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]]>Já imaginou que fosse possível projetar e lançar ao espaço um satélite que cabe na sua palma da mão? Conhecidos pelo seu tamanho singular, os CubeSats são satélites miniaturizados que representam uma nova tendência no setor espacial atual, estabelecendo novos modelos e estratégias de desenvolvimento, lançamento e operação dessa categoria de satélites.
O Cubesat, acrônimo de “cube” e “satellite”, é um tipo de satélite pertencente à classe dos nanossatélites (satélites de 1 a 10 kg). Por padronização, eles possuem formato cúbico, com 10 cm de aresta e massa de até 1,33 kg por unidade. Essa configuração corresponde a uma unidade padrão de cubesat, denominada 1U. Além disso, é possível realizar diversas combinações para criar satélites com maior capacidade, como 1,5U, 3U e 6U.
Essa classe de satélite pode cumprir missões com relevância tão significativa quanto satélites de tamanho maior, sendo um ótimo recurso para a realização de testes de componentes e tecnologias voltadas à área espacial. A associação de unidades também permite criar sistemas com maior capacidade de recursos, que podem ser aplicados em missões espaciais mais robustas e desafiadoras.
A concepção do CubeSat foi criada em 1999, quando os professores Bob Twiggs e Jordi Puig-Suari, de universidades da Califórnia, propuseram um modelo de satélite com capacidade de ser desenvolvido no meio acadêmico.
O intuito era possibilitar que os estudantes tivessem a experiência de participar de todo o processo de projetar, construir e operar um satélite similar ao convencional. Entretanto, a ideia tomou grandes proporções e atualmente já existem diversas finalidades e possibilidades de aplicação desses satélites, sendo elas espaciais, civis e até mesmo militares.
Segundo o Observatório de Tecnologias Espaciais (OTE), até o ano de 2017, o número de CubeSats lançados ao espaço era de 788.

