Projeto Gravidade

OBA: indo além do horizonte

A escola é um lugar de descobertas. Grande parte de nossa vida é desenvolvida no âmbito escolar, dentro da sala de aula ou fora dela. Tais descobertas abrangem diversas áreas: sociais, políticas, esportivas e, definitivamente, científicas. Cada uma delas deve ser devidamente trabalhada, é claro. Porém, queremos falar especialmente sobre a área da ciência, mais especificamente sobre a astronomia e astronáutica. O incentivo à ciência no Brasil Em nosso país, vemos que a ciência, infelizmente, não é devidamente valorizada. Preocupamo-nos em enaltecer políticos e jogadores de futebol, e nos esquecemos de amparar aqueles que desenvolvem e preparam o futuro da educação brasileira. Entretanto, devemos lembrar que o incentivo à ciência deve estar presente desde a educação básica. Como um desses incentivos, destacamos, com veemência, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). afinal, o que é a OBA? Para quem é novo no assunto, a OBA é uma olimpíada nacional, aberta para escolas públicas ou privadas das quais participam alunos e alunas dos ensinos fundamental e médio. Nela, os estudantes são submetidos a premiações na forma de medalhas. A OBA é realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e tem justamente o objetivo de fomentar o interesse de crianças e adolescentes pela área aeroespacial no Brasil. Nesta altura, você já deve ter percebido a importância da OBA na vida dos estudantes: incentivados pela competição e premiação, os jovens conhecem, estudam e se interessam pela astronomia e pela astronáutica. Desta forma, a OBA, muitas vezes, é a porta de entrada que crianças e adolescentes encontram para desbravar o mundo. Ou melhor, para os mundos que esta vasta área da ciência nos oferece. Além disso, ao difundir os conhecimentos sobre a área aeroespacial, a OBA permite que muitos estudantes enxerguem a possibilidade de ingresso no time de cientistas do nosso país, assumindo as importantes responsabilidades de desenvolvimento e incentivo à ciência nacional. A AEROJR. e a OBA Tendo consciência da riqueza e importância que o ensino da ciência – em especial na área de astronomia e astronáutica – tem para com nossa sociedade e sabendo da relevância que a OBA tem nesse ensino, a AEROJR. trabalha com todo o empenho em seu curso, o Gravidade, oferecido às escolas para atiçar a curiosidade dos alunos e prepará-los para eventuais competições. O curso é lecionado pelos próprios membros da empresa, isto é, estudantes do curso de engenharia aeroespacial da UFMG, e já conta com grandes realizações: em uma turma participante do curso tivemos três medalhistas de ouro na OBA de 2019! Caso haja interesse pelo curso Gravidade, entre em contato conosco! Autoras: Luana Sartori e Alice Duarte

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Retrospectiva Astronômica 2019

