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]]>A utilidade de um bom isolamento acústico todos já conhecemos: poupar o seu local dos ruídos de trânsito e construções nas grandes cidades, adequar seus cômodos às leis contra poluição sonora e até garantir a privacidade dos cômodos.
Esse recurso tem se popularizado ainda mais com a tendência crescente do trabalho remoto e de home studios, o que aumentou de forma significativa a busca pela realização de projetos acústicos. Se você ainda tem dúvidas se vale a pena ou não investir em um planejamento desse tipo para o seu imóvel, confira 5 motivos que selecionamos para você realizar o seu projeto acústico!
São as soluções elaboradas por profissionais para realizar o tratamento e/ou isolamento sonoro dos cômodos de um imóvel, atendendo às necessidades do cliente. Neles são definidas as soluções acústicas que serão aplicadas ao local, dentre as diversas existentes no mercado, especificando as medidas e os materiais de cada item.
O processo envolve o mapeamento do local, a construção da planta baixa e a análise das vizinhanças e da disposição dos móveis, seguidos da escolha das técnicas de condicionamento e isolamento acústico.

É importante lembrar que cada solução de isolamento sonoro, sejam painéis acústicos, janelas duplas, lãs de vidro em drywalls, etc, tem seus prós e contras para cada situação. A seguir estão alguns pontos que mostram como os projetos acústicos auxiliam na hora de encontrar a melhor solução para as suas necessidades:
Aqui lembramos que cada cômodo é único: o seu formato, tamanho, os móveis que ali se encontram e o seu uso influenciam de forma direta na acústica do ambiente. Então nem sempre a solução mais popular é a que soluciona melhor a sua necessidade.
Assim, com o diagnóstico inicial do ambiente e o objetivo do tratamento acústico definido no início do projeto, é possível selecionar a solução – ou a combinação de diferentes ferramentas – mais eficiente para o seu contexto.

Com o projeto personalizado sendo executado com transparência constante para o cliente, é possível equilibrar da melhor forma o custo-benefício das soluções, caso isso seja solicitado por ele. Isso porque o material mais elaborado encontrado atualmente no mercado pode ser mais do que o necessário para o seu objetivo. Contar com o conhecimento que o profissional oferece, em relação à efetividade dos materiais e do tipo de isolamento, é primordial para identificar isso nas fases iniciais do projeto e trazer um alívio para o orçamento da sua reforma.
Uma dor de cabeça que pode surgir com a execução de uma solução acústica sem o acompanhamento de um profissional qualificado é a necessidade eventual de reforçar o que foi feito ou até refazer completamente a obra.
Isso porque nos casos em que o objetivo do isolamento seja a adequação de um local a uma norma, ou o tratamento do som para uso em produção musical, o resultado final acaba sendo bastante sensível a possíveis erros. Assim, investir na execução correta e adequada da solução, com um bom projeto acústico, pode evitar gastos consideráveis no futuro.
Além do custo-benefício, a realização de um projeto acústico envolve entender o objetivo e o nível necessário do isolamento para trazer a solução mais eficaz para o cliente. Isso porque soluções para isolar um cômodo dos demais, isolar o ruído externo ou fazer o tratamento para melhorar a qualidade do som dentro de um local exigem materiais e processos específicos. Além disso, possibilita que o projeto seja feito alterando o mínimo possível da estrutura do local.

Se o seu objetivo é adequar sua obra às normas existentes de poluição sonora, é importante primeiramente identificar o nível de redução do ruído necessário. Além disso, entender sobre o uso de cada material e das combinações possíveis de ferramentas de isolamento acústico é primordial para não gerar um isolamento abaixo do necessário, mas também não exagerar nos materiais e gerar um gasto desnecessário. Por isso contar com profissionais que entendam sobre acústica e isolamento sonoro é indispensável para evitar que o processo precise ser refeito.
Entender esses pontos é essencial para que você possa ter a segurança de ter, ao final do processo, um tratamento acústico de qualidade e que não gera frustrações no futuro. Se interessou? A AEROJR. oferece o serviço de projeto acústico que conta com todos os benefícios mencionados. Caso tenha interesse, não deixe de entrar em contato com a gente!
Autora: Luiza Leonel
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]]>O post Características do Som: entenda como elas influenciam as Soluções Acústicas apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.
]]>Antes de mais nada, é necessário fazer uma diferenciação. As ondas sonoras são ondas mecânicas, cuja propagação ocorre por meio de regiões de compressão e rarefação das moléculas que compõem o meio pelo qual as ondas estão viajando. Já o som consiste em uma sensação auditiva resultante da interação entre as ondas sonoras e os aparelhos internos do nosso ouvido.

Tendo isso em mente, poderemos compreender as características fisiológicas do som, que se relacionam às propriedades das ondas sonoras.
A altura de um som consiste na distinção entre sons agudos e graves, e relaciona-se à frequência das ondas sonoras. Quanto maior a frequência, mais alto e mais agudo o som, e quanto menor a frequência, mais baixo e mais grave o som.
Já a intensidade do som possui relação com a quantidade de energia que a onda sonora carrega, ou seja, a sua amplitude. Então, quanto maior a amplitude da onda, maior a quantidade de energia que ela carrega e, assim, mais intenso é o som; quanto menor a sua amplitude, menor a intensidade do som.
Por fim, associamos o timbre ao formato da onda sonora. Isso é o que nos permite diferenciar o som produzido por fontes sonoras distintas, como diferentes instrumentos, mesmo que elas tenham a mesma frequência e amplitude.

Ao realizarmos o isolamento acústico de um cômodo, as características fisiológicas são considerações extremamente importantes. Primeiramente, devemos analisar a pressão sonora que é produzida no interior do ambiente, ou seja, a intensidade do som, a fim de definirmos o nível de isolamento necessário.
Por exemplo, supondo que estamos trabalhando com dois cômodos distintos: um em que será tocado apenas um violão, sem amplificador, e no outro, uma bateria. Ao comparar a intensidade do som produzido em ambos os ambientes, é evidente que, no segundo, ela é muito maior, o que torna necessário um isolamento mais reforçado que o que é preciso no primeiro. Um exemplo seria a instalação de uma parede dupla de drywall ou o uso de vermiculita expandida.

Já em relação à altura do som, essa característica influencia diretamente no tratamento acústico, haja vista que sons de frequências distintas são absorvidos de maneiras diferentes por materiais acústicos. Para ilustrar, retomamos o exemplo utilizado para a intensidade sonora. Temos, no primeiro cômodo, um violão, que é um instrumento que tradicionalmente produz sons de frequência mais alta, ou seja, mais agudos, ao passo que, no segundo cômodo, temos uma bateria, que emite ondas sonoras de frequência baixa. Dessa forma, quando realizarmos o tratamento destes cômodos, devemos nos atentar ao fato de que temos instrumentos produzindo sons de faixas de frequências diferentes. Portanto, devemos direcionar a escolha de materiais em cada ambiente.

No primeiro, poderíamos optar por painéis acústicos com preenchimento de lã mineral e revestimento de tecido ortofônico. Estes materiais são eficientes para a absorção de ondas de faixas de frequência mais altas. Já no segundo, poderíamos posicionar no cômodo bass traps, também conhecidos como armadilhas de graves, que consistem em elementos voltados para a absorção de frequências baixas.
Já em relação aos fenômenos sonoros, iremos citar dois principais, que têm grande efeito no direcionamento do tratamento de um cômodo: a ressonância e a reverberação.
A reverberação é o resultado da reflexão reiterativa das ondas sonoras produzidas no interior de um ambiente. Isso provoca o prolongamento do som, mesmo depois da interrupção da sua emissão, prejudicando a sua qualidade. Além disso, costuma-se indicar esse fenômeno pelo tempo de reverberação, que consiste na quantidade de tempo que o nível de pressão do som leva para reduzir 60 dB, depois que desligamos a fonte.

