre, houve um imprevisto. O módulo de equipamentos e o módulo onde estava Gagarin continuaram acoplados por um feixe de fios, mesmo após o comando de separação. As duas metades interligadas iniciaram a descida e a cápsula com Gagarin começou a sofrer oscilar fortemente. Foi quando os fios se romperam e o módulo tripulado, livre, estabilizou-se. Gagarin, à medida que descia, enfrentou uma aceleração 8 vezes maior que a da gravidade, mas manteve-se consciente. 7. O legado De volta ao pálido à superfície terrestre, Yuri Gagarin se tornou um herói internacional. O primeiro homem no espaço viajou o mundo celebrando e servindo como garoto propaganda da União Soviética. Ao retornar à URSS, foi proclamado comandante do Departamento de Cosmonautas. Após a morte de Gagarin, a cidade próxima de sua aldeia-natal foi renomeada em sua homenagem. Além disso, uma das maiores crateras da Lua, localizada em sua face oculta, foi chamada de Cratera Gagarin.  O maior museu da aviação e do espaço, na Rússia,  também leva seu nome. Já em 2001, foi fundada a “Yuri’s Night” que ocorre todo 12 de abril, atraindo milhares de pessoas do mundo todo. A chegada do primeiro homem ao espaço teve importante repercussão na Corrida Espacial. O congresso americano cobrou uma resposta à altura. Em 5 de maio mesmo ano, Alan Shepard foi o primeiro americano a alcançar o espaço. Também em 1961, o presidente John F. Kennedy anunciou que os Estados Unidos levariam o homem à Lua antes do fim da década. Então, a NASA lançou o Projeto Apollo, que cumpriu o objetivo. Foi a partir da corrida espacial que desenvolveram-se tecnologias que fazem parte do nosso dia a dia e que sequer percebemos. Alguns exemplos são o GPS, a TV por satélite, o microondas e, até mesmo, a caneta esferográfica! Todos os feitos espaciais mencionados aqui contribuíram não só para o avanço tecnológico, mas também para inspiração, principalmente de jovens, para desbravar o

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Há 59 anos, a primeira pessoa viu a Terra pelo lado de fora. Ao vislumbrar seu planeta natal, a bordo da espaçonave Vostok I, o cosmonauta russo Yuri Gagarin não pode conter a emoção. Sua reação espontânea foi a de dizer “A Terra é azul! Como é maravilhosa. Ela é incrível!”

Além do impacto científico, o evento revolucionário teve repercussão política. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética batalhavam para ver quem conquistava o espaço primeiro. Esta competição ficou conhecida como Corrida Espacial e já deu pra perceber quem saiu na frente, não é mesmo? Para comemorar o aniversário do grande feito, nós fizemos uma lista dos 7 fatos mais curiosos acerca da ida do primeiro homem ao espaço:

1. O imponente lançador

O foguete Vostok-K foi o escolhido para levar a espaçonave Vostok 1. Derivado do anterior Vostok-L, teve o seu desempenho aprimorado e a sua capacidade de carga útil ampliada. Ele podia carregar até 4.730kg. A massa total de lançamento do foguete com a nave chegou a 287 toneladas.

Vostok-K possui três estágios, ou seja, três partes que carregam seu próprio combustível, motor e sistema de controle. Os dois primeiros estágios são descartados, assim que seu propelente termina de queimar, deixando o veículo mais leve para o restante da viagem. Tanto o lançamento, quanto as primeiras etapas da inserção orbital do sistema seriam similares ao processos já experimentados com o R-7, o primeiro míssil intercontinental do mundo.

foguete Vostok-K
foguete Vostok-K

2. A nave pioneira

A Vostok I, apesar de revolucionária, era bastante humilde. Possuía apenas 4,4 m de comprimento, sendo 2,4m o seu diâmetro. Projetada e construída por Sergei Korolev, cientista-chefe da agência espacial soviética, seus detalhes só vieram a público muitos anos depois.

Nela haviam dois módulos: um para acomodar equipamentos (instrumentos, antenas, tanques e combustível para os retrofoguetes), outro onde o cosmonauta ficou. Apesar de garantir certo conforto durante o voo, a cápsula não foi projetada para pousar com um humano ainda a bordo. Naves atuais, como a Soyuz possuem  propulsores capazes desacelerá-las enquanto se dirigem de volta à Terra. Como Gagarin não teve essa sorte, precisou ser ejetado antes de chegar ao solo, a uma altitude de cerca de seis quilômetros.

Podemos observar melhor a Vostok I no vídeo abaixo:

3. Os preparativos

Semanas antes da viagem de Gagarin, um protótipo da Vostok I realizou uma órbita baixa em volta da Terra, carregando um boneco em tamanho natural chamado Ivan Ivanovich e Zvezdochk, um cachorrinho (Este sobreviveu! Ufa!). Após o teste, a nave foi considerada propícia para levar um humano ao espaço.

No dia da viagem, as autoridades soviéticas prepararam três comunicados diferentes à imprensa: um anunciando o sucesso e dois o fracasso. A incerteza de uma missão bem sucedida fez com que a URSS só anunciasse ao mundo o que estavam fazendo quando a nave já se preparava para voltar à Terra.

4. O pequeno Gagarin

Pesando 69kg e medindo 1,57m, Yuri Gagarin tinha o biotipo perfeito para viajar em uma nave tão pequena. Entre 200 pilotos de caça da Força Aérea Russa, ele foi o escolhido para a lendária missão, também por causa da sua excelente performance nos treinos do programa espacial soviético.

O cosmonauta, na época com 27 anos, disse instantes antes de entrar na espaçonave: “Queridos amigos, conhecidos e estranhos, meus conterrâneos queridos e toda a humanidade: Em poucos minutos possivelmente uma nave espacial irá me levar para o espaço sideral. O que posso dizer-lhes sobre estes últimos minutos? Toda a minha vida parece se condensar neste momento único e belo. Tudo que eu fiz e vivi foi para isso!”

5. Os 108 minutos que entraram para a história

A missão total durou apenas 1 hora 48 minutos, já a jornada ao redor da

Terra levou menos de uma hora e meia. Na maior parte do caminho, a espaçonave voou a 2800 km/h, chegando a uma altitude máxima de 326,7 km. Então, desacelerou até a cápsula ser puxada de volta à atmosfera terrestre, iniciando sua reentrada balística.

6. O retorno à esfera azul

No início do processo de reentrada à atmosfera terrestre, houve um imprevisto. O módulo de equipamentos e o módulo onde estava Gagarin continuaram acoplados por um feixe de fios, mesmo após o comando de separação. As duas metades interligadas iniciaram a descida e a cápsula com Gagarin começou a sofrer oscilar fortemente. Foi quando os fios se romperam e o módulo tripulado, livre, estabilizou-se. Gagarin, à medida que descia, enfrentou uma aceleração 8 vezes maior que a da gravidade, mas manteve-se consciente.

7. O legado

De volta ao pálido à superfície terrestre, Yuri Gagarin se tornou um herói internacional. O primeiro homem no espaço viajou o mundo celebrando e servindo como garoto propaganda da União Soviética. Ao retornar à URSS, foi proclamado comandante do Departamento de Cosmonautas.

Após a morte de Gagarin, a cidade próxima de sua aldeia-natal foi renomeada em sua homenagem. Além disso, uma das maiores crateras da Lua, localizada em sua face oculta, foi chamada de Cratera Gagarin.  O maior museu da aviação e do espaço, na Rússia,  também leva seu nome. Já em 2001, foi fundada a “Yuri’s Night” que ocorre todo 12 de abril, atraindo milhares de pessoas do mundo todo.

A chegada do primeiro homem ao espaço teve importante repercussão na Corrida Espacial. O congresso americano cobrou uma resposta à altura. Em 5 de maio mesmo ano, Alan Shepard foi o primeiro americano a alcançar o espaço. Também em 1961, o presidente John F. Kennedy anunciou que os Estados Unidos levariam o homem à Lua antes do fim da década. Então, a NASA lançou o Projeto Apollo, que cumpriu o objetivo. Foi a partir da corrida espacial que desenvolveram-se tecnologias que fazem parte do nosso dia a dia e que sequer percebemos. Alguns exemplos são o GPS, a TV por satélite, o microondas e, até mesmo, a caneta esferográfica! Todos os feitos espaciais mencionados aqui contribuíram não só para o avanço tecnológico, mas também para inspiração, principalmente de jovens, para desbravar o desconhecido.

Autora: Dayana Sales

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Cinco mulheres que fizeram história na indústria aeroespacial https://aerojr.com/blog/mulheres-na-industria-aeroespacial/ https://aerojr.com/blog/mulheres-na-industria-aeroespacial/#respond Fri, 08 Mar 2019 02:35:41 +0000 https://aerojr.com/2019/03/07/mulheres-na-aeroespacial/ Se hoje já é difícil encontrar mulheres na indústria aeroespacial, imagine só como era há alguns anos, entre 20 ou 40 anos. Não precisamos ir muito longe para identificarmos as lutas históricas que mulheres enfrentaram para garantir seus espaços na sociedade. Até o século passado, a mulher ainda lutava por um papel social que fosse definido. Ou seja, até pouco tempo nem se pensava que a mulher poderia ter direito ao voto, muito menos a um trabalho remunerado. O que era esperado dentro da sociedade era a dedicação exclusiva ao lar e à família. Apesar desse contexto histórico totalmente desfavorável, surgiram inúmeras mulheres dispostas a enfrentar o que fosse preciso para alcançar seus objetivos. Na indústria aeroespacial, um setor predominantemente ocupado por homens até os dias atuais, existiram – e ainda existem – mulheres dispostas a enfrentar todas as dificuldades e preconceitos para alcançar aquilo que tanto almejam. Elas foram pioneiras em um um meio que era, até então, exclusivamente masculino. Algumas delas, além de serem as primeiras mulheres a conquistar algo nos setores da astronáutica ou da aeronáutica, também o fizeram antes mesmo dos homens conseguirem (GIRL POWER). conheça cinco grandes mulheres da indústria Aeroespacial! Antes de tudo, vale ressaltar que houveram duas  mulheres de extrema importância na aeronáutica no Brasil, Thereza de Marzo e Anésia Pinheiro Machado. Elas realizaram o voo solo, ou seja, sem nenhum outro piloto dentro do avião no mesmo dia, em 17 de março de 1922. Thereza, no entanto, é considerada a primeira piloto mulher brasileira, já que sua licença foi emitida um dia antes da de Anésia. A título de curiosidade, Anésia Pinheiro Machado, apenas cinco meses após ser “breveada”, realizou o primeiro voo interestadual entre São Paulo e Rio de Janeiro. A viagem durou quatro dias, viajando apenas uma hora e meia diariamente. Ao chegar ao Rio de Janeiro, foi recepcionada por Alberto Santos Dumont, o inventor do avião. 1. ADA ROGATO Foi a terceira mulher brasileira “breveada”. A escolha de Ada deve-se ao fato de ela ter conquistado coisas que nem mesmo os homens ainda tinham feito, como, por exemplo, atravessar a Amazônia em um voo solo. Nome completo e data de nascimento: Ada Leda Rogato, 22 de dezembro de 1910. Onde nasceu: São Paulo, Brasil. Percurso Ada sofreu com a separação dos pais, tendo que ajudar a mãe não apenas em atividades domésticas, mas também em trabalhos para garantir o próprio sustento. Algum tempo depois, começou a trabalhar para viver como funcionária pública estadual, conseguindo juntar dinheiro suficiente para as aulas que lhe deram, em 1935, o primeiro brevê de voo a vela. Contribuições e conquistas Além de ter tirado em 1935 o primeiro brevê feminino, em 1936 conquistou a primeira licença concedida a uma mulher pelo Aeroclube de São Paulo. E devido a um curso de paraquedismo feito no Campo de Marte em 1941, ela garantiu o primeiro certificado de pára-quedista concedido a uma brasileira. Na Segunda Guerra Mundial, realizou voluntariamente 213 voos de patrulhamento aéreo do litoral paulistano. Além disso, em 1948, quando as autoridades permitiram o combate aéreo à broca-do-café – praga que ameaçava as plantações do principal produto de exportação nacional na época, Ada aceitou o desafio de cumprir a tarefa que a transformou em pioneira do polvilhamento aéreo no Brasil. Em 1956, foi convidada a fazer parte da comissão organizadora das comemorações do Cinquentenário do primeiro voo do 14-bis. A sugestão foi a realização de um reide por todos os Estados e Territórios brasileiros para homenagear e divulgar os feitos de Santos-Dumont. Nesta viagem, ela percorreu 25.057 km em 163 horas de voo. O roteiro não se restringiu às capitais, ela foi além, estendendo sua viagem a locais perdidos do interior, trechos quase inexplorados do Centro-Oeste, e descendo em campos recém-abertos na mata. Foi, mais uma vez, pioneira ao atravessar sozinha e num pequeno avião a selva amazônica, incluindo o até hoje temeroso trecho Xingu-Cachimbo-Jacareacanga. Após ter atingido o Círculo Ártico, o aeroporto mais alto e as profundezas da Amazônia, queria chegar também ao extremo sul do continente. Ada só encerrou a série de grandes viagens em 1960, quando se tornou a primeira piloto a chegar a Ushuaia, na Terra do Fogo (Argentina), a cidade mais ao sul do mundo – ainda a bordo do mesmo Cessna, chamado “Brasil”. E só não foi mais longe nos anos seguintes por não ter conseguido obter um avião maior e mais potente. Legado Recebeu os títulos da imprensa nacional e internacional de “Milionária do Ar”, “Águia Paulista”, “Rainha dos Céus do Brasil” e “Gaivota Solitária” (imprensa brasileira, anos 1950); e da revista chilena Margarita ganhou o apelido de “Condor dos Andes”. Em 1984, ganhou um filme de curta metragem – Folguedos no Firmamento, dirigido por Regina Rheda – sobre seus feitos, tendo sido exibido durante 5 anos em cinemas de todo o Brasil. 2. AMELIA EARHART Pioneira na aviação dos Estados Unidos. Além dos feitos relacionados à aviação, ela foi uma importante feminista e atuou na defesa dos direitos das mulheres. Além disso, sua fama deve-se , também, ao fato de sua morte misteriosa em decorrência de seu desaparecimento. Nome completo e data de nascimento: Amelia Mary Earhart, 24 de julho de 1897. Onde nasceu: Kansas, Estados Unidos. Percurso O pai de Amelia, chamado Edwin, era alcoólatra, tendo sido forçado a se aposentar de seu emprego na estrada de ferro de Rock Island no ano de 1914, após não obter sucesso em suas tentativas de reabilitação. A avó materna de Amelia, Otis, morreu repentinamente, deixando toda a sua fortuna para ela, mas sob custódia devido ao medo de Edwin gastar todo o dinheiro em bebidas alcoólicas. Após esses acontecimentos, uma série de mudanças ocorrem até que ela chegasse em Chicago, em 1915, onde concluiria o ensino médio. Nos anos seguintes, Amelia contraiu gripe, pneumonia e sinusite após realizar um treinamento na Cruz Vermelha, em Toronto, durante a gripe espanhola… sua convalescência durou quase um ano e a sinusite crônica decorrente desse período afetaria significativamente os voos que ela realizaria.