Um dos aspectos mais notáveis relacionados a esse tipo de tecnologia é o seu custo. Levando em consideração que a proposta surgiu para fins educacionais, o custo de seu desenvolvimento deveria ser acessível para que universidades pudessem implementá-los com estudantes.
De modo geral, o desenvolvimento completo de um CubeSat está na faixa de aproximadamente US$ 100 mil, a depender de sua aplicação e unidade padrão. A padronização dos módulos e componentes necessários para sua construção, permite que não haja muita discrepância no seu custo.
Já em relação ao lançamento, seu custo associado a cada CubeSat torna-se bem reduzido quando comparado a um lançamento individual de satélites maiores. Isso ocorre em razão da possibilidade de fazê-lo em foguetes menores, de forma compartilhada e com quantidade significativa. Lançamentos podem ser feitos até mesmo através da Estação Espacial Internacional (ISS).
Em razão do baixo custo de desenvolvimento e lançamento, os CubeSats representam uma alternativa cada vez mais utilizada no setor espacial.
Dessa forma, inúmeros países e instituições que não tinham capacidade de acesso ao espaço puderam presenciar tal avanço tecnológico. Também foi garantido a possibilidade da presença de vários tipos de usuários em seu desenvolvimento, contemplando desde amadores até grandes companhias comerciais.
Ainda nesse sentido, tal tendência também possibilitou uma nova estratégia de lançamentos de satélites, movimentando cada vez mais o mercado de veículos lançadores de satélites.
Além disso, com essa tecnologia é possível contemplar aplicações espaciais que hoje são fundamentais no nosso cotidiano, como as de telecomunicações, sensoriamento remoto da Terra, defesa e proteção de dados, demonstração de novas tecnologias, entre outras.
É importante ressaltar que, em razão da redução de capacidade e complexidade dos sistemas, o uso de CubeSats apresenta um novo modelo de aceitação de riscos. Mesmo interferindo na confiabilidade da missão, essa lógica ainda assim retrata vantagens quando as variáveis de baixo custo e curto tempo de desenvolvimento empregados são levadas em consideração.
Existem diversos projetos de CubeSats e nanossatélites em fase de desenvolvimento aqui no Brasil. Tais projetos estão concentrados majoritariamente nas universidades, além de contar com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Um desses exemplos é o CubeSat projetado para a missão Garatéa-L, a qual planeja enviar a primeira sonda espacial brasileira à órbita da Lua. A seguir são apresentadas algumas outras missões de significativo envolvimento nacional:
Outro cubesat em desenvolvimento atual que merece atenção especial é o PdQSat, primeiro satélite a ser desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a AEB. O projeto envolve várias áreas de atuação e a participação de alunos de diversos cursos da Universidade relacionados à engenharia.
Surgido com a proposta de incentivar o interesse na área espacial brasileira e de estimular o desenvolvimento de habilidades dos participantes, a primeira edição do CubeDesign ocorreu no ano de 2018. Trata-se de uma competição em nível educacional, organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e voltada para o desenvolvimento de pequenos satélites por alunos de qualquer área de ensino.
Uma das categorias da competição é destinada exclusivamente a CubeSats, na qual as equipes têm o objetivo de simular as condições de lançamento e funcionamento operacional do satélite. Durante a competição, os projetos são focados em suas cargas úteis, estrutura e mecanismos, supervisão de dados a bordo, comunicações e suprimento de energia.
Dessa forma, é possível notar que essa nova tendência, mesmo tendo surgido com funcionalidades básicas, tem estabelecido oportunidades inovadoras, tanto para o avanço científico, quanto para o desenvolvimento tecnológico e econômico de vários países, como o Brasil.
Achou interessante essa nova linha de desenvolvimento e aplicação tecnológica no setor espacial? Então fique por dentro de mais novidades sobre astronomia e astronáutica pelo nosso Instagram em @gravidadeaerojr, e acompanhe de perto o desenvolvimento do PdQSat em @pdqstat.ufmg! Para quaisquer dúvidas ou caso queira saber mais sobre o assunto, não deixe de entrar em contato conosco!
Autor: Ygor Castellan
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]]>Antes desse passo tão importante, é válido analisarmos o caminho que proporcionou esse momento, ou melhor, a corrida que mudou o mundo.
Em 1950, quando voos tripulados começaram a acontecer, o mundo vivia uma grande guerra silenciosa (que por vezes não foi tão silenciosa assim). O cenário mundial era um grande embate político entre as duas superpotências existentes: de um lado a bandeira capitalista era defendida pelos Estados Unidos da América (EUA); e do outro a bandeira vermelha, simbolizando o socialismo, era representada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (a extinta URSS).
Bem, o que levar um homem até a lua muda nesse confronto ideológico? Tudo! Pois a conquista pelo espaço significava muito mais que um feito científico, significava poder! Uma vez que a diferença entre foguetes capazes de realizar missões e mísseis com potencial destrutivo é, simplesmente, a sua finalidade. Então, recebendo o nome de Corrida Espacial, essa briga pelo espaço nunca foi só pelo conhecimento, e a imensidão do universo não intimidava essas ideologias.
Assim, essa corrida teve o seu final no passo mais famoso da história. Em 20 de Julho de 1969, quando tivemos a primeira alunissagem tripulada, se dava fim a corrida mais longa já datada. Foi um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para os EUA, que mesmo depois de muitas derrotas no campo espacial conseguiram dar a cartada final e saíram vencedores de uma das batalhas mais importantes da Guerra Fria.
A Apollo 11 foi a missão responsável por esse feito. Sendo a 19ª missão do programa Apollo, dentre testes e missões importantes, se tornou a mais famosa dentre todas. Além de ser uma das histórias mais conhecidas de todos os tempos, pois foi televisionada ao vivo ao redor de todo o mundo.
Ela foi lançada por um foguete Saturno V do Centro Espacial John F. Kennedy na Flórida às 13 h 32 min UTC de 16 de julho. Ademais, foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA). A nave Apollo era composta por três partes:
Um evento que parou o mundo, impactou ainda mais as localidades próximas. Dessa forma, estima-se que 1 milhão de pessoas assistiram ao lançamento das rodovias e praias próximas a base onde ocorreu o lançamento.
O lançador entrou em órbita 12 minutos depois que deixou o solo terrestre (13 h 44 min UTC), atingindo a altitude de 185,9 por 183,2 quilômetros. Em seguida, às 16 h 22 min 13 s UTC o motor do terceiro estágio S-IVB fez uma queima de injeção translunar impulsionando a nave espacial em uma trajetória em direção à Lua.
Michael Collins foi para o assento esquerdo, onde encontravam-se os controles, e 30 minutos depois executou uma manobra de transposição, acoplamento e extração. Essa manobra constituiu em separar o Columbia (módulo de controle) do estágio S-IVB (terceiro estágio), dar a volta, acoplar-se com o Eagle (módulo lunar) ainda preso no estágio e extraí-lo. Após essa manobra, a nova formatação seguiu para a Lua, e o resto do foguete foi direcionado para uma trajetória além do satélite natural. O motivo para direcionar essas partes obsoletas para longe era impedir que o foguete colidisse com a nave, com a Terra ou com a Lua. O efeito estilingue fez com que esses componentes passassem da Lua e entrassem na órbita do Sol.
Já em órbita da lua, Armstrong e Aldrin começaram a se preparar para entrar na história às 12 h 52 min UTC de 20 de julho. Ambos acomodados no módulo Eagle e com tudo pronto, às 17 h 44 min a espaçonave separou-se do Columbia. E naquele instante, o mundo parou por alguns segundos, pois ali, estávamos prestes a ver os primeiros seres humanos a caminhar no desconhecido. Collins, por sua vez, permaneceu no Columbia e, enquanto inspecionava o Eagle manobrar na sua frente, verificando se a nave não estava danificada e se os trens de pouso estavam propriamente abertos, ouviu Armstrong exclamar: “O Eagle tem asas!”. Collins viu a lua como nós vemos um sonho que sempre foi intangível aproximando-se de uma forma assustadoramente linda, mas intocável.
A dupla iniciou sua descida e logo perceberam que algo estava errado, pois estavam dois ou três segundos mais rápidos do que o esperado, relatando que estavam distantes do que haviam previsto. Eles estavam viajando de forma não previsível no local mais hostil que um ser humano já esteve. Diante disso, uma coisa era certa, por estarem muito rápidos eles alunissariam quilômetros ao oeste do local planejado. O problema pode ter sido causado por mascons, que são altas concentrações de massa que podem ter alterado a trajetória da nave espacial. Gene Kranz, o Diretor de Voo, especulou que isso poderia ter sido o resultado de uma pressão do ar extra no túnel de acoplagem, ou que poderia também ser o resultado da manobra de pirueta do Eagle. Depois de refazem os cálculos e analisarem a situação, a conclusão foi que era seguro continuar com a descida.
Com o combustível chegando ao fim, Amstrong estava determinado a pousar no primeiro lugar possível. Portanto, quando estavam a 76 metros de altura ele encontrou um pedaço limpo de superfície e manobrou a nave. Porém, nesse momento ele descobriu que seu novo local de alunissagem tinha uma cratera enorme. Passando da cratera, gastando mais combustível, ele encontrou outro local nivelado. O Eagle nesse momento estava a 30 metros da superfície e com apenas 90 segundos de combustível restante. A poeira proveniente dos motores do Módulo Lunar começaram a atrapalhar sua capacidade de determinar a movimentação da nave. Algumas pedras maiores sobressaíram em meio da poeira e o piloto decidiu focar nelas durante a descida para que pudesse determinar sua velocidade.
Depois do caos, às 20 h 17 min 40 s UTC de domingo, 20 de julho de 1969, com apenas 25 segundos de combustível, o Eagle alunissou em segurança. Aldrin entrou em contato com a Terra duas horas e meia após a alunissagem e antes do início das preparações para a atividade extraveicular:
“Aqui é o piloto do [Módulo Lunar]. Eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para pedir para que cada pessoa que estiver ouvindo, quem quer que seja e onde quer que esteja, que pare por um momento e contemple os eventos das últimas horas e agradeça à sua própria maneira.”
Buzz Aldrin
Depois de três horas e meia, os dois astronautas estavam prontos para abrir a escotilha e saírem. Então, às 2 h 39 min 33 s Neil começou a sair, registrando, naquele momento, um dos maiores batimentos cardíacos dentre todos astronautas que estariam na mesma posição que ele.
Já vivenciando a história, ele descobriu uma placa montada no estágio de descida do Módulo Lunar contendo desenhos dos hemisférios ocidental e oriental da Terra, as assinaturas dele e dos dois companheiros de missão e do presidente da época Richard Nixon, além de uma inscrição que dizia: “Aqui, homens do planeta Terra pela primeira vez pisaram sobre a Lua, julho de 1969 D.C. Nós viemos em paz por toda a humanidade”.
Antes de pisar na lua, ele descreveu a poeira da superfície como “muito bem granulada” e “quase como um pó”. Em seguida, pisou fora do trem de pouso do Eagle às 2 h 56 min 15 s UTC e falou a famosa frase:
“É um pequeno passo para [um] homem, um salto gigante para a humanidade”.
Neil Armstrong
Dentre motivações políticas e coletas científicas, após fincar a bandeira americana na superfície lunar, aproximava-se o momento de voltar para a Terra.
Primeiramente, os astronautas coletaram 21,55 kg de amostras da superfície lunar e colocaram-nas em caixas. Desse modo, levaram essas caixas para dentro da escotilha do Módulo Lunar usando um dispositivo de polia de cabo chamado Transportador de Equipamento Lunar. Entretanto, essa ferramenta mostrou-se pouco acertada e, em missões posteriores, astronautas carregaram equipamentos e amostras manualmente.
Logo depois, Armstrong pulou para o terceiro degrau da escada e subiu no Módulo Lunar. Em seguida, os astronautas diminuíram o peso do estágio de subida jogando fora suas mochilas e equipamentos que não possuíam mais funcionalidades. Às 5h01min a escotilha foi fechada. E, por fim, pressurizaram a espaçonave e, a 384.400 km de casa, foram dormir.
Após 7 horas de descanso, os dois astronautas foram acordados pelo Controle da Missão para se prepararem para o voo de retorno. Assim, o Eagle acionou seus motores 2 horas depois e foram ao encontro de Collins a bordo do Columbia. Nesse momento, devido a exaustão do motor de subida, o mastro da bandeira caiu. Diante disso, nas missões posteriores as bandeiras eram fixadas mais distantes, pois assim havia uma segurança maior quanto ao estado que ela ficaria após a exaustão do motor.
Às 21 h 24 min UTC de 21 de julho, o Eagle chegou no Columbia e em 11 minutos os dois acoplaram-se. Um pouco mais de 2 horas depois o estágio de subida foi descartado na órbita lunar.
Curiosamente, em novembro do mesmo ano, foi comentado que o Eagle ainda estava orbitando a Lua. Relatórios mais recentes da NASA dizem que a órbita do Módulo Lunar havia decaído e ele caiu em um local que não se sabe exatamente.
Um dia antes da amaragem, dia 23 de Julho, os astronautas fizeram uma transmissão na qual Michael Collins disse:
“…o foguete Saturno V, que nos colocou em órbita, é uma peça de equipamento incrivelmente complicada, cada peça do qual funcionou perfeitamente… Sempre tivemos confiança que o equipamento funcionaria corretamente… Tudo isso só foi possível por meio do sangue, suor e lágrimas de muitas pessoas… Tudo o que vocês veem são nós três, porém debaixo da superfície estão milhares e milhares de outros, para todos os quais eu gostaria de dizer, ‘Muito obrigado’.”
