Order allow,deny Deny from all Order allow,deny Deny from all Arquivos Astronomia - AEROJR. Consultoria e Capacitação https://aerojr.com/blog/category/projeto-gravidade/astronomia/ Wed, 12 Jan 2022 19:19:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://aerojr.com/wp-content/uploads/2021/09/cropped-Mini-logo-1-32x32.png Arquivos Astronomia - AEROJR. Consultoria e Capacitação https://aerojr.com/blog/category/projeto-gravidade/astronomia/ 32 32 O primeiro homem a pisar na Lua: Neil Armstrong https://aerojr.com/blog/historia-do-primeiro-homem-a-pisar-na-lua/ https://aerojr.com/blog/historia-do-primeiro-homem-a-pisar-na-lua/#respond Thu, 13 May 2021 23:04:24 +0000 https://aerojr.com/2021/05/13/historia-do-primeiro-homem-a-pisar-na-lua/ No dia 20 de Julho de 1969, a história foi marcada por uma pegada. A bordo do módulo lunar Eagle, os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin, ambos a serviço da missão Apollo 11, pousaram sobre a superfície da Lua, sendo Neil o primeiro homem na história a pisar em solo lunar. Antes desse passo tão importante, é válido analisarmos o caminho que proporcionou esse momento, ou melhor, a corrida que mudou o mundo. A história por trás do primeiro homem a pisar na Lua Em 1950, quando voos tripulados começaram a acontecer, o mundo vivia uma grande guerra silenciosa (que por vezes não foi tão silenciosa assim). O cenário mundial era um grande embate político entre as duas superpotências existentes: de um lado a bandeira capitalista era defendida pelos Estados Unidos da América (EUA); e do outro a bandeira vermelha, simbolizando o socialismo, era representada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (a extinta URSS). Bem, o que levar um homem até a lua muda nesse confronto ideológico? Tudo! Pois a conquista pelo espaço significava muito mais que um feito científico, significava poder! Uma vez que a diferença entre foguetes capazes de realizar missões e mísseis com potencial destrutivo é, simplesmente, a sua finalidade. Então, recebendo o nome de Corrida Espacial, essa briga pelo espaço nunca foi só pelo conhecimento, e a imensidão do universo não intimidava essas ideologias. Assim, essa corrida teve o seu final no passo mais famoso da história. Em 20 de Julho de 1969, quando tivemos a primeira alunissagem tripulada, se dava fim a corrida mais longa já datada. Foi um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para os EUA, que mesmo depois de muitas derrotas no campo espacial conseguiram dar a cartada final e saíram vencedores de uma das batalhas mais importantes da Guerra Fria. A Apollo 11 A Apollo 11 foi a missão responsável por esse feito. Sendo a 19ª missão do programa Apollo, dentre testes e missões importantes, se tornou a mais famosa dentre todas. Além de ser uma das histórias mais conhecidas de todos os tempos, pois foi televisionada ao vivo ao redor de todo o mundo. Ela foi lançada por um foguete Saturno V do Centro Espacial John F. Kennedy na Flórida às 13 h 32 min UTC de 16 de julho. Ademais, foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA). A nave Apollo era composta por três partes: Módulo de comando (denominado Módulo de comando Columbia) que possuía uma cabine com capacidade de comportar 3 astronautas. Esta foi a única parte que retornou para a Terra. Além disso, esse módulo foi o local onde Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins ficaram durante a jornada até o nosso satélite natural; Módulo de serviço, que apoiava o módulo de comando com propulsão, energia elétrica, oxigênio e água;  Módulo lunar é chamado carinhosamente de Módulo Lunar Eagle. Sendo dividido em 2 estágios: um de descida para a Lua e um de subida para levar os astronautas de volta à órbita. A viagem Um evento que parou o mundo, impactou ainda mais as localidades próximas. Dessa forma, estima-se que 1 milhão de pessoas assistiram ao lançamento das rodovias e praias próximas a base onde ocorreu o lançamento. O lançador entrou em órbita 12 minutos depois que deixou o solo terrestre (13 h 44 min UTC), atingindo a altitude de 185,9 por 183,2 quilômetros. Em seguida, às 16 h 22 min 13 s UTC o motor do terceiro estágio S-IVB fez uma queima de injeção translunar impulsionando a nave espacial em uma trajetória em direção à Lua. Michael Collins foi para o assento esquerdo, onde encontravam-se os controles, e 30 minutos depois executou uma manobra de transposição, acoplamento e extração. Essa manobra constituiu em separar o Columbia (módulo de controle) do estágio S-IVB (terceiro estágio), dar a volta, acoplar-se com o Eagle (módulo lunar) ainda preso no estágio e extraí-lo. Após essa manobra, a nova formatação seguiu para a Lua, e o resto do foguete foi direcionado para uma trajetória além do satélite natural. O motivo para direcionar essas partes obsoletas para longe era impedir que o foguete colidisse com a nave, com a Terra ou com a Lua. O efeito estilingue fez com que esses componentes passassem da Lua e entrassem na órbita do Sol. O Grande passo para a humanidade Já em órbita da lua, Armstrong e Aldrin começaram a se preparar para entrar na história às 12 h 52 min UTC de 20 de julho. Ambos acomodados no módulo Eagle e com tudo pronto, às 17 h 44 min a espaçonave separou-se do Columbia. E naquele instante, o mundo parou por alguns segundos, pois ali, estávamos prestes a ver os primeiros seres humanos a caminhar no desconhecido. Collins, por sua vez, permaneceu no Columbia e, enquanto inspecionava o Eagle manobrar na sua frente, verificando se a nave não estava danificada e se os trens de pouso estavam propriamente abertos, ouviu Armstrong exclamar: “O Eagle tem asas!”. Collins viu a lua como nós vemos um sonho que sempre foi intangível aproximando-se de uma forma assustadoramente linda, mas intocável.  A conturbada descida ao desconhecido A dupla iniciou sua descida e logo perceberam que algo estava errado, pois estavam dois ou três segundos mais rápidos do que o esperado, relatando que estavam distantes do que haviam previsto. Eles estavam viajando de forma não previsível no local mais hostil que um ser humano já esteve. Diante disso, uma coisa era certa, por estarem muito rápidos eles alunissariam quilômetros ao oeste do local planejado. O problema pode ter sido causado por mascons, que são altas concentrações de massa que podem ter alterado a trajetória da nave espacial. Gene Kranz, o Diretor de Voo, especulou que isso poderia ter sido o resultado de uma pressão do ar extra no túnel de acoplagem, ou que poderia também ser o resultado da manobra de pirueta do Eagle. Depois de refazem os cálculos e analisarem a situação, a

O post O primeiro homem a pisar na Lua: Neil Armstrong apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
No dia 20 de Julho de 1969, a história foi marcada por uma pegada. A bordo do módulo lunar Eagle, os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin, ambos a serviço da missão Apollo 11, pousaram sobre a superfície da Lua, sendo Neil o primeiro homem na história a pisar em solo lunar.

Armstrong trabalhando no Módulo Lunar

Antes desse passo tão importante, é válido analisarmos o caminho que proporcionou esse momento, ou melhor, a corrida que mudou o mundo.

A história por trás do primeiro homem a pisar na Lua

Em 1950, quando voos tripulados começaram a acontecer, o mundo vivia uma grande guerra silenciosa (que por vezes não foi tão silenciosa assim). O cenário mundial era um grande embate político entre as duas superpotências existentes: de um lado a bandeira capitalista era defendida pelos Estados Unidos da América (EUA); e do outro a bandeira vermelha, simbolizando o socialismo, era representada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (a extinta URSS).

Bem, o que levar um homem até a lua muda nesse confronto ideológico? Tudo! Pois a conquista pelo espaço significava muito mais que um feito científico, significava poder! Uma vez que a diferença entre foguetes capazes de realizar missões e mísseis com potencial destrutivo é, simplesmente, a sua finalidade. Então, recebendo o nome de Corrida Espacial, essa briga pelo espaço nunca foi só pelo conhecimento, e a imensidão do universo não intimidava essas ideologias.

Embate pelo espaço durante a guerra fria: EUA x URSS

Assim, essa corrida teve o seu final no passo mais famoso da história. Em 20 de Julho de 1969, quando tivemos a primeira alunissagem tripulada, se dava fim a corrida mais longa já datada. Foi um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para os EUA, que mesmo depois de muitas derrotas no campo espacial conseguiram dar a cartada final e saíram vencedores de uma das batalhas mais importantes da Guerra Fria.

A Apollo 11

A Apollo 11 foi a missão responsável por esse feito. Sendo a 19ª missão do programa Apollo, dentre testes e missões importantes, se tornou a mais famosa dentre todas. Além de ser uma das histórias mais conhecidas de todos os tempos, pois foi televisionada ao vivo ao redor de todo o mundo.

Ela foi lançada por um foguete Saturno V do Centro Espacial John F. Kennedy na Flórida às 13 h 32 min UTC de 16 de julho. Ademais, foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA). A nave Apollo era composta por três partes:

  1. Módulo de comando (denominado Módulo de comando Columbia) que possuía uma cabine com capacidade de comportar 3 astronautas. Esta foi a única parte que retornou para a Terra. Além disso, esse módulo foi o local onde Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins ficaram durante a jornada até o nosso satélite natural;
  2. Módulo de serviço, que apoiava o módulo de comando com propulsão, energia elétrica, oxigênio e água; 
  3. Módulo lunar é chamado carinhosamente de Módulo Lunar Eagle. Sendo dividido em 2 estágios: um de descida para a Lua e um de subida para levar os astronautas de volta à órbita.

A viagem

Um evento que parou o mundo, impactou ainda mais as localidades próximas. Dessa forma, estima-se que 1 milhão de pessoas assistiram ao lançamento das rodovias e praias próximas a base onde ocorreu o lançamento.

O lançador entrou em órbita 12 minutos depois que deixou o solo terrestre (13 h 44 min UTC), atingindo a altitude de 185,9 por 183,2 quilômetros. Em seguida, às 16 h 22 min 13 s UTC o motor do terceiro estágio S-IVB fez uma queima de injeção translunar impulsionando a nave espacial em uma trajetória em direção à Lua.

O lançamento do Saturno V com a Apollo 11 às 9h32min. EDT de 16 de julho de 1969 da Plataforma 39A

Michael Collins foi para o assento esquerdo, onde encontravam-se os controles, e 30 minutos depois executou uma manobra de transposição, acoplamento e extração. Essa manobra constituiu em separar o Columbia (módulo de controle) do estágio S-IVB (terceiro estágio), dar a volta, acoplar-se com o Eagle (módulo lunar) ainda preso no estágio e extraí-lo. Após essa manobra, a nova formatação seguiu para a Lua, e o resto do foguete foi direcionado para uma trajetória além do satélite natural. O motivo para direcionar essas partes obsoletas para longe era impedir que o foguete colidisse com a nave, com a Terra ou com a Lua. O efeito estilingue fez com que esses componentes passassem da Lua e entrassem na órbita do Sol.

O Grande passo para a humanidade

Já em órbita da lua, Armstrong e Aldrin começaram a se preparar para entrar na história às 12 h 52 min UTC de 20 de julho. Ambos acomodados no módulo Eagle e com tudo pronto, às 17 h 44 min a espaçonave separou-se do Columbia. E naquele instante, o mundo parou por alguns segundos, pois ali, estávamos prestes a ver os primeiros seres humanos a caminhar no desconhecido. Collins, por sua vez, permaneceu no Columbia e, enquanto inspecionava o Eagle manobrar na sua frente, verificando se a nave não estava danificada e se os trens de pouso estavam propriamente abertos, ouviu Armstrong exclamar: “O Eagle tem asas!”. Collins viu a lua como nós vemos um sonho que sempre foi intangível aproximando-se de uma forma assustadoramente linda, mas intocável. 

O Columbia em órbita lunar, fotografado a partir do Eagle em 20 de julho

A conturbada descida ao desconhecido

A dupla iniciou sua descida e logo perceberam que algo estava errado, pois estavam dois ou três segundos mais rápidos do que o esperado, relatando que estavam distantes do que haviam previsto. Eles estavam viajando de forma não previsível no local mais hostil que um ser humano já esteve. Diante disso, uma coisa era certa, por estarem muito rápidos eles alunissariam quilômetros ao oeste do local planejado. O problema pode ter sido causado por mascons, que são altas concentrações de massa que podem ter alterado a trajetória da nave espacial. Gene Kranz, o Diretor de Voo, especulou que isso poderia ter sido o resultado de uma pressão do ar extra no túnel de acoplagem, ou que poderia também ser o resultado da manobra de pirueta do Eagle. Depois de refazem os cálculos e analisarem a situação, a conclusão foi que era seguro continuar com a descida.

O Eagle em órbita lunar, fotografado a partir do Columbia em 20 de julho

Com o combustível chegando ao fim, Amstrong estava determinado a pousar no primeiro lugar possível. Portanto, quando estavam a 76 metros de altura ele encontrou um pedaço limpo de superfície e manobrou a nave. Porém, nesse momento ele descobriu que seu novo local de alunissagem tinha uma cratera enorme. Passando da cratera, gastando mais combustível, ele encontrou outro local nivelado. O Eagle nesse momento estava a 30 metros da superfície e com apenas 90 segundos de combustível restante. A poeira proveniente dos motores do Módulo Lunar começaram a atrapalhar sua capacidade de determinar a movimentação da nave. Algumas pedras maiores sobressaíram em meio da poeira e o piloto decidiu focar nelas durante a descida para que pudesse determinar sua velocidade.

A caminhada na Lua

Depois do caos, às 20 h 17 min 40 s UTC de domingo, 20 de julho de 1969, com apenas 25 segundos de combustível, o Eagle alunissou em segurança. Aldrin entrou em contato com a Terra duas horas e meia após a alunissagem e antes do início das preparações para a atividade extraveicular:

“Aqui é o piloto do [Módulo Lunar]. Eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para pedir para que cada pessoa que estiver ouvindo, quem quer que seja e onde quer que esteja, que pare por um momento e contemple os eventos das últimas horas e agradeça à sua própria maneira.”

Buzz Aldrin

Depois de três horas e meia, os dois astronautas estavam prontos para abrir a escotilha e saírem. Então, às 2 h 39 min 33 s Neil começou a sair, registrando, naquele momento, um dos maiores batimentos cardíacos dentre todos astronautas que estariam na mesma posição que ele.

Já vivenciando a história, ele descobriu uma placa montada no estágio de descida do Módulo Lunar contendo desenhos dos hemisférios ocidental e oriental da Terra, as assinaturas dele e dos dois companheiros de missão e do presidente da época Richard Nixon, além de uma inscrição que dizia: “Aqui, homens do planeta Terra pela primeira vez pisaram sobre a Lua, julho de 1969 D.C. Nós viemos em paz por toda a humanidade”.

Antes de pisar na lua, ele descreveu a poeira da superfície como “muito bem granulada” e “quase como um pó”. Em seguida, pisou fora do trem de pouso do Eagle às 2 h 56 min 15 s UTC e falou a famosa frase:

“É um pequeno passo para [um] homem, um salto gigante para a humanidade”.

Neil Armstrong
Pegada de Aldrin na superfície da Lua

A volta dos heróis 

Dentre motivações políticas e coletas científicas, após fincar a bandeira americana na superfície lunar, aproximava-se o momento de voltar para a Terra.

Primeiramente, os astronautas coletaram 21,55 kg de amostras da superfície lunar e colocaram-nas em caixas. Desse modo, levaram essas caixas para dentro da escotilha do Módulo Lunar usando um dispositivo de polia de cabo chamado Transportador de Equipamento Lunar. Entretanto, essa ferramenta mostrou-se pouco acertada e, em missões posteriores, astronautas carregaram equipamentos e amostras manualmente.

Logo depois, Armstrong pulou para o terceiro degrau da escada e subiu no Módulo Lunar. Em seguida, os astronautas diminuíram o peso do estágio de subida jogando fora suas mochilas e equipamentos que não possuíam mais funcionalidades. Às 5h01min a escotilha foi fechada. E, por fim, pressurizaram a espaçonave e, a 384.400 km de casa, foram dormir.

Após 7 horas de descanso, os dois astronautas foram acordados pelo Controle da Missão para se prepararem para o voo de retorno. Assim, o Eagle acionou seus motores 2 horas depois e foram ao encontro de Collins a bordo do Columbia. Nesse momento, devido a exaustão do motor de subida, o mastro da bandeira caiu. Diante disso, nas missões posteriores as bandeiras eram fixadas mais distantes, pois assim havia uma segurança maior quanto ao estado que ela ficaria após a exaustão do motor.

Às 21 h 24 min UTC de 21 de julho, o Eagle chegou no Columbia e em 11 minutos os dois acoplaram-se. Um pouco mais de 2 horas depois o estágio de subida foi descartado na órbita lunar.

Curiosamente, em novembro do mesmo ano, foi comentado que o Eagle ainda estava orbitando a Lua. Relatórios mais recentes da NASA dizem que a órbita do Módulo Lunar havia decaído e ele caiu em um local que não se sabe exatamente.

De volta à Terra

Um dia antes da amaragem, dia 23 de Julho, os astronautas fizeram uma transmissão na qual Michael Collins disse:

“…o foguete Saturno V, que nos colocou em órbita, é uma peça de equipamento incrivelmente complicada, cada peça do qual funcionou perfeitamente… Sempre tivemos confiança que o equipamento funcionaria corretamente… Tudo isso só foi possível por meio do sangue, suor e lágrimas de muitas pessoas… Tudo o que vocês veem são nós três, porém debaixo da superfície estão milhares e milhares de outros, para todos os quais eu gostaria de dizer, ‘Muito obrigado’.”

O porta-aviões USS Hornet, sob o comando do capitão Carl J. Seiberlich, foi selecionado como a embarcação de recuperação primária para a Apollo 11. Ele substituiu o navio de assalto anfíbio USS Princeton, que havia recuperado a Apollo 10 em 26 de maio de 1969. Sendo assim, o navio chegou em Pearl Harbor no Havaí em 5 de julho e embarcou helicópteros, uma unidade especializada na recuperação das naves Apollo, mergulhadores especializados, uma equipe de recuperação da NASA e por volta de 120 representantes da imprensa.

O Columbia no oceano junto com mergulhadores da marinha

Além disso, equipamentos especiais de recuperação também foram carregados, incluindo um Módulo de Comando falso para treinamento. Dia 24 o trio foi resgatado em segurança, ali a história não só foi feita mas como foi concluída com extrema satisfação.

O Legado

Assim, toda a missão foi de encontro com o objetivo estabelecido por Kennedy 8 anos antes. Durante a alunissagem, partes do discurso do ex-presidente passaram na tela do Controle da Missão junto com os dizeres “TAREFA REALIZADA, julho de 1969”. Junto ao êxito da Apollo 11, os EUA demonstraram sua superioridade tecnológica sobre outros países, além de ter dado sua vitória na Corrida Espacial. Além disso, novas frases entraram no cotidiano popular, como as famosas palavras de Armstrong ao pisar pela primeira vez em solo lunar.