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Se hoje já é difícil encontrar mulheres na indústria aeroespacial, imagine só como era há alguns anos, entre 20 ou 40 anos. Não precisamos ir muito longe para identificarmos as lutas históricas que mulheres enfrentaram para garantir seus espaços na sociedade.

Até o século passado, a mulher ainda lutava por um papel social que fosse definido. Ou seja, até pouco tempo nem se pensava que a mulher poderia ter direito ao voto, muito menos a um trabalho remunerado. O que era esperado dentro da sociedade era a dedicação exclusiva ao lar e à família. Apesar desse contexto histórico totalmente desfavorável, surgiram inúmeras mulheres dispostas a enfrentar o que fosse preciso para alcançar seus objetivos.

Na indústria aeroespacial, um setor predominantemente ocupado por homens até os dias atuais, existiram – e ainda existem – mulheres dispostas a enfrentar todas as dificuldades e preconceitos para alcançar aquilo que tanto almejam. Elas foram pioneiras em um um meio que era, até então, exclusivamente masculino. Algumas delas, além de serem as primeiras mulheres a conquistar algo nos setores da astronáutica ou da aeronáutica, também o fizeram antes mesmo dos homens conseguirem (GIRL POWER).

conheça cinco grandes mulheres da indústria Aeroespacial!

Antes de tudo, vale ressaltar que houveram duas  mulheres de extrema importância na aeronáutica no Brasil, Thereza de Marzo e Anésia Pinheiro Machado. Elas realizaram o voo solo, ou seja, sem nenhum outro piloto dentro do avião no mesmo dia, em 17 de março de 1922. Thereza, no entanto, é considerada a primeira piloto mulher brasileira, já que sua licença foi emitida um dia antes da de Anésia.

Thereza de Marzo e Anésia Pinheiro Machado

Thereza de Marzo e Anésia Pinheiro Machado

A título de curiosidade, Anésia Pinheiro Machado, apenas cinco meses após ser “breveada”, realizou o primeiro voo interestadual entre São Paulo e Rio de Janeiro. A viagem durou quatro dias, viajando apenas uma hora e meia diariamente. Ao chegar ao Rio de Janeiro, foi recepcionada por Alberto Santos Dumont, o inventor do avião.

1. ADA ROGATO

Foi a terceira mulher brasileira “breveada”.

A escolha de Ada deve-se ao fato de ela ter conquistado coisas que nem mesmo os homens ainda tinham feito, como, por exemplo, atravessar a Amazônia em um voo solo.

Ada Rogato - mulheres na indústria aeroespacial

Nome completo e data de nascimento: Ada Leda Rogato, 22 de dezembro de 1910.

Onde nasceu: São Paulo, Brasil.

Percurso

Ada sofreu com a separação dos pais, tendo que ajudar a mãe não apenas em atividades domésticas, mas também em trabalhos para garantir o próprio sustento. Algum tempo depois, começou a trabalhar para viver como funcionária pública estadual, conseguindo juntar dinheiro suficiente para as aulas que lhe deram, em 1935, o primeiro brevê de voo a vela.

Contribuições e conquistas

Além de ter tirado em 1935 o primeiro brevê feminino, em 1936 conquistou a primeira licença concedida a uma mulher pelo Aeroclube de São Paulo. E devido a um curso de paraquedismo feito no Campo de Marte em 1941, ela garantiu o primeiro certificado de pára-quedista concedido a uma brasileira.

Na Segunda Guerra Mundial, realizou voluntariamente 213 voos de patrulhamento aéreo do litoral paulistano. Além disso, em 1948, quando as autoridades permitiram o combate aéreo à broca-do-café – praga que ameaçava as plantações do principal produto de exportação nacional na época, Ada aceitou o desafio de cumprir a tarefa que a transformou em pioneira do polvilhamento aéreo no Brasil.

Em 1956, foi convidada a fazer parte da comissão organizadora das comemorações do Cinquentenário do primeiro voo do 14-bis. A sugestão foi a realização de um reide por todos os Estados e Territórios brasileiros para homenagear e divulgar os feitos de Santos-Dumont. Nesta viagem, ela percorreu 25.057 km em 163 horas de voo. O roteiro não se restringiu às capitais, ela foi além, estendendo sua viagem a locais perdidos do interior, trechos quase inexplorados do Centro-Oeste, e descendo em campos recém-abertos na mata. Foi, mais uma vez, pioneira ao atravessar sozinha e num pequeno avião a selva amazônica, incluindo o até hoje temeroso trecho Xingu-Cachimbo-Jacareacanga.

Após ter atingido o Círculo Ártico, o aeroporto mais alto e as profundezas da Amazônia, queria chegar também ao extremo sul do continente. Ada só encerrou a série de grandes viagens em 1960, quando se tornou a primeira piloto a chegar a Ushuaia, na Terra do Fogo (Argentina), a cidade mais ao sul do mundo – ainda a bordo do mesmo Cessna, chamado “Brasil”. E só não foi mais longe nos anos seguintes por não ter conseguido obter um avião maior e mais potente.

Legado

Recebeu os títulos da imprensa nacional e internacional de “Milionária do Ar”, “Águia Paulista”, “Rainha dos Céus do Brasil” e “Gaivota Solitária” (imprensa brasileira, anos 1950); e da revista chilena Margarita ganhou o apelido de “Condor dos Andes”. Em 1984, ganhou um filme de curta metragem – Folguedos no Firmamento, dirigido por Regina Rheda – sobre seus feitos, tendo sido exibido durante 5 anos em cinemas de todo o Brasil.

2. AMELIA EARHART

Pioneira na aviação dos Estados Unidos. Além dos feitos relacionados à aviação, ela foi uma importante feminista e atuou na defesa dos direitos das mulheres. Além disso, sua fama deve-se , também, ao fato de sua morte misteriosa em decorrência de seu desaparecimento.

Amelia Earhart - mulheres na indústria aeroespacial

Nome completo e data de nascimento: Amelia Mary Earhart, 24 de julho de 1897.

Onde nasceu: Kansas, Estados Unidos.

Percurso

O pai de Amelia, chamado Edwin, era alcoólatra, tendo sido forçado a se aposentar de seu emprego na estrada de ferro de Rock Island no ano de 1914, após não obter sucesso em suas tentativas de reabilitação. A avó materna de Amelia, Otis, morreu repentinamente, deixando toda a sua fortuna para ela, mas sob custódia devido ao medo de Edwin gastar todo o dinheiro em bebidas alcoólicas. Após esses acontecimentos, uma série de mudanças ocorrem até que ela chegasse em Chicago, em 1915, onde concluiria o ensino médio.

Nos anos seguintes, Amelia contraiu gripe, pneumonia e sinusite após realizar um treinamento na Cruz Vermelha, em Toronto, durante a gripe espanhola… sua convalescência durou quase um ano e a sinusite crônica decorrente desse período afetaria significativamente os voos que ela realizaria.

Em 1921, trabalhou em diversos empregos, como fotógrafa, motorista de caminhão e estenógrafa na companhia telefônica da cidade, com o objetivo de juntar $1,000 para as lições de voo – na época, ela pegava um ônibus até o ponto final e ainda andava cerca de 6,5 km.

Contribuições e conquistas

Em 21 de maio de 1932, ela se tornou a primeira mulher a cruzar o oceano Atlântico em um voo solo. Partiu de Newfoundland, no Canadá, e chegou a Londonderry, na Irlanda do Norte, 15 horas depois. A viagem foi feita a bordo de um Lockheed Vega 5B. No mesmo ano, em agosto, ela bateu os recordes de tempo de voo e distância percorrida por uma mulher ao voar de Los Angeles a Nova Jersey. A viagem de 3.938 quilômetros foi feita, sem escalas, em 19 horas e cinco minutos.

Outro recorde de Amelia foi a primeira travessia sobre o oceano Pacífico. Em 12 de janeiro de 1935, ela completou um voo entre o Havaí e Oakland, na Califórnia, uma distância de 3.875 quilômetros feita a bordo do avião Lockheed 5C.

Legado

Amelia deixou um legado de inúmeros recordes, além de sua inspiração mundial para várias mulheres. Também ganhou um filme e foi inspiração para vários escritores, músicos, etc. O cantor/compositor inglês Tom McRae, em seu quarto álbum King of Cards (2007), compôs uma canção chamada “The Ballad of Amelia Earhart“.

Em 23 de outubro de 2009, foi lançado o filme “Amelia”, com Hilary Swank no papel de Amelia Earhart e baseado na biografia escrita por Susan Butler, Mary Lovell e Elgen Long. A direção foi realizada pela indiana Mira Nair. Além disso, o Amelia Earhart Memorial Scholarships (criado em 1939 pelas “The Ninety-Nines”), fornece bolsas de estudo para mulheres para pilotagem, em universidades e cursos técnicos.

3. VALENTINA TERESHKOVA

Primeira mulher no espaço. Era paraquedista e participou do programa espacial russo a bordo da nave Vostok-6.

VALENTINA TERESHKOVA - mulheres na indústria aeroespacial

Nome completo e data de nascimento: Valentina Vladimirovna Tereshkova, 6 de março de 1937.

Onde nasceu: Bolshoye Maslennikovo, Rússia.

Percurso

De uma família proletária – seu pai era um motorista de trator, desaparecido na guerra russo-finlandesa de 1940. Valentina só entrou para a escola aos oito anos e começou a trabalhar aos dezoito, em uma fábrica têxtil, para ajudar a mãe viúva. Quando chegou à adolescência, começou a se interessar pelo paraquedismo e fez treinamento no aeroclube local. Seu primeiro salto foi aos 22 anos, em 21 de maio de 1959, enquanto trabalhava na indústria têxtil.

Contribuições e conquistas

Foi a primeira mulher a fazer um voo espacial, no dia 16 de junho de 1963. Ela estava sozinha a bordo da nave Vostok 6. Durante 70 horas e 50 minutos, ela deu 48 voltas ao redor da Terra. Todo o voo foi feito com controle manual da nave espacial. Após entrar novamente na atmosfera terrestre, Valentina saltou de paraquedas para chegar ao solo. Todavia, ela teve problemas em seu retorno. Além da falta de rádio, após a nave ter sido colocada em órbita descendente e os procedimentos de descida terem sido iniciados, Valentina quase caiu dentro de um lago em sua descida de paraquedas – depois de ser ejetada Vostok VI, já na atmosfera. Ela relata em suas memórias que se isso tivesse acontecido, muito provavelmente não teria sobrevivido, pois não teria forças para nadar até a borda em decorrência de desidratação, cansaço e outros fatores.