Gosta de Astronomia? Acompanhou durante todo o ano de 2019 os acontecimentos astronômicos e os avanços na área astronáutica? Então, no último dia do ano vamos relembrar alguns acontecimentos importantes para a área da astronáutica e astronomia. Vamos fazer uma retrospectiva astronômica onde iremos falar sobre assuntos como o lançamento de 60 satélites do Elon Musk, as imagens dos satélites que o INPE e a NASA divulgaram alertando sobre as queimadas da Amazônia, a primeira fotografia de um buraco negro e outros fatos que marcaram o ano de 2019 na história da ciência astronáutica.  21 jan – Eclipse Lunar Total  Começamos o ano com uma imagem que encantou a todos, pessoas pararam para olhar a lua e fãs de astronomia tiraram um tempo para poder fotografá-la. O que aconteceu foi o eclipse lunar total que também foi chamado de “A Lua Sangrenta” devido ao tom avermelhado que ela adquiriu.  12 Fev – Sobrevoo da sonda Juno No mês seguinte aconteceu a chegada da sonda Juno no planeta Júpiter que realizou seu primeiro sobrevoo de 7 que foram planejados. A missão feita pela NASA foi com o intuito de entender mais sobre o planeta gasoso e após ter as primeiras imagens divulgou uma de sua famosa “mancha vermelha” que na verdade é uma tempestade que ocorre a centenas de anos já, pesquisadores tentam descobrir quais as substâncias que ela possui para ter esse tom e porque ela já ocorre a tanto tempo. 10 Abr – 1ª imagem de um Buraco Negro Em Abril aconteceu uns dos maiores marcos da história da astronomia: Foi registado a primeira imagem de um Buraco Negro. Foi um desafio durante anos, pois buracos negros estão a distâncias absurdas da Terra. O que foi registrado está a mais de 500 quinquilhões de quilômetros de distância. Porém com a ajuda de 8 telescópios espalhados pelo mundo conseguimos obter uma imagem a qual pode esclarecer um pouco mais sobre esse fenômeno, e quem sabe fazermos grandes descobertas sobre ele futuramente.  23 Maio – Satélites de Elon Musk Em 23 de Maio de 2019 com o lançamento de 60 pequenos satélites começou a missão de Elon Musk de lançar o total de 12 mil satélites com o objetivo de transmitir internet de alta velocidade em seu novo projeto de internet global:  O projeto Starlink. Vale ficar de olho nos próximos passos de Elon, pois o mesmo pode trazer grandes avanços para o mercado astronáutico. 02 Jul – Eclipse solar total No início do mês de Julho ocorreu outro fenômeno que chamou atenção para o céu novamente. O Eclipse Solar Total ocorreu em algumas partes do Brasil, Chile e Argentina e por demorar cerca de centenas de anos para ser visível novamente no mesmo local, foi um evento que quem acompanhou aproveitou uma oportunidade única.  20 Jul – 50 anos do homem na lua Apollo 11 foi uma missão que engato ainda mais a curiosidade do homem para se descobrir mais do universo que nos rodeia, a chegada do homem à Lua foi um grande marco científico e político e fez aniversário de 50 anos em 2019, é importante relembrar para mostrar como podemos chegar longe em ciência e pesquisa espacial, como foi dito pelo astronauta Neil Armstrong na época “É um pequeno passo para homem, mas um salto gigante para a humanidade”. Agosto – Queimadas na Amazônia e INPE Esse ano houve um aumento de queimadas na região Norte que não se via desde de 2010, o maior destaque foi o mês de Agosto,  o aumento foi de 192% se comparado com Agosto de 2018, os dados foram divulgados no final de Agosto pelo INPE que acompanha as queimadas da Amazônia desde 1998.  23 Ago – Lançamento do relógio atômico da NASA Com o intuito de facilitar futuras missões de astronautas pelo universo a NASA lançou um Relógio Atômico que funciona como um GPS no espaço, ele será testado durante um ano.  8 Out – Prêmio Nobel de Física O ano de 2019 também foi importante para relevância da ciência astronáutica perante a comunidade científica. O Prêmio Nobel de Física prêmio 3 grandes cientistas: James Peebles, físico Canadense-americano, que desenvolveu a teoria que baseia compreensão atual da história do cosmos e os suíços Michel Mayor e Didier Queloz, ambos astrônomos, por ter feito a descoberta do planeta 51 Pegasi b que orbita uma estrela semelhante ao Sol.  18 Out – Primeira caminhada espacial feminina As astronautas Christina Koch e Jessica Meir marcaram a história como as primeiras mulheres que realizaram a primeira caminhada 100% feminina no espaço, importante lembrar que mulheres já estiveram no espaço, mas no total de 227 caminhas, mulheres participaram apenas de 14 e sempre em equipes mistas. O objetivo da missão foi corrigir uma falha no sistema elétrico da Estação Espacial Internacional (ISS). 29 Out – Brasil é 1º Lugar na OLAA Uma grande conquista para o Brasil esse ano foi a premiação de 5 estudantes na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), foi o total de 4 medalhas de Ouro e uma de prata.  11 Nov – Trânsito de Mercúrio pelo Sol Um evento relativamente raro aconteceu em 11 de Novembro, o Trânsito de Mercúrio pelo Sol foi possível ser visto com telescópio por determinado tempo de acordo com a região observada, para quem conseguiu acompanhar foi visto pequenos eclipses.  20 Dez – Lançamento do CEBERS 4 A realização da segunda etapa da parceria Sino-Brasileira aconteceu esse ano com o lançamento do CEBERS 4. A família CBERS é uma aliança entre a China e o Brasil que foi realizada com o intuito de monitorar seus imensos territórios com satélites de sensoriamento remoto com o objetivo de ter autonomia nesse quesito. As imagens obtidas são usadas, por exemplo, para o controle do desmatamento e as queimadas da Amazônia Legal. Não só os eventos no Brasil e no mundo marcaram essa retrospectiva astronômica. Claro que diante desse cenário de desenvolvimento da astronomia e astronáutica nós da AEROJR. não poderíamos ficar de fora. E aqui está