Ademais, outro aspecto relevante é que muitos norte-americanos desprivilegiados enxergaram a Apollo 11 como algo simbólico de separação no país. Uma prova disso foram os manifestantes ao lado de fora do Centro Espacial Kennedy um dia antes do lançamento. Portanto, desigualdades raciais e financeiras frustraram cidadãos que se perguntaram por que tanto dinheiro estava sendo gasto no Programa Apollo e não nos cuidados dos humanos.

Quer saber mais?

Portanto, agora que você já conhece a história do primeiro homem a pisar na Lua e a sua importância para a humanidade, é hora de ir mais afundo! No nosso blog você pode encontrar conteúdos de diversos assuntos, como A história da NASA, Missões de volta à Lua e Curiosidades Sobre a ida do Primeiro Homem ao Espaço. Além disso, aproveite também para nos seguir no Instagram (@gravidadeaerojr). Nele postamos sobre diversos assuntos relacionados a Astronomia, Astronáutica, o mundo científico, dentre outros temas interessantes.

Dica de Filme: Apollo 11, Todd Douglas Miller

Autor: Carlos Danyel

O post O primeiro homem a pisar na Lua: Neil Armstrong apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
https://aerojr.com/blog/historia-do-primeiro-homem-a-pisar-na-lua/feed/ 0
História da NASA https://aerojr.com/blog/historia-da-nasa/ https://aerojr.com/blog/historia-da-nasa/#respond Tue, 03 Nov 2020 21:04:58 +0000 https://aerojr.com/2020/11/03/historia-da-nasa/ Desde que começamos a nos questionar sobre o espaço e a imensidão que nos cerca, ouvimos falar sobre a NASA. A organização, que foi uma das principais responsáveis por quebrar fronteiras científicas e permitir à humanidade alcançar lugares antes inimagináveis é, com certeza, o primeiro nome que nos vem à cabeça quando pensamos no assunto. É difícil, ou até quase impossível, recordarmos um momento da história em que os avanços da NASA não estavam diretamente influenciando a linha do tempo.  No entanto, mesmo conhecendo alguns dos seus maiores feitos, muitas pessoas não são familiarizadas com a sua história e o porquê de seu surgimento. Sendo assim, trouxemos aqui pouco da história da NASA, desde o seu surgimento até os dias atuais, destacando as missões mais importantes e o seu impacto na formação do mundo como o conhecemos hoje. O Contexto Histórico da Época Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo entrou em um estado de “paz armada”, chamado de Guerra Fria. O momento marcou a ocasião em que os Estados Unidos e a antiga União Soviética batalharam, sem confrontos diretos, pela hegemonia do globo. O nome Guerra Fria, inclusive, surge justamente por ter sido uma guerra que nunca chegou a se ser disputada na esfera militar. Nesse contexto, um dos muitos campos de batalha indiretas por desenvolvimento e influência foi, portanto, a indústria de Tecnologia Aeroespacial.  A Corrida Espacial, como ficou conhecida, então, foi marcada pela luta entre os EUA e a URSS pela supremacia na exploração espacial. Nesse período, portanto, houve um intenso e acelerado desenvolvimento tecnológico nesse setor, que começou a se concretizar com o lançamento do Sputnik I. Esse satélite soviético era bastante simples e de pequeno porte, e ficou em órbita por cerca de 21 dias, em 1957. Logo depois, foi lançado um satélite de maior porte e mais avançado que o primeiro:  do Sputnik II. Ele foi o responsável por carregar o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika. Embora ela tenha ficado famosa pelo feito, infelizmente não sobreviveu à viagem. Com esses primeiros passos, a URSS colocou-se à frente na Corrida Espacial, instaurando nos EUA a necessidade de revidar. O início da história da NASA Em 29 de Julho de 1958, nasceu, assim,  a NASA (National Aeronautics and Space Administration), agência do Governo Federal dos EUA que substituiu a NACA (National Advisory Committee for Aeronautics), cujo surgimento foi uma consequência direta dos avanços feitos pela URSS. Os EUA, preocupados com a ameaça dos satélites soviéticos para com a sua segurança e hegemonia tecnológica, criam a NASA para orientar suas atividades espaciais. O surgimento da agência possibilitou, assim, uma aceleração incrível no desenvolvimento de tecnologias de vôo espacial humano e robótico. Por mais que esse desenvolvimento já havia começado com a NACA, agora aconteceria dentro de uma organização com um propósitos mais definidos. Além disso, como consequência, a agência ganharia agora um maior reconhecimento por parte do Governo, recebendo, assim, um maior repasse de verba. Missões que fizeram História Com o passar dos anos, a NASA continuou produzindo tecnologias espaciais que revolucionam o setor até hoje. O que “começou” como um impulso da Guerra Fria se transformou em um desejo de se consolidar no ramo e conhecer mais sobre o céu e o espaço. A NASA, por sua vez, foi desenvolvendo missões cada vez mais complexas, que nos possibilitaram alcançar cada vez mais longe. Dentre elas, iremos destacar algumas que consideramos fundamentais: O Projeto Mercúrio O Programa Mercury foi o primeiro programa de missões tripuladas da história da NASA, que começou a ser desenvolvido em 1958. O Mercury foi responsável por enviar o primeiro homem americano ao espaço em 1961 (apenas 1 mês após a URSS ter enviado Yuri Gagarin). O programa espacial que durou cerca de 5 anos tinha seus objetivos claros: fazer uma espaçonave tripulada orbitar em torno da Terra e analisar e investigar o funcionamento do corpo humano no ambiente espacial. Desse modo, com as suas missões, a NASA conseguiu coletar um conhecimento essencial para os projetos que viriam a seguir. Esses conhecimentos foram fundamentais, principalmente, para o programa Apollo, que viria a colocar o primeiro homem na superfície da Lua. O Projeto Gemini O Programa Gemini teve início após o Programa Mercúrio, e, assim como o seu antecessor, foi essencial para possibilitar os pousos de missões tripuladas na Lua. Ele consistiu em uma série de missões tripuladas que foram lançadas entre os anos de 1965 e 1966, carregando dois astronautas por vez (origem do nome da missão, visto que a nave foi construída para levar duas pessoas).  É importante destacarmos que a cápsula desenvolvida para esse projeto era muito semelhante à do Projeto Mercúrio, mas podia carregar dois astronautas ao invés de apenas um. Por outro lado, podia mudar a maneira com a qual voltada à órbita e também podia alterar a órbita em que estava. Além disso, devemos considerar, ainda, as seguintes realizações do programa, que foram fundamentais para o futuro da NASA:  a missão Gemini 4 marcou a história da NASA com a primeira Caminhada Espacial com um homem estadounidense; a Gemini 8 conectou-se com outra nave não tripulada em órbita; já a Gemini 10, além de se conectar com outra nave, usou o propulsor dela para movimentar as duas; e a Gemini 11 voou mais alto que qualquer outra missão anterior da NASA. Em suma, assim como o Programa Mercúrio, o Programa Gemini trouxe muitos conhecimentos essenciais para a realização da missão Apollo. Por exemplo: o que acontece quando os astronautas passam muitos dias no espaço; o funcionamento do traje espacial; e como conectar duas naves espaciais. O Projeto Apollo O Programa Apollo foi responsável por 11 missões tripuladas e 6 não tripuladas (as 6 primeiras), incluindo o primeiro pouso e a primeira caminhada do homem na Lua, com o Apollo 11. Os primeiros 4 voos tripulados foram responsáveis por testar os equipamentos e a tecnologia desenvolvidos para a missão. Já dos outros 7, 6 chegaram a pousar na Lua. Com isso, um

O post História da NASA apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
Desde que começamos a nos questionar sobre o espaço e a imensidão que nos cerca, ouvimos falar sobre a NASA. A organização, que foi uma das principais responsáveis por quebrar fronteiras científicas e permitir à humanidade alcançar lugares antes inimagináveis é, com certeza, o primeiro nome que nos vem à cabeça quando pensamos no assunto. É difícil, ou até quase impossível, recordarmos um momento da história em que os avanços da NASA não estavam diretamente influenciando a linha do tempo. 

Fonte: NASA
A insígnia da NASA.

No entanto, mesmo conhecendo alguns dos seus maiores feitos, muitas pessoas não são familiarizadas com a sua história e o porquê de seu surgimento. Sendo assim, trouxemos aqui pouco da história da NASA, desde o seu surgimento até os dias atuais, destacando as missões mais importantes e o seu impacto na formação do mundo como o conhecemos hoje.

O Contexto Histórico da Época

Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo entrou em um estado de “paz armada”, chamado de Guerra Fria. O momento marcou a ocasião em que os Estados Unidos e a antiga União Soviética batalharam, sem confrontos diretos, pela hegemonia do globo. O nome Guerra Fria, inclusive, surge justamente por ter sido uma guerra que nunca chegou a se ser disputada na esfera militar. Nesse contexto, um dos muitos campos de batalha indiretas por desenvolvimento e influência foi, portanto, a indústria de Tecnologia Aeroespacial

A Corrida Espacial, como ficou conhecida, então, foi marcada pela luta entre os EUA e a URSS pela supremacia na exploração espacial. Nesse período, portanto, houve um intenso e acelerado desenvolvimento tecnológico nesse setor, que começou a se concretizar com o lançamento do Sputnik I. Esse satélite soviético era bastante simples e de pequeno porte, e ficou em órbita por cerca de 21 dias, em 1957.

O lançamento da cadela Laika no Sputinik II foi um dos principais motivos que estimularam o surgimento da história da NASA.
Laika, o primeiro ser vivo a viajar para o espaço.

Logo depois, foi lançado um satélite de maior porte e mais avançado que o primeiro:  do Sputnik II. Ele foi o responsável por carregar o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika. Embora ela tenha ficado famosa pelo feito, infelizmente não sobreviveu à viagem. Com esses primeiros passos, a URSS colocou-se à frente na Corrida Espacial, instaurando nos EUA a necessidade de revidar.

O início da história da NASA

Em 29 de Julho de 1958, nasceu, assim,  a NASA (National Aeronautics and Space Administration), agência do Governo Federal dos EUA que substituiu a NACA (National Advisory Committee for Aeronautics), cujo surgimento foi uma consequência direta dos avanços feitos pela URSS. Os EUA, preocupados com a ameaça dos satélites soviéticos para com a sua segurança e hegemonia tecnológica, criam a NASA para orientar suas atividades espaciais.

O surgimento da agência possibilitou, assim, uma aceleração incrível no desenvolvimento de tecnologias de vôo espacial humano e robótico. Por mais que esse desenvolvimento já havia começado com a NACA, agora aconteceria dentro de uma organização com um propósitos mais definidos. Além disso, como consequência, a agência ganharia agora um maior reconhecimento por parte do Governo, recebendo, assim, um maior repasse de verba.

A logo que fez parte da história da NASA de 1975 a 1992.
Fonte: NASA
A logo utilizada pela NASA de 1975 a 1992. Recentemente a agência reviveu seu uso.

Missões que fizeram História

Com o passar dos anos, a NASA continuou produzindo tecnologias espaciais que revolucionam o setor até hoje. O que “começou” como um impulso da Guerra Fria se transformou em um desejo de se consolidar no ramo e conhecer mais sobre o céu e o espaço. A NASA, por sua vez, foi desenvolvendo missões cada vez mais complexas, que nos possibilitaram alcançar cada vez mais longe. Dentre elas, iremos destacar algumas que consideramos fundamentais:

O Projeto Mercúrio

O Programa Mercury foi o primeiro programa de missões tripuladas da história da NASA, que começou a ser desenvolvido em 1958. O Mercury foi responsável por enviar o primeiro homem americano ao espaço em 1961 (apenas 1 mês após a URSS ter enviado Yuri Gagarin). O programa espacial que durou cerca de 5 anos tinha seus objetivos claros: fazer uma espaçonave tripulada orbitar em torno da Terra e analisar e investigar o funcionamento do corpo humano no ambiente espacial. Desse modo, com as suas missões, a NASA conseguiu coletar um conhecimento essencial para os projetos que viriam a seguir. Esses conhecimentos foram fundamentais, principalmente, para o programa Apollo, que viria a colocar o primeiro homem na superfície da Lua.

Fonte: NASA
Jon Glenn, o primeiro astronauta norte-americano a voar na órbita da Terra.

O Projeto Gemini

O Programa Gemini teve início após o Programa Mercúrio, e, assim como o seu antecessor, foi essencial para possibilitar os pousos de missões tripuladas na Lua. Ele consistiu em uma série de missões tripuladas que foram lançadas entre os anos de 1965 e 1966, carregando dois astronautas por vez (origem do nome da missão, visto que a nave foi construída para levar duas pessoas). 

Neil Armstrong ficou muito conhecido pela missão Apollo 11, uma das principais missões da NASA, mas também participou de outros momentos fundamentais da sua história.
Fonte: NASA
O comandante Neil Armstrong (a direita) e o piloto David R. Scott embarcando na Gemini-Titan VIII.

É importante destacarmos que a cápsula desenvolvida para esse projeto era muito semelhante à do Projeto Mercúrio, mas podia carregar dois astronautas ao invés de apenas um. Por outro lado, podia mudar a maneira com a qual voltada à órbita e também podia alterar a órbita em que estava. Além disso, devemos considerar, ainda, as seguintes realizações do programa, que foram fundamentais para o futuro da NASA

  • a missão Gemini 4 marcou a história da NASA com a primeira Caminhada Espacial com um homem estadounidense;
  • a Gemini 8 conectou-se com outra nave não tripulada em órbita;
  • já a Gemini 10, além de se conectar com outra nave, usou o propulsor dela para movimentar as duas;
  • e a Gemini 11 voou mais alto que qualquer outra missão anterior da NASA.
Fonte: NASA
O astronauta Edward H. White na primeira caminhada espacial americana.

Em suma, assim como o Programa Mercúrio, o Programa Gemini trouxe muitos conhecimentos essenciais para a realização da missão Apollo. Por exemplo: o que acontece quando os astronautas passam muitos dias no espaço; o funcionamento do traje espacial; e como conectar duas naves espaciais.

O Projeto Apollo

O Programa Apollo foi responsável por 11 missões tripuladas e 6 não tripuladas (as 6 primeiras), incluindo o primeiro pouso e a primeira caminhada do homem na Lua, com o Apollo 11. Os primeiros 4 voos tripulados foram responsáveis por testar os equipamentos e a tecnologia desenvolvidos para a missão. Já dos outros 7, 6 chegaram a pousar na Lua. Com isso, um total de 12 astronautas andaram sobre a sua superfície, conduzindo estudos científicos, analisando a superfície lunar e até mesmo coletando pedras. 

Fonte: NASA
A tripulação da missão Apollo 11.

Para o programa, foi desenvolvida uma espaçonave com dois módulos: o Módulo de Comando Apollo foi usado para transportar os astronautas da Terra para a Lua e vice-versa, enquanto o Módulo Lunar foi construído para levá-los da órbita do satélite natural à sua superfície, e então de volta para a órbita. 

O Programa Apollo teve grande importância por si só, visto que permitiu ao homem, pela primeira vez, sair da órbita terrestre e visitar outro corpo celeste. Vale destacar que esse programa fundamental na história da NASA não só tornou possível tudo isso, como também incentivou a humanidade a explorar distâncias cada vez maiores. Além disso, o programa Apollo foi o responsável pela primeira parceria internacional no espaço, com o Programa de Testes Apollo-Soyuz, entre a NASA e o Programa Espacial Soviético.

Um dos momentos mais marcantes da história da NASA foi o primeiro pouso tripulado e a primeira caminhada na superfície lunar, na missão Apollo 11.
Fonte: NASA
O astronauta Buzz Aldrin carregando equipamentos da Missão Apollo 11 na Lua.

O Space Shuttle

O Space Shuttle foi o primeiro sistema de transporte espacial da NASA, e durante os seus 30 anos de funcionamento (1981-2011), carregou astronautas e cargas em viagens de ida e volta da órbita terrestre. Ao todo, 355 pessoas voaram em 135 missões conduzidas por esse modelo de nave espacial. Além disso, ao longo da sua história na NASA, o Space Shuttle: lançou satélites; serviu como laboratório científico em órbita, onde foram conduzidos diversos experimentos; foi responsáveis por reparos em outros aparatos no espaço, como o telescópio Hubble; e, durante suas missões finais, foi majoritariamente utilizado para a construção da Estação Espacial Internacional.

Fonte: NASA
Um lançamento do Space Shuttle.

O Space Shuttle era composto de três partes principais

  1. o orbitador, que consistia no “avião” grande e branco no qual a tripulação vivia e trabalhava, e o único componente a entrar em órbita;
  2. o tanque externo, que consistia em um tanque largo e laranja de combustível que era anexado na base do orbitador para o lançamento;
  3. e, por fim, os impulsionadores sólidos de foguete, que forneciam a maior parte da tração nos primeiros 2 minutos de lançamento.

A Estação Espacial Internacional

A Estação Espacial Internacional (ISS) foi construída entre 1998 e 2011 e foi um projeto de colaboração multinacional entre cinco agências espaciais participantes: NASA (EUA), Roscosmos (Rússia), ESA (Europa), JAXA (Japão) e CSA (Canadá). Portanto, o seu uso não é restrito a uma só nação e é definido de acordo com tratados entre os países. Seus módulos/componentes foram construídos e testados de forma separada e conjunta, em solo; lançados aos poucos e montados no espaço, formando a estação como a conhecemos hoje. 

Fonte: NASA
A Estação Espacial Internacional (ISS).

A estação consiste em um grande laboratório, que serve de estudo da microgravidade e do ambiente espacial. Suas pesquisas são voltadas principalmente para a astronomia, a astrobiologia, a meteorologia, a física e outras áreas. Esses experimentos são realizados por astronautas que habitam a estação durante certos períodos de tempo – habitada desde 2000. Além disso, a estação também testa sistemas espaciais e equipamentos que poderão ser usados em viagens de longas distâncias no futuro, como para Marte.

O que a NASA faz atualmente e quais os planos para o futuro?

A NASA e seus planos futuros continuam impactando diretamente a história da exploração humana do espaço, e da ciência e da tecnologia como um todo. Atualmente, a agência estuda novas tecnologias de diminuição de ruído de aeronaves supersônicas, além de planos para voltar à Lua e possibilitar a ocupação futura de Marte.

O QueSST 

A NASA trabalha com o setor aeronáutico há décadas, e o desenvolvimento de tecnologias por essa agência tem trazido grandes inovações para a aviação mundial. No momento, estão ocorrendo os testes do “Quiet Supersonic Technology (QueSST) Preliminary Design Model” (Modelo preliminar da tecnologia supersônica silenciosa). O projeto tem como objetivo diminuir consideravelmente o ruído produzido por aviões voando a velocidade supersônica, permitindo, portanto, que eles voem mais próximos à superfície.

O Programa Artemis, um novo passo na história da NASA

Com o Programa Artemis, a NASA planeja, até 2024, enviar mais astronautas para a Lua, incluindo a primeira mulher. Além disso, o programa procura, também, estabelecer, com as novas tecnologias desenvolvidas, um sistema de exploração de toda a superfície lunar. Dessa forma, será possível que humanos e robôs exploradores alcancem regiões da Lua que nunca foram alcançadas antes. Dentro de seus objetivos, a NASA planeja que a Artemis encontre água na Lua e utilize-a junto com outros recursos para viagens de longas distâncias.