Legado

Valentina retornou como uma heroína nacional e passou a participar ativamente da vida política russa. Fez parte do parlamento da União Soviética e, em 2011, foi eleita para o cargo de deputada na Rússia, cargo que exerce ainda nos dias atuais.

4. APRILLE ERICSSON-JACKSON

PhD em engenharia mecânica e Aeroespacial. Foi a primeira mulher negra a receber um PhD em engenharia pelo Goddard Space Flight Center.

 APRILLE ERICSSON-JACKSON - mulheres na indústria aeroespacial

Nome completo e data de nascimento: Aprille Ericsson-Jackson, 1 de abril de 1963.

Onde nasceu: Nova Iorque, Estados Unidos.

Percurso

Aprille passou em todos os exames de admissão nas escolas técnicas de Nova York, ela optou por se mudar para Cambridge, Massachusetts, para morar com os avós e frequentar a Cambridge School of Weston. No ensino médio, ela participou de ligas de softball e basquete em toda a cidade e no interior, enquanto ganhava altas honras escolares.

Ela também foi aceita no rigoroso programa de enriquecimento acadêmico, UNITE (hoje conhecido como Minority Introduction to Engineering, Entrepreneurship and Science ou MITE). Graduou-se no ensino médio com honras e participou do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde esteve envolvida em vários projetos de pesquisa com o Laboratório de Física aplicado.

Contribuições e conquistas

Desenvolvimento de um giroscópio de fibra óptica e criação de um banco de dados para atividades de flutuabilidade neutra de Extravehicular Activity (EVA) – Atividade Extraveicular – calculados no NASA Johnson Space Center. Formou-se em engenharia aeroespacial no MIT. Depois foi para Howard University, em Washington, onde ela se tornou a primeira mulher afro-americana a receber um Ph.D. em engenharia mecânica e a primeira mulher afro-americana a receber um doutorado em engenharia do Centro de Vôo Espacial Goddard da NASA.

Legado

Suas muitas honras incluem a Rede das Mulheres, as 18 principais mulheres que mudarão o mundo, Mulheres na Ciência e Engenharia para a Realização de Engenharia, Representante da NASA para a Casa Branca, e, mais recentemente, em 2016, o Prestigious Washington Award.

5. PEGGY WITHSON

Foi a primeira mulher a comandar a Estação Espacial Internacional. É recordista de tempo de permanência no espaço e doutora em bioquímica.

PEGGY WHITSON - mulheres na indústria aeroespacial

Nome completo e data de nascimento: Peggy Annette Whitson, 9 de fevereiro de 1960.

Onde nasceu: Mount Ayr, Iowa, Estados Unidos.

Percurso

Possui bacharel em Biologia/Química pela Iowa Wesleyan College em 1981 e Doutorado em Bioquímica pela Rice University em 1985. Ela iniciou seus estudos no Centro Espacial Johnson (JSC) da NASA em Houston, Texas, como Pesquisadora Associada Residente (National Research Council). Foi professora adjunta no Departamento de Medicina Interna e do Departamento de Química Biológica Humana e Genética da Universidade do Texas Medical Branch.

Em abril de 1996, quis se tornar uma astronauta, foi selecionada como Candidata a Astronauta e começou a treinar em agosto de 1996. Após completar dois anos de treinamento e avaliação, foi designada para funções técnicas na Divisão de Planejamento de Operações do Escritório de Astronauta e serviu como líder para a Equipe de Suporte ao Teste de Tripulação, na Rússia de 1998 a 1999. De novembro de 2003 a março de 2005, ela atuou como vice-chefe do Escritório de Astronautas.

Contribuições e conquistas

Whitson completou dois passeios de seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional, o segundo como o comandante da estação para a Expedição 16 em abril de 2008. Esse foi o segundo voo espacial de longa duração de Whitson. Ela acumulou 377 dias no espaço entre as duas missões, maior intervalo de tempo que qualquer mulher já tinha ficado no espaço até a época. Whitson também realizou um total de seis caminhadas espaciais de carreira, totalizando 39 horas e 46 minutos.

Whitson foi lançada ao espaço em 17 de novembro de 2016, como parte da Expedição 50/51 e retornou com segurança à Terra em 3 de setembro de 2017. Ela contribuiu para centenas de experimentos em biologia, biotecnologia, ciências físicas e ciências da terra, recebeu várias espaçonaves de carga fornecimentos e experimentos de pesquisa, e realizou seis caminhadas espaciais combinadas para realizar manutenção e upgrades na estação. Whitson participou de quatro caminhadas espaciais, elevando o total de sua carreira para dez. Com um total de 665 dias no espaço, Whitson detém o recorde norte-americano, ficando em oitavo lugar na lista de resistência de todos os tempos.

Legado

Ela ganhou mais de 15 prêmios ao longo de sua carreira, dentre eles: Hall da Fama da Aviação de Iowa (2011); Medalha Russa de Mérito pelo Espaço (2011); Medalha de Vôo Espacial da NASA (2002, 2008).

Mulheres na indústria Aeroespacial

mulheres na indústria aeroespacial

Graças às mulheres pioneiras em suas respectivas áreas, várias portas foram abertas. Mas não se engane, no setor aeroespacial ainda há várias vertentes a serem alcançadas pelas mulheres. As mulheres já percorreram um longo caminho, mas a luta por um espaço ainda maior deve continuar, “porque é trabalhando que a gente vai mostrar que as diferenças só existem na cabeça das pessoas” – Maria Cecília, professora de Engenharia Aeroespacial, UFMG.

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Entrevista com Professores: Professora Maria Cecília Pereira https://aerojr.com/blog/entrevista-com-professora-maria-cecilia-pereira/ https://aerojr.com/blog/entrevista-com-professora-maria-cecilia-pereira/#respond Wed, 06 Mar 2019 23:25:36 +0000 https://aerojr.com/2019/03/06/entrevista-com-professora-maria-cecilia/ Não é novidade que a área das engenharias é majoritariamente formada por homens. As mulheres são minoria no setor e diversas vezes se sentem desmotivadas para atuar nessas carreiras. Pensando nisso, a AEROJR. fez uma entrevista com a professora Maria Cecília Pereira de Faria, membra do Departamento de Engenharia Mecânica da UFMG. Ela é uma das poucas mulheres do departamento e nos contou um pouco sobre como é ser mulher em um ambiente masculino. AEROJR.: Bom dia! A primeira pergunta não é bem uma pergunta, mas nós gostaríamos que você nos falasse um pouco sobre a sua trajetória acadêmica. Maria Cecília: Bom dia! Bom, eu sempre soube que eu era de exatas, percebi muito cedo. Então, já bem nova, pensei em fazer colégio técnico. Fiz eletrônica aqui na UFMG e não me identifiquei. Na época, não havia engenharia à noite na UFMG, então eu pensava que teria que trabalhar durante o dia para pagar engenharia em uma universidade particular. Quando fui fazer vestibular, eu estava com um intercâmbio marcado e meio que me dei ao luxo de não escolher o que eu iria fazer. Acabei passando para Bacharelado em Física. Mas na UFMG, por exemplo, era preciso fazer dois semestres antes de poder trancar e, como em 6 meses eu iria viajar, achava que eu não iria poder me matricular mesmo. Mas eu passei na UFV, em que só era preciso fazer um semestre antes de trancar. Então eu me matriculei na UFV, fiz um semestre de Física e eu achei bem legal. Quando eu voltei do intercâmbio, pensei “Ah, deixa eu ver mais um semestre desse curso, deixa eu ver mais um semestre desse curso” e ai eu formei! O curso de Física foi muito interessante. Eu achava que era um curso “bitolado” quando eu entrei, mas não é. Gostei muito, tive professores muito inspiradores – não tive nenhuma professora, só professores. Hoje em dia lá tem professoras, no Departamento de Física. Eu já sabia que eu queria fazer pós-graduação. Atirei pra todo lado, pegou em todos (risos) e eu fui pra essa área espacial, que sempre foi minha paixão. Fiz mestrado e doutorado no INPE. As coisas foram acontecendo muito naturalmente. Junto com o mestrado, como eu fui aprovada em primeiro lugar, uma empresa me ofereceu uma bolsa que era bem maior que a bolsa de mestrado da época. São contatos que eu tenho até hoje, contatos para os quais eu consigo indicar alunos para a empresa, então foi muito importante na minha vida. Fui fazer doutorado e surgiu a oportunidade de fazer parte dele em Portugal com uma das maiores autoridades na área. Foi tudo muito natural, eu ganhei tudo na mão…, mas eu soube aproveitar as oportunidades que eu ganhei na mão… Cada oportunidade eu vi como única. Acabou que eu passei bem nova para o concurso (na UFMG). Passei no concurso com 30 e assumi com 31. E ai, eu vi que por mais que eu seja apaixonada pela área de espaço, essa paixão é equivalente à minha paixão por educação. Muitas vezes eu vejo que as pessoas me enxergam como aquela mulher que “arregou” pra humanas, sabe? Não! Eu continuo sendo de exatas, continuo gostando de fazer conta, continuo gostando de programar, mas essa questão da educação, essa questão da inspiração, eu vi a diferença que esses professores fizeram na minha vida, então hoje eu tento deixar pelo menos meio a meio. No começo, eu dediquei bem mais à educação, porque o curso estava bem no comecinho e demandava muito da gente como educador. Hoje em dia a demanda do curso já é mais pesquisa, porque ele já foi aprovado no MEC, muitos desafios já foram cumpridos. Então, eu assumo esses papéis, e se alguém fala comigo que “Ah porque você”, eu digo “Por que o que? Você acha satélite mais importante que educação? Por que pra mim…”, eu diria até que educação é mais, mas eu gosto muito de satélite (risos). Então minha trajetória foi essa, ela foi muito suave, mas porque eu tive oportunidade e eu soube aproveitá-las. Fiz tudo seguido do outro, entrei na faculdade muito nova, então foi, ao contrário de muitas carreiras que eu vejo por aí, um caminho muito suave. “Eu percebi muito cedo que aquilo que eu gostava era uma área dominada por homens e eu via aquilo como uma coisa natural .” AEROJR.: Você mencionou que, durante seu curso de Física, você não teve professoras, mas durante o pós, durante o INPE, você teve? Maria Cecília: Não, não… AEROJR.: E como você se sentiu com isso? Você percebeu a ausência ou era algo com o qual você estava acostumada? Maria Cecília: Não, eu não reparava nisso. Na verdade, eu tive professora na faculdade de Psicologia da Educação, mas da Física e mesmo da Matemática, que tinham algumas, eu não tive. Eu percebi muito cedo que aquilo que eu gostava era uma área dominada por homens e eu via aquilo como uma coisa natural. A gente não vai ver meio-a-meio nas áreas de exatas, da mesma forma que nas humanas também não, porque existe essa tendência vocacional: mais homens gostarem de exatas e mais mulheres gostarem de humanas. Isso não quer dizer que não existem mulheres que gostam de exatas e homens que gostam de humanas. O que, em minha opinião, a gente tem que fazer é: se mulher gosta de exatas, ela tem que ter essa possibilidade, e se o homem gosta de humanas, ele tem que ter essa possibilidade. Não adianta a gente viver nessa utopia de achar que um dia vai ser igual. Se você olhar os inscritos, vai ter muito mais homem do que mulher. Pra mim, se a proporção de mulher inscrita e mulher aprovada estiver equivalente, tá bom! Mas eu não senti essa dificuldade de ver que eu não tinha professoras, principalmente porque houve uma postura muito respeitosa dos meus professores, sabe? Os meus professores de graduação são exemplo pra mim. Eu não senti falta de ter essa mulher, mas

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Não é novidade que a área das engenharias é majoritariamente formada por homens. As mulheres são minoria no setor e diversas vezes se sentem desmotivadas para atuar nessas carreiras. Pensando nisso, a AEROJR. fez uma entrevista com a professora Maria Cecília Pereira de Faria, membra do Departamento de Engenharia Mecânica da UFMG. Ela é uma das poucas mulheres do departamento e nos contou um pouco sobre como é ser mulher em um ambiente masculino.

AEROJR.: Bom dia! A primeira pergunta não é bem uma pergunta, mas nós gostaríamos que você nos falasse um pouco sobre a sua trajetória acadêmica.

Maria Cecília: Bom dia! Bom, eu sempre soube que eu era de exatas, percebi muito cedo. Então, já bem nova, pensei em fazer colégio técnico. Fiz eletrônica aqui na UFMG e não me identifiquei. Na época, não havia engenharia à noite na UFMG, então eu pensava que teria que trabalhar durante o dia para pagar engenharia em uma universidade particular. Quando fui fazer vestibular, eu estava com um intercâmbio marcado e meio que me dei ao luxo de não escolher o que eu iria fazer. Acabei passando para Bacharelado em Física. Mas na UFMG, por exemplo, era preciso fazer dois semestres antes de poder trancar e, como em 6 meses eu iria viajar, achava que eu não iria poder me matricular mesmo. Mas eu passei na UFV, em que só era preciso fazer um semestre antes de trancar. Então eu me matriculei na UFV, fiz um semestre de Física e eu achei bem legal. Quando eu voltei do intercâmbio, pensei “Ah, deixa eu ver mais um semestre desse curso, deixa eu ver mais um semestre desse curso” e ai eu formei!