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O Valor do Ensino da Astronomia e Astronáutica nas Escolas

A astronomia sempre despertou no homem grande curiosidade e fascinação. Essa é a área da ciência que estuda o universo como um todo, seus corpos celestes e acontecimentos externos à atmosfera da Terra. Ela está intimamente ligada com a astronáutica, ciência que possibilita a criação de máquinas projetadas para operarem fora da atmosfera terrestre, sejam elas tripuladas ou não tripuladas. Em outras palavras, é a ciência e a tecnologia do voo espacial. Assim, podemos englobar a astronomia e a astronáutica no termo geral: ciências espaciais. 

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A beleza dos buracos negros

O universo é extremamente fascinante e cheio de mistérios. Isso nutre  tanto uma curiosidade quanto uma sede por conhecimento. Assim, podemos descrever o universo como um constante enigma que vive desafiando nossos cientistas e despertando interesse em grande parte da população. Dentre as coisas extraordinárias que o compõe, têm-se os buracos negros. Estes sempre são mostrados em filmes, desenhos e séries de ficção científica como algo perigoso e ameaçador. Entretanto, quase nunca é explicado o que eles realmente são. Devido a isso, muitas perguntas ficam em aberto. Neste texto, venha conferir algumas respostas.

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Falhas em Missões Espaciais

Antes do surgimento das tecnologias de ponta muitas falhas e acidentes ocorreram. Apesar de permeados por tragédias, muitos avanços não seriam possíveis sem que a história ocorresse de tal maneira. Principalmente no setor aeroespacial as falhas em missões espaciais causaram diversos desastres e desenvolvimentos, venha conferir algumas dessas. Falhas na História O fascínio que o espaço causa na mente humana é muito grande e, por meio de estudos e desenvolvimento de tecnologias, visa obter as respostas podendo descrever assertivamente o espaço ao redor de nosso planeta. Esse fascínio esteve presente desde as visões de Giordano Bruno no séc. XVI até as recentes imagens de buracos negros, o homem se volta para o espaço com muitos questionamentos. A conquista do espaço remete ao pós-guerra e em especial à Segunda Guerra Mundial. Nesse período prevalecia uma bipolaridade no plano geopolítico mundial o que construiu um cenário de utilização estratégica da capacidade de enviar cargas ao espaço. Com o fim da segunda guerra, os conflitos continuam na forma de Guerra Fria. Nesta fase histórica muitos recursos e esforços buscaram o domínio espacial. Em todos esses esforços, desde o lançamento do satélite Sputnik 1 até a viagem do primeiro homem ao espaço houveram diversos desafios tecnológicos envolvidos. Ainda sim, obtiveram inúmeras descobertas. Nesse processo do desenvolvimento de tecnologias ocorreram diversos imprevistos e, infelizmente, muitas fatalidades. Entre os acidentes que ocorreram na história da pesquisa aeroespacial mundial podemos destacar as seguintes falhas em missões espaciais, que possuem muita importância no desenvolvimento do setor: Apollo 1 (1967) – EUA Este acidente foi emblemático, pois envolveu o início do programa tripulado americano que, posteriormente, colocou o homem na lua. O acidente ocorreu durante testes pré-lançamento da missão Apollo 1 vitimando três astronautas (‘Gus’ Grissom, Ed White e Roger Chaffee). O acontecimento ocorreu durante um ensaio no Complexo de Lançamento da Estação da Força Aérea do Cabo Kennedy. Durante o ensaio, a tripulação entrou no cockpit e este foi selado. Devido a um curto circuito, uma chama foi gerada dentro do ambiente da cabine e foi a precursora do incêndio que acabou por vitimar os astronautas. Tecnicamente haviam alguns detalhes que favoreceram a ocorrência do acidente, podemos citar que, pelo fato da atmosfera interna da cabine ser muito rica em oxigênio, a chama se espalhou rapidamente e com grande intensidade. A tripulação ao perceber a situação