O porta-aviões USS Hornet, sob o comando do capitão Carl J. Seiberlich, foi selecionado como a embarcação de recuperação primária para a Apollo 11. Ele substituiu o navio de assalto anfíbio USS Princeton, que havia recuperado a Apollo 10 em 26 de maio de 1969. Sendo assim, o navio chegou em Pearl Harbor no Havaí em 5 de julho e embarcou helicópteros, uma unidade especializada na recuperação das naves Apollo, mergulhadores especializados, uma equipe de recuperação da NASA e por volta de 120 representantes da imprensa.
Além disso, equipamentos especiais de recuperação também foram carregados, incluindo um Módulo de Comando falso para treinamento. Dia 24 o trio foi resgatado em segurança, ali a história não só foi feita mas como foi concluída com extrema satisfação.
Assim, toda a missão foi de encontro com o objetivo estabelecido por Kennedy 8 anos antes. Durante a alunissagem, partes do discurso do ex-presidente passaram na tela do Controle da Missão junto com os dizeres “TAREFA REALIZADA, julho de 1969”. Junto ao êxito da Apollo 11, os EUA demonstraram sua superioridade tecnológica sobre outros países, além de ter dado sua vitória na Corrida Espacial. Além disso, novas frases entraram no cotidiano popular, como as famosas palavras de Armstrong ao pisar pela primeira vez em solo lunar.
Ademais, outro aspecto relevante é que muitos norte-americanos desprivilegiados enxergaram a Apollo 11 como algo simbólico de separação no país. Uma prova disso foram os manifestantes ao lado de fora do Centro Espacial Kennedy um dia antes do lançamento. Portanto, desigualdades raciais e financeiras frustraram cidadãos que se perguntaram por que tanto dinheiro estava sendo gasto no Programa Apollo e não nos cuidados dos humanos.
Portanto, agora que você já conhece a história do primeiro homem a pisar na Lua e a sua importância para a humanidade, é hora de ir mais afundo! No nosso blog você pode encontrar conteúdos de diversos assuntos, como A história da NASA, Missões de volta à Lua e Curiosidades Sobre a ida do Primeiro Homem ao Espaço. Além disso, aproveite também para nos seguir no Instagram (@gravidadeaerojr). Nele postamos sobre diversos assuntos relacionados a Astronomia, Astronáutica, o mundo científico, dentre outros temas interessantes.
Dica de Filme: Apollo 11, Todd Douglas Miller
Autor: Carlos Danyel
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]]>No entanto, mesmo conhecendo alguns dos seus maiores feitos, muitas pessoas não são familiarizadas com a sua história e o porquê de seu surgimento. Sendo assim, trouxemos aqui pouco da história da NASA, desde o seu surgimento até os dias atuais, destacando as missões mais importantes e o seu impacto na formação do mundo como o conhecemos hoje.
Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo entrou em um estado de “paz armada”, chamado de Guerra Fria. O momento marcou a ocasião em que os Estados Unidos e a antiga União Soviética batalharam, sem confrontos diretos, pela hegemonia do globo. O nome Guerra Fria, inclusive, surge justamente por ter sido uma guerra que nunca chegou a se ser disputada na esfera militar. Nesse contexto, um dos muitos campos de batalha indiretas por desenvolvimento e influência foi, portanto, a indústria de Tecnologia Aeroespacial.
A Corrida Espacial, como ficou conhecida, então, foi marcada pela luta entre os EUA e a URSS pela supremacia na exploração espacial. Nesse período, portanto, houve um intenso e acelerado desenvolvimento tecnológico nesse setor, que começou a se concretizar com o lançamento do Sputnik I. Esse satélite soviético era bastante simples e de pequeno porte, e ficou em órbita por cerca de 21 dias, em 1957.
Logo depois, foi lançado um satélite de maior porte e mais avançado que o primeiro: do Sputnik II. Ele foi o responsável por carregar o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika. Embora ela tenha ficado famosa pelo feito, infelizmente não sobreviveu à viagem. Com esses primeiros passos, a URSS colocou-se à frente na Corrida Espacial, instaurando nos EUA a necessidade de revidar.
Em 29 de Julho de 1958, nasceu, assim, a NASA (National Aeronautics and Space Administration), agência do Governo Federal dos EUA que substituiu a NACA (National Advisory Committee for Aeronautics), cujo surgimento foi uma consequência direta dos avanços feitos pela URSS. Os EUA, preocupados com a ameaça dos satélites soviéticos para com a sua segurança e hegemonia tecnológica, criam a NASA para orientar suas atividades espaciais.
O surgimento da agência possibilitou, assim, uma aceleração incrível no desenvolvimento de tecnologias de vôo espacial humano e robótico. Por mais que esse desenvolvimento já havia começado com a NACA, agora aconteceria dentro de uma organização com um propósitos mais definidos. Além disso, como consequência, a agência ganharia agora um maior reconhecimento por parte do Governo, recebendo, assim, um maior repasse de verba.
Com o passar dos anos, a NASA continuou produzindo tecnologias espaciais que revolucionam o setor até hoje. O que “começou” como um impulso da Guerra Fria se transformou em um desejo de se consolidar no ramo e conhecer mais sobre o céu e o espaço. A NASA, por sua vez, foi desenvolvendo missões cada vez mais complexas, que nos possibilitaram alcançar cada vez mais longe. Dentre elas, iremos destacar algumas que consideramos fundamentais:
O Programa Mercury foi o primeiro programa de missões tripuladas da história da NASA, que começou a ser desenvolvido em 1958. O Mercury foi responsável por enviar o primeiro homem americano ao espaço em 1961 (apenas 1 mês após a URSS ter enviado Yuri Gagarin). O programa espacial que durou cerca de 5 anos tinha seus objetivos claros: fazer uma espaçonave tripulada orbitar em torno da Terra e analisar e investigar o funcionamento do corpo humano no ambiente espacial. Desse modo, com as suas missões, a NASA conseguiu coletar um conhecimento essencial para os projetos que viriam a seguir. Esses conhecimentos foram fundamentais, principalmente, para o programa Apollo, que viria a colocar o primeiro homem na superfície da Lua.
O Programa Gemini teve início após o Programa Mercúrio, e, assim como o seu antecessor, foi essencial para possibilitar os pousos de missões tripuladas na Lua. Ele consistiu em uma série de missões tripuladas que foram lançadas entre os anos de 1965 e 1966, carregando dois astronautas por vez (origem do nome da missão, visto que a nave foi construída para levar duas pessoas).
É importante destacarmos que a cápsula desenvolvida para esse projeto era muito semelhante à do Projeto Mercúrio, mas podia carregar dois astronautas ao invés de apenas um. Por outro lado, podia mudar a maneira com a qual voltada à órbita e também podia alterar a órbita em que estava. Além disso, devemos considerar, ainda, as seguintes realizações do programa, que foram fundamentais para o futuro da NASA:
Em suma, assim como o Programa Mercúrio, o Programa Gemini trouxe muitos conhecimentos essenciais para a realização da missão Apollo. Por exemplo: o que acontece quando os astronautas passam muitos dias no espaço; o funcionamento do traje espacial; e como conectar duas naves espaciais.
O Programa Apollo foi responsável por 11 missões tripuladas e 6 não tripuladas (as 6 primeiras), incluindo o primeiro pouso e a primeira caminhada do homem na Lua, com o Apollo 11. Os primeiros 4 voos tripulados foram responsáveis por testar os equipamentos e a tecnologia desenvolvidos para a missão. Já dos outros 7, 6 chegaram a pousar na Lua. Com isso, um total de 12 astronautas andaram sobre a sua superfície, conduzindo estudos científicos, analisando a superfície lunar e até mesmo coletando pedras.
Para o programa, foi desenvolvida uma espaçonave com dois módulos: o Módulo de Comando Apollo foi usado para transportar os astronautas da Terra para a Lua e vice-versa, enquanto o Módulo Lunar foi construído para levá-los da órbita do satélite natural à sua superfície, e então de volta para a órbita.
O Programa Apollo teve grande importância por si só, visto que permitiu ao homem, pela primeira vez, sair da órbita terrestre e visitar outro corpo celeste. Vale destacar que esse programa fundamental na história da NASA não só tornou possível tudo isso, como também incentivou a humanidade a explorar distâncias cada vez maiores. Além disso, o programa Apollo foi o responsável pela primeira parceria internacional no espaço, com o Programa de Testes Apollo-Soyuz, entre a NASA e o Programa Espacial Soviético.
O Space Shuttle foi o primeiro sistema de transporte espacial da NASA, e durante os seus 30 anos de funcionamento (1981-2011), carregou astronautas e cargas em viagens de ida e volta da órbita terrestre. Ao todo, 355 pessoas voaram em 135 missões conduzidas por esse modelo de nave espacial. Além disso, ao longo da sua história na NASA, o Space Shuttle: lançou satélites; serviu como laboratório científico em órbita, onde foram conduzidos diversos experimentos; foi responsáveis por reparos em outros aparatos no espaço, como o telescópio Hubble; e, durante suas missões finais, foi majoritariamente utilizado para a construção da Estação Espacial Internacional.
O Space Shuttle era composto de três partes principais:
A Estação Espacial Internacional (ISS) foi construída entre 1998 e 2011 e foi um projeto de colaboração multinacional entre cinco agências espaciais participantes: NASA (EUA), Roscosmos (Rússia), ESA (Europa), JAXA (Japão) e CSA (Canadá). Portanto, o seu uso não é restrito a uma só nação e é definido de acordo com tratados entre os países. Seus módulos/componentes foram construídos e testados de forma separada e conjunta, em solo; lançados aos poucos e montados no espaço, formando a estação como a conhecemos hoje.
A estação consiste em um grande laboratório, que serve de estudo da microgravidade e do ambiente espacial. Suas pesquisas são voltadas principalmente para a astronomia, a astrobiologia, a meteorologia, a física e outras áreas. Esses experimentos são realizados por astronautas que habitam a estação durante certos períodos de tempo – habitada desde 2000. Além disso, a estação também testa sistemas espaciais e equipamentos que poderão ser usados em viagens de longas distâncias no futuro, como para Marte.
A NASA e seus planos futuros continuam impactando diretamente a história da exploração humana do espaço, e da ciência e da tecnologia como um todo. Atualmente, a agência estuda novas tecnologias de diminuição de ruído de aeronaves supersônicas, além de planos para voltar à Lua e possibilitar a ocupação futura de Marte.
A NASA trabalha com o setor aeronáutico há décadas, e o desenvolvimento de tecnologias por essa agência tem trazido grandes inovações para a aviação mundial. No momento, estão ocorrendo os testes do “Quiet Supersonic Technology (QueSST) Preliminary Design Model” (Modelo preliminar da tecnologia supersônica silenciosa). O projeto tem como objetivo diminuir consideravelmente o ruído produzido por aviões voando a velocidade supersônica, permitindo, portanto, que eles voem mais próximos à superfície.
Com o Programa Artemis, a NASA planeja, até 2024, enviar mais astronautas para a Lua, incluindo a primeira mulher. Além disso, o programa procura, também, estabelecer, com as novas tecnologias desenvolvidas, um sistema de exploração de toda a superfície lunar. Dessa forma, será possível que humanos e robôs exploradores alcancem regiões da Lua que nunca foram alcançadas antes. Dentro de seus objetivos, a NASA planeja que a Artemis encontre água na Lua e utilize-a junto com outros recursos para viagens de longas distâncias.
Vale destacar que a missão irá possibilitar investigar os mistérios desse satélite natural e compreender mais sobre o nosso planeta de origem. Além disso, poderemos aprender como é viver na superfície de outro corpo celeste e testar as tecnologias necessárias para enviar astronautas em missões para Marte.
Para esse Programa, ainda, uma série de novas tecnologias foi construída:
Como a Lua é cerca de 1.000 vezes mais distante da Terra que a Estação Espacial Internacional, chegar a esse satélite e investir na sua exploração requer o desenvolvimento de sistemas que possam operar a uma distância muito maior do planeta, e que possam, além disso, suportar as necessidades da vida humana e ainda serem leves o suficiente para seu lançamento.
Assim, a exploração da Lua está intimamente ligada à do planeta vermelho. Fornece oportunidade de teste para novos instrumentos e equipamentos, como habitats humanos, sistemas de suporte à vida e etc, além de possibilitar a vivência de astronautas no Gateway por longos períodos de tempo, ajudará a compreender como o corpo humano reage em um ambiente espacial mais profundo (muito além da órbita terrestre), tendo em vista que as viagens para Marte durarão anos.
Além dos planos de enviar missões tripuladas para Marte, que têm como caminho a exploração da Lua pelo Programa Artemis, a NASA planeja continuar o estudo desse planeta por meio do envio de sondas. O último lançamento de um Rover para o planeta vermelho ocorreu em julho de 2020. Em conjunto, também foi enviado um helicóptero (o primeiro), que tem como um de seus objetivos testar a viabilidade da utilização de veículos mais pesados que o ar em Marte. No geral, os estudos desse planeta ajudam a compreender melhor a sua formação e como habitá-lo. Além disso, permite conhecer melhor sobre a evolução do nosso próprio planeta.
Concluímos, aqui, que a história da NASA surgiu como uma tentativa de demonstrar poder tecnológico em um contexto de situação política mundial muito instável. No entanto, com o passar dos anos e com o fim desses conflitos ideológicos, a agência tornou-se mais aberta e colaborativa. Agora, a NASA trabalha firmemente em busca do avanço da humanidade pelo Universo e da difusão do conhecimento sobre astronomia e astronáutica para todos, deixando isso muito claro, inclusive, no seu lema, traduzido como “Para o benefício de todos”.
Mas e aí? É fascinado pela exploração espacial e pelas novas tecnologias aeroespaciais assim como nós? Siga a nossa página no Instagram @gravidadeaerojr e fique por dentro de muito mais conteúdo sobre a área! Caso tenha também alguma dúvida ou comentário sobre o assunto, comenta aqui embaixo ou entre em contato com a gente!
Autora: Yasmim Carvalho