O curso de Física foi muito interessante. Eu achava que era um curso “bitolado” quando eu entrei, mas não é. Gostei muito, tive professores muito inspiradores – não tive nenhuma professora, só professores. Hoje em dia lá tem professoras, no Departamento de Física. Eu já sabia que eu queria fazer pós-graduação. Atirei pra todo lado, pegou em todos (risos) e eu fui pra essa área espacial, que sempre foi minha paixão.

Professora Maria Cecília durante a AEROCB II. Fonte: AEROCB.
Professora Maria Cecília durante a AEROCB II. Fonte: AEROCB.

Fiz mestrado e doutorado no INPE. As coisas foram acontecendo muito naturalmente. Junto com o mestrado, como eu fui aprovada em primeiro lugar, uma empresa me ofereceu uma bolsa que era bem maior que a bolsa de mestrado da época. São contatos que eu tenho até hoje, contatos para os quais eu consigo indicar alunos para a empresa, então foi muito importante na minha vida. Fui fazer doutorado e surgiu a oportunidade de fazer parte dele em Portugal com uma das maiores autoridades na área. Foi tudo muito natural, eu ganhei tudo na mão…, mas eu soube aproveitar as oportunidades que eu ganhei na mão… Cada oportunidade eu vi como única.

Acabou que eu passei bem nova para o concurso (na UFMG). Passei no concurso com 30 e assumi com 31. E ai, eu vi que por mais que eu seja apaixonada pela área de espaço, essa paixão é equivalente à minha paixão por educação. Muitas vezes eu vejo que as pessoas me enxergam como aquela mulher que “arregou” pra humanas, sabe? Não! Eu continuo sendo de exatas, continuo gostando de fazer conta, continuo gostando de programar, mas essa questão da educação, essa questão da inspiração, eu vi a diferença que esses professores fizeram na minha vida, então hoje eu tento deixar pelo menos meio a meio. No começo, eu dediquei bem mais à educação, porque o curso estava bem no comecinho e demandava muito da gente como educador. Hoje em dia a demanda do curso já é mais pesquisa, porque ele já foi aprovado no MEC, muitos desafios já foram cumpridos. Então, eu assumo esses papéis, e se alguém fala comigo que “Ah porque você”, eu digo “Por que o que? Você acha satélite mais importante que educação? Por que pra mim…”, eu diria até que educação é mais, mas eu gosto muito de satélite (risos). Então minha trajetória foi essa, ela foi muito suave, mas porque eu tive oportunidade e eu soube aproveitá-las. Fiz tudo seguido do outro, entrei na faculdade muito nova, então foi, ao contrário de muitas carreiras que eu vejo por aí, um caminho muito suave.


“Eu percebi muito cedo que aquilo que eu gostava era uma área dominada por homens e eu via aquilo como uma coisa natural .”

AEROJR.: Você mencionou que, durante seu curso de Física, você não teve professoras, mas durante o pós, durante o INPE, você teve?

Maria Cecília: Não, não…

AEROJR.: E como você se sentiu com isso? Você percebeu a ausência ou era algo com o qual você estava acostumada?

Maria Cecília: Não, eu não reparava nisso. Na verdade, eu tive professora na faculdade de Psicologia da Educação, mas da Física e mesmo da Matemática, que tinham algumas, eu não tive. Eu percebi muito cedo que aquilo que eu gostava era uma área dominada por homens e eu via aquilo como uma coisa natural. A gente não vai ver meio-a-meio nas áreas de exatas, da mesma forma que nas humanas também não, porque existe essa tendência vocacional: mais homens gostarem de exatas e mais mulheres gostarem de humanas. Isso não quer dizer que não existem mulheres que gostam de exatas e homens que gostam de humanas. O que, em minha opinião, a gente tem que fazer é: se mulher gosta de exatas, ela tem que ter essa possibilidade, e se o homem gosta de humanas, ele tem que ter essa possibilidade. Não adianta a gente viver nessa utopia de achar que um dia vai ser igual. Se você olhar os inscritos, vai ter muito mais homem do que mulher. Pra mim, se a proporção de mulher inscrita e mulher aprovada estiver equivalente, tá bom!

Mas eu não senti essa dificuldade de ver que eu não tinha professoras, principalmente porque houve uma postura muito respeitosa dos meus professores, sabe? Os meus professores de graduação são exemplo pra mim. Eu não senti falta de ter essa mulher, mas eu ouvi gracinhas que homens não ouvem, eu passei coisas que homens não passam, mas eu nunca dei mais importância pra isso do que tinha. A questão de gênero é algo muito interessante, porque se você se apega muito a ela, o resto fica de lado, e o resto não pode ficar de lado!

Teve uma AEROCB em que a gente chamou mulheres da engenharia aeroespacial pra mesa redonda e veio a Maria Regina, que foi a primeira aluna a se formar em engenharia aeronáutica aqui e se aposentou recentemente na Embraer. As engenheiras que estavam lá estavam todas falando de vitórias, de dificuldades e um aluno levantou a mão e perguntou pra Maria Regina sobre uma antena que ela tinha colocado numa aeronave. Uma menina enfurecida falou pra ele que ele estava roubando o diálogo. Não! Ele não estava roubando o diálogo. Ela foi a engenheira que projetou aquela antena que é diferente das antenas que geralmente tem. Eu não quero que você venha aqui pra me contar só sobre os preconceitos que você sentiu ou as vitórias que você teve. Eu quero que você me diga qual é a daquela antena, porque foi você quem fez! Não existe ninguém melhor no mundo pra me explicar sobre aquela antena do que você, Maria Regina.

Então, eu acho que as questões de gênero devem ocupar um espaço de debate, mas a gente não pode esquecer dos outros. A gente tem que mostrar pras pessoas que a gente é capaz. Se você começa a se envolver só com a questão de gênero, isso gasta tempo, gasta energia, e ai você não vai ter tempo de mostrar a engenheira que você se tornou. Então, a gente tem que saber dosar isso, a gente tem que saber não comprar brigas que não vão levar a lugar nenhum, porque no fim das contas, a única coisa que me ajudou na minha carreira foi o tanto que eu estudei e o tanto que eu trabalhei. Nenhuma das brigas que eu encampei me ajudou a chegar aonde eu cheguei.

Mas, por exemplo, uma vez eu arrumei uma briga aqui nessa escola sobre a questão da progressão da carreira. Era o seguinte, você tinha que, a cada dois anos, comprovar tanto, senão você não progredia. Mas e a mulher que está de licença maternidade? Ela vai ter que fazer, em um ano e meio, o que um homem faz, em dois? Aí eu arrumei uma briga, procurei diretor, e o que todo mundo entendeu foi que eu estava planejando engravidar! Mas eu não quero ter filho… Então começaram a me perguntar porque eu tinha arranjado toda essa situação, se eu não queria ser mãe. Isso não é uma coisa que interessa a mim, nem que interessa às mulheres, é uma coisa que interessa à sociedade. Isso não é algo pra ser legal com as mulheres, é algo pra ser legal com a sociedade, porque a sociedade tem que ser justa. Então, até as brigas que a gente compra, elas têm que valer a pena.

Eu não compro briguinha de gênero. As brigas grandes eu compro. O resto do tempo, eu estou trabalhando, porque é trabalhando que a gente vai mostrar que essa diferença só existe na cabeça das pessoas. Eu acho essa discussão de gênero muito legal, mas eu tomo muito cuidado, pra ela não tirar do meu rumo, talvez porque eu não tenha sido tanto vítima dela.

Professora Maria Cecília em entrevista para TV UFMG durante a AEROCB III. Fonte: AEROCB.
Professora Maria Cecília em entrevista para TV UFMG durante a AEROCB III. Fonte: AEROCB.

Eu tenho uma amiga, por exemplo, que queria fazer engenharia, mas foi proibida pela família. Ela é três anos mais velha do que eu e é fotógrafa, porque “mulher não é engenheira”. Ela é uma excelente fotógrafa, mas ela sempre fala que queria ser engenheira. Então, quais brigas nós vamos comprar? A briga da educação, a briga de mostrar pra sociedade, ou aquela briga do colega que faz piadinha machista? Deixa aquele colega pra lá! Aquele colega irrita porque a gente sabe que a piadinha está refletindo uma coisa que está na sociedade e te prejudica, mas aonde você vai por sua energia?

Uma vez, um colega aqui começou a receber um monte de apito no celular, e ai outro colega brincou, perguntando o que estava acontecendo. Ele respondeu que ele tinha emprestado o cartão pra filha dele e era o banco avisando que o cartão estava sendo usado. Aí ele falou assim “Mulher adora gastar dinheiro, né?”. Eu falei “Eu adoro! O meu! É pra isso que eu trabalho muito”. Na piadinha dele, estava subentendido que mulher adora gastar dinheiro, do marido. Outra vez, fazendo compra no supermercado, um cara passando com compra na minha frente, a caixa virou pra ele e falou “A mulher faz a lista e o homem compra, né?”. Aí eu respondi pra ela “Engraçado, porque na minha família a mulher faz a lista, a mulher faz a compra e a mulher paga”. Então assim, vale a pena essas situações em que você não vai gastar tempo.

AEROJR.: Tiveram momentos em que você falou das dificuldades e das brigas. Se você fosse destacar algum momento da sua trajetória em que você sentiu que você tinha uma barreira maior que as outras, qual foi a atitude que você tomou pra conseguir superar essa situação?

Maria Cecília: Eu, quando eu era mais nova, eu era muito mais brava do que eu sou hoje. O tempo já me amansou um pouco. Quando eu estava no mestrado, eu tive um problema grande com o meu orientador e eu botei a boca no mundo. Eu xingava esse homem inteiro, então a minha atitude, quando eu passei por esse tipo de situação, foi de agressividade. Mas eu tinha 22 anos. Hoje eu sei que esse não é o caminho. Essa pessoa podia ter me prejudicado mais do que ela me prejudicou. Então, eu explico minha reação com imaturidade. Depois que eu fui ficando mais madura, a minha reação quando eu encontro dificuldades que eu percebo que são minhas, porque eu sou mulher, e não por outro motivo qualquer, é mostrar meu trabalho.

Falando assim, parece que eu sou aquela pessoa que nunca perde as estribeiras, né? Vocês já repararam que na sala de quase todos os professores tem uma plaquinha com o nome do professor? Aqui na minha tem, Professora Doutora Maria Cecília. Sempre bate gente na minha porta e pergunta se eu sou a secretária, sempre! Ai tem dia que o pessoal vira e fala assim “ Você que é a secretária da Mecânica?”, e eu falo “Não…”. Isso acontece muito comigo, com os meus colegas homens, nunca aconteceu. Nós temos secretários, mais do que secretárias. A secretaria é formada por homens, e mesmo assim eles batem na minha porta e perguntam se eu sou a secretária. Então, tem dia que eu estou virada e falo “Olha aí na minha porta e me responde você se eu sou a secretária.”. Geralmente, a pessoa fica sem graça e saí. Mas teve um que me perguntou “Você já pensou em fazer terapia?”. Eu virei pra ele e respondi “Eu faço terapia pra aguentar gente como você”. Você o imagina falando assim com um homem? Mas eu vou me abater por causa disso?

Se eu for gastar energia nisso, não sobra energia pra eu trabalhar. Você tem que escolher suas batalhas. Você já escolheu sua guerra, ali dentro você precisa escolher suas batalhas, senão você dissipa energia.


“Ela (minha mãe) me criou pra ser o que eu quisesse, inclusive dona de casa. Pra ela, o que importava, é que eu tivesse condições de ser o que eu quisesse. “

AEROJR.: Pra fazer essa entrevista, nós tentamos entrar em contato com as mulheres do corpo docente da Aeroespacial. Entretanto, só conseguimos falar com você e com a professora Gilva. Como você se sente, ou como você abordaria essa questão de só ter vocês duas como professoras no curso?

Maria Cecília: Bom, até essa semana, eu era 25% do corpo docente feminino do DEMEC (Departamento de Mecânica). Essa semana eu virei 20%, porque chegou mais uma! Como eu falei, eu acho isso normal. Nos sempre fomos minoria e não é do dia pra noite que nós vamos virar maioria. Eu achar normal não quer dizer que eu ache bom. Agora, quando eu fiz o meu concurso, nós éramos 8 candidatos, eu, mais uma menina e 6 homens. Tinha uma chance muito maior de um homem ser aprovado do que eu, afinal, eles era mais, né? Então, eu encontrei nesse departamento, desde o concurso, muito respeito. Eu me sinto muito bem-vinda no curso de Engenharia Aeroespacial.