Já a ressonância ocorre quando uma fonte emissora produz ondas sonoras de frequência igual à frequência natural de vibração de um corpo. Isso resulta em um drástico aumento de amplitude, que, por sua vez, como já explicamos, está associada à intensidade do som.
A reverberação traz como consequência a persistência do som emitido, mesmo após a sua interrupção; já a presença da ressonância pode resultar na criação de modos acústicos dentro do cômodo, provocando diferenças na intensidade do som dentro do espaço. Em ambos os casos, a qualidade do som é prejudicada, o que torna necessárias soluções para a correção desses fenômenos. Por isso, em casos de reverberação ou ressonância, recomendamos a instalação de materiais absorvedores no ambiente. Para isso, ressaltamos os painéis acústicos, os bass traps (absorvedores de graves) e as nuvens acústicas.

Além da preocupação com os elementos mencionados, também enfatizamos a necessidade de considerar o formato do cômodo. Espaços em que há paralelismo entre as paredes são muito mais prováveis de sofrerem com esses fenômenos, devido à reflexão reiterativa das ondas sonoras. Para isso, recomenda-se a quebra de paralelismo, podendo ocorrer utilizando placas de madeira para alterar o formato do cômodo. Da mesma forma, também são indicados os difusores para o tratamento do paralelismo, já que são responsáveis por distribuir as ondas sonoras que o alcançam pelo ambiente.
Sem dúvida, ao lidar com isolamento e tratamento acústico de cômodos, devemos sempre considerar as características do som produzido em seu interior e os fenômenos que este gera, para obtermos um resultado mais assertivo. Logo, se você tem interesse em realizar melhorias na acústica de seu ambiente, ou ainda tem alguma dúvida sobre as características do som, entre em contato conosco! Nossa equipe estará satisfeita em ajudar!
Autora: Yasmim Carvalho
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]]>Além de caso legal, o controle de ruído é, acima de tudo, um caso de saúde. Segundo a OMS, a exposição contínua a ruídos pode causar problemas auditivos e até não auditivos, como doenças cardiovasculares, distúrbio do sono e comprometimento cognitivo em crianças. Assim, torna-se imperativo que empresas e indústrias, próximas de centros urbanos, avaliem a eficiência sonora de seus equipamentos e o impacto deles nas vizinhanças. Contudo, sabe-se que muitas vezes esse é um tema deixado de lado e esquecido, o que faz necessário remediar a situação. Para isso, existem diversos tipos de controle de ruído, e neste texto, abordaremos alguns dos principais.
Do seu aparecimento até a sua extinção, o problema de um ruído passa por três fases: fonte sonora, trajetória de transmissão e receptor.
Uma fonte sonora pode ser uma buzina de carro, um sistema de exaustão de ventiladores industriais, bate-estacas e perfuratrizes, um motor elétrico, etc. Já a trajetória é caracterizada pelo meio que o ruído (onda mecânica) se propaga, como o ar, paredes, tubulações. Neste caso específico, trata-se o receptor como o ser humano, aquele que está sofrendo incômodo, mas ao se tratar do problema, muitas vezes unifica-se o receptor como a comunidade (bairro, casas…) como receptores únicos.
Por outro lado, tratando-se do controle, ele pode ser realizado de três maneiras:
Como mencionado, é sempre preferível controlar o ruído já em sua fonte de geração. Todavia, em alguns casos, seria necessário trocar esse controle, por exemplo, um equipamento por um modelo silencioso, que pode ser inviável do ponto de vista econômico. De todo modo, consegue-se avaliar certos equipamentos e propor medidas que visem diminuir a produção de ruído. Bons exemplos são:
Na impossibilidade de se tratar a fonte, cabe atuar na trajetória do som. Assim, nesse tipo de controle de ruído, as técnicas criam barreiras para impedir as ondas sonoras de prosseguirem em seu caminho natural. Dessa forma, situações comuns são: enclausuramento, barreiras acústicas e silenciadores. A seguir explicaremos mais sobre cada um.
Neste caso, identificada a fonte, cria-se uma clausura ao seu entorno impedindo o som de avançar, muito utilizada em máquinas e equipamentos industriais. Elas podem ser classificadas, simplificadamente, como:
Na maioria dos casos, as clausuras necessitam de algum tipo de abertura: seja para acesso para inspeção do equipamento ou para ventilação. Além disso, cabe ao engenheiro unir ao projeto básico o acesso, garantindo que nesses pontos de abertura, grandes portas para saída do ruído, haverão silenciadores apropriados.
Ademais, há também a “clausura inversa”, propriamente chamada de cabines acústicas, que são projetadas para proteger a fonte (e.g. funcionário de uma fábrica) dos ruídos gerados externamente a elas.
São elementos que funcionam impedindo que a propagação direta do ruído alcance o receptor. Na imagem abaixo, pode-se visualizar o comportamento de uma onda sonora em um caminho livre.
Por outro lado, nesta imagem a seguir, percebe-se que ao se incluir uma barreira, apenas uma parcela do caminho 2 e 3 atinge o receptor.
Assim funcionam as barreiras acústicas, reduzindo o nível do som que penetra a sombra sonora produzida a partir do efeito de difração. Os principais fatores que influenciam na capacidade de redução são: altura da barreira e sua distância da fonte e do receptor, e as alturas da fonte e receptor em relação ao solo. Um esquema pode ser visto na imagem abaixo.
Contudo, não basta ao engenheiro apenas projetar uma barreira considerando esses fatores, pois existem outras complicações. Portanto, alguns exemplos comuns são: transmissão sonora pelos flancos das barreiras, ocasionados por descontinuidades delas, elementos próximos às barreiras com altura superior, que espalham o som, dentre outros.
Um “caso especial” de barreiras são os biombos, que são estruturas similares, com os mesmos propósitos, mas que posicionam-se em ambientes fechados. Nesses casos, o som consegue chegar no receptor não apenas pela difusão da estrutura, como também pelas reflexões das paredes e teto, gerando mais requisitos para análise técnica do projetista.
São dispositivos criados para absorver a energia sonora propagada em escoamentos de fluidos. Assim, suas aplicações são diversas na indústria, visto em bombas e compressores, sistemas de condicionamento de ar e em sistemas de exaustão de ventiladores industriais. Além disso, sua classificação pode ser feita por resistivo, reativo ou uma combinação de ambos.
Resistivo: atua convertendo energia sonora em energia térmica, ao conduzir as ondas por suas estruturas lameladas revestidas de materiais absorventes. São muito utilizados nas saídas de exaustores industriais. Para aumentar sua eficácia são necessárias altas faixas de frequência, mas o projeto deve tomar cuidado com o ruído autogerado e a queda de pressão. A próxima imagem mostra um esquema simples de um silenciador resistivo com células de absorção revestidas com lã mineral.
Reativo: atua gerando perda de energia sonora devido a reflexões diversas do ruído em câmaras especialmente projetadas com descontinuidades de geometrias. Câmaras de expansão são um exemplo desse tipo de controle sonoro. Dessa forma, elas são projetadas com uma câmara principal de seção transversal superior às adjacentes, fornecendo essa descontinuidade geométrica. A Imagem a seguir mostra um esquema de uma câmara de expansão simples, proposta por Neto (2019).
Este é uma das últimas opções, utilizada quando as duas anteriores não conseguiram promover uma redução significativa a níveis aceitáveis para exposição humana contínua.
Nesse caso, a indústria deve fornecer aos seus colaboradores Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) destinados a diminuir o impacto sonoro. Além disso, cabe a essas empresas fornecerem protetores auriculares (PAs) aos funcionários expostos ao ruído. O mercado já fornece diversos modelos de PAs, alguns, inclusive, com cancelamento ativo de ruído.
Se você tem interesse nessa área, saiba que o conhecimento não para aqui e há muito o que se aprender. Além disso, vale ressaltar que os projetos desses tipos de controle de ruído exigem bastante do profissional, pois além de envolverem diversos requisitos técnicos, a saúde humana também está em jogo.
Nós da AEROJR. temos uma área voltada para o estudo da Engenharia Acústica. Então, se você tem interesse na temática e curiosidade em conhecer melhor sobre os principais tipos de controle de ruído industriais, entre em contato conosco e poderemos te ajudar! Mas se está a procura de mais conteúdos interessantes, leia também o nosso artigo sobre Como Solucionar os Ruídos em Indústrias.
Autor: Felipe Jorge
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Como nesses casos é muito comum que os cômodos sejam divididos para construir mais salas, muitas vezes não se toma o devido cuidado com a parte do isolamento acústico. Assim, acaba-se muitas vezes possibilitando que dados confidenciais dos pacientes vazem do interior da sala de consulta. Mas você deve estar se perguntando: o que eu faço, então, para garantir a total privacidade do meu paciente com um isolamento adequado? É exatamente isso que responderemos a seguir.
O primeiro impacto, e também o mais evidente, é a entrada direta de ruídos. Ela dificulta a conversa e compromete a troca fundamental de informações entre o paciente e seu médico durante a consulta. Esse prejuízo à anamnese, um dos princípios basilares na área da saúde, tem potencial, inclusive, para desacreditar o profissional e sua atuação.
Por outro lado, além da entrada de ruídos, tem-se também, como já mencionado, o vazamento de dados pessoais. Essa saída de informações pode gerar diversos problemas para o consultório, incluindo questões jurídicas e legais. Isso se dá justamente pelo fato de que o sigilo médico é prezado pelo próprio Código de Ética Médico.
Desta forma, pode-se concluir que a não atenção ao isolamento acústico do consultório pode trazer (e muito provavelmente trará) malefícios para os seus dependentes.