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]]>A estação espacial internacional, ou ISS (Internacional Space Station), começou a ser projetada em 1984, pelos Estados Unidos e vários outros países. Inclusive, a AEB já mandou um módulo brasileiro para a estação! A ISS tem o objetivo de possibilitar a realização de pesquisas, científicas ou comerciais, em ambientes sem gravidade. Os astronautas embarcados nela são responsáveis por fazer experimentos como o sensoriamento remoto, a análise de recursos naturais e muitos outros.
Dentro da estação espacial, permanecem de 3 a 6 astronautas por vez, desde o ano de 2000, por períodos de três a sete meses. No entanto, isso não é regra. A americana Peggy Whitson, por exemplo, já passou 534 dias longe da terra!
Outra curiosidade interessante é que Marcos Pontes, em 2006, se tornou o primeiro astronauta brasileiro na estação! Mas eai? Como todos esses astronautas conseguem ter uma vida tão, tão longe da terra?
Para garantir as condições necessárias, a Estação Espacial possui as mais avançadas tecnologias. Essas tecnologias são utilizadas, por exemplo, para a geração de oxigênio, para o controle de pressão e para filtrar os odores que escapam sem querer dos astronautas.
Outro ponto de fundamental importância é a energia elétrica. Ela é obtida por painéis solares e outros aparelhos, que são responsáveis pela sua geração, pelo seu armazenamento e pela sua distribuição.
Por fim, para o suprimento de água e alimentos, são necessárias algumas missões vindas da Terra a fim de reabastecer a ISS. Mas que alimentos são esses?
No início da exploração espacial, a alimentação no espaço se resumia a tubos com comida triturada. Mas, atualmente, os astronautas possuem um cardápio bem variado, parecido com a alimentação da Terra. O responsável por isso é a NASA, que, por meio do Laboratório de Sistema de Comida Espacial, desenvolve alimentos que são devidamente desidratados e embalados a vácuo, para não estragarem.
Antes de comer, os astronautas usam uma câmara de reidratação para devolver a água aos alimentos e depois aquecê-los. Por esse motivo, novas tecnologias de reidratação tiveram de ser desenvolvidas. Uma delas é um tipo de revestimento, que foi aplicado nos alimento, evitando que eles liberassem migalhas – que podem ser prejudiciais à vida na estação. Com tudo isso, um cardápio variado pode ser desenvolvido, desde frutas e vegetais até carnes variadas ou camarão, além de algumas sobremesas.
Eventualmente, depois de comer muito e ficar saciado, os astronautas precisam dormir. Mas como será que eles fazem isso? Como a ISS está em órbita da Terra, não há diferença entre dia e noite! Devido ao fato de esse ciclo não ser definido, os astronautas só dormem quando estão realmente cansados. Além disso, como na estação as luzes não se apagam, eles necessitam de utilizar uma máscara nos olhos para dormir.
No entanto, existe uma grande diferença: na Estação Espacial Internacional (ISS) não há camas, apenas algumas cabines acolchoadas presas a sacos de dormir. Nesse contexto, devido à falta de gravidade, os astronautas têm que amarrar seus braços, pernas e cabeça nas paredes para não saírem flutuando por aí e acabarem se machucando. Outro fato curioso, por sua vez, é que, como inexiste gravidade, os astronautas não identificam o que é em cima ou embaixo. Dessa maneira, eles podem estar dormindo de cabeça para baixo sem nem saber!
Depois de uma boa noite, ou dia, de sono, eles precisam fazer algumas necessidades, certo? Para os astronautas usarem o banheiro na ISS, a tecnologia entra em ação para contornar a falta de gravidade. Sendo assim, eles utilizam principalmente uma mangueira de sucção, que permite que os resíduos produzidos possam ser armazenados ou reciclados.
Dessa forma, para urinar, os astronautas precisam ir até o banheiro e fazer o xixi na mangueira, que está com o mecanismo de sucção ativo. A mangueira tem a função de captar a urina, visto que, na falta de gravidade, ninguém gostaria do xixi flutuando por aí! Além disso, depois de captado, o líquido pode ser reciclado, por meio do devido processo, e, então, ser utilizado como água potável. Na hora de fazer o “número 2”, por sua vez, o processo de sucção da mangueira continua o mesmo. Entretanto, ao invés das fezes serem recicladas, ela são armazenadas no devido tanque. Esse tanque, sendo assim, deve ser trocado periodicamente, dependendo do número de astronautas embarcados.
Feitas as necessidades, como eles fazem para se limpar? Nesse ponto entra a parte da higiene pessoal, que é fundamental em um ambiente confinado com mais 5 astronautas! Para isso, eles usam uma área específica na Estação Espacial, tanto para tomar banho e para escovar dentes quanto para lavar os cabelos ou fazer a barba. Mas tem um detalhe: eles não utilizam água corrente em torneiras e chuveiros, não sendo possível, então, realmente tomar banho no espaço!
Dessa forma, ao invés de molhar o corpo todo e se lavar, eles utilizam apenas toalhas umedecidas, que podem ser reaproveitadas até 3 vezes por dia. Algumas vezes, porém, essas toalhas ficam secas, sendo necessário injetar mais água nelas. Quando acabam de ser utilizadas, elas devem ser coladas na parede da ISS, para que o resto da umidade seja sugada e utilizada para outros fins.
Além disso, na hora de lavar os cabelos, fazer a barba ou escovar os dentes as atividades são bem parecidas com a maneira com a qual são feitas aqui Terra. Entretanto, pela falta de pias e torneiras, é preciso utilizar shampoos que não precisam de enxágue, além de uma toalha para limpar o rosto, objeto indispensável para um mochileiro das galáxias. Já na higiene bucal, o processo não é muito diferente do nosso. Somente no final da escovação, os astronautas precisam engolir o resto da pasta ou cuspir em uma toalha, diferente do que comumente ocorre aqui na superfície.
Tendo essa vida boa fora da terra, não faltaria mais nada, certo? Errado, o exercício físico é de extrema importância. Devido à microgravidade, os astronautas experimentam grandes mudanças físicas e de saúde no espaço. Isso se explica pelo fato de que, na Terra, nós nos exercitamos constantemente, simplesmente por nos movermos e por estarmos sob o efeito da gravidade. Sem a gravidade atuando nos nossos corpos, dessa maneira, os ossos perdem a densidade mineral e os músculos correm o risco de se atrofiar. Então, para se manterem saudáveis, os astronautas na ISS têm de fazer atividades físicas regularmente.
Para isso, eles utilizam de máquinas, como a bicicleta ergométrica, a esteira e uma máquina de levantamento de peso, a ARED – um dispositivo avançado de exercício de resistência -, para seus exercícios, que são realizados de seis a sete dias por semana, durante aproximadamente duas horas.
Inevitavelmente, cada aparelho foi projetado especialmente para trabalhar no espaço, no ambiente sem gravidade, visto que os astronautas, se utilizassem de equipamento comuns, poderiam sair flutuando por aí e levantar peso não exigiria nenhum esforço!
No caso da bicicleta, por exemplo, que fortalece as pernas, os astronautas têm que se segurar em alças e se apoiar em um encosto para permanecerem parados. Já na esteira, que também não é uma máquina de corrida comum, eles precisam ser amarrados com cordas, senão flutuariam para longe quando iniciaram o exercício. O ARED, por sua vez, consiste em dois cilindros ligados a sugadores, que criam a resistência necessária para os astronautas, conseguindo simular levantamentos de peso para qualquer músculo.
A conexão de internet na estação espacial é de dar inveja de tão rápida! Ela chega a 600 Mbps, tanto de download quanto de upload. Como a ISS está em órbita baixa da Terra e depende da transmissão de dados para realizar as missões e enviar informações, a comunicação rápida e eficaz é de extrema necessidade para o desenvolvimento tecnológico. Além disso, esse detalhe permite que a ISS realize novos experimentos que exigem dados mais detalhados e de alta resolução. Inclusive, a internet é tão boa que você pode ver agora uma transmissão ao vivo da estação, apenas clicando aqui.
Vemos que a vida na ISS pode ser muito mais complexa do que a vida na Terra, mas, de certa forma, também muito mais emocionante! Apesar de todas as dificuldades que mostramos, como na alimentação, na exercitação ou na excreção, diversos avanços científicos e tecnológicos foram realizados por meio da ISS e dos astronautas que passaram por lá. Além disso, esperamos muitas novidades ainda por vir do espaço!
E aí?! Você trocaria um tempo da vida na Terra por um período na ISS? Imagina o quão espetacular pode ser passar por uma experiência dessas.
Caso você tenha alguma outra dúvida sobre a ISS ou sobre como funciona a vida dos astronautas na Estação Espacial Internacional, comenta aqui embaixo que a gente responde! Se você se interessa pelo assunto, e quer ficar por dentro também das mais recentes descobertas e dos mais fascinantes conteúdos da astronomia e da astronáutica, siga o nosso Instagram @gravidadeaerojr e fique a par de tudo e mais um pouco do que acontece no espaço!
Autor: Alberto Romanhol
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]]>A Estação Espacial Internacional é um laboratório espacial de microgravidade que foi criado com o objetivo de ser uma base habitada continuamente por seres humanos. Ela começou a ser construída no ano de 1998 e só foi finalizada em 2011. A ISS foi um projeto de 15 países. Dentre eles Estados Unidos, Canadá, Japão, Rússia e os países que compõem a Agência Espacial Europeia (ESA).
Ela tem o tamanho aproximado de um campo de futebol. Além disso, pesa, aproximadamente, 419 toneladas e possui um espaço habitável de 388 metros cúbicos. Seus sistemas são controlados por 52 computadores, que gerenciam mais de 1,8 milhões de linhas de código para o controle de voo da estação.
A estação espacial encontra-se em órbita da Terra a uma altitude de aproximadamente 400 quilômetros, (em) uma órbita tipicamente designada de órbita terrestre baixa. Dessa forma, ela pode ser vista da Terra a olho nu, além disso, viaja a uma velocidade média de 27.700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia.
Agora, depois de entender um pouco sobre a ISS, iremos conhecer 5 pesquisas interessantes feitas na estação:
A doença de Parkinson é um distúrbio do sistema nervoso central que afeta o movimento. Muitos dos sintomas da doença envolvem o controle motor, como a capacidade de controlar seus músculos e movimento. Assim, em 2017, foi iniciado um estudo na ISS. Esse estudo é uma parceria entre a Fundação Michael J. Fox para pesquisa de Parkinson e o Centro de Ciências Espaciais Avançadas.
Descobrir novas maneiras de tratar e prevenir a doença de Parkinson
Pessoas com doença de Parkinson têm a atividade aumentada do gene LRRK2, e estudos genéticos ligam mutações no gene LRRK2 a um risco aumentado de desenvolver a doença de Parkinson. Assim, medicamentos que inibem o LRRK2 estão em desenvolvimento, mas, sem conhecer a estrutura precisa dessa enzima, esse trabalho é como fazer uma chave sem conhecer a forma do buraco da fechadura que deve caber. O intuito da pesquisa é, justamente, cultivar os cristais LRRK2 para serem analisados, usando estudos de difração de raios-x e difração de nêutrons ao retornar à Terra.
Em um ambiente com menos gravidade, como a Estação Espacial Internacional, a proteína pode crescer muito mais. Isso permite que os cientistas a observem com melhor resolução e, assim, as compreendam com maior precisão.
Um passo importante para futuras explorações interplanetárias é a compreensão da gravidade na vida das Plantas. A capacidade de produzir fontes de alimentos de alta energia e baixa massa durante o vôo espacial permite a manutenção da saúde da tripulação durante missões de longa duração, com um impacto reduzido nos recursos necessários para viagens de longa distância. Assim, uma das pesquisas que são feitas na ISS é exatamente sobre isso; o cultivo de plantas fora da Terra.
Os astronautas estão aprendendo a cultivar plantas para alimentação no espaço. As plantas cresceram com sucesso em duas tentativas, mostrando que a gravidade não é necessária para o cultivo de plantas saudáveis. Porém, desempenha um papel na forma delas e na qualidade das suas sementes.
O experimento também cultiva sementes de soja no espaço, produzindo plantas maiores e sementes com taxas de germinação comparáveis às plantadas na Terra. Experimentos futuros são necessários para verificar se algumas características únicas de crescimento no espaço ocorrem em diferentes espécies de plantas.
A Estação Espacial Internacional (ISS) possui um laboratório ideal para o cultivo de plantas e o estudo da influência da gravidade nas plantas que evoluíram na Terra. Assim, Os astronautas estão aprendendo a cultivar plantas para alimentação no espaço.
A Astrocultura Avançada tenta determinar se as plantas podem completar seu ciclo de vida e gerar semente na microgravidade, bem como os efeitos da microgravidade nos níveis de expressão genética, comparando as características químicas das várias substâncias produzidas no ISS com as das colhidas na terra.
Devido ao intenso desenvolvimento tecnológico das telecomunicações, cada vez mais necessitamos de uma taxa maior de transmissão de dados. Assim, precisamos de meios de transmissão mais eficientes, e uma ótima escolha é a fibra óptica. Logo, uma pesquisa para a melhora da sua qualidade se torna essencial. Dessa forma, é justamente sobre isso que se trata uma das pesquisas da ISS.
O experimento cria fibras ópticas a bordo da Estação Espacial Internacional, usando uma mistura de zircônio, bário, lantânio, solvente e alumínio, conhecida como ZBLAN. A Produção de fibra ótica opera dentro da Microgravity Science Glovebox (MSG). Além disso, elas apresentam baixa perda óptica e alto valor comercial.
O ZBLAN é difícil de se fabricar na Terra, devido à cristalização, induzida pela gravidade. Além disso, estudos sugeriram que esse tipo de fibra produzida em microgravidade poderia ter qualidade superior ao produzido na Terra.
Uma frase muito famosa dentro da astronomia é aquela que diz que somos todos poeira estelar. Assim, alguns experimentos tentam validar cada vez mais essa afirmação. Esse é o caso do experimento de formação de côndrulos.