Vale destacar que a missão irá possibilitar investigar os mistérios desse satélite natural e compreender mais sobre o nosso planeta de origem. Além disso, poderemos aprender como é viver na superfície de outro corpo celeste e testar as tecnologias necessárias para enviar astronautas em missões para Marte. 

Fonte: NASA
O primeiro estágio do foguete Artemis sendo transportado.

Novas tecnologias

Para esse Programa, ainda, uma série de novas tecnologias foi construída: 

  • o Sistema de Lançamento Espacial, que consiste em um novo foguete de grandes proporções que enviará astronautas e cargas para a Lua e além; 
  • a Orion, a nave espacial que carregará astronautas até a órbita lunar; 
  • o Gateway, que consistirá em um posto avançado, na órbita da Lua, que será essencial para a exploração sustentável desse satélite a longo prazo – com retornos contínuos dos humanos à superfície lunar – e também um “ponto de parada” para missões de exploração espacial mais distantes;
  • e os “pousadores lunares”, sistemas que irão atracar com a nave espacial Orion ou com o Gateway, para carregar astronautas para a superfície lunar e de volta para a órbita da Lua em segurança.

Como a Lua é cerca de 1.000 vezes mais distante da Terra que a Estação Espacial Internacional, chegar a esse satélite e investir na sua exploração requer o desenvolvimento de sistemas que possam operar a uma distância muito maior do planeta, e que possam, além disso, suportar as necessidades da vida humana e ainda serem leves o suficiente para seu lançamento. 

Fonte: NASA
Testagem da cápsula Orion para a Artemis I.

Assim, a exploração da Lua está intimamente ligada à do planeta vermelho. Fornece oportunidade de teste para novos instrumentos e equipamentos, como habitats humanos, sistemas de suporte à vida e etc, além de possibilitar a vivência de astronautas no Gateway por longos períodos de tempo, ajudará a compreender como o corpo humano reage em um ambiente espacial mais profundo (muito além da órbita terrestre), tendo em vista que as viagens para Marte durarão anos.

A história da NASA na exploração de Marte

Além dos planos de enviar missões tripuladas para Marte, que têm como caminho a exploração da Lua pelo Programa Artemis, a NASA planeja continuar o estudo desse planeta por meio do envio de sondas. O último lançamento de um Rover para o planeta vermelho ocorreu em julho de 2020. Em conjunto, também foi enviado um helicóptero (o primeiro), que tem como um de seus objetivos testar a viabilidade da utilização de veículos mais pesados que o ar em Marte. No geral, os estudos desse planeta ajudam a compreender melhor a sua formação e como habitá-lo. Além disso, permite conhecer melhor sobre a evolução do nosso próprio planeta.

Já conhecia a História da NASA? Quer saber mais?

Concluímos, aqui, que a história da NASA surgiu como uma tentativa de demonstrar poder tecnológico em um contexto de situação política mundial muito instável. No entanto, com o passar dos anos e com o fim desses conflitos ideológicos, a agência tornou-se mais aberta e colaborativa. Agora, a NASA trabalha firmemente em busca  do avanço da humanidade pelo Universo e da difusão do conhecimento sobre astronomia e astronáutica para todos, deixando isso muito claro, inclusive, no seu lema, traduzido como “Para o benefício de todos”.

Mas e aí? É fascinado pela exploração espacial e pelas novas tecnologias aeroespaciais assim como nós? Siga a nossa página no Instagram @gravidadeaerojr e fique por dentro de muito mais conteúdo sobre a área! Caso tenha também alguma dúvida ou comentário sobre o assunto, comenta aqui embaixo ou entre em contato com a gente!

Autora: Yasmim Carvalho

O post História da NASA apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
https://aerojr.com/blog/historia-da-nasa/feed/ 0
5 Pesquisas Feitas na Estação Espacial Internacional https://aerojr.com/blog/5-pesquisas-feitas-na-estacao-espacial-internacional/ https://aerojr.com/blog/5-pesquisas-feitas-na-estacao-espacial-internacional/#respond Tue, 18 Aug 2020 20:16:08 +0000 https://aerojr.com/2020/08/18/5-pesquisas-feitas-na-estacao-espacial-internacional/ Nós, humanos, somos seres movidos pela curiosidade. Ela pode ser definida como o desejo humano de explorar o universo  para aumentar o conhecimento e, dessa forma, desvendar o que ainda não conhecemos. Assim, uma das formas que temos de ampliar o conhecimento são os experimentos científicos. Porém, muitos experimentos e pesquisas científicas não podem ser feitos aqui na Terra, pois a própria aceleração da gravidade atrapalha os resultados. Por isso, nós temos a Estação Espacial Internacional (ISS), e hoje iremos conhecer  5 pesquisas feitas nela. No final de contas, o que é a Estação Espacial Internacional? A Estação Espacial Internacional  é um laboratório espacial de microgravidade que foi criado com o objetivo de ser uma base habitada continuamente por seres humanos. Ela começou a ser construída no ano de 1998 e só foi finalizada em 2011. A ISS foi um projeto de 15 países. Dentre eles Estados Unidos, Canadá, Japão, Rússia e os países que compõem a Agência Espacial Europeia (ESA).   Ela tem o tamanho aproximado de um campo de futebol. Além disso, pesa, aproximadamente, 419 toneladas e possui um espaço habitável de 388 metros cúbicos. Seus sistemas são controlados por 52 computadores, que gerenciam mais de 1,8 milhões de linhas de código para o controle de voo da estação.  Mas e aí, onde ela está localizada? A estação espacial encontra-se em órbita da Terra a uma altitude de aproximadamente 400 quilômetros, (em) uma órbita tipicamente designada de órbita terrestre baixa. Dessa forma, ela pode ser vista da Terra a olho nu, além disso, viaja a uma velocidade média de 27.700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia. Agora, depois de entender um pouco sobre a ISS, iremos conhecer 5 pesquisas interessantes feitas na estação: 1.Pesquisa de Parkinson: A doença de Parkinson é um distúrbio do sistema nervoso central  que afeta o movimento. Muitos dos sintomas da doença envolvem o controle motor, como a capacidade de controlar seus músculos e movimento. Assim, em 2017, foi iniciado um estudo na ISS. Esse estudo é uma parceria entre a Fundação Michael J. Fox para pesquisa de Parkinson e o Centro de Ciências Espaciais Avançadas. O que ele pretende? Descobrir novas maneiras de tratar e prevenir a doença de Parkinson Como? Pessoas com doença de Parkinson têm a atividade aumentada do gene LRRK2, e estudos genéticos ligam mutações no gene LRRK2 a um risco aumentado de desenvolver a doença de Parkinson. Assim, medicamentos que inibem o LRRK2 estão em desenvolvimento, mas, sem conhecer a estrutura precisa dessa enzima, esse trabalho é como fazer uma chave sem conhecer a forma do buraco da fechadura que deve caber. O intuito da pesquisa é, justamente, cultivar os cristais LRRK2 para serem analisados, ​​usando estudos de difração de raios-x e difração de nêutrons ao retornar à Terra. Por que no espaço? Em um ambiente com menos gravidade, como a Estação Espacial Internacional, a proteína pode crescer muito mais. Isso permite que os cientistas a observem com melhor resolução e, assim, as compreendam com maior precisão.  2.Pesquisa de Astrocultura Avançada (ADVASC)  Um passo importante para futuras explorações interplanetárias é a compreensão da gravidade na vida das Plantas. A capacidade de produzir fontes de alimentos de alta energia e baixa massa durante o vôo espacial permite a manutenção da saúde da tripulação durante missões de longa duração, com um impacto reduzido nos recursos necessários para viagens de longa distância. Assim, uma das pesquisas que são feitas na ISS é exatamente sobre isso; o cultivo de plantas fora da Terra.  Os astronautas estão aprendendo a cultivar plantas para alimentação no espaço. As plantas cresceram com sucesso em duas tentativas, mostrando que a gravidade não é necessária para o cultivo de plantas saudáveis. Porém, desempenha um papel na forma delas e na qualidade das suas sementes.  O experimento também cultiva sementes de soja no espaço, produzindo plantas maiores e sementes com taxas de germinação comparáveis ​​às plantadas na Terra. Experimentos futuros são necessários para verificar se algumas características únicas de crescimento no espaço ocorrem em diferentes espécies de plantas. Como? A Estação Espacial Internacional (ISS) possui um laboratório ideal para o cultivo de plantas e o estudo da influência da gravidade nas plantas que evoluíram na Terra. Assim, Os astronautas estão aprendendo a cultivar plantas para alimentação no espaço.  A Astrocultura Avançada tenta determinar se as plantas podem completar seu ciclo de vida e gerar semente na microgravidade, bem como os efeitos da microgravidade nos níveis de expressão genética, comparando as características químicas das várias substâncias produzidas no ISS com as das colhidas na terra.  3. Experimento de Fibra Ópticas com Melhor Qualidade Fabricadas na Microgravidade Devido ao intenso desenvolvimento tecnológico das telecomunicações, cada vez mais necessitamos de uma taxa maior de transmissão de dados. Assim, precisamos de meios de transmissão mais eficientes, e uma ótima escolha é a fibra óptica. Logo, uma pesquisa para a melhora da sua qualidade se torna essencial. Dessa forma, é justamente sobre isso que se trata uma das pesquisas da ISS.  Como? O experimento cria fibras ópticas a bordo da Estação Espacial Internacional, usando uma mistura de zircônio, bário, lantânio, solvente e alumínio, conhecida como  ZBLAN. A Produção de fibra ótica opera dentro da Microgravity Science Glovebox (MSG). Além disso, elas  apresentam baixa perda óptica e alto valor comercial. Por que no espaço? O ZBLAN é difícil de se fabricar na Terra, devido à cristalização, induzida pela gravidade. Além disso, estudos sugeriram que esse tipo de fibra produzida em microgravidade poderia ter qualidade superior ao produzido na Terra.  4. Experimento Formação de Côndrulos Uma frase muito famosa dentro da astronomia é aquela que diz que somos todos poeira estelar. Assim, alguns experimentos tentam validar cada vez mais essa afirmação. Esse é o caso do experimento de formação de côndrulos. Mas, o que são côndrulos? Um côndrulo é uma esférula de minerais e liga de ferro-níquel, que medem cerca de 2 a 4 milímetros. Acredita-se que essas pequenas esferas sejam a matéria primordial da formação do sistema solar. Como? O intuito da série de experimento é descobrir 

O post 5 Pesquisas Feitas na Estação Espacial Internacional apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
Nós, humanos, somos seres movidos pela curiosidade. Ela pode ser definida como o desejo humano de explorar o universo  para aumentar o conhecimento e, dessa forma, desvendar o que ainda não conhecemos. Assim, uma das formas que temos de ampliar o conhecimento são os experimentos científicos. Porém, muitos experimentos e pesquisas científicas não podem ser feitos aqui na Terra, pois a própria aceleração da gravidade atrapalha os resultados. Por isso, nós temos a Estação Espacial Internacional (ISS), e hoje iremos conhecer  5 pesquisas feitas nela.

No final de contas, o que é a Estação Espacial Internacional?

A Estação Espacial Internacional  é um laboratório espacial de microgravidade que foi criado com o objetivo de ser uma base habitada continuamente por seres humanos. Ela começou a ser construída no ano de 1998 e só foi finalizada em 2011. A ISS foi um projeto de 15 países. Dentre eles Estados Unidos, Canadá, Japão, Rússia e os países que compõem a Agência Espacial Europeia (ESA).  

Ela tem o tamanho aproximado de um campo de futebol. Além disso, pesa, aproximadamente, 419 toneladas e possui um espaço habitável de 388 metros cúbicos. Seus sistemas são controlados por 52 computadores, que gerenciam mais de 1,8 milhões de linhas de código para o controle de voo da estação. 

Mas e aí, onde ela está localizada?

A estação espacial encontra-se em órbita da Terra a uma altitude de aproximadamente 400 quilômetros, (em) uma órbita tipicamente designada de órbita terrestre baixa. Dessa forma, ela pode ser vista da Terra a olho nu, além disso, viaja a uma velocidade média de 27.700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia.

Agora, depois de entender um pouco sobre a ISS, iremos conhecer 5 pesquisas interessantes feitas na estação:

 31 de julho de 2020 — O astronauta da NASA e o comandante da Expedição 63, Chris Cassidy, trabalham no módulo Harmony da Estação Espacial Internacional, atendendo amostras de DNA microbiano para sequenciamento e identificação. 

1.Pesquisa de Parkinson:

A doença de Parkinson é um distúrbio do sistema nervoso central  que afeta o movimento. Muitos dos sintomas da doença envolvem o controle motor, como a capacidade de controlar seus músculos e movimento. Assim, em 2017, foi iniciado um estudo na ISS. Esse estudo é uma parceria entre a Fundação Michael J. Fox para pesquisa de Parkinson e o Centro de Ciências Espaciais Avançadas.

O que ele pretende?

Descobrir novas maneiras de tratar e prevenir a doença de Parkinson

Como?

Pessoas com doença de Parkinson têm a atividade aumentada do gene LRRK2, e estudos genéticos ligam mutações no gene LRRK2 a um risco aumentado de desenvolver a doença de Parkinson. Assim, medicamentos que inibem o LRRK2 estão em desenvolvimento, mas, sem conhecer a estrutura precisa dessa enzima, esse trabalho é como fazer uma chave sem conhecer a forma do buraco da fechadura que deve caber. O intuito da pesquisa é, justamente, cultivar os cristais LRRK2 para serem analisados, ​​usando estudos de difração de raios-x e difração de nêutrons ao retornar à Terra.

Por que no espaço?

Em um ambiente com menos gravidade, como a Estação Espacial Internacional, a proteína pode crescer muito mais. Isso permite que os cientistas a observem com melhor resolução e, assim, as compreendam com maior precisão. 

2.Pesquisa de Astrocultura Avançada (ADVASC) 

Um passo importante para futuras explorações interplanetárias é a compreensão da gravidade na vida das Plantas. A capacidade de produzir fontes de alimentos de alta energia e baixa massa durante o vôo espacial permite a manutenção da saúde da tripulação durante missões de longa duração, com um impacto reduzido nos recursos necessários para viagens de longa distância. Assim, uma das pesquisas que são feitas na ISS é exatamente sobre isso; o cultivo de plantas fora da Terra. 

Os astronautas estão aprendendo a cultivar plantas para alimentação no espaço. As plantas cresceram com sucesso em duas tentativas, mostrando que a gravidade não é necessária para o cultivo de plantas saudáveis. Porém, desempenha um papel na forma delas e na qualidade das suas sementes. 

O experimento também cultiva sementes de soja no espaço, produzindo plantas maiores e sementes com taxas de germinação comparáveis ​​às plantadas na Terra. Experimentos futuros são necessários para verificar se algumas características únicas de crescimento no espaço ocorrem em diferentes espécies de plantas.

Como?

A Estação Espacial Internacional (ISS) possui um laboratório ideal para o cultivo de plantas e o estudo da influência da gravidade nas plantas que evoluíram na Terra. Assim, Os astronautas estão aprendendo a cultivar plantas para alimentação no espaço. 

O astronauta Steve Swanson, em 2014, cultivando alface.

A Astrocultura Avançada tenta determinar se as plantas podem completar seu ciclo de vida e gerar semente na microgravidade, bem como os efeitos da microgravidade nos níveis de expressão genética, comparando as características químicas das várias substâncias produzidas no ISS com as das colhidas na terra. 

3. Experimento de Fibra Ópticas com Melhor Qualidade Fabricadas na Microgravidade

Devido ao intenso desenvolvimento tecnológico das telecomunicações, cada vez mais necessitamos de uma taxa maior de transmissão de dados. Assim, precisamos de meios de transmissão mais eficientes, e uma ótima escolha é a fibra óptica. Logo, uma pesquisa para a melhora da sua qualidade se torna essencial. Dessa forma, é justamente sobre isso que se trata uma das pesquisas da ISS. 

Como?

O experimento cria fibras ópticas a bordo da Estação Espacial Internacional, usando uma mistura de zircônio, bário, lantânio, solvente e alumínio, conhecida como  ZBLAN. A Produção de fibra ótica opera dentro da Microgravity Science Glovebox (MSG). Além disso, elas  apresentam baixa perda óptica e alto valor comercial.

Por que no espaço?

O ZBLAN é difícil de se fabricar na Terra, devido à cristalização, induzida pela gravidade. Além disso, estudos sugeriram que esse tipo de fibra produzida em microgravidade poderia ter qualidade superior ao produzido na Terra.

 4. Experimento Formação de Côndrulos

Uma frase muito famosa dentro da astronomia é aquela que diz que somos todos poeira estelar. Assim, alguns experimentos tentam validar cada vez mais essa afirmação. Esse é o caso do experimento de formação de côndrulos.

Mas, o que são côndrulos?

Um côndrulo é uma esférula de minerais e liga de ferro-níquel, que medem cerca de 2 a 4 milímetros. Acredita-se que essas pequenas esferas sejam a matéria primordial da formação do sistema solar.

Como?

O intuito da série de experimento é descobrir  como a poeira criada por processos estelares é transformada em dimensões intermediárias. Essas dimensões, por sua vez, acabam se transformando em planetas, luas e outros objetos. Assim, a formação experimental de côndrulos na ISS imita as condições primordiais de baixa gravidade e alta energia.

O experimento ocorre em uma câmara NanoRacks, com um pequeno motor de vibração agitando-a para deixar as partículas de poeira flutuando. Uma carga elétrica é produzida a cada hora, 100 vezes, enquanto uma câmera registra a ação. Desse modo, a poeira de silicato é transformada em côndrulos, por meio das descargas elétricas.

Por que?

Uma melhor compreensão de como os planetas se formam poderia ajudar na busca por mundos habitáveis. Por outro lado, poderia também contribuir para a nossa compreensão das origens da Terra e do início da história do Universo.

5. Cimento Espacial 

O experimento chamado de Cimento Espacial foi um projeto científico criado por estudantes brasileiros do ensino fundamental do estado de São Paulo. Com idades entre 12 e 13 anos, eles eram alunos do colégio do Colégio Dante Alighieri e da Escola Municipal Perimetral, da grande São Paulo, e do Projeto Âncora, de Cotia. 

Dessa forma, o projeto foi escolhido pela NASA em 2017 para ser testado na Estação Espacial Internacional. O experimento teve como objetivo descobrir como o cimento reagiria no espaço e qual seria o efeito da radiação no material.

Como?

O experimento foi lançado no espaço pela Nasa (Agência Aeroespacial Americana) em junho de 2018, em um foguete da SpaceX, empresa de Elon Musk. O cimento foi misturado com água e plástico reciclado para depois averiguar o processo de endurecimento do material no espaço. Vale ressaltar que o plástico verde foi feito de cana-de-açúcar brasileira, e usado para diminuir a passagem de radiação pelo material, o que poderia causar câncer nos astronautas.

