Aceitação de Aeronaves

ANAC: tudo que você precisa saber sobre a Agência

Você já sentiu alguma vez medo de andar de avião? Ou já desconfiou da segurança desse tipo de transporte? Para passageiros de primeira viagem esse é um receio recorrente. Entretanto, hoje o transporte aéreo é um dos mais seguros e isso se deve, principalmente, devido à ação das agências reguladoras, sendo que no Brasil, essa agência é a ANAC. Ficou curioso para saber mais sobre como é feita essa regulamentação? Então, veja aqui tudo que você precisa saber sobre a ANAC. Qual a função da ANAC? No Brasil, existem diversas autoridades de aviação que contribuem para a operação segura e de qualidade desse modal. No entanto, na aviação civil, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) é a responsável por esse trabalho. Fundada em 2005, ela substituíra o Departamento de Aviação Civil (DAC) e demais órgãos regionais. Dessa forma, a agência centralizou o papel regulatório aeronáutico no país. Quem controla a ANAC? Apesar de ser o órgão aeronáutico máximo para assuntos civis, a ANAC atualmente está vinculada ao Ministério da Infraestrutura. Logo, os dirigentes dessa autarquia federal são indicados diretamente pelo governo vigente e avaliados pelo Congresso Nacional. Pelo o que a ANAC é responsável? A princípio, as atividades da agência se enquadram em ações de certificação, normatização, fiscalização e representação institucional. Do mesmo modo, a ANAC busca garantir um ambiente de mercado competitivo e minimizar a possibilidade de incidentes. Além disso, ela direciona esforços para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos por toda cadeia produtiva do setor aéreo. Certificação Desde já, para qualquer aeronave, fabricante, companhia aérea, aeródromo ou escola de aviação atuar no país, precisam, primeiramente, de uma certificação da ANAC. Essa certificação é caracterizada pelo acompanhamento e avaliação do grau de confiança e atendimento de requisitos de normas estabelecidas. Assim, após o cumprimento dessa etapa, a atividade aérea estará possibilitada de operar no território brasileiro. Nesse sentido, para certificar aeródromos e helipontos, por exemplo, a ANAC deve realizar uma avaliação da infraestrutura e capacidade do operador em seguir as normas técnicas e de segurança. Contudo, para solicitar o início do processo de certificação para um aeródromo, é essencial verificar a situação cadastral dele. Caso esteja desatualizado, o processo de renovação poderá ser realizado rapidamente por consultorias aeronáuticas experientes no serviço. Assim, esse passo é fundamental, pois caso contrário, o aeródromo não estará presente no Sistema Eletrônico de Informações (SEI-ANAC). Por consequência, as demais etapas da certificação não poderão ser seguidas. Normatização Finalmente, com a certificação em mãos, a empresa terá o aval da agência para operar no país. A partir disso, segue-se para outra etapa: a normatização. De antemão, quando uma aeronave é certificada, ela deverá seguir normas. Para isso, a elaboração delas segue preceitos das instituições regulatórias internacionais de aviação civil nas quais o Brasil é signatário. Para exemplificar, drones e VANTs, considerados tecnologias emergentes, estão revolucionando o mercado de transporte, lazer e monitoramento. Porém, com o crescimento desenfreado, o uso maléfico dessas aeronaves e acidentes são consequências que colocam vidas em risco. Por isso, em 2017, a ANAC regularizou a operação civil delas no país, criando classificações, cadastros, certificações e regras de voos. Logo, caso alguém importe um drone, por exemplo, a agência exige a emissão da homologação do produto. Bem como a plena regularização de componentes para a construção e prototipagem de um. Assim, a normatização define que todos os segmentos do setor aéreo devem seguir normas. Por isso, eventualmente, aeronaves e operadores precisam emitir documentos atestando o cumprimento delas. Fiscalização Não apenas isso, a ANAC, para atestar a normatização, utiliza-se de um outro dispositivo habitual das agências reguladoras: a fiscalização. Para tanto, inclui-se o acompanhamento permanente do desempenho de empresas, produtos, operações e profissionais certificados, buscando garantir segurança e qualidade aos passageiros. Mas também, consonante com demais órgãos, a agência realiza a ação fiscal de identificar e penalizar atos ilegais diante das normas. Há uma regulação excessiva e competitividade? Inegavelmente, todo esse procedimento demonstra o vigor que a ANAC detém para garantir a confiança dos serviços aéreos no Brasil. Apesar disso, o estabelecimento dessa burocracia também é um desafio para o setor que possui margens de faturamento apertadas pelo seu alto custo operacional.  Diante disso, é a ANAC quem realiza a autorização e a concessão para companhias aéreas, táxis aéreos, escolas e oficinas operarem no país. Ao mesmo tempo, ela também define regras para passageiros utilizarem o transporte aéreo, medidas que podem encarecer o preço das passagens. Para isso, um dos exemplos mais conhecidos da burocracia da agência era a proibição da cobrança de bagagens separadamente. Entretanto, recentemente uma nova posição foi tomada em prol da desregulação do setor aéreo visando simplificá-lo e torná-lo mais competitivo. Logo, os efeitos disso foram a chegada de novas companhias aéreas low-cost que visam “abocanhar fatias” no mercado brasileiro. Apesar de tudo, a ANAC possui a responsabilidade de representar também os interesses do Brasil em órgãos internacionais de aviação. Como resultado, ela negocia acordos e tratados sobre o transporte aéreo internacional. Portanto, a agência se posiciona como uma das mais influentes do setor, representando um dos mercados mais dinâmicos do mundo. Como podemos ajudar você a adequar-se às regulamentações da ANAC? Em síntese, ter medo de viajar de avião é bastante comum para passageiros de primeira viagem. Diante do desconhecido, é normal ter receio, principalmente em situações que envolvem riscos. Entretanto, por meio da atuação da ANAC, o transporte aéreo no Brasil nunca esteve tão seguro e moderno. Assim, desde a certificação de novas aeronaves até a fiscalização da operação em aeroportos, garante-se a segurança do usuário. Por fim, se você deseja adequar-se às regulações da ANAC e fazer parte de um dos maiores mercados aeronáuticos do mundo, pode contar conosco da AEROJR.! Buscamos auxiliar a todos que precisam de certificações e cadastros para operarem no país. Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com o nosso time! Pois, com excelência em consultoria, é nosso desejo contribuir para a ANAC nessa rica cadeia de valor e garantir uma boa viagem para todos. Autor: Esriel Ferrari