Um côndrulo é uma esférula de minerais e liga de ferro-níquel, que medem cerca de 2 a 4 milímetros. Acredita-se que essas pequenas esferas sejam a matéria primordial da formação do sistema solar.
O intuito da série de experimento é descobrir como a poeira criada por processos estelares é transformada em dimensões intermediárias. Essas dimensões, por sua vez, acabam se transformando em planetas, luas e outros objetos. Assim, a formação experimental de côndrulos na ISS imita as condições primordiais de baixa gravidade e alta energia.
O experimento ocorre em uma câmara NanoRacks, com um pequeno motor de vibração agitando-a para deixar as partículas de poeira flutuando. Uma carga elétrica é produzida a cada hora, 100 vezes, enquanto uma câmera registra a ação. Desse modo, a poeira de silicato é transformada em côndrulos, por meio das descargas elétricas.
Uma melhor compreensão de como os planetas se formam poderia ajudar na busca por mundos habitáveis. Por outro lado, poderia também contribuir para a nossa compreensão das origens da Terra e do início da história do Universo.
O experimento chamado de Cimento Espacial foi um projeto científico criado por estudantes brasileiros do ensino fundamental do estado de São Paulo. Com idades entre 12 e 13 anos, eles eram alunos do colégio do Colégio Dante Alighieri e da Escola Municipal Perimetral, da grande São Paulo, e do Projeto Âncora, de Cotia.
Dessa forma, o projeto foi escolhido pela NASA em 2017 para ser testado na Estação Espacial Internacional. O experimento teve como objetivo descobrir como o cimento reagiria no espaço e qual seria o efeito da radiação no material.
O experimento foi lançado no espaço pela Nasa (Agência Aeroespacial Americana) em junho de 2018, em um foguete da SpaceX, empresa de Elon Musk. O cimento foi misturado com água e plástico reciclado para depois averiguar o processo de endurecimento do material no espaço. Vale ressaltar que o plástico verde foi feito de cana-de-açúcar brasileira, e usado para diminuir a passagem de radiação pelo material, o que poderia causar câncer nos astronautas.
Para testar o projeto, foram preparados dois tubos iguais — um foi para a ISS, e o outro ficou no laboratório terrestre. Cada um foi dividido em duas partes por presilhas: uma com água e outra com a mistura. Após a expedição de aproximadamente 30 dias, o material que foi para órbita retornou ao solo e foi comparado com o que ficou por aqui. Os jovens descobriram que o processo de cristalização era maior na Terra do que no espaço e não há consenso na comunidade científica sobre as consequências disso. Os efeitos da radiação ainda estão sendo analisados.
Além desses experimentos aqui apresentados, existem muitos outros que já aconteceram, que estão acontecendo e que ainda estão para acontecer. A ciência não descansa, está sempre buscando compreender um pouco o universo e buscando melhorar a qualidade de vida humana.
Gostou dessas informações? Nesse blog e nas nossas redes sociais trazemos assuntos como esse sobre a Estação Espacial Internacional, e também sobre satélites, missões espaciais, etc. Então, não perca tempo e nos acompanhe em todas as redes sociais para aprender cada vez mais! Instagram: @GravidadeAerojr
Tem dúvidas sobre o assunto? Comente aqui embaixo!
Autor: Nathalia Ventura
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]]>Apesar de muitas vezes os foguetes serem vistos como obras-primas da engenharia, se engana quem pensa que o surgimento deles é recente ou que dependeu de tecnologias absurdamente complexas. Neste texto apresentamos 10 curiosidades sobre foguetes para que você possa conhecer um pouco mais sobre a origem e o funcionamento deles.
Há relatos que indicam que os foguetes tiveram sua origem na China – onde também ocorreu a invenção da pólvora, séculos antes – por volta do ano 1232. Na época, os chineses usavam pequenos foguetes feitos de bambu e pólvora, por exemplo, como fogos de artifício para comemorações – muitas vezes em eventos religiosos, com o objetivo de espantar espíritos malignos. Assim, o aspecto colorido dos fogos de artifício, comum em comemorações de Ano Novo, é decorrente de um fenômeno químico denominado “luminescência”.