tentou sair pela escotilha, no entanto outro detalhe do projeto da espaçonave concorreu para a fatalidade: a escotilha foi desenvolvida com travas mecânicas com liberação somente pelo exterior de forma que foi impossível a saída dos americanos. Após o ocorrido, diversas mudanças foram colocadas em prática no programa aeroespacial americano. Foi desenvolvido novos requisitos para missões tripuladas e os padrões de qualidade e segurança foram reformulados visando a integridade física dos astronautas. Soyuz 1 (1967) – URSS O acidente da Soyuz 1 marcou o programa aeroespacial soviético, pois ele foi a primeira missão tripulada soviética. Ele envolveu o cosmonauta Vladimir Komarov que veio a óbito após colisão com o solo terrestre. A missão conseguiu completar 18 órbitas, mas ao realizar a reentrada na atmosfera houve uma falha no acionamento dos paraquedas principais e secundários. Devido a estas falhas, a espaçonave não teve a desaceleração necessária para um pouso suave o que causou uma colisão em alta velocidade com o solo. A velocidade terminal de colisão com o solo foi de aproximadamente 40 m/s (próximo de 140km/h). Simultaneamente houve um incêndio no módulo que destruiu grande parte do material, que contribuiu para agravar o acidente. Credita-se o acidente a diversas falhas técnicas no projeto da Soyuz 1, embora seja difícil de descrever precisamente o ocorrido. Diversas alterações no projeto foram feitas para aumentar a segurança da espaçonave. Pode-se observar a colisão e as trocas de informações do cosmonauta neste documentário russo. Challenger (1986) – EUA O acidente da Challenger ficou mundialmente conhecido, pois foi realizado muita propaganda de marketing envolvendo seu lançamento devido ao projeto Professor no Espaço. A missão contava com a presença de sete tripulantes, sendo um deles o físico Ronald McNair, o piloto Michael Smith, os engenheiros Gregory Jarvis, Ellison Onizukae e Judith Resnik, o comandante da missão Francis Scobee e a professora Christa McAuliffe. Sendo esta última a primeira professora civil a voar em uma viagem espacial. Christa McAuliffe ministraria duas aulas de 15 minutos para aproximadamente 2,5 milhões de alunos em solo, como parte do projeto Professor no Espaço. Por causa disso houve uma grande pressão para o lançamento na data previamente escolhida e uma intensa cobertura midiática no lançamento do ônibus espacial. O acidente ocorreu cerca de 73 segundos após o lançamento da espaçonave e vitimou todos os sete tripulantes. Como o evento estava sendo transmitido, foi possível ver todos os momentos da explosão e as reações das pessoas presentes nas proximidades do centro de lançamento. O ocorrido se deu por falhas nos O-rings dos propulsores de propelente sólido laterais. Falhas estas originadas devido a baixas temperaturas da noite anterior ao lançamento: as propriedades da borracha constituinte do O-ring sofreram alterações severas e houve um acúmulo de danos que resultaram no seu colapso e a consequente explosão do booster. Diversos documentários foram feitos sobre esta tragédia, deixaremos como sugestão, caso haja o interesse de aprofundar no caso, o documentário feito pela National Geografic, Segundos fatais – a tragédia do Challenger. Base de Alcântara (2003) – Brasil Infelizmente o Brasil também possui uma trágica história no setor aeroespacial. O acidente da base de Alcântara foi o maior acidente do setor aeroespacial brasileiro. A tragédia ocorreu na data de 22 de agosto de 2003 na base de Alcântara no Maranhão, durante a realização da operação São Luís. O acidente vitimou 21 civis técnicos que estavam envolvidos diretamente no desenvolvimento do setor no país. Este acidente gera severas implicações no desenvolvimento do setor no Brasil. Tal fato ocorreu durante a semana de lançamento do foguete brasileiro VLS-1 v03, integralmente desenvolvido pelo Brasil. O lançamento era parte da operação São Luís, que consistia em enviar um satélite (microssatélite meteorológico SATEC)