Para testar o projeto, foram preparados dois tubos iguais — um foi para a ISS, e o outro ficou no laboratório terrestre. Cada um foi dividido em duas partes por presilhas: uma com água e outra com a mistura. Após a expedição de aproximadamente 30 dias, o material que foi para órbita retornou ao solo e foi comparado com o que ficou por aqui. Os jovens descobriram que o processo de cristalização era maior na Terra do que no espaço e não há consenso na comunidade científica sobre as consequências disso. Os efeitos da radiação ainda estão sendo analisados.

Mas não acaba por aí…

Além desses experimentos aqui apresentados, existem muitos outros que já aconteceram, que estão acontecendo e que ainda estão para acontecer. A ciência não descansa, está sempre buscando compreender um pouco o universo e buscando melhorar a qualidade de vida humana. 

Gostou dessas informações? Nesse blog e nas nossas redes sociais trazemos assuntos como esse sobre a Estação Espacial Internacional, e também sobre satélites, missões espaciais, etc. Então, não perca tempo e nos acompanhe em todas as redes sociais para aprender cada vez mais!  Instagram: @GravidadeAerojr  

Tem dúvidas sobre o assunto? Comente aqui embaixo!

Autor: Nathalia Ventura

O post 5 Pesquisas Feitas na Estação Espacial Internacional apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
https://aerojr.com/blog/5-pesquisas-feitas-na-estacao-espacial-internacional/feed/ 0
Case Gravidade: do Presencial ao Virtual https://aerojr.com/blog/case-gravidade/ https://aerojr.com/blog/case-gravidade/#respond Tue, 16 Jun 2020 20:44:26 +0000 https://aerojr.com/2020/06/16/case-gravidade/ Você já deve conhecer a AEROJR. como uma empresa de prestação de serviços nas áreas de aeronáutica e acústica. Mas e sobre o nosso projeto de incentivo à ciência e tecnologia a crianças e adolescentes, já ouviu a respeito? Hoje vamos falar sobre o projeto gravidade e ao final deste texto você entenderá a importância de incentivar seus alunos a explorar o infinito! Como surgiu o Gravidade? O Projeto Gravidade surgiu da necessidade de repassar o conhecimento das áreas de astronomia e astronáutica durante e que era pouco trabalhada nos colégios. Percebemos também que era necessário esse amparo aos colégios, para que os alunos tivessem a oportunidade do contato com futuros profissionais da área aeroespacial e acesso a materiais de estudo de qualidade. Entendendo esse contexto e percebendo o valor do ensino da astronomia e da astronáutica nas escolas, criamos o Gravidade, um curso de astronomia e astronáutica completo, didático e totalmente personalizado. Por sermos uma empresa sem fins lucrativos, além do conteúdo e da didática serem muito bem estruturados, o valor do curso está abaixo dos valores de serviços oferecidos pelo mercado. Abordamos um assunto que desperta muito interesse, pode melhorar os resultados dos seus alunos em até 100% na OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e fornece repertório para se preparar para as questões de física e história e para a redação do ENEM. A importância da astronomia e astronáutica nas escolas A importância do fomento da ciência ainda na fase do ciclo básico educacional já foi percebido pelos educadores a um tempo e hoje vemos cada vez mais colégios se preocupando em oferecer atividades extracurriculares que incentive os alunos a se interessarem por assuntos da área. Porém, se tratando do incentivo ao conhecimento nas áreas da astronomia e da astronáutica, há grande dificuldade por parte dos professores e da gestão das escolas em encontrar material didático e capacitação especializada na área, o que dificulta a viabilidade do trabalho na instituição sem auxílio externo. Além da importância de fomentar a ciência pelo seu valor na sociedade, o bom preparo dos alunos para prestar olimpíadas de conhecimento têm sido cada vez mais priorizado. Atualmente, diversas Universidades no país têm utilizado como carta de ingresso as medalhas adquiridas em olimpíadas e isso têm feito com que cada vez mais escolas se tornem assíduas nas participações dessas. O Gravidade auxilia nesse preparo de maneira direta para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e de maneira indireta para as de física e matemática. A OBA foi criada principalmente para despertar futuros profissionais na área, visto que o Brasil vem crescendo no ramo da tecnologia espacial e que estamos tendo dificuldades em encontrar mão de obra capacitada em território nacional. Mas atualmente têm também auxiliado vestibulandos de diversas áreas do conhecimento a realizar o sonho de ingressar numa universidade. Como é a dinâmica das aulas?  As aulas são ministradas por dois membros da AEROJR., um com conhecimentos específicos para a área da astronomia e outro com conhecimentos específicos para a área da astronáutica. Os aplicadores são sempre graduandos do curso de Engenharia Aeroespacial da UFMG e são previamente avaliados e capacitados para que estejam preparados para dar a aula. Para que as aulas não sejam apenas expositivas, durante a aula o aplicador sempre levará dinâmicas que permitam a interação do aluno e avaliarão se ele aparenta ou não estar prestando atenção no conteúdo que está sendo passado. Isso permite que a aula ocorra de forma fluida e que o aluno realmente absorva o conhecimento que está sendo passado. Ao final da aula também reservamos um tempo para responder algumas questões pertinentes aos assuntos abordados, a maioria delas retiradas da OBA. Além das aulas, também disponibilizamos uma apostila nossa para os alunos do curso, que foi totalmente elaborada por alunos e professores do curso de engenharia aeroespacial da UFMG. Ao final do curso também sorteamos um livro na turma, para que um dos alunos seja contemplado com conteúdo extra. Quais temáticas são abordadas?  Buscando trazer um curso mais completo possível, os temas do Gravidade foram planejados com base na linha do tempo do homem em relação ao descobrimento e à exploração da astronomia e da astronáutica. Sempre iniciamos com uma introdução histórica, contextualizando as primeiras descobertas do homem e as primeiras utilidades que ele deu a essas descobertas. Isso nos permite ligar nossos conhecimentos astronômicos ao nosso dia a dia e trabalhar outra área do conhecimento: a história. Ao longo da apostila de astronáutica, são inseridos conceitos físicos e químicos envolvidos na construção, no lançamento e na execução da missão de foguetes e satélites. O que também permitirá que o aluno veja formas de aplicação de conceitos vistos em sala de aula. Ao final da apostila, tanto na parte de astronomia quanto na parte de astronáutica, falamos sobre quais são as expectativas futuras para a exploração do espaço e para o descobrimento de novas estrelas e planetas. Oficina de foguetes Pensando na importância do estímulo à participação ativa dos alunos durante o curso, oferecemos uma maneira de concluí-lo colocando a mão na massa. Por isso uma oficina de foguetes, que é feita sob supervisão e instruções dos aplicadores, faz muito sucesso com os alunos e colégios. A oficina funciona da seguinte forma: Nos 15 minutos iniciais ocorre uma aula introdutória explicando como confeccionar um foguete de garrafa pet e os fundamentos físicos envolvidos em seu lançamento. Depois separamos os alunos em pequenos grupos. Cada grupo terá um instrutor que auxiliará na construção do foguete, mas a montagem é feita sempre pelos alunos. Depois de prontos, os foguetes são lançados com a nossa base e vemos, de acordo com a altura máxima atingida e com a trajetória, quais foram os melhores foguetes da turma. . . . . O que os alunos acham? Buscamos sempre entender sobre a qualidade do nosso serviço e sobre como podemos solucionar a dor do nosso cliente. Para nos aproximamos dos alunos e fazemos com que eles se sintam confortáveis para nos dizer o que estão achando

O post Case Gravidade: do Presencial ao Virtual apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
Você já deve conhecer a AEROJR. como uma empresa de prestação de serviços nas áreas de aeronáutica e acústica. Mas e sobre o nosso projeto de incentivo à ciência e tecnologia a crianças e adolescentes, já ouviu a respeito? Hoje vamos falar sobre o projeto gravidade e ao final deste texto você entenderá a importância de incentivar seus alunos a explorar o infinito!

Como surgiu o Gravidade?

O Projeto Gravidade surgiu da necessidade de repassar o conhecimento das áreas de astronomia e astronáutica durante e que era pouco trabalhada nos colégios. Percebemos também que era necessário esse amparo aos colégios, para que os alunos tivessem a oportunidade do contato com futuros profissionais da área aeroespacial e acesso a materiais de estudo de qualidade.

Entendendo esse contexto e percebendo o valor do ensino da astronomia e da astronáutica nas escolas, criamos o Gravidade, um curso de astronomia e astronáutica completo, didático e totalmente personalizado. Por sermos uma empresa sem fins lucrativos, além do conteúdo e da didática serem muito bem estruturados, o valor do curso está abaixo dos valores de serviços oferecidos pelo mercado.

Abordamos um assunto que desperta muito interesse, pode melhorar os resultados dos seus alunos em até 100% na OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e fornece repertório para se preparar para as questões de física e história e para a redação do ENEM.

A importância da astronomia e astronáutica nas escolas

A importância do fomento da ciência ainda na fase do ciclo básico educacional já foi percebido pelos educadores a um tempo e hoje vemos cada vez mais colégios se preocupando em oferecer atividades extracurriculares que incentive os alunos a se interessarem por assuntos da área. Porém, se tratando do incentivo ao conhecimento nas áreas da astronomia e da astronáutica, há grande dificuldade por parte dos professores e da gestão das escolas em encontrar material didático e capacitação especializada na área, o que dificulta a viabilidade do trabalho na instituição sem auxílio externo.

Além da importância de fomentar a ciência pelo seu valor na sociedade, o bom preparo dos alunos para prestar olimpíadas de conhecimento têm sido cada vez mais priorizado. Atualmente, diversas Universidades no país têm utilizado como carta de ingresso as medalhas adquiridas em olimpíadas e isso têm feito com que cada vez mais escolas se tornem assíduas nas participações dessas. O Gravidade auxilia nesse preparo de maneira direta para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e de maneira indireta para as de física e matemática.

A OBA foi criada principalmente para despertar futuros profissionais na área, visto que o Brasil vem crescendo no ramo da tecnologia espacial e que estamos tendo dificuldades em encontrar mão de obra capacitada em território nacional. Mas atualmente têm também auxiliado vestibulandos de diversas áreas do conhecimento a realizar o sonho de ingressar numa universidade.

Como é a dinâmica das aulas? 

Foguetes Gravidade

As aulas são ministradas por dois membros da AEROJR., um com conhecimentos específicos para a área da astronomia e outro com conhecimentos específicos para a área da astronáutica. Os aplicadores são sempre graduandos do curso de Engenharia Aeroespacial da UFMG e são previamente avaliados e capacitados para que estejam preparados para dar a aula.

Para que as aulas não sejam apenas expositivas, durante a aula o aplicador sempre levará dinâmicas que permitam a interação do aluno e avaliarão se ele aparenta ou não estar prestando atenção no conteúdo que está sendo passado. Isso permite que a aula ocorra de forma fluida e que o aluno realmente absorva o conhecimento que está sendo passado. Ao final da aula também reservamos um tempo para responder algumas questões pertinentes aos assuntos abordados, a maioria delas retiradas da OBA.

Além das aulas, também disponibilizamos uma apostila nossa para os alunos do curso, que foi totalmente elaborada por alunos e professores do curso de engenharia aeroespacial da UFMG. Ao final do curso também sorteamos um livro na turma, para que um dos alunos seja contemplado com conteúdo extra.

Quais temáticas são abordadas? 

Buscando trazer um curso mais completo possível, os temas do Gravidade foram planejados com base na linha do tempo do homem em relação ao descobrimento e à exploração da astronomia e da astronáutica. Sempre iniciamos com uma introdução histórica, contextualizando as primeiras descobertas do homem e as primeiras utilidades que ele deu a essas descobertas. Isso nos permite ligar nossos conhecimentos astronômicos ao nosso dia a dia e trabalhar outra área do conhecimento: a história.

Apostila Gravidade

Ao longo da apostila de astronáutica, são inseridos conceitos físicos e químicos envolvidos na construção, no lançamento e na execução da missão de foguetes e satélites. O que também permitirá que o aluno veja formas de aplicação de conceitos vistos em sala de aula.

Ao final da apostila, tanto na parte de astronomia quanto na parte de astronáutica, falamos sobre quais são as expectativas futuras para a exploração do espaço e para o descobrimento de novas estrelas e planetas.

Oficina de foguetes

Pensando na importância do estímulo à participação ativa dos alunos durante o curso, oferecemos uma maneira de concluí-lo colocando a mão na massa. Por isso uma oficina de foguetes, que é feita sob supervisão e instruções dos aplicadores, faz muito sucesso com os alunos e colégios.

Oficina de foguetes

A oficina funciona da seguinte forma: Nos 15 minutos iniciais ocorre uma aula introdutória explicando como confeccionar um foguete de garrafa pet e os fundamentos físicos envolvidos em seu lançamento. Depois separamos os alunos em pequenos grupos. Cada grupo terá um instrutor que auxiliará na construção do foguete, mas a montagem é feita sempre pelos alunos. Depois de prontos, os foguetes são lançados com a nossa base e vemos, de acordo com a altura máxima atingida e com a trajetória, quais foram os melhores foguetes da turma.

Oficina de foguetes AEROJR.
Oficina de foguetes do Gravidade

.

.

.

.

O que os alunos acham?

Buscamos sempre entender sobre a qualidade do nosso serviço e sobre como podemos solucionar a dor do nosso cliente. Para nos aproximamos dos alunos e fazemos com que eles se sintam confortáveis para nos dizer o que estão achando do curso. O que nos gratifica é ver que em todas as nossas aplicações, tanto em conversas entre as aulas quanto na avaliação final, os comentários são sempre positivos e as repostas para “De 0 a 10, quanto você recomendaria o Gravidade a um amigo? ” são sempre 10.

“Gostei muito, não sabia que haviam estrelas maiores que o Sol.”
“Amei o curso e a interação dos professores.”
“Foi a experiência mais fantástica que já tive em toda a minha vida. ”

Esses são alguns dos diversos comentários que coletamos durante o final do projeto. Adoraríamos fazer com que os alunos do seu colégio também pudesse avaliar nosso projeto e ter essa experiência fantástica!

Além da transparência de mostrar a você como o projeto Gravidade funciona, trouxe também algumas experiências de aplicações nossas.

Case 1: Aplicação no Colégio Loyola para o Ensino Médio

A primeira será a nossa primeira aplicação do curso. Ela ocorreu numa turma para alunos dos primeiros e segundos anos do ensino médio do colégio. Foram contratadas 3 aplicações de 2 horas cada. Os aplicadores foram muito bem recebidos na turma e vários alunos além de se encantarem pelo curso, se encantaram também pela Engenharia Aeroespacial.

Projeto Gravidade no Colégio Loyola

Já nessa primeira turma, após o curso tivemos três medalhistas da OBA no mesmo ano, o que mostra a assertividade do nosso planejamento de material didático e das aulas mesmo na primeira experiência.

Case 2: Aplicação no Colégio Sabiracema para o Ensino Fundamental II

Nossa segunda aplicação que será contada aqui, foi numa turma com alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Essa experiência nos permitiu entender como adaptaríamos o curso para alunos de um faixa etária menor. Adaptando nossa didática àqueles que ainda não viram tantos conceitos específicos das áreas da ciência quanto os alunos do ensino médio.

Mesmo com um novo desafio em mãos, conseguimos trabalhar de forma a não perder a qualidade do serviço. Além disso, obtivemos excelentes avaliações tanto da gestão do colégio quanto dos alunos do curso. Inclusive já caminhamos para uma segunda aplicação ainda no fim da execução da primeira.

Projeto Gravidade no colégio Sabiracema

Resultados gerais do presencial

Ao final de cada projeto a AEROJR. faz um levantamento com os alunos participantes e também com a gestão do colégio para que eles possam nos avaliar. Dessa forma, podemos analisar se as expectativas criadas no início na contratação foram atingidas.

Essas avaliações também são muito parecidas em todas as aplicações e temos uma média de 100% em avaliação de didática do curso e qualidade das aulas, avaliado pelas escolas parceiras e pelos alunos do curso.

Webinar Gravidade

Em um momento estávamos realizando serviços à comunidade escolar da Grande BH, e logo nos deparamos em meio a uma pandemia que paralisaria nossos trabalhos. No entanto, entendíamos que um trabalho de tamanha importância e valor para o progresso da educação não poderia parar em decorrência da barreira física. Por isso, visando dar continuidade a esse trabalho de maneira remota, iniciamos no dia 6 de maio de 2020 nossa primeira aplicação do curso Gravidade que seria completamente à distância.

Nosso primeiro “Webinar Gravidade” contou com mais de 200 inscrições e as avaliações dos participantes ao final do curso foram tão boas quanto nossos feedbacks do curso presencial. Ao todo foram 8 aplicações, sendo que 4 delas tinham temas relacionados à astronomia e 4 com temas relacionados à astronáutica.

Para melhorar a dinâmica das aulas e não perder a qualidade do serviço, aproveitamos os recursos que o próprio Google Meets e outras plataformas online nos dispõem, afim de estimular a interação dos alunos. Exemplos disso foram a realização de quizzes ao final das aulas, a abertura do chat no Google Meets para perguntas e a realização de perguntas durante a aula que também foram respondidas pelos alunos no chat. Isso nos possibilitou engajar os participantes e não deixá-los dispersos durante a aula.

webinar gravidade missão espacial

Adaptamos também a forma como disponibilizaríamos o material de estudos (exclusivo para alunos do Gravidade). Para isso, elaboramos um “Kit do Participante”, que foi enviado para o e-mail de cada aluno ao final da aula.

O Kit do Participante contém:

  • Mini apostila com a explicação completa e detalhada do tema abordado na aula;
  • Imagens ilustrativas para que durante os estudos fosse possível também compreender visualmente o conteúdo;
  • Várias indicações de filmes, série, livros, aplicativos ou qualquer conteúdo que fosse pertinente ao tema e pudesse permitir que o aluno se aprofundasse e explorasse mais o tema da aula.

Gostou de conhecer nossos cases e entender sobre o projeto e gostaria de dar essa oportunidade aos alunos do seu colégio? Agende uma reunião conosco e vamos juntos descobrir o infinito!