O primeiro passo, nesse cenário, é identificar um possível problema. Ele se torna evidente caso, durante uma consulta, o médico ou dentista consiga escutar vozes vindas de fora da sala. Isso, claro, considerando tanto as vozes daqueles que aguardam na sala de espera quanto daqueles em alguma sala ao lado. Nesse caso, temos um sinal de que a acústica do consultório está mal condicionada. Isso significa dizer que o som está viajando com grande liberdade pelos cômodos. A partir desse ponto, é necessário, então, buscar a melhor ajuda para dar término a essa indesejada situação.
Quando o assunto é Isolamento Acústico para Consultórios, dois fatores principais influenciam na qualidade e na disponibilidade de recursos aplicados: o momento da realização do projeto e o valor disponível para tal.
No geral, a melhor solução (e a mais econômica) é aquela que é proposta antes da construção/reforma do consultório. Garantir um projeto acústico já no início, utilizando dos melhores materiais e métodos construtivos, poderá minimizar consideravelmente os custos. Contudo, essa nem sempre é a realidade corrente. Sendo assim, torna-se necessária a construção de um projeto acústico mais personalizado e eficiente, que traga quão menos mudanças possíveis.



Em consultórios já seccionados, a principal atenção, além da acústica, é ao espaço que as soluções apresentadas utilizarão. Nesses casos, acaba-se tendo pouca margem para trabalho. Sendo assim, o projetista deve verificar dentre as possibilidades, aquela que afete em menor quantidade a área útil do ambiente.
Às vezes, ainda, dependendo das condições, pode-se propor uma otimização da estrutura de drywall (material comumente utilizado) já existente. Essa solução, assim, poderá ser aplicada tanto pelo seu preenchimento com materiais absorvedores quanto pelo aumento, em pequena escala, de sua espessura. Vale destacar que esse aumento se alinha, também, a um preenchimento da camada existente. Além disso, os septos existentes no forro merecem uma atenção especial, para garantir que eles não sirvam de caminhos para a passagem do som.

Para o caso de consultórios em que se manteve a estrutura original do cômodo, pode-se ainda levantar outras abordagens. Por exemplo, caso haja área suficiente e o orçamento permitir, um reforço nas paredes seria uma resposta viável. Assim, seria possível interromper, de vez, o fluxo de informações, dependendo, claro, do grau do isolamento acústico do consultório. Ademais, as portas, por serem grandes passagens de som, devem ser incluídas no projeto para se tornarem, assim, barreiras eficientes.
Outro ponto relevante é o orçamento disponível para se executar esses tipos de projeto. Caso ele seja mais amplo, o projetista terá mais liberdade para propor ideias que isolem por completo o ambiente. Caso contrário, ele deverá ter a habilidade de recomendar aquelas opções que ao menos diminuam a intensidade do som a níveis agradáveis e ininteligíveis.
Contudo, dar atenção para a qualidade do som, mesmo depois de isolá-lo, ainda será absolutamente necessário. Isso acontece pois, ao aprisionar o som, ele pode acabar reverberando no ambiente e criando um certo desconforto. Sendo assim, deve-se ter certeza de que ele não ficará ativo por muito tempo no espaço.
Como você pôde ver, um consultório com um tratamento acústico ineficiente pode trazer prejuízos tanto ao profissional quanto ao paciente. Dessa maneira, problemas de isolamento acústico em consultórios podem, e devem, ter uma solução aplicada com prioridade. Um isolamento acústico para consultórios bem elaborado é essencial para aqueles que querem desfrutar de um ambiente tranquilo e seguro, e primordial para os que estão buscando um auxílio médico. Isso tudo, claro, visando sanar os problemas de acordo com a realidade de cada cliente, baseado nas suas projeções de custos e necessidades.