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Aeronavegabilidade

Devido à importância do setor aeronáutico, a exigência dos órgãos regulamentadores em garantir a segurança dos usuários nesse meio se torna primordial. Tudo isso, claro, a favor do bom funcionamento do mercado e do uso do espaço aéreo. Nesse contexto, uma das importantes exigências para os produtos aeronáuticos é a aeronavegabilidade, condição mandatória na aprovação de uma aeronave no Brasil. Saber o que ela é, quais quesitos as normas existem e em que condições ela está presente pode fazer toda a diferença. Principalmente se você pensa em se tornar um amante da aviação mais informado ou até um consumidor mais atento. O que é aeronavegabilidade? Define-se por aeronavegabilidade a condição por parte de um produto aeronáutico de realizar um voo seguro ou navegar em segurança pelo espaço aéreo. É importante ressaltar, ainda, que o processo de condicionamento da aeronavegabilidade de um produto aeronáutico se inicia desde o planejamento do projeto. Isso significa, assim, que não é necessário que a aeronave já esteja pronta para começar a certificação. Além disso, as exigências de cada certificado estão disponíveis nos canais de comunicação da ANAC. Lá você também encontra os formulários de solicitação de emissão, de transferência e de vistoria. Para saber sobre a situação de aeronavegabilidade da aeronave, ainda, você pode consultar o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) pelas informações do veículo. A aeronavegabilidade continuada A aeronavegabilidade continuada é um conjunto de processos e ações que devem garantir o cumprimento dos requisitos de aeronavegabilidade exigidos e especificados na certificação. As exigências atendidas pela aeronavegabilidade continuada podem também ser impostas pelo Estado de Registro das aeronaves. Tudo isso, assim, visto que a manutenção do veículo durante a sua vida operacional é tão importante quanto seu nível de confiabilidade enquanto novo produto. Vale destacar, também, que as instruções de aeronavegabilidade continuada devem ser emitidas pelo próprio fabricante dos componentes da aeronave em um documento oficial. O fabricante, por sua vez, deve atestar nesse documento a correção de possíveis falhas ou maus funcionamentos e registrar modificações e aperfeiçoamentos realizados na aeronave. Essas instruções podem, também, propor recomendações de manutenção dos produtos, além das já previstas no manual. As diretrizes de aeronavegabilidade As diretrizes de aeronavegabilidade são documentos emitidos pela ANAC que atestam a segurança do produto. Elas se diferem dos boletins especiais de aeronavegabilidade principalmente na obrigatoriedade do cumprimento. Sendo assim, os boletins são informações de caráter informativo apenas, enquanto as diretrizes têm seu cumprimento como obrigatório. A consulta às diretrizes de aeronavegabilidade emitidas pela ANAC está disponível no site da agência e pode também ser solicitada por qualquer pessoa via e-mail.  É importante lembrar que esse certificado é apenas o começo das solicitações. É responsabilidade do proprietário, ainda, buscar diretrizes emitidas pelo Estado de Projeto dos produtos que opera, dos motores, das hélices e dos equipamentos instalados ou aplicados nestes produtos. Além disso, deve-se incluir também o Certificado Suplementar de Tipo. O certificado de aeronavegabilidade Todas as aeronaves que desejam alçar voo devem possuir o certificado de aeronavegabilidade emitido pela ANAC. Em um primeiro momento, para compreendermos melhor a aplicação dos certificados, separaremos de modo genérico em certificados padrão e certificados especiais. É fundamental destacar também que esses certificados só podem ser solicitados pelo proprietário da aeronave ou por seus representantes legais, mediante submissão à ANAC dos documentos exigidos. Certificado padrão O certificado de aeronavegabilidade (CA) padrão é aquele que se emite para aeronaves em categorias com regulamentações menos burocráticas. O processo para esse tipo de CA é mais rápido, justamente por se tratar de uma documentação consolidada e, como o próprio nome diz, padrão.  O certificado padrão é emitido para aeronaves das seguintes categorias: normal; utilidade; acrobática; transporte regional; transporte e; balões livres tripulados. Certificado especial Já os CA especiais compreendem autorizações de voo mais atípicas e que demandam um pouco mais de tempo e análise por parte do órgão regulamentador. Eles abarcam as autorizações especiais de voo e os certificados de autorização de voos experimentais. Além disso, incluem também os certificados para aeronaves leves esportivas, para aeronaves recém-fabricadas e para aeronaves de categorias primárias ou restritas. Um bom exemplo de aeronaves que precisam de certificados especiais são os VANTs caseiros e os projetos inovadores que utilizam esses veículos. Isso acontece, pois esses drones são considerados recém-fabricados, ou seja, suas tecnologias aplicadas ainda não são amplamente conhecidas pelos registros normativos da ANAC. Outro exemplo é o caso das aeronaves leves esportivas, em que ainda é emitido o Certificado de Aeronavegabilidade Especial para Aeronave Leve Esportiva (CEALE). Já para aeronaves recém-fabricadas, é emitido um Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE) para a prática de aerodesporto. Quer saber mais sobre o mercado aeronáutico e o que podemos fazer por você? Entender tudo o que as normas dos órgãos vigentes exigem do utilizador do espaço aéreo nos dá muitos insumos de como podemos investir nessa área, seja por hobby ou comercialmente. Aqui na AEROJR. trabalhamos com regulamentação aeronáutica em diversos setores, e ajudamos aqueles que têm projetos inovadores a voar alto com seus sonhos. Também asseguramos que pilotos e proprietários amadores tenham a segurança de poder voar sem se preocupar com a condição legal da sua aeronave, garantindo os trâmites de toda a burocracia necessária. Se você se encaixa num desses casos, entre em contato com o nosso time para saber mais sobre o nosso serviço! Caso tenha, também, alguma dúvida sobre o assunto, comenta aqui embaixo. Estamos totalmente à sua disposição! Autora: Layla Rocha