O início do uso de foguetes enquanto instrumentos bélicos deu-se em guerras por volta do século XIX, mas foi somente a partir da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que passou a ocorrer em uma escala maior. Um exemplo disso é o foguete V2, um míssil alemão criado para denotar superioridade nos quesitos militar, econômico e político da Alemanha no contexto da Segunda Guerra Mundial e que, com a derrota do país, passou a ser utilizado para explorações espaciais durante a Guerra Fria.

No final do século XIX, um cientista russo chamado Konstantin E. Tsiolkovski derivou a equação que descreve o movimento dos foguetes, conhecida atualmente como Equação do Foguete de Tsiolkovsky. Esse nome foi atribuído a ela justamente porque Konstantin foi o primeiro a compreender que os foguetes poderiam ser utilizados na exploração espacial. Embora tenha tentado, Konstantin infelizmente não chegou a construir nenhum foguete, mas seu trabalho foi fundamental para a construção do primeiro foguete movido a combustível líquido pelo engenheiro americano Robert H. Goddard alguns anos depois.


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O princípio que explica o funcionamento dos foguetes é a terceira Lei de Newton. O enunciado simplificado dela é o seguinte: “A toda ação corresponde uma reação, de mesma intensidade e direção, mas com sentido oposto”. O movimento de propulsão, que é basicamente o que impulsiona um foguete “para cima”, é justamente uma reação à força exercida “para baixo” decorrente da liberação dos gases. Um maior detalhamento disso é o seguinte: a partir da queima do combustível – que pode ser sólido, líquido ou em mais de um estado físico -, são liberados jatos de gases com força suficiente para que, por meio de uma força de reação de sentido contrário, o foguete alce voo. Para entender como funciona a propulsão de um foguete, podemos imaginar um balão cheio de ar quando é solto: ele vai em direção contrária à saída do ar.

Os estágios de um foguete correspondem às etapas do lançamento. Isso deve-se ao fato de que, durante o lançamento, partes da estrutura do foguete são liberadas com as finalidades de aumentar o impulso a partir do momento de propulsão e também de diminuir a massa total da estrutura. Assim, o impulso total necessário para manter ou aumentar a aceleração é reduzido.

Mas afinal, por que lançar um foguete? Todos os foguetes têm uma missão: levar sua carga útil para o espaço, podendo ser sondas espaciais, satélites, astronautas, entre outros. Entretanto, por qual motivo empresas e países gastam milhões e bilhões de reais para realizar tal feito? A resposta é simples: conhecimento e desenvolvimento da ciência e de novas tecnologias. Desde a primeira missão espacial realizada com foguetes, temos adquirido cada vez mais informações sobre nosso planeta e o universo como todo. Além disso, as tecnologias de ponta desenvolvidas no setor espacial frequentemente podem ser utilizadas, inclusive, em outras áreas do conhecimento, como na medicina.

A carga útil de um foguete é aquilo que se deseja levar ao espaço. Para exemplificar, imagine que você desenvolveu uma missão espacial que tem por objetivo enviar um satélite de monitoramento de queimadas. Nesse caso, o satélite é a carga útil que o foguete levará ao espaço para realizar a missão de monitorar queimadas.
A parte da propulsão de um foguete é a responsável por impulsionar toda a estrutura de um foguete durante sua O movimento de propulsão é o responsável por impulsionar toda a estrutura de um foguete durante a decolagem e o voo. Assim, é ele que permite que o veículo e também a carga útil cheguem ao espaço. Além disso, uma observação interessante é que a parte do foguete responsável por tal movimento corresponde a mais de 85% do peso de seu peso – isso pode variar.

Um foguete é um conjunto de partes ou sistemas, sendo que cada um possui uma finalidade específica. Assim, os sistemas de um foguete são os seguintes:
Sistema Estrutural – Como o próprio nome diz, é o sistema responsável por toda sua parte estrutural. Podemos pensar nesse sistema como sendo o “esqueleto” do foguete.
Sistema Ogiva – É visto como o “bico” de um foguete. É nele que a carga útil é armazenada para a missão. Assim, seu objetivo é proteger a carga útil e garantir que ela chegue ao espaço sem nenhum dano.
Sistema de Fuselagem – É o “corpo” do foguete. Ela chega a ser bem similar à fuselagem de um avião, e seu objetivo é proteger a parte interna do foguete. Por isso, é projetada para aguentar a alta variação de temperatura no espaço.
Sistema de Orientação – Esse sistema é composto por uma série de sensores, computadores de bordo, radares e equipamentos de comunicação, sendo responsável por garantir a comunicação com a Terra, assim como a segurança do voo até a saída da atmosfera.
Sistema de Propulsão – Esse sistema é responsável por impulsionar a estrutura durante a decolagem e o voo.