É nesse contexto que entra a AEROJR. Oferecendo aos nossos clientes projetos acústicos personalizados e direcionados a resolver suas dificuldades, buscamos sempre trazer as melhores soluções para as particularidades de cada trabalho. Com a nossa ajuda, seu consultório pode trabalhar com mais tranquilidade e conforto. Tudo isso respeitando a confidencialidade dos pacientes e sem incômodos externos, como o barulho da rua, por exemplo.
Caso queira saber mais sobre como nós podemos ajudá-lo com o seu consultório ou tenha alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato conosco ou comente aqui embaixo!
Autor: Felipe Baptista Jorge
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]]>Aqui explicaremos tudo que você precisa saber para montar o seu Home Studio, buscando opções mais acessíveis, mas que sejam de boa qualidade. Confira!
Um Home Studio, como o próprio nome diz, é um estúdio de gravação montado dentro de uma casa (do inglês “home”), que pode ser simples e pequeno, ou grande e mais elaborado. Esses estúdios geralmente têm sua estrutura direcionada para as necessidades específicas da pessoa que irá utilizá-lo, constituindo um local personalizado para diferentes tipos de produções musicais. Com o avanço das tecnologias, bem como a ampliação do acesso a elas, ficou mais fácil comprar bons equipamentos e montar um Home Studio para fazer gravações em casa, e tudo isso sem perder em qualidade.
Um Home Studio apresenta diversas vantagens quando comparado a um estúdio de gravação normal, e a principal delas é o preço. Como antes era necessária uma quantidade maior de equipamentos para realizar gravações, e esses equipamentos eram muito caros, os donos de estúdios comerciais cobravam altos preços para que bandas e músicos utilizassem tais locais. Agora, com a popularização desses equipamentos e o crescimento do setor de estúdios domésticos, o preço diminuiu. Mas, ainda assim, é bem maior quando comparamos ao valor necessário para fazer gravações em um estúdio de gravação profissional.
Devemos destacar que os preços dos equipamentos para o Home Studio não são tão baixos quando comparados a uma gravação em um estúdio normal. No entanto, quando analisamos a longo prazo, considerando o uso recorrente da estrutura montada, o Home Studio compensa o investimento. O preço por gravação em um estúdio caseiro, após a compra e a instalação dos equipamentos, se torna mínimo quando analisamos ao longo do tempo de uso.
Outra grande vantagem de possuir um estúdio de gravação caseiro é a liberdade e independência que ele proporciona. Esse tipo de estúdio confere ao seu dono a possibilidade de produzir a qualquer hora do dia ou da noite. Isso permite que você capte todos os seus momentos de inspiração, sem restrição de horário, e que sua liberdade criativa se sobressaia. Além disso, tudo no conforto da sua casa, sem precisar se locomover para outro lugar.
Montar um Home Studio não é uma tarefa muito difícil. No entanto, antes de começar, é importante saber quais equipamentos são necessários e quais as funcionalidades de cada um. Para ajudar você nessa tarefa, falaremos aqui dos 6 principais.
O computador se tornou um instrumento fundamental para a gravação e processamento de áudio. Com a possibilidade de realizar múltiplas tarefas e com bons resultados, o avanço na manipulação do áudio digital contribuiu para a popularização do uso do computador na produção musical. Tudo isso aliado à contínua diminuição dos custos, claro.
Dessa maneira, o computador se tornou um dos elementos mais importantes de um Home Studio. Como desempenha muitas funções, ele é utilizado tanto na gravação, quanto na edição e na pós-produção. Entretanto, não é necessário comprar a melhor máquina do mercado. Para um primeiro investimento, três características são importantes:
Os computadores mais utilizados na produção musical são da marca Apple. Isso acontece devido a sua estrutura de sistema operacional e de processamento, além de outras características que facilitam trabalhos de áudio. Ao buscar por opções, dessa maneira, procure também por máquinas seminovas e usadas e se atente às três características mais importantes citadas acima.
A interface de áudio constitui-se de um hardware que pode ser interno ou externo e é responsável por fazer o processamento de áudio no computador, além de conectar instrumentos e microfones a ele.
Este é um equipamento de grande importância para montar um Home Studio, pois permite gravar sons digitalmente e possibilita maior fidelidade no processamento dessas gravações. Por outro lado, a interface também ajuda a diminuir o delay, ou seja, o atraso entre o que você executa no computador e o áudio que é transmitido.
É possível utilizar a interface interna do computador para escutar o som, mas não para realizar a gravação de instrumentos ou de voz. Existem várias marcas e modelos de interfaces externas no mercado, com preços diversos, a partir de R$ 400,00.
O que mais influencia no preço é a quantidade de canais, já que quanto mais entradas de áudio a interface possui, mais equipamentos ela permite conectar simultaneamente. Começar com interfaces de 2 a 8 canais já é interessante, dependendo, claro, do que se deseja gravar. Vale mencionar que com uma interface de 8 canais já é possível realizar a gravação de uma bateria robusta, que costuma ser a mais complexa dentre os instrumentos musicais comumente utilizados.
Os fones de ouvido permitem escutar as nuances e detalhes de cada faixa numa referência clara e fidedigna, contribuindo para um monitoramento de áudio preciso e equilibrado. Atualmente, existem diversos profissionais que também utilizam os fones para fazer mixagens. Desse modo, em um investimento inicial eles são uma boa alternativa, sendo mais baratos, inclusive, que os monitores de áudio de referência. Logo, vale a pena adquirir um acessório de qualidade, buscando sempre pela maior fidelidade de reprodução de áudio.
Em média, é possível encontrar bons modelos por preços que variam entre R$ 150,00 e R$ 500,00, mas vale conferir algumas características antes de efetuar a compra. Quanto maior for a resposta de frequência, por exemplo, maior será a faixa de sons reproduzidos e, sendo assim, melhor será o fone.
Outro aspecto importante é a impedância, que, quanto maior o seu valor, maior será o volume do som possível de ser emitido. Fones com maior impedância oferecem um áudio mais limpo, com menos ruídos e chiados. Vale destacar, em contrapartida, que fones com uma maior impedância também exigem uma fonte de energia mais potente para um bom funcionamento. Sendo assim, deve-se analisar qual será o equipamento mais adequado nas suas condições específicas.
São caixas de som de alta qualidade que reproduzem todas as frequências audíveis de forma balanceada. Este, entretanto, já é um investimento maior. Esses equipamentos são importantes para o monitoramento do áudio, a fim de ouvir bem o que você gravou. Assim, torna-se possível ter uma ideia do resultado e planejar eventuais mixagens. Contudo, para que os monitores de áudio cumpram sua função, ainda é necessário que o Home Studio possua um tratamento acústico.
Dessa forma, caso você esteja pensando em adquirir os monitores de áudio, não se esqueça que uma boa qualidade acústica do ambiente é um fator importantíssimo para que você consiga usufruir desses instrumentos da melhor maneira. Entretanto, caso a intenção seja montar um estúdio com um investimento inicial menor, sem tratar a acústica do local, a melhor opção é investir em fones de referência e qualidade, ao invés de comprar direto monitores de áudio.
Além disso, outro ponto importante que você analise na hora de comprar os monitores de referência é o tamanho do cômodo e o posicionamento das caixas. Atente-se ao tamanho da sala disponível para não comprar monitores maiores que o necessário. Ademais, posicione-os de maneira que a distância entre as caixas e a distância das caixas até você sejam iguais, formando um triângulo equilátero. Assim, a experiência será a melhor possível.
Para gravar vozes, amplificadores e outros sons, um bom microfone é essencial. Em geral, na produção de música, eles se dividem em duas esferas: os dinâmicos e os condensadores.
Os microfones dinâmicos captam o som de maneira mais direta, são menos sensíveis e mais robustos. São muito utilizados para captar amplificadores de guitarra, instrumentos de percussão, partes da bateria, entre outros. Já os microfones condensadores são mais sensíveis e captam mais a dinâmica e a ambiência. São muito utilizados para voz, violão e para a bateria como um todo.
Os microfones mais utilizados em Home Studios são os condensadores, pois possuem uma qualidade melhor para gravações em estúdio, apesar de serem mais frágeis do que os microfones dinâmicos. Ademais, prefira microfones com diafragmas grandes, que garantam uma melhor captação do som.
MIDI é uma interface digital com uma linguagem que permite que computadores, instrumentos musicais e outros hardwares se comuniquem. Essa tecnologia envia uma informação completa ao invés de apenas frequências, como as saídas de áudio convencionais fazem.
Os teclados MIDI possuem diversas funções que possibilitam, por exemplo, alterar o timbre, subir ou abaixar o tom, criar automações de volume, entre outras. Também é possível atribuir várias frequências e timbres a um arquivo MIDI, o que permite a criação de diferentes estilos de música.
Caso não queira ou não possa investir em um teclado MIDI logo no começo, você pode utilizar o teclado do computador como se fosse um MIDI. Você também pode, inclusive, utilizar o teclado do computador para aprender a utilizar as ferramentas e, posteriormente, adquirir o seu próprio teclado MIDI. A melhor opção de teclado para produção musical vai depender daquilo que você deseja produzir.
Os softwares de áudio, mais conhecidos como DAW (Digital Audio Workstation), são programas que contêm diversos recursos para a produção musical. Exemplos desses recursos são a possibilidade de gravação e manipulação de áudio, a utilização de instrumentos virtuais, dentre outros. Todos os softwares de produção musical profissionais são pagos, porém, a maioria dos fabricantes disponibilizam versões de testes gratuitas que podem ser utilizadas por um tempo limitado, geralmente de 30 dias.
Logo, adquirir a licença de um software é um gasto considerável, além de que os modelos de negócio atuais têm ficado cada vez mais acessíveis ao público. As licenças desses softwares sempre tiveram preços elevados, mas, há algum tempo, surgiu a opção de assinatura temporária desses serviços, o que deixou os preços em melhores patamares.
Cada software, nesse cenário, possui suas vantagens e desvantagens, e o melhor software será aquele ao qual você mais se adaptar. Se precisar de um tempo para decidir qual a melhor DAW, antes de pagar por uma, como mencionado, utilize dos testes gratuitos dos softwares. Por outro lado, se o que você deseja é trabalhar profissionalmente a longo prazo, você precisará investir em um software pago e todas as ferramentas disponibilizadas.
Outro ponto de grande importância para o Home Studio é a acústica do ambiente. Ter uma sala bem isolada e tratada acusticamente faz total diferença para quem irá utilizá-la, visto que aumenta muito a qualidade do som e impede que ele vaze para o ambiente externo. É necessário, portanto, saber a diferença entre isolamento e tratamento acústico e quais características cada um confere ao ambiente em questão.
O isolamento acústico evita a penetração e a saída de ruídos e sons no recinto. Desta forma, o isolamento deve proteger o ambiente tanto contra ruídos aéreos quanto contra ruído de impacto. Assim, o local fica mais silencioso e confortável para quem produz ali e, ainda, não haverá o risco de incomodar os vizinhos com a música.
Já o tratamento acústico é feito a fim de garantir que todas as frequências dos sons emitidos dentro do ambiente não sofram nenhuma interferência. Dessa forma, torna-se possível escutar o áudio da maneira mais fiel e com maior nível de inteligibilidade.
Em estúdios sem nenhum tratamento acústico ocorrem a reverberação e o eco. Esses fenômenos dificultam a compreensão do som emitido e fazem com que o ouvinte escute em tempos distintos o som direto e o refletido. Desta forma, a qualidade sonora em qualquer Home Studio será comprometida, mesmo que este esteja isolado acusticamente.