Quando eu dou os meus chiliques na Câmara, quando eu dou os meus chiliques no colegiado, os meus colegas ouvem, porque eu tenho um histórico de trabalho sério. Mas eu só pude mostrar o meu histórico de trabalho sério, porque os meus colegas que estavam na banca, e eram 5 homens, não viram problema de uma professora na engenharia mecânica. Então, se eu te falasse que eu sinto algum tipo de preconceito por ser minoria no departamento, eu estaria sendo muito injusta com os meus colegas. Aqui, eu encontrei um ambiente de muito respeito, e tem muita mulher que fica brava quando eu falo isso. Mas nós temos que dar valor para aqueles homens que nos respeitam. Nós temos que enxergar e valorizar que eles não são aqueles ogros que acham que a gente é pior. Então, tanto os meus colegas mais velhos e quase aposentados, eles sempre me trataram como uma igual.

No meu concurso, eu não vi nenhum tipo de preconceito de gênero, e conhecendo meus colegas, eu não acredito que em outros tenha. Eu acredito que isso é devido a terem poucas mulheres na área, porque em muitos concursos só se inscrevem homens. Eu acho que é o caso de a gente mostrar para as meninas que elas podem ser engenheiras, para daqui a 20 anos elas estarem aqui. Eu acho que esse processo deva começar com as menininhas. A gente não tem que pegar aquela menina que sempre gostou de letras e jogar ela no ICEx. A gente tem que mostrar para aquelas que já gostam de matemática e ciências que elas podem ser engenheiras e astronautas.

Eu contei pra minha priminha que, se ela quiser, ela pode ser engenheira que faz avião, e ela “Hã! Posso?”. E ela é criada em um ambiente de cabeça aberta, mas ela nunca tinha pensado nessa possibilidade. Mostrem pras meninas o que elas podem ser, pra elas não virarem a minha amiga, que é uma fotógrafa maravilhosa, mas que sempre quis ser engenheira.

AEROJR.: Isso acabou respondendo a próxima pergunta, sobre as mulheres na ciência e como incentiva-las a entrar.

Maria Cecília: A professora Luciana, da eletrônica, tem um projeto maravilhoso que é de meninas na ciência. Ela vai às escolas, levando alunos, mas muitas alunas, mostrando pras meninas que elas podem ser engenheiras. Esse projeto é maravilhoso e é voltado pra meninas mesmo. Ano passado eu pensei em submeter um projeto voltado pra meninas também, mas eu não tive tempo de escrever. Mas pretendo submeter um projeto voltado pras meninas do colégio até à graduação.

A gente tem que incentivar, eu não acho que a gente deva impor que a mulher ocupe esses espaços, sabe? A minha mãe, embora não assuma, é extremamente feminista. Ela me criou pra ser o que eu quisesse, inclusive dona de casa. Pra ela, o que importava, é que eu tivesse condições de ser o que eu quisesse. Eu sou a única de exatas lá de casa então o meu caminho foi bem diferente dos demais.

AEROJR.: Pra finalizar, você, sabendo que é uma inspiração pra muitas alunas da aeroespacial, e de outros cursos também, como você vê essa responsabilidade e você tem alguma mensagem de inspiração pra passar pra elas?

Maria Cecília: Olha, eu nunca tinha parado pra pensar nisso, até me chamarem pra um debate que teve aqui, da GE, e eu fiquei pensando em como tinham me achado. Foi um aluno da Engenharia de Sistemas que me indicou. E aí eu comecei a pensar um pouco sobre isso. O caminho da gente, que está na Academia, é muito levado por vocação. O nosso retorno material não é proporcional ao investimento que a gente faz. Então a gente em muito daqueles momentos de “Meu Deus, será que eu estou no caminho certo?”. Então, pra mim, sempre que eu me deparo com esse tipo de situação, é uma surpresa.

Por exemplo, tem uma aluna nossa fazendo estágio na AEB. Ela volta agora no início das aulas. Um amigo meu interagiu com ela lá e ele disse que ela se inspirava em mim. Eu achei super legal, mas não sei se eu me vejo assim, porque, como eu tenho acesso a todas as minhas falhas, eu penso que seu eu sou role model de alguém, essas pessoas estão muito mal de role model (risos).

Mas parando pra pensar, eu acho que eu consegui fazer alguma coisa consistente, eu acho que eu consigo fazer alguma coisa que passe uma imagem boa, sabe? Eu fico super feliz quando, por exemplo, na última AEROCB, eu liguei pra uma pessoa que eu conheço em busca de patrocínio. Ela disse que a cota de patrocínio dela tinha acabado, mas que ela ia arrumar dinheiro pra mim porque meu trabalho era sério.

O que acontece é que nós mulheres temos que ter muito cuidado com o nosso papel de inspiração, porque de nós é cobrado, além de uma postura profissional, um papel social, diferente dos homens. Será, que se eu resolver sair de casa amanhã, me acabar nos bloquinhos [de carnaval], sair bêbada por aí, vomitar na rua, o patrocinador vai me liberar verba? Mas o homem pode fazer isso tudo, porque o papel social dele não interfere no profissional. Não adianta achar que isso é injustiça, pra amanhã isso mudar.

Eu tenho que cuidar muito da minha imagem pessoal, e isso inclui passar por coisas que um homem nem imagina. Tenho que cuidar pra que o meu lado profissional tenha o valor que eu construí pra ele. As minhas conquistas serão sempre fonte de “Será que ela tem um caso com alguém?”. As dos meus colegas não. É uma coisa muito injusta, mas que existe. Cada um decide a forma como vai lidar com isso.

Agora, é muito legal quando você consegue colocar um homem no papel de uma mulher. Você já viu o choque que eles tomam? Outro dia um amigo meu disse que deu uma palestra de duas horas sobre o setor espacial para adolescentes. Uma menina levantou a mão na frente de todo mundo e disse “Você é muito gato. Por que você não foi modelar?”. Foi a única vez que ele sentiu na pele o que uma mulher sente.

De duas, uma: ou vocês compram a briga e não vão ter tempo pra outras coisas, o que é válido, ou vocês assumem a postura de mostrar o seu valor e pontuar a questão de gênero em algumas questões.

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A História da Agência Espacial Brasileira (AEB) https://aerojr.com/blog/historia-da-aeb/ https://aerojr.com/blog/historia-da-aeb/#respond Sun, 10 Feb 2019 16:29:48 +0000 https://aerojr.com/2019/02/10/historia-da-aeb/ Conheça a história da principal administradora do Programa Espacial Brasileiro! Tudo Começou na Guerra Fria Segundo os livros de história, em 1947 se iniciava a Guerra Fria. Ela foi uma disputa armamentista e tecnológica entre duas superpotências, e mais do que isso, entre dois sistemas econômicos. Essa competição, apesar de ter apresentado grandes momentos de tensão, promoveu desenvolvimento em muitas áreas e esse período não foi diferente para a tecnologia espacial. Em meados de 1955, União Soviética e Estados Unidos iniciaram uma corrida pela supremacia na exploração deste setor, uma vez que o mesmo se demonstrou estratégico para que os países envolvidos pudessem monitorar as atividades de seu concorrente. A princípio, toda a tecnologia espacial desenvolvida era para uso militar. Porém, com o passar dos anos, os sistemas criados para as situações extremas do espaço trouxeram inovações que beneficiaram da vida na Terra. Alguns exemplos delas são: micro-ondas, câmera digital, avanços em telecomunicações e, é claro, o GPS. O Início no País O Brasil não demorou muito para reconhecer a necessidade da exploração deste setor e, em 1965, construiu seu primeiro centro de lançamento, intitulado Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBA) e localizado no estado do Rio Grande no Norte. Dois anos depois, o primeiro protótipo do foguete Sonda I foi lançado. Em 1993, mais um marco do Programa Espacial Brasileiro foi alcançado com o lançamento do primeiro satélite brasileiro, o Satélite de Coleta de Dados (SCD-1), com a missão de coletar dados ambientais. Ele foi programado para uma vida útil de um ano, porém, devido à alta competência tecnológica, ontem completou 26 anos em órbita. Surge a AEB Um ano depois, em 10 de fevereiro de 1994, o país deu um grande passo rumo ao desenvolvimento do programa espacial brasileiro, centralizando seu comando com a criação da Agência Espacial Brasileira (AEB). Essa organização civil, que hoje comemora seus 25 anos de existência, foi definida como uma autarquia, ou seja, uma instituição que pode dispor de patrimônio próprio e realiza atividades típicas do estado. Além disso, foi vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Desde a sua criação, a Agência Espacial Brasileira deu grandes passos rumo ao desenvolvimento da tecnologia no país. Em 1994, iniciou seus trabalhos com a promoção da operação Guará, uma campanha em parceria com a NASA, que foi pioneira no lançamento de foguetes de sondagem utilizando o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Esse centro, é o mais importante do país e um dos mais bem posicionados do mundo, por conta de sua proximidade com a linha do equador. Para se desenvolver ainda mais, em 1997, o Brasil ingressou no programa de cooperação da Estação Espacial Internacional, do inglês International Space Station (ISS) e, nesse mesmo ano, ocorreu o primeiro voo teste do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), um foguete nacional. No decorrer dos anos seguintes, o Programa Espacial Brasileiro se desenvolveu muito e fez parcerias com outros países, como por exemplo com a China, para o desenvolvimento do satélite sino-brasileiro (CBERS). O primeiro protótipo desse satélite foi lançado em 1999, no centro de lançamento de Taiyuan. Em 2003, porém, ocorreu um acidente na base de Alcântara por conta do acionamento prematuro de um dos motores do protótipo de um VLS, e 21 técnicos morreram. Essa tragédia comoveu a sociedade e dentre as recomendações do relatório de investigação após o acidente, foi pedida a modernização da plataforma de lançamento. Hoje, o CLA conta com uma torre de apoio para fuga dos funcionários, em caso de emergência. O Brasil continuou com suas pesquisas e, em 2004, realizou o primeiro lançamento teste de um VSB-30, um foguete de sondagem suborbital de médio porte, direcionado a realizar experimento em ambientes de microgravidade. Em 30 de março de 2006, o tenente coronel Marcos Pontes parte em direção à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em Inglês) e passa a ser o primeiro brasileiro a ir para o espaço. Lá, o astronauta realizou oito experimentos no ambiente de microgravidade. Outras conquistas vieram e, em 2010, um novo VSB-30 é lançado em Alcântara, agora contendo dez experimentos de universidades, institutos e pesquisas de alunos do ensino fundamental. Depois, em 2014, o Brasil lançou seu primeiro foguete com combustível líquido, o VS-30. O objetivo da missão era testar o motor L5, que foi totalmente desenvolvido no Brasil e utiliza etanol e oxigênio líquido para propulsão. Atualmente, a organização e execução das atividades espaciais são instituídas pelo Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE) que, por sua vez, define a AEB, que tem sua sede principal em Brasília, como órgão central e coordenador geral do setor. Ou seja, a Agência é a principal controladora do Programa Espacial Brasileiro, atuando desde a regulamentação até a implementação das atividades espaciais. E o Futuro? Percebe-se que ainda há muito o que explorar para que o país possa continuar se desenvolvendo e criando novas tecnologias. É uma área muito importante politicamente e, para que sua estruturação seja bem realizada, investimento financeiro é indispensável. Apesar da relativa falta de recursos, a Agência Espacial Brasileira obteve grandes conquistas no setor em que atua. Hoje, o Brasil possui grande capacidade para aplicar as tecnologias geradas pela atividade espacial em áreas como telecomunicações, metrologia e fornecimento de imagens. Portanto, nós da AEROJR, desejamos os parabéns por todas as conquistas da AEB e pelo seu aniversário de 25 anos! Autor: Gabriel Rodrigues

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Conheça a história da principal administradora do Programa Espacial Brasileiro!

Tudo Começou na Guerra Fria

Segundo os livros de história, em 1947 se iniciava a Guerra Fria. Ela foi uma disputa armamentista e tecnológica entre duas superpotências, e mais do que isso, entre dois sistemas econômicos. Essa competição, apesar de ter apresentado grandes momentos de tensão, promoveu desenvolvimento em muitas áreas e esse período não foi diferente para a tecnologia espacial. Em meados de 1955, União Soviética e Estados Unidos iniciaram uma corrida pela supremacia na exploração deste setor, uma vez que o mesmo se demonstrou estratégico para que os países envolvidos pudessem monitorar as atividades de seu concorrente.

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Corrida Espacial

A princípio, toda a tecnologia espacial desenvolvida era para uso militar. Porém, com o passar dos anos, os sistemas criados para as situações extremas do espaço trouxeram inovações que beneficiaram da vida na Terra. Alguns exemplos delas são: micro-ondas, câmera digital, avanços em telecomunicações e, é claro, o GPS.