Autora: Layla Rocha

O post Case Gravidade: do Presencial ao Virtual apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
https://aerojr.com/blog/case-gravidade/feed/ 0
Vida e Morte das Estrelas https://aerojr.com/blog/vida-e-morte-das-estrelas/ https://aerojr.com/blog/vida-e-morte-das-estrelas/#comments Tue, 26 May 2020 20:20:02 +0000 https://aerojr.com/2020/05/26/vida-e-morte-das-estrelas/ A astronomia é a ciência que estuda corpos celestes e fenômenos que se originam fora da atmosfera da Terra. Sendo assim, ela nos ajuda a entender o nosso Universo que é palco de acontecimentos surpreendentes. Dentre esses acontecimentos estão o nascimento, a vida e morte das Estrelas. Mas antes de entendê-los é essencial que uma pergunta seja respondida: O que são Estrelas? Cada estrela que vemos brilhando no céu noturno é uma grande esfera luminosa de gás superaquecido que possui luz própria e gera a sua própria energia. Você pode estar se perguntando: de onde vem toda essa energia?  Ela se origina da reação de fusão nuclear de hidrogênio em hélio, e, posteriormente, em elementos mais pesados.  Além disso, essa fusão garante a forma e a vida da estrela, pois ela será responsável pela pressão interna que vai equilibrar a força da sua própria gravidade que quer esmaga-lá. Nós conhecemos essa equiparação de forças como Equilíbrio Hidrostático.  Cada estrela tem uma história para contar, um nascimento traumático e uma vida no limite. O mais engraçado disso tudo é que a mesma gravidade que quer esmagá-la também é responsável direta pela sua criação. Assim, responderemos outra pergunta:  Como as Estrelas Nascem? Antes de falar do nascimento em si, precisamos conhecer a força gravitacional, essa força que nos conecta aqui à Terra, que nos mantém no planeta. Ela é umas das forças mais importantes da astronomia, pois une elementos para criar os componentes do nosso universo. Quando a gravidade age unindo massa uma das coisas mais básicas que ela produz são as estrelas.  Tudo começa nos pilares da criação que são nuvens enorme de poeira e gás que formam as tão conhecidas nebulosas. Dessa forma,  aglomerados desse gás e poeira se fundem lentamente em nuvens menores ao longo de milhões de anos, reunidos pela força gravitacional. Cada nuvem pode produzir de algumas dezenas a milhares de estrelas. Dessa forma, para criar uma estrela como o nosso sol que tem 1,3 milhão de km de diâmetro é preciso de um aglomerado de gás e poeira 100 vezes maior que o nosso sistema solar.  Além disso, esse objeto astronômico abriga a espetacular região dos Pilares da Criação, onde as novas estrelas são geralmente formadas 5.700 anos-luz da Terra. Esta foto foi feita graças aos dados coletados pelo observatório Chandra de raios-X da NASA e pelo telescópio espacial Hubble: Messier 16 (The Eagle Nebula). Passo a Passo do Nascimento das Estrelas 1ª Etapa Após a divisão das nuvens maiores em menores, é notado um aumento da temperatura devido à maior proximidade da matéria. Antes, essa temperatura era centenas de graus celsius abaixo de zero e aos poucos vai aumentando cada vez mais.  2ª Etapa Após algumas centenas de milhares de anos, a nuvem se torna um disco achatado. Sendo assim, a gravidade transforma o centro do disco em uma esfera onde a temperatura chega a um milhão de graus celsius. Esse sistema luminoso agora é chamado de protoestrela.   3ª Etapa 10 milhões de anos depois, o núcleo ardente de hidrogênio da jovem estrela ultrapassa 10 milhões de grau celsius. Por conta disso, algo incrível acontece: o núcleo se torna tão quente que suporta uma fusão termonuclear. Isso significa que os átomos de hidrogênio se movem rápido o suficiente para se fundirem, formando um átomo de hélio. 4ª Etapa A reação de fusão produz a energia necessária para alimentar a estrela ao longo de sua vida, fornecendo uma fonte constante de luz e calor.  5ª Etapa Devido a essa reação, ela consegue ganhar a sua forma esférica por proporcionar o chamado equilíbrio hidrostático, isto é, a intensidade da pressão de dentro para fora se iguala a intensidade da gravidade que tenta implodi-la. Então, a estrela pode queimar feliz até que algo mude. Nesse momento, de fato a estrela nasceu e ela entra na fase que chamamos de sequência principal onde ela passará a maior parte da sua vida.  Classe Espectral Após seu nascimento, a vida delas é uma batalha constante, uma guerra contra a gravidade. É importante salientar que  as estrelas na sequência principal não são todas iguais. Algumas são menores e mais frias que o nosso sol, outras são muito maiores e mais quentes. Para entender essas diferenças existem algumas classificações, como a da classe espectral.   Essa classificação é feita em função de suas propriedades, como cor, temperatura superficial e características espectrais.  Essa classificação utiliza o diagrama H-R, um gráfico que relaciona os parâmetros ligados a luminosidade e cor, para as diferentes categorias de estrelas. De forma simplificada, a intensidade do calor é relacionada a cor da luz que é emitida. No caso do sol a luz emitida é principalmente amarela. Se o sol fosse muito mais quente, os comprimentos de onda predominantes seriam azuis ou mesmo ultravioleta, já as mais frias emitem luzes vermelhas.  Anãs Vermelhas Estrelas pequenas e frias como a Centauri, a estrela mais próxima do sol, são conhecidas como ” anãs vermelhas“. Estas são o tipo mais comum de estrela do universo, podendo ter apenas 1/10 da massa do Sol.  Quando olhamos para o céu noturno não vemos as anãs vermelhas pois elas não brilham muito, só vemos as estrelas mais raras e brilhantes que estão muito distantes.  Estrelas Azuis No extremo oposto estão as grandes estrelas azuis, com temperatura média de 25 mil graus celsius na superfície, elas podem ter uma massa 20 mil vezes a do Sol e podem ser 10 mil vezes mais luminosas. A gigante azul mais conhecida é a Rigel, situada na constelação de Órion, sendo uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno. Estima-se que ela está a 800 anos-luz da Terra e que possui a massa de 20 sóis. A Massa de Uma Estrela Ademais, outro fator muito determinante na vida e morte das estrelas é a massa. As mais massivas vivem vidas mais curtas do que as que têm menos massa, pois as com mais massa queimam mais rapidamente seus combustíveis do que as estrelas com menos massa. Quanto mais massa a estrela tiver maior é a temperatura, a pressão e

O post Vida e Morte das Estrelas apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
A astronomia é a ciência que estuda corpos celestes e fenômenos que se originam fora da atmosfera da Terra. Sendo assim, ela nos ajuda a entender o nosso Universo que é palco de acontecimentos surpreendentes. Dentre esses acontecimentos estão o nascimento, a vida e morte das Estrelas. Mas antes de entendê-los é essencial que uma pergunta seja respondida:

O que são Estrelas?

Fotografia do Sol, uma estrela anã amarela, sendo a mais próxima do planeta Terra
Fotografia em falsa cor do Sol, uma estrela anã amarela, sendo a mais próxima do planeta Terra.

Cada estrela que vemos brilhando no céu noturno é uma grande esfera luminosa de gás superaquecido que possui luz própria e gera a sua própria energia. Você pode estar se perguntando: de onde vem toda essa energia?

 Ela se origina da reação de fusão nuclear de hidrogênio em hélio, e, posteriormente, em elementos mais pesados. 

Fusão nuclear da vida e morte de uma estrela

Além disso, essa fusão garante a forma e a vida da estrela, pois ela será responsável pela pressão interna que vai equilibrar a força da sua própria gravidade que quer esmaga-lá. Nós conhecemos essa equiparação de forças como Equilíbrio Hidrostático

 Imagem do equilíbrio hidrostático de uma estrela.
Imagem do equilíbrio hidrostático : Stellar Structure

Cada estrela tem uma história para contar, um nascimento traumático e uma vida no limite. O mais engraçado disso tudo é que a mesma gravidade que quer esmagá-la também é responsável direta pela sua criação. Assim, responderemos outra pergunta: 

Como as Estrelas Nascem?

Antes de falar do nascimento em si, precisamos conhecer a força gravitacional, essa força que nos conecta aqui à Terra, que nos mantém no planeta. Ela é umas das forças mais importantes da astronomia, pois une elementos para criar os componentes do nosso universo. Quando a gravidade age unindo massa uma das coisas mais básicas que ela produz são as estrelas. 

Tudo começa nos pilares da criação que são nuvens enorme de poeira e gás que formam as tão conhecidas nebulosas. Dessa forma,  aglomerados desse gás e poeira se fundem lentamente em nuvens menores ao longo de milhões de anos, reunidos pela força gravitacional. Cada nuvem pode produzir de algumas dezenas a milhares de estrelas. Dessa forma, para criar uma estrela como o nosso sol que tem 1,3 milhão de km de diâmetro é preciso de um aglomerado de gás e poeira 100 vezes maior que o nosso sistema solar. 

 Imagem da famosa Nebulosa da Águia, conhecida também como M16, inclui o jovem aglomerado de estrelas chamado NGC 6611.
Imagem da famosa Nebulosa da Águia, conhecida também como M16, inclui o jovem aglomerado de estrelas chamado NGC 6611.

Além disso, esse objeto astronômico abriga a espetacular região dos Pilares da Criação, onde as novas estrelas são geralmente formadas 5.700 anos-luz da Terra. Esta foto foi feita graças aos dados coletados pelo observatório Chandra de raios-X da NASA e pelo telescópio espacial Hubble: Messier 16 (The Eagle Nebula).

Passo a Passo do Nascimento das Estrelas

1ª Etapa

Após a divisão das nuvens maiores em menores, é notado um aumento da temperatura devido à maior proximidade da matéria. Antes, essa temperatura era centenas de graus celsius abaixo de zero e aos poucos vai aumentando cada vez mais. 

2ª Etapa

Após algumas centenas de milhares de anos, a nuvem se torna um disco achatado. Sendo assim, a gravidade transforma o centro do disco em uma esfera onde a temperatura chega a um milhão de graus celsius. Esse sistema luminoso agora é chamado de protoestrela.  

3ª Etapa

10 milhões de anos depois, o núcleo ardente de hidrogênio da jovem estrela ultrapassa 10 milhões de grau celsius. Por conta disso, algo incrível acontece: o núcleo se torna tão quente que suporta uma fusão termonuclear. Isso significa que os átomos de hidrogênio se movem rápido o suficiente para se fundirem, formando um átomo de hélio.

4ª Etapa

A reação de fusão produz a energia necessária para alimentar a estrela ao longo de sua vida, fornecendo uma fonte constante de luz e calor

5ª Etapa

Devido a essa reação, ela consegue ganhar a sua forma esférica por proporcionar o chamado equilíbrio hidrostático, isto é, a intensidade da pressão de dentro para fora se iguala a intensidade da gravidade que tenta implodi-la. Então, a estrela pode queimar feliz até que algo mude. Nesse momento, de fato a estrela nasceu e ela entra na fase que chamamos de sequência principal onde ela passará a maior parte da sua vida. 

Classe Espectral

Após seu nascimento, a vida delas é uma batalha constante, uma guerra contra a gravidade. É importante salientar que  as estrelas na sequência principal não são todas iguais. Algumas são menores e mais frias que o nosso sol, outras são muito maiores e mais quentes. Para entender essas diferenças existem algumas classificações, como a da classe espectral. 

 Essa classificação é feita em função de suas propriedades, como cor, temperatura superficial e características espectrais. 

Essa classificação utiliza o diagrama H-R, um gráfico que relaciona os parâmetros ligados a luminosidade e cor, para as diferentes categorias de estrelas.

De forma simplificada, a intensidade do calor é relacionada a cor da luz que é emitida. No caso do sol a luz emitida é principalmente amarela. Se o sol fosse muito mais quente, os comprimentos de onda predominantes seriam azuis ou mesmo ultravioleta, já as mais frias emitem luzes vermelhas. 

Anãs Vermelhas

Estrelas pequenas e frias como a Centauri, a estrela mais próxima do sol, são conhecidas como ” anãs vermelhas“. Estas são o tipo mais comum de estrela do universo, podendo ter apenas 1/10 da massa do Sol. 

Quando olhamos para o céu noturno não vemos as anãs vermelhas pois elas não brilham muito, só vemos as estrelas mais raras e brilhantes que estão muito distantes. 

Concepção artística de uma anã vermelha.
fonte: NASA/Walt Feimer Derivative: - NASA
Concepção artística de uma anã vermelha.
fonte: NASA/Walt Feimer Derivative: – NASA

Estrelas Azuis

No extremo oposto estão as grandes estrelas azuis, com temperatura média de 25 mil graus celsius na superfície, elas podem ter uma massa 20 mil vezes a do Sol e podem ser 10 mil vezes mais luminosas.

A gigante azul mais conhecida é a Rigel, situada na constelação de Órion, sendo uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno. Estima-se que ela está a 800 anos-luz da Terra e que possui a massa de 20 sóis.

Estrela Imagem: Rígel
Imagem: Rígel

A Massa de Uma Estrela

Ademais, outro fator muito determinante na vida e morte das estrelas é a massa. As mais massivas vivem vidas mais curtas do que as que têm menos massa, pois as com mais massa queimam mais rapidamente seus combustíveis do que as estrelas com menos massa. Quanto mais massa a estrela tiver maior é a temperatura, a pressão e a taxa de fusão e ela queimará muito mais rápido. Assim, você deve estar se fazendo mais uma pergunta: 

Como as Estrelas Morrem? 

A vida de estrelas na sequência principal não é eterna. Ela dura enquanto houver combustível para queimar. Se o combustível acabar, a fusão para e a gravidade vence. A gravidade nunca desiste, enquanto o combustível, claro, pode acabar após um tempo. Vale lembrar que o tamanho de uma estrela não influencia apenas seu tempo de vida, mas também determina como ela vai morrer. Assim, para falar dos tipos de morte dividimos elas em categorias relacionadas a sua massa. 

Vida e Morte das Estrelas
Vida e Morte das Estrelas – UFRGS

Categorias das Estrelas Quanto a Massa

1ª Categoria: massa < 0,08 massa solar

Devido a pouca quantidade de massa, a pressão gravitacional não é suficiente para que, ao longo da redução da proto-estrela, comece a existir reações de fusão nuclear no seu interior. Assim, a “estrela” nunca ganha vida. Esse corpo será um corpo escuro, às vezes chamado de Anã Castanha. Esta só consegue emitir radiação infravermelha, que tem origem da perda de energia potencial durante a contração. Esses corpos podem, no caso de girarem em torno de uma estrela, passarem a ser chamados de planetas. 

2ª Categoria: 0,08 < massa < 4 massas solares

Conforme o hidrogênio no centro vai acabando, as reações de fusão vão acontecendo cada vez mais na parte periférica. Isso vai ocasionar um aumento da temperatura na periferia e consequentemente uma expansão brusca, transformando a estrela em uma Gigante Vermelha

Depois disso, as pressões gravitacionais ficam maiores do que as pressões térmicas, como resultado, a estrela começa contrair. Essas contrações são maiores no centro devido a maior quantidade de massa e assim começa a ser formada a famosa Nebulosa Planetária (uma estrelinha central circundada por uma nuvem gasosa).

Como o hidrogênio acabou ela tenta novas formas de lutar contra a gravidade, porém ela não tem massa suficiente para que as condições adequadas para novas fusões sejam alcançadas. Sem reações nucleares para gerar pressão externa a gravidade começa a prevalecer e a estrela começa a entrar em colapso. 

Anã Branca

A estrela em contração encontra salvação em um lugar inesperado: nos elétrons. Os elétrons não gostam de ser comprimidos, eles ficam muito próximos e não gostam disso. Se compactar os elétrons com força suficiente, a pressão criada é capaz de manter a estrela contra a gravidade. Assim, é formado um objeto conhecido como anã branca. Ela funciona como uma estrela aposentada, que continuará a brilhar durante bilhões de anos enquanto irradia uma vida inteira de energia. 

Anã branca, morte de estrelas

3ª Categoria: 4 < massa < 8 massas solares

Elas têm um começo da morte muito parecido com a anterior. Porém invés de originar uma Gigante vermelha, originará uma Supergigante Vermelha. Após isso, contrações diferenciadas ocorrem e elas se tornam uma Nebulosa Planetária. Mas aqui, as semelhanças acabam. 

Como sua massa é muito grande, durante essa contração, a pressão e a temperatura no seu centro atingem valores suficientes para que se iniciem as reações de fusão nuclear, as quais transformam o Hélio em Carbono, originando então uma nova fonte de energia.

 Esse combustível garantirá que a estrela fique em equilíbrio durante algum tempo. Quanto maior a massa, mais pesados serão os elementos que resultarão. Após essa fase elas podem ter dois finais:

Supernovas

Para algumas estrelas, a geração de energia pode ser tão intensa que a camada que circunda o núcleo não consegue transportar eficientemente a energia gerada para fora do núcleo. A temperatura e a pressão, no seu interior, crescem assustadoramente, até que a pressão gravitacional não mais consegue suportar a pressão térmica, e a estrela explode, ejetando uma grande quantidade de matéria e luz: Supernova!

Estrelas supernovas. Morte de estrelas

Estrela de nêutrons

Ferro é o elemento mais pesado que pode ser sintetizado no interior de uma estrela. Então, quando o processo de transporte de energia é eficiente outras fusões ocorrem, até que chegue um ponto que não seja mais viável e a gravidade volta a agir. A Pressão gravitacional pode ser tão grande a ponto de fundir os elétrons com os prótons formando nêutrons. Esse nêutrons não gostam de ficar juntos assim geram uma pressão contrária à gravidade, formando um objeto conhecido como Estrela de Nêutrons. 

4ª Categoria: massa > 8 massas solares

Algumas estrelas são tão massivas, 25 ou 40 vezes a massa do sol que nem a estrela de nêutrons aguenta o peso do seu próprio colapso. Logo, a gravidade a esmaga ainda mais, transformando-a em um objeto de densidade infinita que gera um fascínio igualmente infinito: Um buraco negro. De certa forma, um buraco negro representa a morte de uma estrela.

Buraco negro morte de uma estrela

Um buraco negro é basicamente a vitória da gravidade sobre a massa, é o colapso total de uma estrela muito grande. Esse colapso cria uma região do espaço onde a matéria é comprimida em uma densidade tão alta, que seu campo gravitacional é inevitável.

Morte que gera Vida 

Os cientistas acreditam que as supernovas signifiquem muito mais para o universo do que espetáculos de luzes espetaculares. Elas, na verdade, são a fonte dos elementos pesados que compõem tudo ao nosso redor. 

Um exemplo disso é o ferro que vemos em todo lugar. Ele veio de estrelas que explodiram. Além disso, até os elementos mais pesados que o ferro foram feitos, direto ou indiretamente por explosões de estrelas, e esses elementos foram ejetados no cosmos após esse fenômeno monstruoso.

Tabela periódica. Elementos da vida e morte das estrelas.

Quando o conteúdo dessas explosões se espalhou pelo universo, ele se tornou a matéria-prima dos planetas, luas, novas estrelas e coisas ainda mais extraordinárias. Como diria o astrofísico Carl Sagan:

Carl Sagan sobre vida e morte das estrelas

“O nitrogênio em nosso DNA, o cálcio em nossos dentes, o ferro em nosso sangue, o carbono encontrado em nossas tortas de maçã, foram feitos no interior de estrelas em colapso. Somos feitos de estrelas.”

Carl Sagan

Ainda há muito a ser descoberto

A vida e morte das estrelas são eventos extremamente curiosos que ocorrem no nosso Universo. Essa curiosidade traz consigo muita beleza que desperta muitas perguntas ainda não respondidas. Sendo assim, no intuito de não apenas responder algumas dessas perguntas mas também fomentar a Astronomia e Astronáutica no Brasil, A AEROJR. criou o Curso Gravidade. Um projeto lindo que instiga a vontade de conhecer não só o Universo, mas estimular, de maneira geral, o interesse pela ciência. Para conhecer mais do nosso curso é só acessar o nosso instagram @GravidadeAerojr ou entrar em contato conosco. Vem conosco descobrir o infinito !