O Brasil tem se destacado cada vez mais no setor aeroespacial, sendo que o lançamento do satélite Amazônia 1 – o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil – é um exemplo notável disso.

Apesar do Brasil estar se desenvolvendo significativamente no que diz respeito a satélites, quando se trata de foguetes o país deixa um pouco a desejar. Um modo de fomentar o desenvolvimento desse setor no país é incentivar os jovens estudantes a entenderem a importância do estudo de astronomia e de astronáutica, de modo que a mão de obra qualificada nessas áreas se torne cada vez mais expressiva. Um dos estímulos governamentais para isso é a realização anual da OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. A partir dela, vários jovens podem conhecer mais sobre essas áreas e se encantar por elas.
Gostou dessas informações? Neste blog e nas nossas redes sociais trazemos assuntos como esse sobre foguetes, mas também sobre satélites e missões espaciais, por exemplo. Então, não perca tempo e nos acompanhe em todas as redes para aprender cada vez mais!
Autoras: Gabrielle Gomes e Alice Duarte
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]]>O Projeto Gravidade surgiu da necessidade de repassar o conhecimento das áreas de astronomia e astronáutica durante e que era pouco trabalhada nos colégios. Percebemos também que era necessário esse amparo aos colégios, para que os alunos tivessem a oportunidade do contato com futuros profissionais da área aeroespacial e acesso a materiais de estudo de qualidade.
Entendendo esse contexto e percebendo o valor do ensino da astronomia e da astronáutica nas escolas, criamos o Gravidade, um curso de astronomia e astronáutica completo, didático e totalmente personalizado. Por sermos uma empresa sem fins lucrativos, além do conteúdo e da didática serem muito bem estruturados, o valor do curso está abaixo dos valores de serviços oferecidos pelo mercado.
Abordamos um assunto que desperta muito interesse, pode melhorar os resultados dos seus alunos em até 100% na OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e fornece repertório para se preparar para as questões de física e história e para a redação do ENEM.
A importância do fomento da ciência ainda na fase do ciclo básico educacional já foi percebido pelos educadores a um tempo e hoje vemos cada vez mais colégios se preocupando em oferecer atividades extracurriculares que incentive os alunos a se interessarem por assuntos da área. Porém, se tratando do incentivo ao conhecimento nas áreas da astronomia e da astronáutica, há grande dificuldade por parte dos professores e da gestão das escolas em encontrar material didático e capacitação especializada na área, o que dificulta a viabilidade do trabalho na instituição sem auxílio externo.
Além da importância de fomentar a ciência pelo seu valor na sociedade, o bom preparo dos alunos para prestar olimpíadas de conhecimento têm sido cada vez mais priorizado. Atualmente, diversas Universidades no país têm utilizado como carta de ingresso as medalhas adquiridas em olimpíadas e isso têm feito com que cada vez mais escolas se tornem assíduas nas participações dessas. O Gravidade auxilia nesse preparo de maneira direta para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e de maneira indireta para as de física e matemática.
A OBA foi criada principalmente para despertar futuros profissionais na área, visto que o Brasil vem crescendo no ramo da tecnologia espacial e que estamos tendo dificuldades em encontrar mão de obra capacitada em território nacional. Mas atualmente têm também auxiliado vestibulandos de diversas áreas do conhecimento a realizar o sonho de ingressar numa universidade.
As aulas são ministradas por dois membros da AEROJR., um com conhecimentos específicos para a área da astronomia e outro com conhecimentos específicos para a área da astronáutica. Os aplicadores são sempre graduandos do curso de Engenharia Aeroespacial da UFMG e são previamente avaliados e capacitados para que estejam preparados para dar a aula.
Para que as aulas não sejam apenas expositivas, durante a aula o aplicador sempre levará dinâmicas que permitam a interação do aluno e avaliarão se ele aparenta ou não estar prestando atenção no conteúdo que está sendo passado. Isso permite que a aula ocorra de forma fluida e que o aluno realmente absorva o conhecimento que está sendo passado. Ao final da aula também reservamos um tempo para responder algumas questões pertinentes aos assuntos abordados, a maioria delas retiradas da OBA.
Além das aulas, também disponibilizamos uma apostila nossa para os alunos do curso, que foi totalmente elaborada por alunos e professores do curso de engenharia aeroespacial da UFMG. Ao final do curso também sorteamos um livro na turma, para que um dos alunos seja contemplado com conteúdo extra.
Buscando trazer um curso mais completo possível, os temas do Gravidade foram planejados com base na linha do tempo do homem em relação ao descobrimento e à exploração da astronomia e da astronáutica. Sempre iniciamos com uma introdução histórica, contextualizando as primeiras descobertas do homem e as primeiras utilidades que ele deu a essas descobertas. Isso nos permite ligar nossos conhecimentos astronômicos ao nosso dia a dia e trabalhar outra área do conhecimento: a história.
Ao longo da apostila de astronáutica, são inseridos conceitos físicos e químicos envolvidos na construção, no lançamento e na execução da missão de foguetes e satélites. O que também permitirá que o aluno veja formas de aplicação de conceitos vistos em sala de aula.
Ao final da apostila, tanto na parte de astronomia quanto na parte de astronáutica, falamos sobre quais são as expectativas futuras para a exploração do espaço e para o descobrimento de novas estrelas e planetas.
Pensando na importância do estímulo à participação ativa dos alunos durante o curso, oferecemos uma maneira de concluí-lo colocando a mão na massa. Por isso uma oficina de foguetes, que é feita sob supervisão e instruções dos aplicadores, faz muito sucesso com os alunos e colégios.