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5 Ícones LGBT que Revolucionaram a Ciência

Tempo de leitura: 5 min e 10 s Em tempos de intolerância e preconceito, é importante ressaltar as participações na ciência de grupos que, por muito tempo, foram deixados de lado e muitas vezes excluídos completamente de muitos meios sociais. Nesse sentido, você já se perguntou quantas dessas pessoas, mesmo lidando com o preconceito da sociedade, revolucionaram a ciência e entraram para a história se tornando ícones LGBT?

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Conheça os Robôs de Star Wars da Vida Real

Se você é fã de Star Wars, com certeza já se surpreendeu com os robôs da saga. De maneira especial, o C-3PO, o R2-D2 e o BB-8, roubam a cena e são personagens de grande importância na trama. A saga que, ao longo dos anos ganhou fãs no mundo todo, ficou marcada por trazer uma história envolvente atrelada a uma visão futurista e tecnológica que nos leva hoje a conversar sobre os robôs de Star Wars, a robótica dos filmes e da vida real.

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A Importância da Astronomia na História da Humanidade

No dia 08 de abril, é comemorado o Dia Mundial da Astronomia, a ciência natural mais antiga já estudada pelo homem. O termo “Astronomia”, etimologicamente, tem origem grega, sendo formado pelas palavras “astron” e “nomos”. “Astron” significa estrela, enquanto “nomos” significa lei. Dessa forma, é visível que essa ciência trata do estudo e entendimento de corpos externos à atmosfera terrestre, como planetas, nebulosas, galáxias e cometas. Desde a Pré-História Desde os primórdios da humanidade, a astronomia mostrou-se de extrema importância para as sociedades que se desenvolviam. No período pré-histórico, os céus eram observados com um olhar e uma interpretação místicos. No entanto, nessa época, a análise das estrelas e astros já estavam relacionados com a sistematização da passagem do tempo e navegação. Na antiguidade, por mais que as observações fossem feitas a olho nu, o estudo dos astros possibilitou que os grupos humanos aprimorassem suas atividades, criando calendários e mapas e prevendo fenômenos. Os fenícios, por exemplo, estudavam o céu para que pudessem se deslocar e desenvolver suas navegações. Os maias, por sua vez, determinavam as melhores épocas para suas colheitas de acordo com o ciclo de Vênus. Dessa forma, o estudo da astronomia foi fundamental para o desenvolvimento das civilizações. Em 1608, nos Países Baixos, Hans Lippershey desenvolveu, para uso bélico, duas lentes unidas por um tubo, com o objetivo de ampliar imagens de objetos distantes. Um ano depois, na Itália, Galileu Galilei desenvolveu uma série de aparelhos semelhantes aos do holandês, com o intuito de investigar o céu. Seu instrumento óptico ficou conhecido como luneta. Por meio de sua invenção, o italiano permitiu que o nosso universo fosse explorado mais de perto, revolucionando o estudo astronômico e possibilitando expansão da astronomia moderna. Astronomia na Contemporaneidade Nos dias de hoje, astrônomos fazem pouco uso de telescópios e lunetas. Esses profissionais desenvolvem suas pesquisas com o uso de câmeras com dispositivos de carga acoplada ou placas fotográficas. O estudo da astronomia, no entanto, não se restringe à observação, na medida que a análise dos dados recolhidos também é de suma importância. Por se tratar de uma ciência vasta, com múltiplos objetos de estudos e atividades, a astronomia foi subdividida em teórica e observacional. Astronomia Observacional  A astronomia observacional baseia-se no uso de diversos meios para a obtenção de dados sobre fenômenos distintos. Ela pode ser categorizada de acordo com a região do espectro magnético utilizada para captar imagens do Universo e, portanto, pelo método de coleta dados. Essas subdivisões são: Radioastronomia: Analisa radiação com comprimento de onda maior que 1 mm. Essas ondas de rádio podem ser tratadas