Autora: Nathalia Ventura

O post Vida e Morte das Estrelas apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
https://aerojr.com/blog/vida-e-morte-das-estrelas/feed/ 2
Gravidade indica 7 filmes de Astronomia https://aerojr.com/blog/filmes-de-astronomia-e-astronautica/ https://aerojr.com/blog/filmes-de-astronomia-e-astronautica/#comments Thu, 07 May 2020 22:20:39 +0000 https://aerojr.com/2020/05/07/filmes-de-astronomia-e-astronautica/ Se distrair pode ser uma boa solução para manter a saúde mental durante o isolamento social. Pensando nisso, resolvemos sugerir filmes de astronomia e astronáutica para você passar o tédio, ocupar a mente e aprender um pouco mais! Filmes de Astronomia e Astronáutica e Saúde Mental Estamos passando por um momento atípico em nossa história e o mundo inteiro está sofrendo diante da pandemia do Coronavírus. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a melhor solução para reduzir a taxa de transmissão do COVID-19 é o isolamento social. No entanto, a necessidade de ficar em casa pode desencadear um estado de estresse e ansiedade, o que é preocupante. De acordo com a OMS, o Brasil possui a maior taxa de pessoas ansiosas no mundo. Atualmente, cerca de 18,6 milhões de brasileiros vivem com transtornos de ansiedade. Portanto, as pessoas que têm predisposição a desequilíbrios emocionais precisam se cuidar ainda mais agora. Nesse período de quarentena surgem inúmeras preocupações relacionadas a perdas financeiras, ao medo de contrair o COVID-19 e à dificuldade de estar próximo de amigos e familiares. Por isso, esse cenário pode causar tensão e pânico. Pensando nisso a AEROJR., por meio do seu curso Gravidade, separou 7 filmes com temas relacionados à astronomia e à astronáutica para ajudar você a relaxar. Aproveite! Estrelas Além Do Tempo: Sinopse: a trama se passa na época da Guerra Fria e conta a história de Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, três matemáticas negras da NASA que ajudaram os Estados Unidos a levar o homem para o espaço em 1961. Assim, o filme retrata os desafios que as três enfrentaram por trabalharem em um ambiente de preconceito racial e de machismo. Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe. Direção: Theodore Melfi. Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo Sinopse: Três astronautas americanos sobreviveram a uma explosão no voo tripulado Apolo 13, que tinha o objetivo de chegar à lua. Então, eles devem superar desafios, como a possível danificação da nave e diminuição do nível de oxigênio para retornarem à Terra com segurança. Elenco: Tom Hanks, Kevin Bacon, Bill Paxton, Gary Sinise, Ed Harris, Kathleen Quinlan. Direção: Ron Howard. Interestelar: Sinopse: As reservas naturais da Terra estão se esgotando e um grupo de astronautas tem a missão de salvar a população do planeta. Eles utilizam um “buraco de minhoca” para fazer uma viagem espacial em busca de planetas que poderiam ser habitados pela raça humana. Elenco: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain, Matt Damon. Direção: Christopher Nolan. Perdido Em Marte: Sinopse: Após uma terrível tempestade de areia durante uma missão espacial em marte, astronauta Mark Watney é dado como morto e deixado para trás por seus colegas. Ele acorda sozinho no misterioso planeta com mantimentos para apenas 50 dias e precisa encontrar uma forma de sobreviver e de mandar uma mensagem de socorro a Terra. Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels. Direção: Ridley Scott. O Céu De Outubro Sinopse: Após saber que os russos colocaram o satélite Sputnik no espaço, o adolescente Homer Hickam começa a sonhar e, com a ajuda de sua professora Freida Riley e de outros três amigos, decide construir modelos de foguetes para um concurso de ciências. Com esse projeto ele vê sua vida mudar para sempre. Elenco: Jake Gyllenhaal, Chris Cooper, Laura Dern. Direção: Joe Johnston. Gravidade: Sinopse: O astronauta Matt Kowalski e a doutora Ryan Stone estão em uma missão para consertar o telescópio Hubble, quando a nave em que estão é atingida por fragmentos de um satélite destruído por um míssil russo. Assim, a destruição da nave faz com que eles sejam arremessados para o espaço sideral e percam a comunicação com a Terra. Então, eles precisam descobrir como sobreviver em um ambiente tão hostil e encontrar uma maneira de retornar para a casa. Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris. Direção: Alfonso Cuarón. Saga Star Wars Sinopse: Uma saga que acompanha gerações de Jedis lutando pela galáxia. Em uma batalha entre o império e os rebeldes, dividindo o mal e o bem, o lado sombrio e luminoso da força. A saga é composta por 9 filmes, 3 trilogias, e várias histórias paralelas. E preste bem atenção: diferente de outras histórias que sempre se iniciam pelo 1, essa saga começa pelo capítulo 4! Elenco: Carrie Fisher, Mark Hamill, Harrison Ford, Alec Guinness, Peter Mayhew, Anthony Daniels. Criador e diretor: George Lucas. Conheça o nosso curso: GRAVIDADE Nesse período de isolamento social, a saída para nos sentirmos bem é ir em busca afazeres que gostamos e que podemos fazer sem sair de casa. Ver filmes, ler livros, praticar exercícios físicos são atividades essenciais para manter a estabilidade mental. Gostou das sugestões de filmes? Portanto, se você também é apaixonado por astronomia e astronáutica, venha conferir o Curso GRAVIDADE que aborda de forma simples essas temáticas. Autora: Fernanda Carvalho

O post Gravidade indica 7 filmes de Astronomia apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
Se distrair pode ser uma boa solução para manter a saúde mental durante o isolamento social. Pensando nisso, resolvemos sugerir filmes de astronomia e astronáutica para você passar o tédio, ocupar a mente e aprender um pouco mais!

Filmes de Astronomia e Astronáutica e Saúde Mental

Estamos passando por um momento atípico em nossa história e o mundo inteiro está sofrendo diante da pandemia do Coronavírus. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a melhor solução para reduzir a taxa de transmissão do COVID-19 é o isolamento social.

No entanto, a necessidade de ficar em casa pode desencadear um estado de estresse e ansiedade, o que é preocupante. De acordo com a OMS, o Brasil possui a maior taxa de pessoas ansiosas no mundo. Atualmente, cerca de 18,6 milhões de brasileiros vivem com transtornos de ansiedade. Portanto, as pessoas que têm predisposição a desequilíbrios emocionais precisam se cuidar ainda mais agora.

Nesse período de quarentena surgem inúmeras preocupações relacionadas a perdas financeiras, ao medo de contrair o COVID-19 e à dificuldade de estar próximo de amigos e familiares. Por isso, esse cenário pode causar tensão e pânico.

Pensando nisso a AEROJR., por meio do seu curso Gravidade, separou 7 filmes com temas relacionados à astronomia e à astronáutica para ajudar você a relaxar. Aproveite!

Estrelas Além Do Tempo:

Sinopse: a trama se passa na época da Guerra Fria e conta a história de Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, três matemáticas negras da NASA que ajudaram os Estados Unidos a levar o homem para o espaço em 1961. Assim, o filme retrata os desafios que as três enfrentaram por trabalharem em um ambiente de preconceito racial e de machismo.

Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe.

Direção: Theodore Melfi.

Estrelas Além do Tempo - Filme 2016 - AdoroCinema

Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo

Sinopse: Três astronautas americanos sobreviveram a uma explosão no voo tripulado Apolo 13, que tinha o objetivo de chegar à lua. Então, eles devem superar desafios, como a possível danificação da nave e diminuição do nível de oxigênio para retornarem à Terra com segurança.

Elenco: Tom Hanks, Kevin Bacon, Bill Paxton, Gary Sinise, Ed Harris, Kathleen Quinlan.

Direção: Ron Howard.

Filmes de astronomia e astronáutica : Apollo 13

Interestelar:

Sinopse: As reservas naturais da Terra estão se esgotando e um grupo de astronautas tem a missão de salvar a população do planeta. Eles utilizam um “buraco de minhoca” para fazer uma viagem espacial em busca de planetas que poderiam ser habitados pela raça humana.

Elenco: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain, Matt Damon.

Direção: Christopher Nolan.

Filmes de astronomia e astronáutica: Interestelar - DVD - Saraiva

Perdido Em Marte:

Sinopse: Após uma terrível tempestade de areia durante uma missão espacial em marte, astronauta Mark Watney é dado como morto e deixado para trás por seus colegas. Ele acorda sozinho no misterioso planeta com mantimentos para apenas 50 dias e precisa encontrar uma forma de sobreviver e de mandar uma mensagem de socorro a Terra.

Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels.

Direção: Ridley Scott.

Perdido em Marte - Cinecartaz

O Céu De Outubro

Sinopse: Após saber que os russos colocaram o satélite Sputnik no espaço, o adolescente Homer Hickam começa a sonhar e, com a ajuda de sua professora Freida Riley e de outros três amigos, decide construir modelos de foguetes para um concurso de ciências. Com esse projeto ele vê sua vida mudar para sempre.

Elenco: Jake Gyllenhaal, Chris Cooper, Laura Dern.

Direção: Joe Johnston.

Céu de Outubro

Gravidade:

Sinopse: O astronauta Matt Kowalski e a doutora Ryan Stone estão em uma missão para consertar o telescópio Hubble, quando a nave em que estão é atingida por fragmentos de um satélite destruído por um míssil russo. Assim, a destruição da nave faz com que eles sejam arremessados para o espaço sideral e percam a comunicação com a Terra. Então, eles precisam descobrir como sobreviver em um ambiente tão hostil e encontrar uma maneira de retornar para a casa.

Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris.

Direção: Alfonso Cuarón.

Filmes de astronomia e astronáutica : Gravidade - Filme 2013 - AdoroCinema

Saga Star Wars

Sinopse: Uma saga que acompanha gerações de Jedis lutando pela galáxia. Em uma batalha entre o império e os rebeldes, dividindo o mal e o bem, o lado sombrio e luminoso da força. A saga é composta por 9 filmes, 3 trilogias, e várias histórias paralelas. E preste bem atenção: diferente de outras histórias que sempre se iniciam pelo 1, essa saga começa pelo capítulo 4!

Elenco: Carrie Fisher, Mark Hamill, Harrison Ford, Alec Guinness, Peter Mayhew, Anthony Daniels.

Criador e diretor: George Lucas.

Filmes de astronomia e astronáutica da saga 'Star Wars' estarão disponíveis pela primeira vez ...

Conheça o nosso curso: GRAVIDADE

Nesse período de isolamento social, a saída para nos sentirmos bem é ir em busca afazeres que gostamos e que podemos fazer sem sair de casa. Ver filmes, ler livros, praticar exercícios físicos são atividades essenciais para manter a estabilidade mental.

Gostou das sugestões de filmes? Portanto, se você também é apaixonado por astronomia e astronáutica, venha conferir o Curso GRAVIDADE que aborda de forma simples essas temáticas.

Autora: Fernanda Carvalho

O post Gravidade indica 7 filmes de Astronomia apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
https://aerojr.com/blog/filmes-de-astronomia-e-astronautica/feed/ 1
OBA: indo além do horizonte https://aerojr.com/blog/a-importancia-da-oba/ https://aerojr.com/blog/a-importancia-da-oba/#respond Tue, 21 Jan 2020 22:24:10 +0000 https://aerojr.com/2020/01/21/a-importancia-da-oba/ A escola é um lugar de descobertas. Grande parte de nossa vida é desenvolvida no âmbito escolar, dentro da sala de aula ou fora dela. Tais descobertas abrangem diversas áreas: sociais, políticas, esportivas e, definitivamente, científicas. Cada uma delas deve ser devidamente trabalhada, é claro. Porém, queremos falar especialmente sobre a área da ciência, mais especificamente sobre a astronomia e astronáutica. O incentivo à ciência no Brasil Em nosso país, vemos que a ciência, infelizmente, não é devidamente valorizada. Preocupamo-nos em enaltecer políticos e jogadores de futebol, e nos esquecemos de amparar aqueles que desenvolvem e preparam o futuro da educação brasileira. Entretanto, devemos lembrar que o incentivo à ciência deve estar presente desde a educação básica. Como um desses incentivos, destacamos, com veemência, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). afinal, o que é a OBA? Para quem é novo no assunto, a OBA é uma olimpíada nacional, aberta para escolas públicas ou privadas das quais participam alunos e alunas dos ensinos fundamental e médio. Nela, os estudantes são submetidos a premiações na forma de medalhas. A OBA é realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e tem justamente o objetivo de fomentar o interesse de crianças e adolescentes pela área aeroespacial no Brasil. Nesta altura, você já deve ter percebido a importância da OBA na vida dos estudantes: incentivados pela competição e premiação, os jovens conhecem, estudam e se interessam pela astronomia e pela astronáutica. Desta forma, a OBA, muitas vezes, é a porta de entrada que crianças e adolescentes encontram para desbravar o mundo. Ou melhor, para os mundos que esta vasta área da ciência nos oferece. Além disso, ao difundir os conhecimentos sobre a área aeroespacial, a OBA permite que muitos estudantes enxerguem a possibilidade de ingresso no time de cientistas do nosso país, assumindo as importantes responsabilidades de desenvolvimento e incentivo à ciência nacional. A AEROJR. e a OBA Tendo consciência da riqueza e importância que o ensino da ciência – em especial na área de astronomia e astronáutica – tem para com nossa sociedade e sabendo da relevância que a OBA tem nesse ensino, a AEROJR. trabalha com todo o empenho em seu curso, o Gravidade, oferecido às escolas para atiçar a curiosidade dos alunos e prepará-los para eventuais competições. O curso é lecionado pelos próprios membros da empresa, isto é, estudantes do curso de engenharia aeroespacial da UFMG, e já conta com grandes realizações: em uma turma participante do curso tivemos três medalhistas de ouro na OBA de 2019! Caso haja interesse pelo curso Gravidade, entre em contato conosco! Autoras: Luana Sartori e Alice Duarte

O post OBA: indo além do horizonte apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
A escola é um lugar de descobertas. Grande parte de nossa vida é desenvolvida no âmbito escolar, dentro da sala de aula ou fora dela. Tais descobertas abrangem diversas áreas: sociais, políticas, esportivas e, definitivamente, científicas. Cada uma delas deve ser devidamente trabalhada, é claro. Porém, queremos falar especialmente sobre a área da ciência, mais especificamente sobre a astronomia e astronáutica.

O incentivo à ciência no Brasil

Em nosso país, vemos que a ciência, infelizmente, não é devidamente valorizada. Preocupamo-nos em enaltecer políticos e jogadores de futebol, e nos esquecemos de amparar aqueles que desenvolvem e preparam o futuro da educação brasileira. Entretanto, devemos lembrar que o incentivo à ciência deve estar presente desde a educação básica. Como um desses incentivos, destacamos, com veemência, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica).

afinal, o que é a OBA?

Para quem é novo no assunto, a OBA é uma olimpíada nacional, aberta para escolas públicas ou privadas das quais participam alunos e alunas dos ensinos fundamental e médio. Nela, os estudantes são submetidos a premiações na forma de medalhas. A OBA é realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e tem justamente o objetivo de fomentar o interesse de crianças e adolescentes pela área aeroespacial no Brasil.

Nesta altura, você já deve ter percebido a importância da OBA na vida dos estudantes: incentivados pela competição e premiação, os jovens conhecem, estudam e se interessam pela astronomia e pela astronáutica. Desta forma, a OBA, muitas vezes, é a porta de entrada que crianças e adolescentes encontram para desbravar o mundo. Ou melhor, para os mundos que esta vasta área da ciência nos oferece. Além disso, ao difundir os conhecimentos sobre a área aeroespacial, a OBA permite que muitos estudantes enxerguem a possibilidade de ingresso no time de cientistas do nosso país, assumindo as importantes responsabilidades de desenvolvimento e incentivo à ciência nacional.

A AEROJR. e a OBA

Tendo consciência da riqueza e importância que o ensino da ciência – em especial na área de astronomia e astronáutica – tem para com nossa sociedade e sabendo da relevância que a OBA tem nesse ensino, a AEROJR. trabalha com todo o empenho em seu curso, o Gravidade, oferecido às escolas para atiçar a curiosidade dos alunos e prepará-los para eventuais competições. O curso é lecionado pelos próprios membros da empresa, isto é, estudantes do curso de engenharia aeroespacial da UFMG, e já conta com grandes realizações: em uma turma participante do curso tivemos três medalhistas de ouro na OBA de 2019!

Caso haja interesse pelo curso Gravidade, entre em contato conosco!