O Início no País

O Brasil não demorou muito para reconhecer a necessidade da exploração deste setor e, em 1965, construiu seu primeiro centro de lançamento, intitulado Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBA) e localizado no estado do Rio Grande no Norte. Dois anos depois, o primeiro protótipo do foguete Sonda I foi lançado.

http://www.inpe.br/scd1/site_scd/fotos/scd1-massprop.jpg
SCD-1

Em 1993, mais um marco do Programa Espacial Brasileiro foi alcançado com o lançamento do primeiro satélite brasileiro, o Satélite de Coleta de Dados (SCD-1), com a missão de coletar dados ambientais. Ele foi programado para uma vida útil de um ano, porém, devido à alta competência tecnológica, ontem completou 26 anos em órbita.

Surge a AEB

Um ano depois, em 10 de fevereiro de 1994, o país deu um grande passo rumo ao desenvolvimento do programa espacial brasileiro, centralizando seu comando com a criação da Agência Espacial Brasileira (AEB). Essa organização civil, que hoje comemora seus 25 anos de existência, foi definida como uma autarquia, ou seja, uma instituição que pode dispor de patrimônio próprio e realiza atividades típicas do estado. Além disso, foi vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Desde a sua criação, a Agência Espacial Brasileira deu grandes passos rumo ao desenvolvimento da tecnologia no país. Em 1994, iniciou seus trabalhos com a promoção da operação Guará, uma campanha em parceria com a NASA, que foi pioneira no lançamento de foguetes de sondagem utilizando o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Esse centro, é o mais importante do país e um dos mais bem posicionados do mundo, por conta de sua proximidade com a linha do equador.

Para se desenvolver ainda mais, em 1997, o Brasil ingressou no programa de cooperação da Estação Espacial Internacional, do inglês International Space Station (ISS) e, nesse mesmo ano, ocorreu o primeiro voo teste do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), um foguete nacional.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f2/Vls1-mockup-test.jpg
VSL-1

No decorrer dos anos seguintes, o Programa Espacial Brasileiro se desenvolveu muito e fez parcerias com outros países, como por exemplo com a China, para o desenvolvimento do satélite sino-brasileiro (CBERS). O primeiro protótipo desse satélite foi lançado em 1999, no centro de lançamento de Taiyuan.

http://www.cbers.inpe.br/hotsite/img/1999/1999_img_02.jpg
CBERS

Em 2003, porém, ocorreu um acidente na base de Alcântara por conta do acionamento prematuro de um dos motores do protótipo de um VLS, e 21 técnicos morreram.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/08/tragedia-em-alcantara-faz-dez-anos-e-brasil-ainda-sonha-em-lancar-foguete.html

Essa tragédia comoveu a sociedade e dentre as recomendações do relatório de investigação após o acidente, foi pedida a modernização da plataforma de lançamento. Hoje, o CLA conta com uma torre de apoio para fuga dos funcionários, em caso de emergência.

O Brasil continuou com suas pesquisas e, em 2004, realizou o primeiro lançamento teste de um VSB-30, um foguete de sondagem suborbital de médio porte, direcionado a realizar experimento em ambientes de microgravidade.

Em 30 de março de 2006, o tenente coronel Marcos Pontes parte em direção à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em Inglês) e passa a ser o primeiro brasileiro a ir para o espaço. Lá, o astronauta realizou oito experimentos no ambiente de microgravidade.

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2018/03/10-curiosidades-sobre-o-astronauta-brasileiro-marcos-pontes.html
Primeiro Brasileiro a ir ao Espaço

Outras conquistas vieram e, em 2010, um novo VSB-30 é lançado em Alcântara, agora contendo dez experimentos de universidades, institutos e pesquisas de alunos do ensino fundamental.

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/12/foguete-de-medio-porte-e-lancado-em-alcantara.html
VSB-30

Depois, em 2014, o Brasil lançou seu primeiro foguete com combustível líquido, o VS-30. O objetivo da missão era testar o motor L5, que foi totalmente desenvolvido no Brasil e utiliza etanol e oxigênio líquido para propulsão.

Lançamento do primeiro foguete brasileiro com combustível líquido, em Alcântara no Maranhão

Atualmente, a organização e execução das atividades espaciais são instituídas pelo Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE) que, por sua vez, define a AEB, que tem sua sede principal em Brasília, como órgão central e coordenador geral do setor. Ou seja, a Agência é a principal controladora do Programa Espacial Brasileiro, atuando desde a regulamentação até a implementação das atividades espaciais.

 http://portal-antigo.aeb.gov.br/agencia-espacial-brasileira-completa-21-anos/
Sede da AEB

E o Futuro?

Percebe-se que ainda há muito o que explorar para que o país possa continuar se desenvolvendo e criando novas tecnologias. É uma área muito importante politicamente e, para que sua estruturação seja bem realizada, investimento financeiro é indispensável.

Apesar da relativa falta de recursos, a Agência Espacial Brasileira obteve grandes conquistas no setor em que atua. Hoje, o Brasil possui grande capacidade para aplicar as tecnologias geradas pela atividade espacial em áreas como telecomunicações, metrologia e fornecimento de imagens. Portanto, nós da AEROJR, desejamos os parabéns por todas as conquistas da AEB e pelo seu aniversário de 25 anos!

Autor: Gabriel Rodrigues

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A História da GOL https://aerojr.com/blog/historia-da-gol/ https://aerojr.com/blog/historia-da-gol/#comments Tue, 15 Jan 2019 17:07:52 +0000 https://aerojr.com/2019/01/15/historia-da-gol/ Conheça a trajetória da GOL, a maior companhia aérea low cost da América Latina! Cenário de Nascimento da GOL No início dos anos 2000, o cenário da indústria de aviação no Brasil estava bastante desgastado. As tradicionais companhias aéreas que atuavam no país estavam passando por muitas dificuldades, inclusive financeiras. Nesse contexto nasceu a GOL – Linhas Aéreas Inteligentes. Fundada no dia primeiro de Agosto de 2000 por Constantino de Oliveira Júnior, a empresa completa, no dia quinze de Janeiro, dezoito anos do início de suas operações. O nome tinha alguns critérios a serem seguidos para a sua definição: uma palavra monossilábica, de fácil memorização e brasileira. “Gol” representa sucesso, uma conquista e tem a mesma pronúncia não só no Brasil, mas no mundo todo. Por que Low Cost? A empresa chegou com a proposta de inovar no mercado e romper com os padrões de luxo e sofisticação que imperavam na aviação civil brasileira.  O grande objetivo era democratizar o transporte aéreo no Brasil. Antes de sua fundação, pesquisas apontavam que 95% da população brasileira não tinha acesso aos aviões como meio de transporte. Visando mudar essa realidade, a GOL foi a pioneira na implantação do modelo low cost, low fare: baixo custo, baixo preço. O mercado buscava por isso, além de qualidade e segurança. A GOL rapidamente atingiu o seu objetivo: provocou fortes mudanças na maneira com que as pessoas viajavam – transição do transporte terrestre para o aéreo –, triplicando o número de passageiros em trânsito nos aeroportos brasileiros. Uma Companhia Inovadora A companhia aérea, desde sua fundação, trabalha pautada no princípio da inovação. Ela revolucionou, por exemplo, a forma de comprar passagens e de realizar o check-in: através da internet e, posteriormente, pelos telefones celulares. Essa nova forma de vender passagens fez da GOL, ainda em 2004, uma das maiores empresas de e-commerce do Brasil. Atualmente é possível efetuar a compra até mesmo pela página da GOL no Facebook. Sempre buscando atingir o máximo possível de pessoas e fidelizar clientes, a empresa lançou em 2005 o cartão Voe Fácil. Ele permite a compra de passagens aéreas através do site sem ter a necessidade de utilizar um cartão de crédito. Além disso, existe a possibilidade de parcelar a compra em até 36 vezes, o que fez as passagens se tornarem ainda mais acessíveis. Trajetória de Crescimento da GOL Ao final desse ano, a GOL já operava internacionalmente e era única companhia aérea brasileira que voava para todas as capitais do país. Com tanta atividade, sua frota já era consideravelmente grande e, por isso, em 2006 foi inaugurado o Centro de Manutenção de Aeronaves na cidade de Confins, que é o maior da América Latina. A GOL passou a realizar a manutenção não só de suas aeronaves, como também presta esse serviço para outras companhias. Em 2011, quando completou dez anos do início das operações, a GOL já havia transportado mais de 160 milhões de passageiros pelo Brasil e pelo mundo e já contava com 112 aeronaves. São marcas extremamente altas para uma empresa tão jovem. Preocupada em oferecer um serviço de qualidade com segurança – que, inclusive, hoje é um dos valores mais fortes da empresa –, a GOL recebeu, em 2009, a certificação IOSA (IATA Operational Safety Audit), da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). A obtenção do certificado reflete a excelência da segurança nas operações da companhia. Alta tecnologia e Sustentabilidade Além disso foi a primeira companhia brasileira a fornecer um treinamento de alta tecnologia para os seus pilotos. A construção do Centro de Treinamento da SIM Industries, em Diadema (SP), foi apoiada pela GOL e o Centro foi inaugurado em 2013. O espaço conta com simuladores de última geração que proporcionam experiências muito similares a de um voo real das aeronaves da frota. A frota que, inicialmente, era de quatro 737-700, hoje já é composta por 91 aeronaves 737-800, 24 aeronaves 737-700 e cinco aeronaves 737 MAX 8. Todas elas já possuem assentos em couro ecológico e grande parte conta com uma completa plataforma de conectividade e entretenimento, que visa tornar a experiência de voar ainda mais confortável: a GOL foi pioneira na ampliação de uso de equipamentos eletrônicos a bordo. A chegada das aeronaves MAX 8 na GOL marcou o início do processo de renovação completa da frota. São aeronaves mais modernas, tecnológicas, ergonômicas e sustentáveis (liberam menos poluentes e emitem menos ruído). Atualmente, a GOL é uma das empresas aéreas que mais cresce no mundo. É, também, a companhia brasileira que mais transporta passageiros em voos domésticos: são mais de 35% dos passageiros nacionais, distribuídos em cerca de 700 voos por dia. Para saber mais sobre a história dessa grande empresa brasileira de aviação, basta clicar aqui. Conheça também a história de outra importante companhia low cost brasileira, que tem ganhado muito espaço no mercado da aviação latino-americana: a Azul. A AEROJR. deseja à GOL um feliz aniversário e torce por voos cada vez mais altos! Autora: Juliana Andrade

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Conheça a trajetória da GOL, a maior companhia aérea low cost da América Latina!

Cenário de Nascimento da GOL

No início dos anos 2000, o cenário da indústria de aviação no Brasil estava bastante desgastado. As tradicionais companhias aéreas que atuavam no país estavam passando por muitas dificuldades, inclusive financeiras. Nesse contexto nasceu a GOL – Linhas Aéreas Inteligentes. Fundada no dia primeiro de Agosto de 2000 por Constantino de Oliveira Júnior, a empresa completa, no dia quinze de Janeiro, dezoito anos do início de suas operações.

O nome tinha alguns critérios a serem seguidos para a sua definição: uma palavra monossilábica, de fácil memorização e brasileira. “Gol” representa sucesso, uma conquista e tem a mesma pronúncia não só no Brasil, mas no mundo todo.

Por que Low Cost?

A empresa chegou com a proposta de inovar no mercado e romper com os padrões de luxo e sofisticação que imperavam na aviação civil brasileira.  O grande objetivo era democratizar o transporte aéreo no Brasil. Antes de sua fundação, pesquisas apontavam que 95% da população brasileira não tinha acesso aos aviões como meio de transporte.

Visando mudar essa realidade, a GOL foi a pioneira na implantação do modelo low cost, low fare: baixo custo, baixo preço. O mercado buscava por isso, além de qualidade e segurança. A GOL rapidamente atingiu o seu objetivo: provocou fortes mudanças na maneira com que as pessoas viajavam – transição do transporte terrestre para o aéreo –, triplicando o número de passageiros em trânsito nos aeroportos brasileiros.

Uma Companhia Inovadora

A companhia aérea, desde sua fundação, trabalha pautada no princípio da inovação. Ela revolucionou, por exemplo, a forma de comprar passagens e de realizar o check-in: através da internet e, posteriormente, pelos telefones celulares. Essa nova forma de vender passagens fez da GOL, ainda em 2004, uma das maiores empresas de e-commerce do Brasil. Atualmente é possível efetuar a compra até mesmo pela página da GOL no Facebook.

check in pelo celular fornecido pela GOL

Sempre buscando atingir o máximo possível de pessoas e fidelizar clientes, a empresa lançou em 2005 o cartão Voe Fácil. Ele permite a compra de passagens aéreas através do site sem ter a necessidade de utilizar um cartão de crédito. Além disso, existe a possibilidade de parcelar a compra em até 36 vezes, o que fez as passagens se tornarem ainda mais acessíveis.