Portanto, é necessário definir o tratamento mais adequado aos trabalhos que serão realizados. Atualmente, é possível encontrar espumas de tratamento consideravelmente baratas no mercado. Pensando também em isolar o ambiente, vale investir em drywall com lã de pet, que é uma alternativa mais acessível que as lãs de vidro e de rocha e que também proporciona um bom isolamento.
Na contramão, o excesso de absorção pode deixar o ambiente morto acusticamente, as chamadas salas mortas. Um ambiente desse tipo torna-se monótono e cansativo, além de prejudicar as gravações de áudio. Assim, é importante consultar profissionais e especialistas do ramo antes de montar seu Home Studio.
O projeto acústico definirá quais os materiais mais indicados para cada tipo de estúdio, levando em consideração as exigências do cliente e as atividades que o cliente desenvolverá no local. A gravação de uma bateria, por sua vez, exige um isolamento maior dependendo da localização do estúdio; já os estúdios de mixagem precisam de uma sala mais equilibrada; e a gravação de voz necessita que a sala tenha poucos vazamentos.
Outra dica válida é você usar o próprio mobiliário do espaço a seu favor. Estantes com livros, por exemplo, conseguem proporcionar um bom isolamento para o ambiente. O mesmo vale para sofás, tapetes e cortinas, que ajudam a absorver algumas frequências.
Além dos equipamentos, softwares e do melhoramento acústico do ambiente, temos outras dicas que podem te ajudar a melhorar a qualidade das suas gravações, especialmente na gravação de voz.

Primeiramente, caso seu Home Studio não tenha um isolamento e um tratamento acústico adequados, é importante escolher horários em que não haja muito barulho. Para melhorar a inteligibilidade do som, evite gravar no meio da sala. Prefira se posicionar em um dos cantos do cômodo, com o corpo voltado para o centro. Dessa maneira, sua voz se dissipará melhor no ambiente e os efeitos de cancelamento e reverberação do som diminuirão.
Para gravar, utilize um pop-filter no microfone. Este acessório tem um preço bastante acessível e evita as explosões nos sons das letras P e B. Além disso, diminuem também os sons de S, melhorando a qualidade da gravação de voz. Para uma melhora ainda maior, posicione-se a uma distância de aproximadamente dois palmos do microfone e deixe-o a uma altura um pouco acima da boca. Isso garante uma captação mais uniforme do som, sem que sua voz fique muito longe ou perto. Por fim, faça gravações teste para garantir que tudo está funcionando.
Se você quer montar seu Home Studio com a melhor qualidade, seja para usar profissionalmente ou como hobby, é fundamental buscar ajuda de profissionais da área. Assim, será possível saber o que é ou não necessário e, ainda, contribuir para o melhor direcionamento da montagem do seu estúdio. Para isso, conte com a AEROJR.! Aqui projetamos seu Home Studio com isolamento e tratamento acústico, buscando a mais viável e eficaz solução para seus problemas.
Agora que você já sabe tudo o que precisa para montar seu Home Studio, e também como nós podemos te ajudar nesse processo, basta botarmos em prática! Caso você ainda tenha alguma dúvida ou comentário sobre o assunto ou sobre o nosso serviço, entre em contato conosco.
Autora: Pâmella Aarão
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]]>A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT é a responsável pela regularização das normas acústicas no território nacional, e essas são importantíssimas para um projeto acústico eficaz, que atenda às necessidades dos interessados sem prejudicar os que estão à sua volta. A partir destas normas, o engenheiro responsável pelo projeto consegue planejar as soluções que preencham os requisitos presentes na legislação, o que envolve importantes decisões de projetos e os materiais mais eficazes para o resultado desejado, e dentro dos custos pretendidos.
Título – Acústica – Medição e avaliação de níveis de pressão sonora em áreas habitadas – Aplicação de uso geral
Essa Norma determina o procedimento para medição e avaliação de níveis de pressão sonora em ambientes destinados à ocupação humana, ou seja, trata de forma geral das áreas internas e externas de edificações com emissão sonora aérea ou de vibração.
Assim, ela se torna indispensável para qualquer projeto de acústica. Sendo que a partir dela que se pode realizar procedimentos de monitoramento de ruído e posterior tratamento dos dados, usados no projeto.
Título – Acústica – Níveis de pressão sonora em ambientes internos a edificações
Essa Norma estabelece o procedimento para execução de medições de níveis de pressão sonora em ambientes internos a edificações. Sendo assim, ela é um complemento necessário da ABNT NBR 10151. Isso ocorre pois possui os valores de referência para as medidas dos diversos procedimentos relacionados às medições internas.
Título – Acústica – Medição de campo do isolamento acústico nas edificações e nos elementos de edificações. – Parte 1: Isolamento a ruído aéreo
Essa parte da ISO 16283 especifica procedimentos para determinar o isolamento de ruído aéreo entre duas salas, em uma edificação usando medições de pressão sonora. Assim sendo, estes procedimentos são destinados às salas de volume na faixa de 10 m³ a 250 m³ e na faixa de frequências de 50 Hz a 5.000 Hz.
Título – Acústica – Medição de parâmetros de acústica de salas – Parte 2: Tempo de reverberação em salas comuns
Nessa Parte, a ABNT NBR ISO 3382 especifica métodos para a medição do tempo de reverberação em salas comuns. Assim, ela busca descrever os critérios para a realização de uma medição efetiva do tempo de reverberação em salas comuns. Então, dentre suas especificações, estão: o procedimento de medição, o dispositivo necessário, o número de posições de medição requerido e o método para avaliar os dados e apresentar o relatório de ensaio.
Título – Acústica – Terminologia
A ABNT NBR 16313:2014 estabelece os termos e definições em acústica. É uma norma curta, mas importante para auxiliar na compreensão das outras normas.
Título – Medição e avaliação de níveis de pressão sonora provenientes de sistemas de transportes – Parte 1: Aspectos gerais
Essa Parte da ABNT NBR 16425 estabelece a instrumentação eletroacústica a ser utilizada em medições de níveis de pressão sonora provenientes de sistemas de transportes. Como também, determina a calibração e o ajuste necessários no campo da instrumentação eletroacústica. Além disso, ela define as condições gerais de medição, e os descritores sonoros para análise de sons provenientes de sistemas de transportes (aeroviário, hidroviário, ferroviário, metroviário e rodoviário).
Título – Edificações habitacionais – Desempenho
Esta norma aborda, em suas diversas partes, requisitos de desempenho para edificações habitacionais, dentre eles o desempenho acústico. Ela aborda, dentre outros critérios, os valores admissíveis para ruído entre paredes externas, paredes internas de unidades e do piso. Torna-se, portanto, um excelente fundamento, principalmente na fase de construção, de edifícios e casas para habitação humana.
Título – Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração.
Essa norma é necessária aos laboratórios de ensaio e calibração para gerar o Laudo Acústico, e calibrar ferramentas de medição como o sonômetro. Dessa forma, ela é exigida para assegurar a confiabilidade dos resultados do laboratório. Além do mais, ela legisla tanto sua parte técnica como sua gestão interna.