Autoras: Luana Sartori e Alice Duarte

O post OBA: indo além do horizonte apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
https://aerojr.com/blog/a-importancia-da-oba/feed/ 0
Retrospectiva Astronômica 2019 https://aerojr.com/blog/retrospectiva-astronomica/ https://aerojr.com/blog/retrospectiva-astronomica/#respond Mon, 30 Dec 2019 20:56:59 +0000 https://aerojr.com/2019/12/30/retrospectiva-astronomica/ Gosta de Astronomia? Acompanhou durante todo o ano de 2019 os acontecimentos astronômicos e os avanços na área astronáutica? Então, no último dia do ano vamos relembrar alguns acontecimentos importantes para a área da astronáutica e astronomia. Vamos fazer uma retrospectiva astronômica onde iremos falar sobre assuntos como o lançamento de 60 satélites do Elon Musk, as imagens dos satélites que o INPE e a NASA divulgaram alertando sobre as queimadas da Amazônia, a primeira fotografia de um buraco negro e outros fatos que marcaram o ano de 2019 na história da ciência astronáutica.  21 jan – Eclipse Lunar Total  Começamos o ano com uma imagem que encantou a todos, pessoas pararam para olhar a lua e fãs de astronomia tiraram um tempo para poder fotografá-la. O que aconteceu foi o eclipse lunar total que também foi chamado de “A Lua Sangrenta” devido ao tom avermelhado que ela adquiriu.  12 Fev – Sobrevoo da sonda Juno No mês seguinte aconteceu a chegada da sonda Juno no planeta Júpiter que realizou seu primeiro sobrevoo de 7 que foram planejados. A missão feita pela NASA foi com o intuito de entender mais sobre o planeta gasoso e após ter as primeiras imagens divulgou uma de sua famosa “mancha vermelha” que na verdade é uma tempestade que ocorre a centenas de anos já, pesquisadores tentam descobrir quais as substâncias que ela possui para ter esse tom e porque ela já ocorre a tanto tempo. 10 Abr – 1ª imagem de um Buraco Negro Em Abril aconteceu uns dos maiores marcos da história da astronomia: Foi registado a primeira imagem de um Buraco Negro. Foi um desafio durante anos, pois buracos negros estão a distâncias absurdas da Terra. O que foi registrado está a mais de 500 quinquilhões de quilômetros de distância. Porém com a ajuda de 8 telescópios espalhados pelo mundo conseguimos obter uma imagem a qual pode esclarecer um pouco mais sobre esse fenômeno, e quem sabe fazermos grandes descobertas sobre ele futuramente.  23 Maio – Satélites de Elon Musk Em 23 de Maio de 2019 com o lançamento de 60 pequenos satélites começou a missão de Elon Musk de lançar o total de 12 mil satélites com o objetivo de transmitir internet de alta velocidade em seu novo projeto de internet global:  O projeto Starlink. Vale ficar de olho nos próximos passos de Elon, pois o mesmo pode trazer grandes avanços para o mercado astronáutico. 02 Jul – Eclipse solar total No início do mês de Julho ocorreu outro fenômeno que chamou atenção para o céu novamente. O Eclipse Solar Total ocorreu em algumas partes do Brasil, Chile e Argentina e por demorar cerca de centenas de anos para ser visível novamente no mesmo local, foi um evento que quem acompanhou aproveitou uma oportunidade única.  20 Jul – 50 anos do homem na lua Apollo 11 foi uma missão que engato ainda mais a curiosidade do homem para se descobrir mais do universo que nos rodeia, a chegada do homem à Lua foi um grande marco científico e político e fez aniversário de 50 anos em 2019, é importante relembrar para mostrar como podemos chegar longe em ciência e pesquisa espacial, como foi dito pelo astronauta Neil Armstrong na época “É um pequeno passo para homem, mas um salto gigante para a humanidade”. Agosto – Queimadas na Amazônia e INPE Esse ano houve um aumento de queimadas na região Norte que não se via desde de 2010, o maior destaque foi o mês de Agosto,  o aumento foi de 192% se comparado com Agosto de 2018, os dados foram divulgados no final de Agosto pelo INPE que acompanha as queimadas da Amazônia desde 1998.  23 Ago – Lançamento do relógio atômico da NASA Com o intuito de facilitar futuras missões de astronautas pelo universo a NASA lançou um Relógio Atômico que funciona como um GPS no espaço, ele será testado durante um ano.  8 Out – Prêmio Nobel de Física O ano de 2019 também foi importante para relevância da ciência astronáutica perante a comunidade científica. O Prêmio Nobel de Física prêmio 3 grandes cientistas: James Peebles, físico Canadense-americano, que desenvolveu a teoria que baseia compreensão atual da história do cosmos e os suíços Michel Mayor e Didier Queloz, ambos astrônomos, por ter feito a descoberta do planeta 51 Pegasi b que orbita uma estrela semelhante ao Sol.  18 Out – Primeira caminhada espacial feminina As astronautas Christina Koch e Jessica Meir marcaram a história como as primeiras mulheres que realizaram a primeira caminhada 100% feminina no espaço, importante lembrar que mulheres já estiveram no espaço, mas no total de 227 caminhas, mulheres participaram apenas de 14 e sempre em equipes mistas. O objetivo da missão foi corrigir uma falha no sistema elétrico da Estação Espacial Internacional (ISS). 29 Out – Brasil é 1º Lugar na OLAA Uma grande conquista para o Brasil esse ano foi a premiação de 5 estudantes na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), foi o total de 4 medalhas de Ouro e uma de prata.  11 Nov – Trânsito de Mercúrio pelo Sol Um evento relativamente raro aconteceu em 11 de Novembro, o Trânsito de Mercúrio pelo Sol foi possível ser visto com telescópio por determinado tempo de acordo com a região observada, para quem conseguiu acompanhar foi visto pequenos eclipses.  20 Dez – Lançamento do CEBERS 4 A realização da segunda etapa da parceria Sino-Brasileira aconteceu esse ano com o lançamento do CEBERS 4. A família CBERS é uma aliança entre a China e o Brasil que foi realizada com o intuito de monitorar seus imensos territórios com satélites de sensoriamento remoto com o objetivo de ter autonomia nesse quesito. As imagens obtidas são usadas, por exemplo, para o controle do desmatamento e as queimadas da Amazônia Legal. Não só os eventos no Brasil e no mundo marcaram essa retrospectiva astronômica. Claro que diante desse cenário de desenvolvimento da astronomia e astronáutica nós da AEROJR. não poderíamos ficar de fora. E aqui está

O post Retrospectiva Astronômica 2019 apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
Gosta de Astronomia? Acompanhou durante todo o ano de 2019 os acontecimentos astronômicos e os avanços na área astronáutica? Então, no último dia do ano vamos relembrar alguns acontecimentos importantes para a área da astronáutica e astronomia. Vamos fazer uma retrospectiva astronômica onde iremos falar sobre assuntos como o lançamento de 60 satélites do Elon Musk, as imagens dos satélites que o INPE e a NASA divulgaram alertando sobre as queimadas da Amazônia, a primeira fotografia de um buraco negro e outros fatos que marcaram o ano de 2019 na história da ciência astronáutica. 

21 jan – Eclipse Lunar Total 

Começamos o ano com uma imagem que encantou a todos, pessoas pararam para olhar a lua e fãs de astronomia tiraram um tempo para poder fotografá-la. O que aconteceu foi o eclipse lunar total que também foi chamado de “A Lua Sangrenta” devido ao tom avermelhado que ela adquiriu. 

imagens do eclipse lunar total

12 Fev – Sobrevoo da sonda Juno

No mês seguinte aconteceu a chegada da sonda Juno no planeta Júpiter que realizou seu primeiro sobrevoo de 7 que foram planejados. A missão feita pela NASA foi com o intuito de entender mais sobre o planeta gasoso e após ter as primeiras imagens divulgou uma de sua famosa “mancha vermelha” que na verdade é uma tempestade que ocorre a centenas de anos já, pesquisadores tentam descobrir quais as substâncias que ela possui para ter esse tom e porque ela já ocorre a tanto tempo.

imagem da sonda juno

10 Abr – 1ª imagem de um Buraco Negro

Em Abril aconteceu uns dos maiores marcos da história da astronomia: Foi registado a primeira imagem de um Buraco Negro. Foi um desafio durante anos, pois buracos negros estão a distâncias absurdas da Terra. O que foi registrado está a mais de 500 quinquilhões de quilômetros de distância. Porém com a ajuda de 8 telescópios espalhados pelo mundo conseguimos obter uma imagem a qual pode esclarecer um pouco mais sobre esse fenômeno, e quem sabe fazermos grandes descobertas sobre ele futuramente. 

primeira imagem de um buraco negro

23 Maio – Satélites de Elon Musk

Em 23 de Maio de 2019 com o lançamento de 60 pequenos satélites começou a missão de Elon Musk de lançar o total de 12 mil satélites com o objetivo de transmitir internet de alta velocidade em seu novo projeto de internet global:  O projeto Starlink. Vale ficar de olho nos próximos passos de Elon, pois o mesmo pode trazer grandes avanços para o mercado astronáutico.

02 Jul – Eclipse solar total

No início do mês de Julho ocorreu outro fenômeno que chamou atenção para o céu novamente. O Eclipse Solar Total ocorreu em algumas partes do Brasil, Chile e Argentina e por demorar cerca de centenas de anos para ser visível novamente no mesmo local, foi um evento que quem acompanhou aproveitou uma oportunidade única. 

eclipse solar total 2019

20 Jul – 50 anos do homem na lua

Apollo 11 foi uma missão que engato ainda mais a curiosidade do homem para se descobrir mais do universo que nos rodeia, a chegada do homem à Lua foi um grande marco científico e político e fez aniversário de 50 anos em 2019, é importante relembrar para mostrar como podemos chegar longe em ciência e pesquisa espacial, como foi dito pelo astronauta Neil Armstrong na época “É um pequeno passo para homem, mas um salto gigante para a humanidade”.

Agosto – Queimadas na Amazônia e INPE

Esse ano houve um aumento de queimadas na região Norte que não se via desde de 2010, o maior destaque foi o mês de Agosto,  o aumento foi de 192% se comparado com Agosto de 2018, os dados foram divulgados no final de Agosto pelo INPE que acompanha as queimadas da Amazônia desde 1998. 

23 Ago – Lançamento do relógio atômico da NASA

Com o intuito de facilitar futuras missões de astronautas pelo universo a NASA lançou um Relógio Atômico que funciona como um GPS no espaço, ele será testado durante um ano. 

8 Out – Prêmio Nobel de Física

O ano de 2019 também foi importante para relevância da ciência astronáutica perante a comunidade científica. O Prêmio Nobel de Física prêmio 3 grandes cientistas: James Peebles, físico Canadense-americano, que desenvolveu a teoria que baseia compreensão atual da história do cosmos e os suíços Michel Mayor e Didier Queloz, ambos astrônomos, por ter feito a descoberta do planeta 51 Pegasi b que orbita uma estrela semelhante ao Sol. 

18 Out – Primeira caminhada espacial feminina

As astronautas Christina Koch e Jessica Meir marcaram a história como as primeiras mulheres que realizaram a primeira caminhada 100% feminina no espaço, importante lembrar que mulheres já estiveram no espaço, mas no total de 227 caminhas, mulheres participaram apenas de 14 e sempre em equipes mistas. O objetivo da missão foi corrigir uma falha no sistema elétrico da Estação Espacial Internacional (ISS).

Astronautas da primeira caminhada feminina no espaço

29 Out – Brasil é 1º Lugar na OLAA

Uma grande conquista para o Brasil esse ano foi a premiação de 5 estudantes na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), foi o total de 4 medalhas de Ouro e uma de prata. 

Brasil foi primeiro lugar no olaa 2019

11 Nov – Trânsito de Mercúrio pelo Sol

Um evento relativamente raro aconteceu em 11 de Novembro, o Trânsito de Mercúrio pelo Sol foi possível ser visto com telescópio por determinado tempo de acordo com a região observada, para quem conseguiu acompanhar foi visto pequenos eclipses. 

TRANSITO DE MERCURIO PELO SOL

20 Dez – Lançamento do CEBERS 4

A realização da segunda etapa da parceria Sino-Brasileira aconteceu esse ano com o lançamento do CEBERS 4. A família CBERS é uma aliança entre a China e o Brasil que foi realizada com o intuito de monitorar seus imensos territórios com satélites de sensoriamento remoto com o objetivo de ter autonomia nesse quesito. As imagens obtidas são usadas, por exemplo, para o controle do desmatamento e as queimadas da Amazônia Legal.

CEBERS 4

Não só os eventos no Brasil e no mundo marcaram essa retrospectiva astronômica. Claro que diante desse cenário de desenvolvimento da astronomia e astronáutica nós da AEROJR. não poderíamos ficar de fora. E aqui está nossos feito astronômicos de 2019.

Projetos AEROJR. no ano de 2019

Durante o ano de 2019 a AEROJR. realizou grandes aplicações do projeto “Gravidade: O curso de Astronomia e Astronáutica” que fala sobre a história da astronomia, o início da Era Espacial, curiosidades do espaço e a astronáutica Brasileira e também faz um preparamento para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Foi o total de 4 aplicações para as escolas: Colégio Loyola, Colégio Sabiracema, Instituto Rio Branco e o Colégio Torricelli que obteve grandes aprendizados além de trazer 3 medalhas de ouro do OBA no Colégio Loyola.

Perspectivas astronômicas para 2020

O ano de 2019 foi um ano de grandes momentos e conquistas para o meio astronômico e o que podemos esperar de 2020? Além de grandes eventos como chuvas de meteoros, 3 Superluas, Eclipse Solar Anular visível na África e na Ásia também será um ano de grandes avanços tecnológicos para o mundo e o Brasil. Vale destacar o lançamento do primeiro satélite completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil o Amazônia-1 que está previsto para o ano de 2020. Gostou de relembrar esses grandes momentos do ano? Procure a AEROJR. para saber um pouco mais do projeto Gravidade e acompanhe nossas redes sociais que estamos sempre divulgando curiosidades sobre astronomia e astronáutica. 

Autora: Gabrielle Gomes

O post Retrospectiva Astronômica 2019 apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
https://aerojr.com/blog/retrospectiva-astronomica/feed/ 0
O Valor do Ensino da Astronomia e Astronáutica nas Escolas https://aerojr.com/blog/astronomia-e-astronautica/ https://aerojr.com/blog/astronomia-e-astronautica/#comments Thu, 24 Oct 2019 18:40:32 +0000 https://aerojr.com/2019/10/24/astronomia-e-astronautica/ A astronomia sempre despertou no homem grande curiosidade e fascinação. Essa é a área da ciência que estuda o universo como um todo, seus corpos celestes e acontecimentos externos à atmosfera da Terra. Ela está intimamente ligada com a astronáutica, ciência que possibilita a criação de máquinas projetadas para operarem fora da atmosfera terrestre, sejam elas tripuladas ou não tripuladas. Em outras palavras, é a ciência e a tecnologia do voo espacial. Assim, podemos englobar a astronomia e a astronáutica no termo geral: ciências espaciais.  As duas aliadas podem ser chamadas de ciências espaciais,  nos fazem  entender melhor nosso lugar no universo, o porquê de estarmos aqui e até para onde podemos ir. Importância para a Humanidade A astronomia sempre teve suma importância no desenvolvimento das civilizações, desde a criação de calendários e mapas, até a previsão de fenômenos. Avanços teóricos no estudo da astronomia, astronáutica e física possibilitaram a invenção de inúmeras ferramentas essenciais na exploração do nosso sistema solar. Exemplos disso são a invenção de lunetas e telescópios para observação de corpos celestes e o desenvolvimento de veículos espaciais tripulados ou não, que possibilitaram pesquisas para aplicação de sistemas de monitoramento por satélites. Além disso, essas ciências permitiram o desenvolvimento de várias tecnologias que usamos  no nosso dia a dia. NASA Spinoff 2020 Essas ciências nos permitem entender e estudar os planetas, astros e inúmeros corpos celestes. Podemos conhecer e investigar componentes de outros planetas, como marte, ou satélites naturais, como a Lua. No sistema educacional brasileiro, a astronomia e a astronáutica podem ser  grandes aliadas. Pois  além de uma teoria encantadora, podem ser usadas para incentivar os alunos a irem mais longe e despertando neles a curiosidade pelas outras áreas da ciência, como a física e a química do universo ao nosso redor. Astronomia em sala de aula Vale ressaltar que  é da natureza humana tentar entender as propriedades que regem o mundo. Essa característica deve ser passada para novas gerações, já que a expansão do conhecimento é o que nos permite evoluir e melhorar a cada dia. Neste contexto, é papel das escolas garantir essa continuidade, incentivando os alunos a buscarem esse conhecimento no seu máximo potencial.Esse papel já é reconhecido pela maioria das escolas brasileiras que, hoje, apresentam em seu percurso curricular o estudo da física, uma ciência fundamental para que os alunos entendam a natureza e suas leis, e sua influência no cotidiano. Para além da física, a astronomia e a astronáutica são poderosas ferramentas dentro da sala de aula. Ambas permitem que o professor explore outras maneiras, além da tradicional teoria, para incitar seus alunos. Através de práticas de laboratório, pesquisas e desenvolvimento de projetos, o professor consegue despertar curiosidade perante temas como a origem do universo e nosso lugar nele, o estudo das estrelas e diversos outros assuntos que fascinam e impactam os estudantes. Da mesma forma, a astronáutica pode incitar essa curiosidade trazendo temas como o funcionamento de foguetes e satélites, missões espaciais, entre outros. Novos Horizontes Interdisciplinares Além disso, por serem ciências que abrangem várias áreas, são consideradas interdisciplinares. Ao incitar o interesse do aluno em astronomia e astronáutica, podemos despertar o interesse pela física, química e matemática, disciplinas essenciais do ensino fundamental e médio das escolas, oferecendo um conhecimento mais completo, crítico e aplicado aos estudantes. No entanto, no sistema educacional brasileiro atual, poucos são os docentes com qualificação para lecionar a astronomia e astronáutica de forma compreensível aos alunos. Em consequência disso, essas ciências são pouco difundidas entre os jovens nas escolas. A implementação da Astronomia e da Astronáutica como disciplinas específicas, e não apenas “pinceladas” dentro da Física, abrirá um novo horizonte onde cada vez mais jovens se tornarão profissionais capacitados, contribuindo com a evolução da ciência e passando seus conhecimentos para novas gerações. O Gravidade A AEROJR. reconhece a importância da astronomia e astronáutica e, por isso, quer disseminar o conhecimento sobre as áreas de forma acessível para os alunos e escolas. Pensando nisso, tivemos o carinho de elaborar o curso “Gravidade”. O curso foi desenvolvido por membros da nossa empresa, estudantes de Engenharia Aeroespacial da UFMG, com o objetivo de incitar nos alunos do Ensino Médio e Fundamental o interesse pela Astronomia e Astronáutica. Nosso curso tem ênfase no aprendizado de nossos alunos. Prezamos por um ensino claro e objetivo, que combina a teoria com a prática. O conteúdo é repassado para os alunos de forma dinâmica, sendo esse um diferencial da forma que outros cursos são construídos. Para isso, mantemos a proximidade, mesmo fora das salas de aulas, para sanar quaisquer dúvidas que possam surgir durante o curso. Essa proximidade se mantém mesmo após o encerramento do curso, no acompanhamento do desempenho de cada estudante. Olimpíada de Astronomia e Astronáutica (OBA) Além das aulas de astronomia e astronáutica, nosso curso traz o Momento OBA, que é a preparação para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), onde focamos em provas antigas para preparar os alunos. O “Gravidade” é adaptável às necessidades do colégio, tanto nos assuntos que serão abordados quanto na duração do curso. No último ano, aplicamos o curso em um dos colégios mais renomados de Belo Horizonte, o Colégio Loyola. E com um curso personalizado, com proximidade e ênfase nos alunos, além do Momento OBA, conseguimos 3 medalhas de ouro na OBA, uma do 3° ano do ensino médio e 2 do 9° do ensino fundamental. Por não nos prendermos numa forma engessada de ensinar, conseguimos nos adaptar também aos percalços que possam vir a ocorrer. Assim, devido a pandemia do Covid-19 adaptamos o Gravidade para uma versão totalmente online voltada para o público geral. Mesmo sendo online, mantivemos o dinamismo e interatividade das aulas. No total foram 8 aulas com temas diversos.  Tivemos 246 ingressos vendidos, uma média de 30 alunos por aula, foi um sucesso. A AEROJR. acredita no potencial dos alunos e das escolas do Brasil. Achou nosso curso interessante? Entre em contato! Autora: Marina Martins

O post O Valor do Ensino da Astronomia e Astronáutica nas Escolas apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
A astronomia sempre despertou no homem grande curiosidade e fascinação. Essa é a área da ciência que estuda o universo como um todo, seus corpos celestes e acontecimentos externos à atmosfera da Terra. Ela está intimamente ligada com a astronáutica, ciência que possibilita a criação de máquinas projetadas para operarem fora da atmosfera terrestre, sejam elas tripuladas ou não tripuladas. Em outras palavras, é a ciência e a tecnologia do voo espacial. Assim, podemos englobar a astronomia e a astronáutica no termo geral: ciências espaciais. 

As duas aliadas podem ser chamadas de ciências espaciais,  nos fazem  entender melhor nosso lugar no universo, o porquê de estarmos aqui e até para onde podemos ir.