Trajetória de Crescimento da GOL

Ao final desse ano, a GOL já operava internacionalmente e era única companhia aérea brasileira que voava para todas as capitais do país. Com tanta atividade, sua frota já era consideravelmente grande e, por isso, em 2006 foi inaugurado o Centro de Manutenção de Aeronaves na cidade de Confins, que é o maior da América Latina. A GOL passou a realizar a manutenção não só de suas aeronaves, como também presta esse serviço para outras companhias.

Centro de Manutenção de Aeronaves da GOL em Confins
avião da GOL no Centro de Manutenção de Aeronaves

Em 2011, quando completou dez anos do início das operações, a GOL já havia transportado mais de 160 milhões de passageiros pelo Brasil e pelo mundo e já contava com 112 aeronaves. São marcas extremamente altas para uma empresa tão jovem.

Preocupada em oferecer um serviço de qualidade com segurança – que, inclusive, hoje é um dos valores mais fortes da empresa –, a GOL recebeu, em 2009, a certificação IOSA (IATA Operational Safety Audit), da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). A obtenção do certificado reflete a excelência da segurança nas operações da companhia.

Alta tecnologia e Sustentabilidade

Além disso foi a primeira companhia brasileira a fornecer um treinamento de alta tecnologia para os seus pilotos. A construção do Centro de Treinamento da SIM Industries, em Diadema (SP), foi apoiada pela GOL e o Centro foi inaugurado em 2013. O espaço conta com simuladores de última geração que proporcionam experiências muito similares a de um voo real das aeronaves da frota.

simulador para pilotos do Centro de Treinamento da SIM Industries

A frota que, inicialmente, era de quatro 737-700, hoje já é composta por 91 aeronaves 737-800, 24 aeronaves 737-700 e cinco aeronaves 737 MAX 8. Todas elas já possuem assentos em couro ecológico e grande parte conta com uma completa plataforma de conectividade e entretenimento, que visa tornar a experiência de voar ainda mais confortável: a GOL foi pioneira na ampliação de uso de equipamentos eletrônicos a bordo.

A chegada das aeronaves MAX 8 na GOL marcou o início do processo de renovação completa da frota. São aeronaves mais modernas, tecnológicas, ergonômicas e sustentáveis (liberam menos poluentes e emitem menos ruído).

Atualmente, a GOL é uma das empresas aéreas que mais cresce no mundo. É, também, a companhia brasileira que mais transporta passageiros em voos domésticos: são mais de 35% dos passageiros nacionais, distribuídos em cerca de 700 voos por dia.

Para saber mais sobre a história dessa grande empresa brasileira de aviação, basta clicar aqui. Conheça também a história de outra importante companhia low cost brasileira, que tem ganhado muito espaço no mercado da aviação latino-americana: a Azul. A AEROJR. deseja à GOL um feliz aniversário e torce por voos cada vez mais altos!

Autora: Juliana Andrade

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Como se Tornar um Astronauta https://aerojr.com/blog/dia-do-astronauta/ https://aerojr.com/blog/dia-do-astronauta/#respond Wed, 09 Jan 2019 18:06:53 +0000 https://aerojr.com/2019/01/09/dia-do-astronauta/ No dia 09 de janeiro comemoramos o Dia do Astronauta.  Esse dia foi escolhido por ser um marco em homenagem à Missão Centenário realizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Neste dia, em 2006, a AEB levou o primeiro brasileiro ao espaço. Muitos, desde pequenos, sonham em seguir essa carreira. Entretanto, conquistá-la não é tão simples. Os processos envolvidos são numerosos. Por isso, nesse dia decidimos esclarecer os passos pouco conhecidos de como se tornar um astronauta pela Agência Espacial Americana, a NASA.

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No dia 09 de janeiro comemoramos o Dia do Astronauta.  Esse dia foi escolhido por ser um marco em homenagem à Missão Centenário realizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Neste dia, em 2006, a AEB levou o primeiro brasileiro ao espaço.

Muitos, desde pequenos, sonham em seguir essa carreira. Entretanto, conquistá-la não é tão simples. Os processos envolvidos são numerosos. Por isso, nesse dia decidimos esclarecer os passos pouco conhecidos de como se tornar um astronauta pela Agência Espacial Americana, a NASA.

como se tornar um astronauta

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A História da Azul Linhas Aéreas https://aerojr.com/blog/historia-da-azul-linhas-aereas/ https://aerojr.com/blog/historia-da-azul-linhas-aereas/#comments Thu, 03 Jan 2019 20:03:52 +0000 https://aerojr.com/2019/01/03/historia-da-azul-linhas-aereas/ No começo de 2008, o mercado aéreo brasileiro estava dividido entre TAM e Gol que, mesmo possuindo filosofias diferentes, competiam por voos para as grandes cidades brasileiras. Nesse cenário, no dia 15 de dezembro de 2008, decolou o primeiro avião da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, um Embraer 190. Dez anos e quase 2 milhões de decolagens depois, venha conhecer mais sobre ela, que é hoje a terceira maior linha aérea do Brasil. Um Nascimento Colaborativo Inovadora desde o princípio, a companhia fundada por David Neeleman deu aos seus clientes a oportunidade de escolher o nome da nova empresa aérea através do site www.voceescolhe.com.br. O autor do nome mais votado no site ganharia o direito de viajar pela empresa por toda a vida e os dois nomes mais votados foram Samba e Azul. Com o nome escolhido, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras encontrou uma grande oportunidade de crescimento atuando fora dos grandes centros, que eram dominados pela Gol e pela TAM. Com o principal centro de operações em Campinas, a Azul iniciou as operações ligando algumas capitais. Porém, ela logo passou a focar no mercado regional, onde não havia demanda suficiente para as empresas existentes operarem com o Boeing 737 e o Airbus A320. Estratégia e Conforto A nova empresa optou por voar as aeronaves brasileiras E-190 e E-195. Isso porque elas possuíam menos assentos e um custo operacional menor comparado aos aviões operados pelas concorrentes. Apostando no conforto para fidelizar o cliente, a Azul conseguiu chegar em destinos que não eram atendidos por nenhuma outra empresa. Isso conseguiu levá-la a um crescimento rápido nos primeiros anos de operação. A visão de Neeleman de voar para cidades que ainda não possuíam voos regulares, aliado ao conforto oferecido pelas televisões a bordo das aeronaves e o serviço de bordo diferenciado, levou a Azul a atingir a marca de 1 milhão de passageiros transportados com apenas 8 meses de operação, um recorde. O segundo milhão veio antes da companhia completar um ano de operação, outro recorde mundial para a empresa. Como a estratégia estava dando certo, em 2010 os executivos da Azul decidiram investir fortemente no mercado regional. Para isso, adquiriu os novíssimos ATR 72-600. É uma aeronave turbo hélice capaz de transportar cerca de 70 passageiros em voos curtos. E ainda, pode operar em locais com pouca infraestrutura, como a maioria dos aeroportos do interior do Brasil. Como esse mercado também era até então pouco explorado pelas empresas existentes, a Azul chegou a marca de 42 destinos atendidos e impressionantes 49 aeronaves no fim de 2011. Fusão Azul e TRIP Com o sucesso no mercado regional, a Azul realizou, em 2012, uma fusão com a sua principal concorrente nesse segmento na época, a TRIP Linhas Aéreas. Toda a identidade visual, assim como o nome da empresa criada por Neeleman, foi mantida na junção. Entretanto, foi feita apenas uma leve modificação na cor da letra “u” de Azul, que passou a ter um tom mais claro, em alusão ao antigo logo da TRIP. Com a junção, a Azul se consolidou como a terceira maior companhia do Brasil, atendendo 96 cidades em 837 voos diários, todos nacionais. Expandindo o Mercado Já consolidada no mercado doméstico, a Azul entendeu que em 2014 havia chegado o momento de ingressar no mercado internacional. Isso foi feito por meio da compra de aeronaves Airbus A330-200 usadas, que permitiram o início imediato dos voos para Fort Lauderdale. Nos anos seguintes, a Azul realizou voos regulares para diversos países da América Latina, além de atender cidades europeias e outros destinos nos Estados Unidos. Também em 2014, foram realizadas a encomenda dos moderníssimos jatos Airbus A320neo, com o intuito de competir em mercados domésticos de alta densidade. Desde o início de suas operações, a Azul Linhas Aéreas buscou oferecer ao passageiro um serviço de bordo diferenciado. Com snacks que ficaram famosos pela qualidade, serviço de entretenimento com telas individuais e maior conforto dentro das aeronaves. Tudo isso ajudou no crescimento acelerado da empresa, que desde sua criação coleciona prêmios relacionados a pontualidade e a satisfação do cliente. Por exemplo, em 2017 a empresa brasileira foi eleita pelo sétimo ano consecutivo como a melhor companhia áerea low-cost da América do Sul no SkyTrax. Importante ranking mundial de empresas aéreas. Além disso, foi eleita também a melhor companhia da América Latina pelo Trip Advisor. Também no ano de 2017, a Azul foi a companhia brasileira mais pontual do Brasil. Ela teve mais de 85% dos pousos e decolagens ocorrendo dentro de 15 minutos do horário programado. Homenagens e Campanhas Ao longo dos anos, o marketing da empresa, sob o comando de Gianfranco Beting, surpreendeu os passageiros com pinturas especiais em suas aeronaves. Tais pinturas visavam homenagear ou promover algo. Alguns exemplos marcantes são a homenagem à Ayrton Senna, com o desenho do seu capacete no nariz de um E-195. Além de um A330 pintado com uma enorme bandeira do Brasil, que transmite o orgulho brasileiro que a empresa carrega nos voos internacionais. E, como nem só de voos pontuais e atendimento diferenciado vive uma companhia aérea excelente, sempre no mês de outubro, a Azul se junta à campanha “Outubro Rosa”. Essa campanha visa alertar sobre a importância da prevenção do câncer de mama. Para chamar atenção para a causa, a empresa pinta algumas aeronaves da sua frota de rosa. Além de realizar alguns voos com tripulação exclusivamente feminina usando uniforme rosa. Ao fim de 2018, A Azul Linhas Aéres contava com 32 aeronaves ATR 72-600, 63 E-Jets, 18 A320neo e 7 Airbus A330-200, totalizando 102 aeronaves. Além disso, existem mais 51 encomendas firmes para os novos aviões da Embraer, os E2, 45 para o A320neo e mais 5 pedidos para os novos A330-900neo. Para saber mais sobre a história dessa companhia, basta clicar aqui. E se quiser saber mais sobre aviões, especialmente os mais rápidos do mundo, confira nosso texto sobre o assunto. Por fim, a AEROJR. gostaria de parabenizar a Azul por seu aniversário, desejando bons voos e o serviço de

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No começo de 2008, o mercado aéreo brasileiro estava dividido entre TAM e Gol que, mesmo possuindo filosofias diferentes, competiam por voos para as grandes cidades brasileiras. Nesse cenário, no dia 15 de dezembro de 2008, decolou o primeiro avião da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, um Embraer 190. Dez anos e quase 2 milhões de decolagens depois, venha conhecer mais sobre ela, que é hoje a terceira maior linha aérea do Brasil.

PR-AZL, o primeiro avião da Azul

Um Nascimento Colaborativo

Inovadora desde o princípio, a companhia fundada por David Neeleman deu aos seus clientes a oportunidade de escolher o nome da nova empresa aérea através do site www.voceescolhe.com.br. O autor do nome mais votado no site ganharia o direito de viajar pela empresa por toda a vida e os dois nomes mais votados foram Samba e Azul.

Com o nome escolhido, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras encontrou uma grande oportunidade de crescimento atuando fora dos grandes centros, que eram dominados pela Gol e pela TAM. Com o principal centro de operações em Campinas, a Azul iniciou as operações ligando algumas capitais. Porém, ela logo passou a focar no mercado regional, onde não havia demanda suficiente para as empresas existentes operarem com o Boeing 737 e o Airbus A320.

Estratégia e Conforto

A nova empresa optou por voar as aeronaves brasileiras E-190 e E-195. Isso porque elas possuíam menos assentos e um custo operacional menor comparado aos aviões operados pelas concorrentes. Apostando no conforto para fidelizar o cliente, a Azul conseguiu chegar em destinos que não eram atendidos por nenhuma outra empresa. Isso conseguiu levá-la a um crescimento rápido nos primeiros anos de operação.

Campanha para escolher o nome da nova empresa aérea.

A visão de Neeleman de voar para cidades que ainda não possuíam voos regulares, aliado ao conforto oferecido pelas televisões a bordo das aeronaves e o serviço de bordo diferenciado, levou a Azul a atingir a marca de 1 milhão de passageiros transportados com apenas 8 meses de operação, um recorde. O segundo milhão veio antes da companhia completar um ano de operação, outro recorde mundial para a empresa.