Em um projeto acústico, é necessário estar atento a várias normas durante o planejamento. Por exemplo, no projeto acústico e arquitetônico de um estúdio de gravação dentro de um edifício, seria preciso observar os requisitos das normas ABNT NBR 10151:2019 e ABNT NBR 10152:2017 Errata 1:2020. E de modo a conseguir caracterizar o ruído e o som do ambiente, as normas ABNT NBR ISO 16283-1:2018 e ABNT NBR ISO 3382-2:2017. Além de ficar atento aos termos explicados na ABNT NBR 16313:2014.
Ao possuir um estabelecimento que emita níveis sonoros consideráveis, como restaurantes, bares, casas de show e estúdios, é necessário estar de acordo com a legislação para prevenir problemas como advertências, multas e até mesmo a interdição do local. Além disso, corresponder com as normas mostra a excelência do trabalho e a preocupação com a sociedade. Empresas de acústica que emitem laudo também podem adequar-se à ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017, norma importantíssima que permite a criação de um Sistema de Gestão da Qualidade e torna seus processos mais eficientes.
A AEROJR. oferece soluções acústicas personalizadas para o seu projeto com um preço abaixo do mercado e excelência, garantida pelo nosso time de alunos e professores da UFMG. Além disso, realizamos toda adequação necessária para os laboratórios acústicos à norma ISO/IEC 17025:2017. Tem dúvidas sobre o assunto? Comente aqui embaixo, ou entre em contato conosco. E não deixe de conhecer o nosso trabalho em https://aerojr.com/!
Autor: João Victor Nunes
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]]>É necessário, portanto, entendermos a diferença entre isolamento acústico e tratamento acústico. Além de saber quais características cada um confere ao ambiente em questão, neste caso, em estúdios musicais.
Segundo a norma brasileira NBR 12179, em vigor desde 1992, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), isolamento acústico é
“O processo pelo qual se procura evitar a penetração ou a saída de ruídos e sons, em um determinado recinto. O isolamento acústico compreende a proteção contra ruídos ou sons aéreos e ruídos ou sons de impacto”.
Desta forma, a acústica em estúdios deve isolar o ambiente contra a entrada e a saída de qualquer som ou ruído que seja produzido e transmitido pelo ar (ex.: buzinas e alto-falantes). Como também, os sons produzidos por percussão sobre um corpo sólido e propagados através do ar (ex.: ruídos de passos e marteladas).
Para tal, existem diversas formas de realizar o processo de isolamento, visto que este está diretamente relacionado com a massa e densidade do material através do qual o som irá se propagar, ou seja, quanto maior for a massa menor será a probabilidade do mesmo vibrar e, por consequência, transmitir o som. No caso dos estúdios, o material em questão será aquele que constitui a alvenaria das paredes, chão e laje do ambiente e também o material de que são formadas as portas e janelas do estúdio.
Uma prática muito eficaz usada para isolamento acústico em estúdios é a utilização de paredes duplas em alvenaria. Entre elas deixa-se simplesmente um espaço de ar, ou então preenche-se esse vazio com um material absorvente, como lã de rocha, tornando-se ainda mais eficiente. Portas duplas também são comumente utilizadas. A eliminação de janelas, se possível, facilita no isolamento, sendo necessário, neste caso, o controle de temperatura e ventilação serem feitos através de ar condicionado.
A norma NBR 12179 define tratamento acústico como o
“Processo pelo qual se procura dar a um recinto, pela finalidade a que se destina, condições que permitam boa audição as pessoas nele presentes”.
Diante disto, é preciso entender o conceito de absorção acústica, que nada mais é um fenômeno que impede ou minimiza a reflexão das ondas sonoras, diminuindo a pressão sonora em determinado ambiente. Materiais leves, moles e porosos são considerados excelentes absorvedores, uma vez que permitem que as partículas de ar penetrem e se movimentem em seu interior, ocorrendo a dissipação sonora. Esta é a grande razão de vermos os estúdios musicais recobertos de espumas em seu interior.
Estúdios sem nenhum tratamento acústico apresentam dois fenômenos ondulatórios que estão relacionados a reflexão das ondas sonoras, a reverberação e o eco. O primeiro dificulta a compreensão isolada do som emitido, visto que as ondas sonoras emitidas e refletidas se sobrepõem. O último faz com que o ouvinte escute de maneira distinta o som emitido e refletido. Desta forma, a qualidade sonora buscada e esperada em qualquer estúdio musical será completamente comprometida, mesmo que este esteja isolado acusticamente. Deve-se então, buscar solução para estes fenômenos, entrando em cena os materiais absorventes.
O projeto acústico irá definir quais materiais são os mais indicados para cada tipo de estúdio, levando em consideração as exigências do cliente e as atividades que serão desenvolvidas. Destacam-se dentre estes materiais a lã de rocha, lã de vidro e as espumas acústicas.
É importante salientar também que um local com excesso de absorção pode deixar o ambiente morto acusticamente, são as chamadas salas mortas. Um ambiente deste tipo torna-se monótono e cansativo, o que pode prejudicar o rendimento e até mesmo diminuir o entusiasmo de quem ali está inserido. Portanto, para garantir a qualidade acústica em estúdios ao montá-lo, é essencial consultar profissionais e especialistas do ramo.
Ficou interessado em saber mais sobre isolamento e tratamento acústico para estúdios? Aqui na AEROJR. buscamos sempre a mais viável e eficaz solução para seus problemas. E o melhor, com preços abaixo do mercado e qualidade de excelência. Entre agora em contato conosco e faça já seu orçamento!
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]]>Você já parou para pensar como o estudo da acústica está presente no nosso dia a dia? Provavelmente a maioria das pessoas nunca parou para analisar os efeitos dos ruídos que as cercam. Porém, com certeza houveram profissionais que gastaram horas de trabalho. Por exemplo, para definir qual o nível aceitável de ruído que um ônibus passando ao seu lado pode produzir para não causar incômodo excessivo, e até mesmo qual a intensidade sonora máxima você pode emitir na sua residência sem infringir alguma lei.
Fica claro, então, que mesmo as pessoas que não trabalham diretamente com atividades acústicas estão sob a influência das legislações e estudos sobre a área. Abaixo são listados alguns exemplos de profissões e algumas responsabilidades relacionadas à emissão de ruído.