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5 Super Dicas para Renovar seu CAVE

Se você tem uma aeronave experimental, seja acrobática, histórica, amadora, ou de exibição, você sabe como é importante ter a documentação de sua aeronave em dia. Entretanto, essa tarefa também pode se tornar um grande fardo. Por isso, viemos te ajudar com dicas para não ter problemas na renovação de um dos documentos imprescindíveis para aviação experimental: o CAVE (Certificado de autorização de Voo Experimental).

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Modificações em Aeronaves Sem Dores de Cabeça

A segurança e necessidade de qualidade constante é essencial no setor aeronáutico. Muitas vezes, essa afirmação refere-se à aviação comercial. No entanto, essa é uma necessidade e preocupação em todos os ramos da aviação civil. Dessa forma, estão englobadas a aviação experimental, a desportiva, e até mesmo a executiva. Assim, deve-se identificar e aprovar as modificações em aeronaves junto ao órgão regulamentador, a fim de garantir a segurança e a qualidade.

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Documentos Imprescindíveis para ter a bordo

Provavelmente você já andou de avião, ou pelo menos já viu um, nem que seja voando lá no alto céu. Cada vez mais pessoas estão tendo acesso a esse meio de transporte extremamente rápido e eficiente. Entretanto, muitos ainda não sabem o que é necessário para que um avião possa decolar e realizar o voo normalmente. Há diversos requisitos mínimos gerais para que a aeronave seja autorizada a operar. Portanto, assim como qualquer outro meio de transporte, uma série de documentos a bordo são necessários para que ele seja autorizado a voar.

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O que Saber Antes de Comprar um Helicóptero?

Atualmente, é uma grande vantagem possuir um helicóptero para locomoção, mesmo que, nem todos possuam essa oportunidade. Entretanto, já imaginou o que é necessário avaliar antes de comprar um helicóptero? Caso esteja em busca de mais conhecimentos na área ou ter certeza de que está no caminho certo na escolha do seu helicóptero, trouxemos aqui todas as dicas necessárias para isso!

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Qual a diferença entre certificação e aceitação de aeronaves?

A regulamentação aeronáutica brasileira ainda é desconhecida por grande parte das pessoas. Esse fenômeno pode ser explicado pela dificuldade do tema e pela complexidade (e riscos) envolvidos nas operações de uma aeronave. Dentro desse ramo, poucos sabem da diferença entre certificação e aceitação de aeronaves, e diferentes procedimentos são realizados para alcançar a permissão de voo em cada um desses casos.

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