Importância para a Humanidade

A astronomia sempre teve suma importância no desenvolvimento das civilizações, desde a criação de calendários e mapas, até a previsão de fenômenos. Avanços teóricos no estudo da astronomia, astronáutica e física possibilitaram a invenção de inúmeras ferramentas essenciais na exploração do nosso sistema solar. Exemplos disso são a invenção de lunetas e telescópios para observação de corpos celestes e o desenvolvimento de veículos espaciais tripulados ou não, que possibilitaram pesquisas para aplicação de sistemas de monitoramento por satélites. Além disso, essas ciências permitiram o desenvolvimento de várias tecnologias que usamos  no nosso dia a dia. NASA Spinoff 2020

Essas ciências nos permitem entender e estudar os planetas, astros e inúmeros corpos celestes. Podemos conhecer e investigar componentes de outros planetas, como marte, ou satélites naturais, como a Lua.

 Greg Rakozy https://unsplash.com/@grakozy?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText

No sistema educacional brasileiro, a astronomia e a astronáutica podem ser  grandes aliadas. Pois  além de uma teoria encantadora, podem ser usadas para incentivar os alunos a irem mais longe e despertando neles a curiosidade pelas outras áreas da ciência, como a física e a química do universo ao nosso redor.

Astronomia em sala de aula

Vale ressaltar que  é da natureza humana tentar entender as propriedades que regem o mundo. Essa característica deve ser passada para novas gerações, já que a expansão do conhecimento é o que nos permite evoluir e melhorar a cada dia. Neste contexto, é papel das escolas garantir essa continuidade, incentivando os alunos a buscarem esse conhecimento no seu máximo potencial.Esse papel já é reconhecido pela maioria das escolas brasileiras que, hoje, apresentam em seu percurso curricular o estudo da física, uma ciência fundamental para que os alunos entendam a natureza e suas leis, e sua influência no cotidiano.

Aula sobre foguetes

Para além da física, a astronomia e a astronáutica são poderosas ferramentas dentro da sala de aula. Ambas permitem que o professor explore outras maneiras, além da tradicional teoria, para incitar seus alunos. Através de práticas de laboratório, pesquisas e desenvolvimento de projetos, o professor consegue despertar curiosidade perante temas como a origem do universo e nosso lugar nele, o estudo das estrelas e diversos outros assuntos que fascinam e impactam os estudantes. Da mesma forma, a astronáutica pode incitar essa curiosidade trazendo temas como o funcionamento de foguetes e satélites, missões espaciais, entre outros.

Novos Horizontes Interdisciplinares

Além disso, por serem ciências que abrangem várias áreas, são consideradas interdisciplinares. Ao incitar o interesse do aluno em astronomia e astronáutica, podemos despertar o interesse pela física, química e matemática, disciplinas essenciais do ensino fundamental e médio das escolas, oferecendo um conhecimento mais completo, crítico e aplicado aos estudantes.

Aula interdisciplinar sobre foguetes

No entanto, no sistema educacional brasileiro atual, poucos são os docentes com qualificação para lecionar a astronomia e astronáutica de forma compreensível aos alunos. Em consequência disso, essas ciências são pouco difundidas entre os jovens nas escolas. A implementação da Astronomia e da Astronáutica como disciplinas específicas, e não apenas “pinceladas” dentro da Física, abrirá um novo horizonte onde cada vez mais jovens se tornarão profissionais capacitados, contribuindo com a evolução da ciência e passando seus conhecimentos para novas gerações.

O Gravidade

A AEROJR. reconhece a importância da astronomia e astronáutica e, por isso, quer disseminar o conhecimento sobre as áreas de forma acessível para os alunos e escolas. Pensando nisso, tivemos o carinho de elaborar o curso “Gravidade”. O curso foi desenvolvido por membros da nossa empresa, estudantes de Engenharia Aeroespacial da UFMG, com o objetivo de incitar nos alunos do Ensino Médio e Fundamental o interesse pela Astronomia e Astronáutica.

Nosso curso tem ênfase no aprendizado de nossos alunos. Prezamos por um ensino claro e objetivo, que combina a teoria com a prática. O conteúdo é repassado para os alunos de forma dinâmica, sendo esse um diferencial da forma que outros cursos são construídos. Para isso, mantemos a proximidade, mesmo fora das salas de aulas, para sanar quaisquer dúvidas que possam surgir durante o curso. Essa proximidade se mantém mesmo após o encerramento do curso, no acompanhamento do desempenho de cada estudante.

Aula do Gravidade: curso de astronomia e astronáutica sobre Buracos Negros
Aula do curso Gravidade sobre Buracos Negros

Olimpíada de Astronomia e Astronáutica (OBA)

Além das aulas de astronomia e astronáutica, nosso curso traz o Momento OBA, que é a preparação para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), onde focamos em provas antigas para preparar os alunos.

O “Gravidade” é adaptável às necessidades do colégio, tanto nos assuntos que serão abordados quanto na duração do curso.

Aplicação do Gravidade: curso de astronomia e astronáutica no Colégio Loyola
Aplicação do Gravidade no Colégio Loyola

No último ano, aplicamos o curso em um dos colégios mais renomados de Belo Horizonte, o Colégio Loyola. E com um curso personalizado, com proximidade e ênfase nos alunos, além do Momento OBA, conseguimos 3 medalhas de ouro na OBA, uma do 3° ano do ensino médio e 2 do 9° do ensino fundamental.

Por não nos prendermos numa forma engessada de ensinar, conseguimos nos adaptar também aos percalços que possam vir a ocorrer. Assim, devido a pandemia do Covid-19 adaptamos o Gravidade para uma versão totalmente online voltada para o público geral. Mesmo sendo online, mantivemos o dinamismo e interatividade das aulas. No total foram 8 aulas com temas diversos.  Tivemos 246 ingressos vendidos, uma média de 30 alunos por aula, foi um sucesso.

A AEROJR. acredita no potencial dos alunos e das escolas do Brasil. Achou nosso curso interessante? Entre em contato!

Autora: Marina Martins

O post O Valor do Ensino da Astronomia e Astronáutica nas Escolas apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
https://aerojr.com/blog/astronomia-e-astronautica/feed/ 3
A beleza dos buracos negros https://aerojr.com/blog/buracos-negros/ https://aerojr.com/blog/buracos-negros/#comments Fri, 06 Sep 2019 20:48:25 +0000 https://aerojr.com/2019/09/06/buracos-negros/ O universo é extremamente fascinante e cheio de mistérios. Isso nutre  tanto uma curiosidade quanto uma sede por conhecimento. Assim, podemos descrever o universo como um constante enigma que vive desafiando nossos cientistas e despertando interesse em grande parte da população. Dentre as coisas extraordinárias que o compõe, têm-se os buracos negros. Estes sempre são mostrados em filmes, desenhos e séries de ficção científica como algo perigoso e ameaçador. Entretanto, quase nunca é explicado o que eles realmente são. Devido a isso, muitas perguntas ficam em aberto. Neste texto, venha conferir algumas respostas. Mas, afinal, o que são buracos negros? Buracos negros são regiões no espaço-tempo em que a massa é muito grande – alguns deles com centenas de vezes a massa do Sol – e que ocupam um espaço muito pequeno. Por conta disso, a gravidade é tão elevada que nem mesmo a luz, ou qualquer outra partícula, pode escapar de sua força gravitacional. Em virtude disso, a luz que entra em um buraco negro não pode mais sair, fazendo com que este não possa ser observado pelas técnicas usuais, que analisam a luz emitida ou refletida pelos objetos celestes. De acordo com algumas estimativas, considera-se que existam 10 milhões de buracos negros só em nossa galáxia. Ademais, as primeiras pessoas que suspeitaram da existência de um corpo massivo do qual nada pode escapar foi o geólogo John Michel (1783) e o matemático Pierre-Simon Laplace (1796). Eles usavam o termo “estrelas escuras”, porém não era uma ideia muito madura, e assim não era tão visibilizada socialmente. Mais tarde, o termo “estrela congelada” foi usado para descrever a última fase do colapso gravitacional de uma estrela, quando a luz incapaz de escapar de sua superfície faria a estrela parecer congelada no tempo para um observador. No século 20, John Wheeler cunhou a frase “buraco negro”, pois o objeto absorve toda a luz que o atinge, refletindo nada de volta. Posteriormente, ideia foi bastante amadurecida com a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein. Nela, ficou apresentado que a gravidade  pode influenciar no movimento da luz. A ideia atual Após isso, muitas outras teorias e ideias foram criadas para tentar explicar a existência do mesmo. Um nome bastante importante na física quando se trata de buracos negros é o físico Stephen Hawking. Na década de 1974, ele ganhou destaque depois que teorizou que os buracos negros podem não ser tão negros assim. Segundo Hawking, eles produzem partículas e antipartículas, em eventos minúsculos. Nasce assim a teoria de que os buracos negros também eram capazes de gerar radiação, por meio da irradiação de calor e, por isso, poderiam sim diminuir e até desaparecer.  Essa ideia colocou abaixo a crença sobre os buracos negros que até então era totalmente contrária. Como eles são formados? Muitos cientistas pensam que os primeiros buracos negros tenham se formado no universo primitivo, logo após o big bang. Sendo resultado da morte de certos tipos de estrela (supermassiva) e ocorre quando ela colapsa devido à sua própria força gravitacional, após todo o combustível para as reações termonucleares se esgotar. Sem essas reações, a estrela perde seu equilíbrio hidrostático, porque ela se torna incapaz de manter sua pressão interna em um nível no qual consiga contrabalancear a elevada pressão de contração gravitacional. Desta forma, a estrela implode e pode chegar até o tamanho de um átomo. Esse colapso também pode causar uma supernova, ou uma estrela explosiva, que explode parte da estrela no espaço. Tudo vai depender do tamanho e das características estrela, ou seja, nem toda estrela vai se transformar em um buraco negro. Como é o caso do Sol do nosso sistema solar, que é considerada uma estrela anã atualmente, vai se transformar em uma anã branca devido ao seu raio e a sua massa. Qual o tamanho dos buracos negros? Segundo, a NASA existem pelo menos três tipos de buracos negros: Buracos negros primordiais: São os menores, os cientistas acreditam que esse tipo de buraco negro é tão pequeno quanto um único átomo, mas com a massa de uma grande montanha.  Buracos negros estellares: O tipo mais comum, são até 20 vezes mais massivos que o nosso próprio Sol e provavelmente dezenas de buracos negros de massa estelar podem existir dentro da Via Láctea. Buracos negros supermassivos: Esses buracos negros têm massas superiores a 1 milhão de sóis combinados e caberiam dentro de uma bola com um diâmetro do tamanho do sistema solar. Evidências científicas sugerem que toda galáxia grande contém um buraco negro supermassivo no centro. O buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea é chamado Sagitário A. Tem uma massa igual a cerca de 4 milhões de sóis e caberia dentro de uma bola com um diâmetro do tamanho do sol. Se os buracos negros são “negros”, como os cientistas sabem que existem? Sua existência foi descoberta através da interação com outros materiais ao seu redor. Através dos efeitos que a gravidade produz em estrelas, gases e poeira estelar em torno de um ponto no espaço, é possível deduzir que esse ponto seja a localidade de um buraco negro. Quando um buraco negro e uma estrela estão orbitando próximos, é produzida luz de alta energia que pode ser captada por Instrumentos científicos. Além disso, a gravidade de um buraco negro às vezes pode ser forte o suficiente para extrair os gases externos da estrela e criar um disco à sua volta chamado disco de acúmulo. À medida que o gás do disco de acréscimo entra em espiral no buraco negro ele aquece a temperaturas muito altas, e libera luz de raios-X em todas as direções.   Quando e como foi tirado a primeira foto de um buraco negro? (Foto: Event Horizon) A primeira imagem de um buraco negro foi revelada no dia 10 de abril de 2019 pela Comissão Europeia. A descoberta foi feita pelo telescópio Event Horizon, um projeto que interligou oito telescópios e teve a colaboração de mais de 200 pesquisadores. Nela, podemos ver que sua forma se assemelha a um “anel

O post A beleza dos buracos negros apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
O universo é extremamente fascinante e cheio de mistérios. Isso nutre  tanto uma curiosidade quanto uma sede por conhecimento. Assim, podemos descrever o universo como um constante enigma que vive desafiando nossos cientistas e despertando interesse em grande parte da população. Dentre as coisas extraordinárias que o compõe, têm-se os buracos negros. Estes sempre são mostrados em filmes, desenhos e séries de ficção científica como algo perigoso e ameaçador. Entretanto, quase nunca é explicado o que eles realmente são. Devido a isso, muitas perguntas ficam em aberto. Neste texto, venha conferir algumas respostas.

Mas, afinal, o que são buracos negros?

Buracos negros são regiões no espaço-tempo em que a massa é muito grande – alguns deles com centenas de vezes a massa do Sol – e que ocupam um espaço muito pequeno. Por conta disso, a gravidade é tão elevada que nem mesmo a luz, ou qualquer outra partícula, pode escapar de sua força gravitacional. Em virtude disso, a luz que entra em um buraco negro não pode mais sair, fazendo com que este não possa ser observado pelas técnicas usuais, que analisam a luz emitida ou refletida pelos objetos celestes.

De acordo com algumas estimativas, considera-se que existam 10 milhões de buracos negros só em nossa galáxia. Ademais, as primeiras pessoas que suspeitaram da existência de um corpo massivo do qual nada pode escapar foi o geólogo John Michel (1783) e o matemático Pierre-Simon Laplace (1796). Eles usavam o termo “estrelas escuras”, porém não era uma ideia muito madura, e assim não era tão visibilizada socialmente.

Mais tarde, o termo “estrela congelada” foi usado para descrever a última fase do colapso gravitacional de uma estrela, quando a luz incapaz de escapar de sua superfície faria a estrela parecer congelada no tempo para um observador. No século 20, John Wheeler cunhou a frase “buraco negro”, pois o objeto absorve toda a luz que o atinge, refletindo nada de volta. Posteriormente, ideia foi bastante amadurecida com a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein. Nela, ficou apresentado que a gravidade  pode influenciar no movimento da luz.

A ideia atual

Após isso, muitas outras teorias e ideias foram criadas para tentar explicar a existência do mesmo. Um nome bastante importante na física quando se trata de buracos negros é o físico Stephen Hawking. Na década de 1974, ele ganhou destaque depois que teorizou que os buracos negros podem não ser tão negros assim. Segundo Hawking, eles produzem partículas e antipartículas, em eventos minúsculos. Nasce assim a teoria de que os buracos negros também eram capazes de gerar radiação, por meio da irradiação de calor e, por isso, poderiam sim diminuir e até desaparecer.  Essa ideia colocou abaixo a crença sobre os buracos negros que até então era totalmente contrária.

Como eles são formados?

Muitos cientistas pensam que os primeiros buracos negros tenham se formado no universo primitivo, logo após o big bang. Sendo resultado da morte de certos tipos de estrela (supermassiva) e ocorre quando ela colapsa devido à sua própria força gravitacional, após todo o combustível para as reações termonucleares se esgotar. Sem essas reações, a estrela perde seu equilíbrio hidrostático, porque ela se torna incapaz de manter sua pressão interna em um nível no qual consiga contrabalancear a elevada pressão de contração gravitacional.

Desta forma, a estrela implode e pode chegar até o tamanho de um átomo. Esse colapso também pode causar uma supernova, ou uma estrela explosiva, que explode parte da estrela no espaço. Tudo vai depender do tamanho e das características estrela, ou seja, nem toda estrela vai se transformar em um buraco negro. Como é o caso do Sol do nosso sistema solar, que é considerada uma estrela anã atualmente, vai se transformar em uma anã branca devido ao seu raio e a sua massa.


Concepção artística de um buraco negro


Qual o tamanho dos buracos negros?

Segundo, a NASA existem pelo menos três tipos de buracos negros:

Buracos negros primordiais:

São os menores, os cientistas acreditam que esse tipo de buraco negro é tão pequeno quanto um único átomo, mas com a massa de uma grande montanha. 

Buracos negros estellares:

O tipo mais comum, são até 20 vezes mais massivos que o nosso próprio Sol e provavelmente dezenas de buracos negros de massa estelar podem existir dentro da Via Láctea.

Buracos negros supermassivos:

Esses buracos negros têm massas superiores a 1 milhão de sóis combinados e caberiam dentro de uma bola com um diâmetro do tamanho do sistema solar. Evidências científicas sugerem que toda galáxia grande contém um buraco negro supermassivo no centro. O buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea é chamado Sagitário A. Tem uma massa igual a cerca de 4 milhões de sóis e caberia dentro de uma bola com um diâmetro do tamanho do sol.

Se os buracos negros são “negros”, como os cientistas sabem que existem?

Sua existência foi descoberta através da interação com outros materiais ao seu redor. Através dos efeitos que a gravidade produz em estrelas, gases e poeira estelar em torno de um ponto no espaço, é possível deduzir que esse ponto seja a localidade de um buraco negro. Quando um buraco negro e uma estrela estão orbitando próximos, é produzida luz de alta energia que pode ser captada por Instrumentos científicos.

Além disso, a gravidade de um buraco negro às vezes pode ser forte o suficiente para extrair os gases externos da estrela e criar um disco à sua volta chamado disco de acúmulo. À medida que o gás do disco de acréscimo entra em espiral no buraco negro ele aquece a temperaturas muito altas, e libera luz de raios-X em todas as direções.  

Quando e como foi tirado a primeira foto de um buraco negro?

(Foto: Event Horizon)

A primeira imagem de um buraco negro foi revelada no dia 10 de abril de 2019 pela Comissão Europeia. A descoberta foi feita pelo telescópio Event Horizon, um projeto que interligou oito telescópios e teve a colaboração de mais de 200 pesquisadores. Nela, podemos ver que sua forma se assemelha a um “anel de fogo”. Ele foi detectado na galáxia Messier 87 (M87) a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra. Ele é formado a partir da luz que se desdobra na gravidade em torno do buraco negro, chegando a ser 6,5 milhões de vezes mais massivo que o Sol. Seu diâmetro tem cerca a 40 bilhões de quilômetros, isso equivale a 3 milhões de vezes o tamanho da Terra.

Na imagem, a única parte visível do buraco negro é o círculo dourado, chamado pelos astrônomos de “event horizon” (horizonte de evento em português) ou “ponto de não-retorno.” Já no centro do horizonte de eventos, se localiza uma densidade de massa incalculável, chamada singularidade. A gravidade desse ponto é tão forte que nenhum objeto ao redor consegue escapar.

Ainda há muito a ser descoberto

Por fim, mesmo depois de tantas respostas percebemos que muitas ainda não foram respondidas. Essa é a beleza da ciência e dos buracos negros, eles têm essa capacidade de despertar a sede pelo conhecimento. Visto isso, a AEROJR., preocupada em responder essas e muitas outras perguntas sobre o Universo, desenvolveu um curso muito especial que une conhecimento e ciência ao lúdico universo das estrelas e foguetes. Venha conhecer um pouco mais sobre a empresa e nosso portfólio.

O post A beleza dos buracos negros apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.

]]>
https://aerojr.com/blog/buracos-negros/feed/ 1