como ondas ao invés de fótons discretos. Dessa forma, a medição de sua amplitude e fase é facilitada. A análise dessa radiação permite o estudo de diversos corpos celestes, como supernovas e pulsares. Astronomia Infravermelha: Detecta e analisa a radiação infravermelha. Essa radiação, no entanto, é, majoritariamente, absorvida pela atmosfera da Terra. Dessa forma, para que ela possa ser captada de maneira adequada, os observatórios devem estar localizados em locais de grande altitude ou no espaço. Esse tipo de análise é extremamente útil para o estudo de corpos que não emitem luz visível, como planetas. Astronomia Óptica: É a forma mais antiga de astronomia e se baseia na análise de imagens. No passado, essas imagens eram desenhos ilustrados à mão e capturas fotográficas. Nos dias de hoje, são captadas com o uso de detectores digitais. Astronomia Ultravioleta: Desenvolve observações no comprimento de onda ultravioleta. A luz nesse comprimento de onda é, majoritariamente, absorvida pela atmosfera terrestre e, dessa forma, para que a coleta de dados seja adequada, os observatórios devem estar situados em locais de grande altitude ou no espaço Astronomia Teórica A astronomia teórica, por sua vez, faz uso dos dados da astronomia observacional para testar teorias e modelos, explicar observações e prever novos resultados. Essas duas grandes áreas podem, ainda, ser subdivididas de acordo com os métodos utilizados.                                                                          Classificação de Objeto de Estudo Tanto a astronomia teórica quanto a observacional podem ser, ainda, categorizadas de acordo com seus respectivos objetos de estudo. Nesse sentido, podem ser classificadas como: Astronomia Solar: Estuda a evolução do Sol, seus fenômenos físicos e sua dinâmica. Astronomia Planetária: Analisa a evolução dos planetas, suas formações e propriedades físicas. Para esse tipo de estudo, são enviadas sondas espaciais que realizam uma série de medições e imagens nesses astros. Astronomia Estelar: Estuda as diferentes estrelas, suas formações e evoluções. Astronomia Galáctica: Investiga os componentes da nossa galáxia, comparando-a com galáxias próximas e semelhantes. Além disso, estuda sua formação e desenvolvimento. Astronomia Extragaláctica:  Estuda objetos e corpos externos à nossa galáxia. Cosmologia: Investiga a origem do Universo e de seus diferentes astros. Os benefícios da Astronomia Apesar de se tratar de uma ciência ampla, com muitos campos de estudo, a importância da astronomia é, muitas vezes, questionada. No entanto, essa ciência nos traz benefícios em diversos setores das nossas vidas. O estudo da astronomia depende diretamente do desenvolvimento de tecnologias que facilitem a coleta e análise de dados. Assim, para a expansão dessa área do conhecimento, são criados novos aparelhos, softwares e mecanismos de engenharia que, no futuro, poderão ser empregados no dia a dia na Terra. Os computadores, por exemplo, foram desenvolvidos para fins espaciais e, posteriormente, popularizados. Os sensores CCD que, atualmente, compõe diversas câmeras fotográficas e webcams, foram desenvolvidos para a astronomia, visando capturar imagens do Universo. Painéis solares, satélites de comunicação e Sistemas de Posicionamento Global também tiveram suas origens no espaço.  Dessa forma, por mais que o investimento nessa área da ciência não gere sempre aplicações imediatas, há a sistematização de pesquisa básica que, futuramente, poderá fundamentar novas aplicações úteis à vida no planeta Terra. O desenvolvimento de tecnologia por meio da exploração do espaço, todavia, não afeta apenas nosso dia a dia no sentido prático. Inúmeros estudos comprovam que o investimento em ciência em épocas de crise ajuda países a superarem esse momento instável. É gerado, portanto, um grande retorno cultural, humano e econômico. Estudos recentes desempenhados por astrofísicos da

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