Basicamente, percebe-se que as responsabilidades estão muito alinhadas com o bem-estar geral daqueles que são alvos dos ruídos por se tratar de um assunto subjetivo como o conforto. Dessa maneira, tentou-se definir limites para emissão de ruídos de forma a tornar possível enquadrar qualquer emissão sonora como confortável ou desconfortável.
Desse modo, a caracterização ocorre por meio da análise do valor da intensidade sonora emitida no local através de um analisador de ruído. Esse equipamento define o valor médio através de cálculos específicos. Após isso, é feita uma comparação entre o valor medido e o valor permitido por lei para aquele município.
Para exemplificar, abaixo são apresentados os limites de intensidade sonora em cada horário para a capital mineira, Belo Horizonte.
Fonte: Lei nº 9.505 de 23 de janeiro de 2008 que dispõe sobre o controle de ruídos, sons e vibrações em Belo Horizonte.
Portanto, caso o estabelecimento desrespeite esses limites, qualquer pessoa que se sinta desconfortável tem o direito de fazer uma queixa à polícia. Ela contatará o proprietário e possivelmente aplicará uma multa. Além disso, a polícia poderá também solicitar o fechamento do estabelecimento. Vale ressaltar que esses limites também se aplicam a atividades privadas, como tocar uma bateria ou guitarra em sua residência.
Felizmente, adequar-se aos limites não é uma tarefa muito cara quando executada por profissionais competentes. A AEROJR. é uma empresa júnior que concentra grandes esforços no estudo da acústica de ambientes. Ela executa serviços de isolamento e tratamento acústico para ambientes diversos. E é claro, a um custo muito acessível e competitivo.
Para se adequar aos limites de emissão de ruído, o estabelecimento obrigatoriamente deverá passar por um processo de tratamento e/ou isolamento acústico. Nesse processo, é feita uma medição prévia para caracterizar o ruído do local, entendendo a realidade do cliente. Em seguida, desenvolve um projeto acústico personalizado de engenharia levando em consideração as suas demandas e a capacidade financeira.
Os projetos acústicos possuem seções para explicação de:
Esse último visa garantir que o cliente estará sempre comprando o melhor produto com o melhor preço.
Porém, o isolamento e tratamento acústico não são exclusivos para empresas que precisam se adequar à legislação. Pois, a cada dia cresce a demanda pela Qualidade Sonora nos ambientes.
Essa qualidade está relacionada, por exemplo, a capacidade de manter uma conversa em um local cheio, como um restaurante, sem grandes dificuldades para ouvir a pessoa a sua frente. Ou ainda, estar em um local e não ser influenciado pelo barulho produzido em outro, como o quarto de apartamento. Ou até mesmo tocar e cantar em um cômodo sem que o som seja distorcido pela configuração espacial e pelos elementos presentes no ambiente.
Portanto, todas essas situações são recorrentes no dia a dia e demandam um estudo acústico especializado como o desempenhado pela AEROJR.
Abaixo são exibidas algumas imagens de projetos acústicos arquitetônicos. Esses são para construção de Home Studios, elaborados pela AEROJR., para músicos que necessitavam de um ambiente próprio para a prática em suas residências.
Neste, foi desenvolvido o projeto de uma cortina acústica visando isolar o ambiente, além de 3 painéis acústicos desenvolvidos com lã de vidro desejando aumentar a absorção acústica na frequência mais crítica para o instrumento tocado, neste caso, um saxofone.
No segundo foi desenvolvido o projeto acústico de uma sala flutuante com paredes inclinadas com o intuito de conter as vibrações advindas do uso da bateria direcionar as ondas sonoras, utilizando uma das paredes como superfície difusora que, devido a sua irregularidade, contribui para o “espalhamento do som”. Além disso, elementos absorvedores como painéis, cortinas e tablados também foram utilizados no projeto.
Por se tratar de um estúdio com diversos instrumentos musicais, tiveram de ser adotadas várias técnicas de condicionamento acústico. Dentre elas se destacam os painéis absorvedores nas paredes, que foram projetos em dois modelos para aumentar a faixa de frequência tratada; um difusor de madeira, com o intuito de deixar o som mais uniforme no ambiente; portas e janelas acústicas, aumentando o isolamento do ambiente; e nos cantos o posicionamento de basstraps (“armadilhas de grave”), pensando em tratar o som gerado principalmente pela bateria.

Outro exemplo de projeto acústico executado por nós é o de isolamento de salas de um consultório médico, visando garantir que as conversas entre médico e paciente permanecessem nas salas, permitindo a confidencialidade necessária, bem como impedindo que ruídos externos atrapalhassem as consultas. A imagem abaixo faz parte desse projeto, exemplificando parte da solução proposta.

Autor: Pedro Henrique Sousa
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]]>Esse tipo de situação, é reflexo do tratamento e isolamento acústicos inadequados ou, muitas vezes, inexistentes. Esse texto, vai fazer você entender um pouco melhor a importância de se preocupar com a acústica nos seus eventos. Vem comigo!
Embora muitas vezes pareça subjetivo falar em um ambiente acusticamente confortável, existem parâmetros bem definidos que podem ser medidos e avaliados na hora de caracterizar um teatro, uma igreja ou um salão de festas.
O Tempo de reverberação (T60), por exemplo, é uma informação valiosa sobre a nossa percepção do som em um ambiente. Esse parâmetro, dado em segundos, é o tempo gasto pelo som para decair em 60 dB após cessada sua fonte de emissão. Quando o tempo de reverberação de uma sala (e aqui entenda sala como um ambiente qualquer, fechado) é muito alto, temos a sensação de um som, fala ou música, embolado. Se, por outro lado, o T60 é muito baixo, o som pode parecer muito “morto”. E esse efeito também é indesejável para igrejas, teatros e estúdios, por exemplo.