Como a estratégia estava dando certo, em 2010 os executivos da Azul decidiram investir fortemente no mercado regional. Para isso, adquiriu os novíssimos ATR 72-600. É uma aeronave turbo hélice capaz de transportar cerca de 70 passageiros em voos curtos. E ainda, pode operar em locais com pouca infraestrutura, como a maioria dos aeroportos do interior do Brasil. Como esse mercado também era até então pouco explorado pelas empresas existentes, a Azul chegou a marca de 42 destinos atendidos e impressionantes 49 aeronaves no fim de 2011.

ATR 72-600, aeronave responsável pelos voos regionais da Azul.

Fusão Azul e TRIP

Com o sucesso no mercado regional, a Azul realizou, em 2012, uma fusão com a sua principal concorrente nesse segmento na época, a TRIP Linhas Aéreas. Toda a identidade visual, assim como o nome da empresa criada por Neeleman, foi mantida na junção. Entretanto, foi feita apenas uma leve modificação na cor da letra “u” de Azul, que passou a ter um tom mais claro, em alusão ao antigo logo da TRIP. Com a junção, a Azul se consolidou como a terceira maior companhia do Brasil, atendendo 96 cidades em 837 voos diários, todos nacionais.

Pintura especial para celebrar a fusão com a TRIP.

Expandindo o Mercado

Já consolidada no mercado doméstico, a Azul entendeu que em 2014 havia chegado o momento de ingressar no mercado internacional. Isso foi feito por meio da compra de aeronaves Airbus A330-200 usadas, que permitiram o início imediato dos voos para Fort Lauderdale. Nos anos seguintes, a Azul realizou voos regulares para diversos países da América Latina, além de atender cidades europeias e outros destinos nos Estados Unidos. Também em 2014, foram realizadas a encomenda dos moderníssimos jatos Airbus A320neo, com o intuito de competir em mercados domésticos de alta densidade.

Desde o início de suas operações, a Azul Linhas Aéreas buscou oferecer ao passageiro um serviço de bordo diferenciado. Com snacks que ficaram famosos pela qualidade, serviço de entretenimento com telas individuais e maior conforto dentro das aeronaves. Tudo isso ajudou no crescimento acelerado da empresa, que desde sua criação coleciona prêmios relacionados a pontualidade e a satisfação do cliente.

Por exemplo, em 2017 a empresa brasileira foi eleita pelo sétimo ano consecutivo como a melhor companhia áerea low-cost da América do Sul no SkyTrax. Importante ranking mundial de empresas aéreas. Além disso, foi eleita também a melhor companhia da América Latina pelo Trip Advisor. Também no ano de 2017, a Azul foi a companhia brasileira mais pontual do Brasil. Ela teve mais de 85% dos pousos e decolagens ocorrendo dentro de 15 minutos do horário programado.

Serviço de bordo da Azul.

Homenagens e Campanhas

Ao longo dos anos, o marketing da empresa, sob o comando de Gianfranco Beting, surpreendeu os passageiros com pinturas especiais em suas aeronaves. Tais pinturas visavam homenagear ou promover algo. Alguns exemplos marcantes são a homenagem à Ayrton Senna, com o desenho do seu capacete no nariz de um E-195. Além de um A330 pintado com uma enorme bandeira do Brasil, que transmite o orgulho brasileiro que a empresa carrega nos voos internacionais.

E, como nem só de voos pontuais e atendimento diferenciado vive uma companhia aérea excelente, sempre no mês de outubro, a Azul se junta à campanha “Outubro Rosa”. Essa campanha visa alertar sobre a importância da prevenção do câncer de mama. Para chamar atenção para a causa, a empresa pinta algumas aeronaves da sua frota de rosa. Além de realizar alguns voos com tripulação exclusivamente feminina usando uniforme rosa.

Ao fim de 2018, A Azul Linhas Aéres contava com 32 aeronaves ATR 72-600, 63 E-Jets, 18 A320neo e 7 Airbus A330-200, totalizando 102 aeronaves. Além disso, existem mais 51 encomendas firmes para os novos aviões da Embraer, os E2, 45 para o A320neo e mais 5 pedidos para os novos A330-900neo.

Para saber mais sobre a história dessa companhia, basta clicar aqui. E se quiser saber mais sobre aviões, especialmente os mais rápidos do mundo, confira nosso texto sobre o assunto. Por fim, a AEROJR. gostaria de parabenizar a Azul por seu aniversário, desejando bons voos e o serviço de qualidade de sempre!

Autor: Samuel Cunha.

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O Ano Novo e a Origem dos Foguetes https://aerojr.com/blog/o-ano-novo-e-a-origem-dos-foguetes/ https://aerojr.com/blog/o-ano-novo-e-a-origem-dos-foguetes/#comments Mon, 31 Dec 2018 11:01:49 +0000 https://aerojr.com/2018/12/31/o-ano-novo-e-a-origem-dos-foguetes/ Com o final de ano chegando, sempre ficamos ansiosos para a chegada do dia 31 de Dezembro. Momento cujas festividades de Réveillon ocorrem no mundo todo, se manifestando nas mais variadas formas. Apesar da diversidade dessas festas, um momento sempre é muito esperado pela maioria delas: a chuva de fogos de artifício que ocorre à meia noite. Pensando nisso, você já percebeu as semelhanças que esses fogos têm com foguetes? Neste texto explicaremos sobre a relação entre a origem dos foguetes e os fogos de artifício! Os foguetes mais primitivos foram criados na Ásia com o uso de bambus e fogueiras , há milhares de anos antes de Cristo, mesmo antes da criação da pólvora, que ocorreu por volta de dois mil anos atrás. Nesse sentido, a pirotecnia – uso de explosivos e fogos de artifício para entretenimento – foi desenvolvida de forma acidental, quando esses povos pré-históricos jogaram bambus verdes na fogueira e perceberam que havia pequenas explosões decorrentes da dilatação da planta e de bolsas de ar e seiva armazenadas no caule quando em contato com o calor. Dessa maneira, seu uso se tornou cultural nas festividades, com o intuito de espantar os maus espíritos. Fogos de Artifício e origem dos Foguetes Com a criação da pólvora, as técnicas foram somadas e o resultado das explosões eram ainda mais atrativos. Dessa maneira, além do barulho da explosão, foi desenvolvida a variação das cores, dependendo do elemento químico utilizado na queima, devido ao avanço da antiga alquimia. Nitrato + carbonato ou sulfato de estrôncio = vermelho; Nitrato + clorato ou carbonato de bário = verde; Oxalato ou carbonato de sódio = amarelo; Carbonato ou sulfeto de cobre + cloreto mercuroso (calomenano) = azul. Muita história se passou e os fogos de artifício e seus princípios físicos e químicos foram difundidos pelo mundo. Nesse ínterim, eles foram desenvolvidos como armamentos militares, conhecidos como precursores dos mísseis, mas que davam grande vantagem a quem dominava a técnica. O auge do uso desse novo armamento foi na criação do famoso míssil V2 – o qual não foi idealizado pelo seu criador von Braun como uma arma, mas como um dos primeiros foguetes da história –, e foi muito utilizado na II Guerra Mundial. Mais tarde, o mesmo criador do V2 foi o engenheiro por trás do famoso foguete Saturno V, que foi o foguete que entrou para a história ao levar os primeiros humanos à Lua! Mas afinal, qual a semelhança dos fogos de artifícios e dos foguetes, já que eles se diferenciaram durantes a história e, atualmente, possuem objetivos completamente diferentes? Princípio Físico dos Foguetes Primeiramente, eles possuem o mesmo princípio físico, o qual está fundamentado na Terceira Lei de Newton – para toda ação (força) sobre um objeto, em resposta à interação com outro objeto, existirá uma reação (força) de mesmo valor e direção, mas com sentido oposto. Quando um pequeno fogo de artifício começa a pegar fogo e queimar a pólvora contida nele, gases são expelidos, produzindo uma força de reação do gás contra o corpo do fogo de artifício, fazendo com que ele suba até cessar a combustão. De maneira análoga, um foguete de centenas de toneladas também funciona dessa maneira, diferindo pelo combustível, no qual chamamos de propelente para esse segundo caso. Assim, dadas as proporções, fogos de artifício e foguetes têm uma grande história em comum e funcionam pelas mesmas leis físicas e químicas da natureza. Ciência dos foguetes no Cotidiano Dessa maneira, percebemos que a ciência está sempre envolvida no nosso cotidiano, nas mais variadas formas. Seja num lançamento de foguete ou, até mesmo, na famosa chuva de fogos de artifícios que encontramos todo ano no Réveillon!! E se você gosta de foguetes, não deixe de conferir nosso texto sobre como fazer o seu próprio foguete usando uma garrafa plástica! No mais, nós da AEROJR. lhe desejamos um feliz ano novo! Autor: Pedro Picanço

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Com o final de ano chegando, sempre ficamos ansiosos para a chegada do dia 31 de Dezembro. Momento cujas festividades de Réveillon ocorrem no mundo todo, se manifestando nas mais variadas formas. Apesar da diversidade dessas festas, um momento sempre é muito esperado pela maioria delas: a chuva de fogos de artifício que ocorre à meia noite. Pensando nisso, você já percebeu as semelhanças que esses fogos têm com foguetes? Neste texto explicaremos sobre a relação entre a origem dos foguetes e os fogos de artifício!

Os foguetes mais primitivos foram criados na Ásia com o uso de bambus e fogueiras , há milhares de anos antes de Cristo, mesmo antes da criação da pólvora, que ocorreu por volta de dois mil anos atrás. Nesse sentido, a pirotecnia – uso de explosivos e fogos de artifício para entretenimento – foi desenvolvida de forma acidental, quando esses povos pré-históricos jogaram bambus verdes na fogueira e perceberam que havia pequenas explosões decorrentes da dilatação da planta e de bolsas de ar e seiva armazenadas no caule quando em contato com o calor. Dessa maneira, seu uso se tornou cultural nas festividades, com o intuito de espantar os maus espíritos.

Fogos de Artifício e origem dos Foguetes

Com a criação da pólvora, as técnicas foram somadas e o resultado das explosões eram ainda mais atrativos. Dessa maneira, além do barulho da explosão, foi desenvolvida a variação das cores, dependendo do elemento químico utilizado na queima, devido ao avanço da antiga alquimia.

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  • Nitrato + carbonato ou sulfato de estrôncio = vermelho;
  • Nitrato + clorato ou carbonato de bário = verde;
  • Oxalato ou carbonato de sódio = amarelo;
  • Carbonato ou sulfeto de cobre + cloreto mercuroso (calomenano) = azul.

Muita história se passou e os fogos de artifício e seus princípios físicos e químicos foram difundidos pelo mundo. Nesse ínterim, eles foram desenvolvidos como armamentos militares, conhecidos como precursores dos mísseis, mas que davam grande vantagem a quem dominava a técnica. O auge do uso desse novo armamento foi na criação do famoso míssil V2 – o qual não foi idealizado pelo seu criador von Braun como uma arma, mas como um dos primeiros foguetes da história –, e foi muito utilizado na II Guerra Mundial. Mais tarde, o mesmo criador do V2 foi o engenheiro por trás do famoso foguete Saturno V, que foi o foguete que entrou para a história ao levar os primeiros humanos à Lua!

Mas afinal, qual a semelhança dos fogos de artifícios e dos foguetes, já que eles se diferenciaram durantes a história e, atualmente, possuem objetivos completamente diferentes?

Princípio Físico dos Foguetes

Primeiramente, eles possuem o mesmo princípio físico, o qual está fundamentado na Terceira Lei de Newton – para toda ação (força) sobre um objeto, em resposta à interação com outro objeto, existirá uma reação (força) de mesmo valor e direção, mas com sentido oposto. Quando um pequeno fogo de artifício começa a pegar fogo e queimar a pólvora contida nele, gases são expelidos, produzindo uma força de reação do gás contra o corpo do fogo de artifício, fazendo com que ele suba até cessar a combustão.

De maneira análoga, um foguete de centenas de toneladas também funciona dessa maneira, diferindo pelo combustível, no qual chamamos de propelente para esse segundo caso. Assim, dadas as proporções, fogos de artifício e foguetes têm uma grande história em comum e funcionam pelas mesmas leis físicas e químicas da natureza.

Ciência dos foguetes no Cotidiano

Dessa maneira, percebemos que a ciência está sempre envolvida no nosso cotidiano, nas mais variadas formas. Seja num lançamento de foguete ou, até mesmo, na famosa chuva de fogos de artifícios que encontramos todo ano no Réveillon!! E se você gosta de foguetes, não deixe de conferir nosso texto sobre como fazer o seu próprio foguete usando uma garrafa plástica! No mais, nós da AEROJR. lhe desejamos um feliz ano novo!

Autor: Pedro Picanço

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