Outro fator muito importante quando falamos na realização de eventos, é o vazamento de ruído. Enquanto o tempo de reverberação é um parâmetro de qualidade e tratamento acústico, o vazamento de ruído diz respeito ao isolamento do seu ambiente. Aqui, nos preocupamos com o barulho fora do evento, que pode incomodar os vizinhos, gerar reclamações e até multas!
Em primeiro lugar, a contribuição de um evento ou estabelecimento para o ruído local em região urbana é legislada por cada município. E, geralmente, não pode ultrapassar 60 dB durante à noite em área residencial, sujeito a fiscalização e multa da prefeitura. Além disso, incomodar a vizinhança com barulho inadequado pode gerar comentários negativos em sites de avaliação. Eles interferem diretamente na imagem da organização do evento, ou do estabelecimento em si.
Em segundo lugar, quando falamos em tratamento acústico, uma igreja ou um salão que foi tratado adequadamente, consegue expandir sua utilização. Eventos musicais, festas, casamentos, formaturas, coquetéis diurnos… tudo isso frente a um menor investimento em equipamento de som e filmagem, gerando uma experiência ímpar para o seu cliente. Igrejas e salões em que ocorrem casamentos e formaturas, por exemplo, necessitam, além do isolamento acústico, de um tratamento adequado. Imagina os convidados não conseguirem ouvir os votos da noiva ou o discurso do orador?
Ademais, estes detalhes valorizam o espaço, como o conforto acústico, e a possibilidade de ouvir um bom som e ainda, assim, conseguir conversar sem gritar. Tudo isso garante a melhor experiência possível aos presentes, o que pode ser o diferencial na hora de fidelizar ou não seu cliente.
Quando falamos em parâmetros, definindo o que é uma boa acústica, você pode ter pensado: “Bom, eu não tenho problema com reverberação na minha sala, mas bem que poderia melhorar o isolamento”. Ou ainda, “Meu isolamento está ok. Porém, tenho um problema na hora de alugar meu Buffet para um evento muito grande, porque a reverberação torna o ambiente desconfortável na presença de muitas pessoas”.
De fato, além da utilização do ambiente, suas características construtivas e arquitetônicas exigem uma análise específica de cada situação. Por isso, trabalhamos com projetos acústicos personalizados, a fim de garantir o melhor custo benefício e a excelência da solução.
A consultoria acústica garante que a utilização de materiais e soluções comerciais, como painéis, portas e janelas acústicas, sejam utilizadas de maneira adequada. Além disso, sem superdimensionar uma solução ou deixar o problema resolvido pela metade.
Na AEROJR. analisamos a melhor solução acústica de um jeito que cabe no seu bolso e resolve os problemas de isolamento e tratamento acústico no seu evento! Ficou interessado? Entre em contato com o nosso time!
Autora: Anne Mendes
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]]>O post Solucionando o Ruído em Indústrias apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.
]]>Repletas de maquinário robusto e de uso contínuo, as grandes indústrias concentram diversas fontes emissoras de ruído constante. Para os operadores dessas máquinas, ou até mesmo para trabalhadores de setores próximos ao pátio de produção, os danos causados por esses sons intensos podem ser muito prejudiciais. Além disso, todas as consequências na saúde geradas pelo ruído em indústrias afetam o desempenho do colaborador em suas atividades diárias.
A intensidade sonora, seja em indústrias ou em residências, precisa ser regulada e estar em conformidade com a legislação adequada para cada ambiente. Existem diversas leis e normas que tratam sobre os limites permitidos que o ruído pode atingir, e existem punições cabíveis ao desrespeito delas.

No caso do ruído em indústrias, pode ser aplicada a Norma Brasileira 10.152 – a NBR 10152. Ela estabelece os limites aceitáveis que o som em locais distintos pode atingir. É importante ressaltar que, apesar de definir a intensidade do barulho permitida, exceder esses valores não necessariamente implica em problemas auditivos. Além da intensidade, o tempo de exposição é um fator central nas consequências à saúde.
A NBR 10152 cita que a intensidade sonora ideal para ambientes de trabalho não ultrapassa 45 dB. Da mesma maneira, estudos indicam que o nível de som adequado ao conforto acústico é 65 dB. Já ruídos acima de 85 dB são considerados prejudiciais, a depender do tempo de exposição.
Entretanto, estima-se que o ruído em indústrias possa atingir com facilidade a marca de 110 dB, o que é próximo ao som produzido por fortes trovoadas ou bandas de rock!
Além de problemas auditivos, o ruído com essa intensidade também pode causar sérios problemas judiciais, tanto perante os funcionários das indústrias quanto perante os vizinhos da região. Mas o que fazer em relação a esse problema?
A indústria não pode simplesmente parar o funcionamento em razão dos altos níveis de ruído. Então, uma das maneiras de minimizar o impacto que isso pode ter no cotidiano, no trabalho e na produtividade dos colaboradores é o controle de ruído do ambiente.
O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é amplamente difundido no setor industrial. Além de serem obrigatórios em alguns ambientes específicos, eles podem ajudar a proteger os colaboradores que atuam mais próximos às fontes de ruído. Protetores auriculares e abafadores industriais são saídas interessantes para casos onde não se pode atuar de maneira mais eficaz, ou quando as medidas finais de controle ainda não foram tomadas.
Existem diversas saídas para tratar o problema da intensidade sonora nos lugares. Todavia, a mais efetiva é aquela que visa tratar a raiz da questão: as fontes emissoras. Em especial para o ruído em indústrias, na maioria das vezes não é possível excluir o equipamento emissor. Porém, buscar soluções que impeçam as ondas sonoras de alcançarem aos trabalhadores é uma excelente alternativa.
O tratamento na fonte pode ser feito por meio de modificações no ambiente próximo ao maquinário, por exemplo. Através de estudos especializados sobre vibração, reverberação e trajetória das ondas sonoras, é possível desenvolver estratégias acústicas para limitar a quantidade de ruído que vaza do ambiente da fonte. Dessa maneira, não é necessário elaborar barreiras individuais para cada colaborador. Visto que, se bem executado, o barulho não ultrapassa mais o limites estabelecidos pela NBR 10152.
Cada tipo de controle de ruído em indústrias tem um desempenho para diferentes níveis de intensidade sonora registradas. Cada solução busca resolver problemas de complexidades distintas, e é importante uma análise da situação atual da indústria antes de escolher. Apesar de uma solução não excluir a outra. Ademais, é importante considerar se o objetivo é proteger somente os colaboradores internos ou também evitar problemas legais com a vizinhança da empresa.
Ao fim das contas, os tipos de controle trazem retornos semelhantes ao investimento requerido por cada um. Por exemplo, o uso de EPIs, apesar de fundamental e de grande ajuda, pode acarretar em um retorno não tão significativo e de menor controle para a empresa. Já o controle das fontes emissoras, apesar de ser uma solução com alto valor agregado, tende a ser aquele que proporciona maior retorno.
Essa comparação também pode ser feita ao serem estudados os custos de manutenção periódica, reposição de material e fiscalização interna. Nesses casos, o investimento no controle de ruído voltado para as fontes é mais atrativo financeiramente.
Esse estudo é fundamental para a implantação de uma solução que resolva os problemas da empresa. A AEROJR. atua prestando consultoria acústica para situações de controle de ruído industrial, e pode auxiliar nesse processo de adaptação de normas. Caso a sua empresa esteja procurando maneiras de priorizar o desempenho e bem estar dos colaboradores, além de evitar problemas judiciais com a vizinha, contate-nos!
Autora: Victoria Santos
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