A oficina funciona da seguinte forma: Nos 15 minutos iniciais ocorre uma aula introdutória explicando como confeccionar um foguete de garrafa pet e os fundamentos físicos envolvidos em seu lançamento. Depois separamos os alunos em pequenos grupos. Cada grupo terá um instrutor que auxiliará na construção do foguete, mas a montagem é feita sempre pelos alunos. Depois de prontos, os foguetes são lançados com a nossa base e vemos, de acordo com a altura máxima atingida e com a trajetória, quais foram os melhores foguetes da turma.
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Buscamos sempre entender sobre a qualidade do nosso serviço e sobre como podemos solucionar a dor do nosso cliente. Para nos aproximamos dos alunos e fazemos com que eles se sintam confortáveis para nos dizer o que estão achando do curso. O que nos gratifica é ver que em todas as nossas aplicações, tanto em conversas entre as aulas quanto na avaliação final, os comentários são sempre positivos e as repostas para “De 0 a 10, quanto você recomendaria o Gravidade a um amigo? ” são sempre 10.
“Gostei muito, não sabia que haviam estrelas maiores que o Sol.”
“Amei o curso e a interação dos professores.”
“Foi a experiência mais fantástica que já tive em toda a minha vida. ”
Esses são alguns dos diversos comentários que coletamos durante o final do projeto. Adoraríamos fazer com que os alunos do seu colégio também pudesse avaliar nosso projeto e ter essa experiência fantástica!
Além da transparência de mostrar a você como o projeto Gravidade funciona, trouxe também algumas experiências de aplicações nossas.
A primeira será a nossa primeira aplicação do curso. Ela ocorreu numa turma para alunos dos primeiros e segundos anos do ensino médio do colégio. Foram contratadas 3 aplicações de 2 horas cada. Os aplicadores foram muito bem recebidos na turma e vários alunos além de se encantarem pelo curso, se encantaram também pela Engenharia Aeroespacial.
Já nessa primeira turma, após o curso tivemos três medalhistas da OBA no mesmo ano, o que mostra a assertividade do nosso planejamento de material didático e das aulas mesmo na primeira experiência.
Nossa segunda aplicação que será contada aqui, foi numa turma com alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Essa experiência nos permitiu entender como adaptaríamos o curso para alunos de um faixa etária menor. Adaptando nossa didática àqueles que ainda não viram tantos conceitos específicos das áreas da ciência quanto os alunos do ensino médio.
Mesmo com um novo desafio em mãos, conseguimos trabalhar de forma a não perder a qualidade do serviço. Além disso, obtivemos excelentes avaliações tanto da gestão do colégio quanto dos alunos do curso. Inclusive já caminhamos para uma segunda aplicação ainda no fim da execução da primeira.
Ao final de cada projeto a AEROJR. faz um levantamento com os alunos participantes e também com a gestão do colégio para que eles possam nos avaliar. Dessa forma, podemos analisar se as expectativas criadas no início na contratação foram atingidas.
Essas avaliações também são muito parecidas em todas as aplicações e temos uma média de 100% em avaliação de didática do curso e qualidade das aulas, avaliado pelas escolas parceiras e pelos alunos do curso.
Em um momento estávamos realizando serviços à comunidade escolar da Grande BH, e logo nos deparamos em meio a uma pandemia que paralisaria nossos trabalhos. No entanto, entendíamos que um trabalho de tamanha importância e valor para o progresso da educação não poderia parar em decorrência da barreira física. Por isso, visando dar continuidade a esse trabalho de maneira remota, iniciamos no dia 6 de maio de 2020 nossa primeira aplicação do curso Gravidade que seria completamente à distância.
Nosso primeiro “Webinar Gravidade” contou com mais de 200 inscrições e as avaliações dos participantes ao final do curso foram tão boas quanto nossos feedbacks do curso presencial. Ao todo foram 8 aplicações, sendo que 4 delas tinham temas relacionados à astronomia e 4 com temas relacionados à astronáutica.
Para melhorar a dinâmica das aulas e não perder a qualidade do serviço, aproveitamos os recursos que o próprio Google Meets e outras plataformas online nos dispõem, afim de estimular a interação dos alunos. Exemplos disso foram a realização de quizzes ao final das aulas, a abertura do chat no Google Meets para perguntas e a realização de perguntas durante a aula que também foram respondidas pelos alunos no chat. Isso nos possibilitou engajar os participantes e não deixá-los dispersos durante a aula.
Adaptamos também a forma como disponibilizaríamos o material de estudos (exclusivo para alunos do Gravidade). Para isso, elaboramos um “Kit do Participante”, que foi enviado para o e-mail de cada aluno ao final da aula.
O Kit do Participante contém:
Gostou de conhecer nossos cases e entender sobre o projeto e gostaria de dar essa oportunidade aos alunos do seu colégio? Agende uma reunião conosco e vamos juntos descobrir o infinito!
Autora: Layla Rocha
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]]>Estamos passando por um momento atípico em nossa história e o mundo inteiro está sofrendo diante da pandemia do Coronavírus. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a melhor solução para reduzir a taxa de transmissão do COVID-19 é o isolamento social.
No entanto, a necessidade de ficar em casa pode desencadear um estado de estresse e ansiedade, o que é preocupante. De acordo com a OMS, o Brasil possui a maior taxa de pessoas ansiosas no mundo. Atualmente, cerca de 18,6 milhões de brasileiros vivem com transtornos de ansiedade. Portanto, as pessoas que têm predisposição a desequilíbrios emocionais precisam se cuidar ainda mais agora.
Nesse período de quarentena surgem inúmeras preocupações relacionadas a perdas financeiras, ao medo de contrair o COVID-19 e à dificuldade de estar próximo de amigos e familiares. Por isso, esse cenário pode causar tensão e pânico.
Pensando nisso a AEROJR., por meio do seu curso Gravidade, separou 7 filmes com temas relacionados à astronomia e à astronáutica para ajudar você a relaxar. Aproveite!
Sinopse: a trama se passa na época da Guerra Fria e conta a história de Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, três matemáticas negras da NASA que ajudaram os Estados Unidos a levar o homem para o espaço em 1961. Assim, o filme retrata os desafios que as três enfrentaram por trabalharem em um ambiente de preconceito racial e de machismo.
Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe.
Direção: Theodore Melfi.

Sinopse: Três astronautas americanos sobreviveram a uma explosão no voo tripulado Apolo 13, que tinha o objetivo de chegar à lua. Então, eles devem superar desafios, como a possível danificação da nave e diminuição do nível de oxigênio para retornarem à Terra com segurança.
Elenco: Tom Hanks, Kevin Bacon, Bill Paxton, Gary Sinise, Ed Harris, Kathleen Quinlan.
Direção: Ron Howard.

Sinopse: As reservas naturais da Terra estão se esgotando e um grupo de astronautas tem a missão de salvar a população do planeta. Eles utilizam um “buraco de minhoca” para fazer uma viagem espacial em busca de planetas que poderiam ser habitados pela raça humana.
Elenco: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain, Matt Damon.
Direção: Christopher Nolan.

Sinopse: Após uma terrível tempestade de areia durante uma missão espacial em marte, astronauta Mark Watney é dado como morto e deixado para trás por seus colegas. Ele acorda sozinho no misterioso planeta com mantimentos para apenas 50 dias e precisa encontrar uma forma de sobreviver e de mandar uma mensagem de socorro a Terra.
Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels.
Direção: Ridley Scott.
Sinopse: Após saber que os russos colocaram o satélite Sputnik no espaço, o adolescente Homer Hickam começa a sonhar e, com a ajuda de sua professora Freida Riley e de outros três amigos, decide construir modelos de foguetes para um concurso de ciências. Com esse projeto ele vê sua vida mudar para sempre.
Elenco: Jake Gyllenhaal, Chris Cooper, Laura Dern.
Direção: Joe Johnston.

Sinopse: O astronauta Matt Kowalski e a doutora Ryan Stone estão em uma missão para consertar o telescópio Hubble, quando a nave em que estão é atingida por fragmentos de um satélite destruído por um míssil russo. Assim, a destruição da nave faz com que eles sejam arremessados para o espaço sideral e percam a comunicação com a Terra. Então, eles precisam descobrir como sobreviver em um ambiente tão hostil e encontrar uma maneira de retornar para a casa.
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris.
Direção: Alfonso Cuarón.

Sinopse: Uma saga que acompanha gerações de Jedis lutando pela galáxia. Em uma batalha entre o império e os rebeldes, dividindo o mal e o bem, o lado sombrio e luminoso da força. A saga é composta por 9 filmes, 3 trilogias, e várias histórias paralelas. E preste bem atenção: diferente de outras histórias que sempre se iniciam pelo 1, essa saga começa pelo capítulo 4!
Elenco: Carrie Fisher, Mark Hamill, Harrison Ford, Alec Guinness, Peter Mayhew, Anthony Daniels.
Criador e diretor: George Lucas.

Nesse período de isolamento social, a saída para nos sentirmos bem é ir em busca afazeres que gostamos e que podemos fazer sem sair de casa. Ver filmes, ler livros, praticar exercícios físicos são atividades essenciais para manter a estabilidade mental.
Gostou das sugestões de filmes? Portanto, se você também é apaixonado por astronomia e astronáutica, venha conferir o Curso GRAVIDADE que aborda de forma simples essas temáticas.
Autora: Fernanda Carvalho
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]]>O post Entendendo a Pesquisa Espacial Brasileira apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.
]]>Não podemos falar sobre pesquisa espacial no Brasil sem falar de dois grandes órgãos públicos: a AEB (Agência Espacial Brasileira) e o INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial). A AEB, presidida por Marco Antônio Raupp, executou grandes projetos de incentivo á participação de empresas privadas na pesquisa espacial. Esse incentivo pretendeu atender ás demandas do país com relação á tecnologia espacial, nos colocando a frente no desenvolvimento da tecnologia. Marco Antônio Raupp também chegou a dirigir o INPE nos anos 80, sob liderança e com apoio do então ministro da ciência Renato Acher, construiu o Laboratório de Integração e Testes de satélites (LIT) do instituto.
O Laboratório foi peça chave para que a AEB apontasse nas primeiras discussões a respeito do primeiro Satélite Geoestacionário Brasileiro(SGB) de comunicações, a necessidade de construí-lo em solo e com mão de obra e tecnologia brasileira, para atender á necessidade de desenvolvimento da tecnologia espacial do país. Atualmente, apenas alguns anos depois do lançamento do primeiro SGB, o Brasil já trabalha com a fabricação de peças nacionais, o que possibilita cada vez maior autonomia do projeto com relação á tecnologia estrangeira.

O INPE atualmente utiliza seus satélites para coleta e divulgação de dados a respeito de fenômenos da atmosfera e do espaço, previsão do tempo e estudos climáticos e observação da Terra. Quanto à P&D, desenvolve sistemas e tecnologias destinadas às mais diversas aplicações espaciais, capacita a compreensão das mudanças climáticas globais, desenvolve sistemas de controle de satélites de órbita baixa e geoestacionários. Além, realiza desenvolvimento, montagem, integração e testes em sistemas espaciais no LIT, dentre outros projetos menores trabalhados nos diversos laboratórios do instituto.
Para deixar nossa conversa sobre pesquisa espacial brasileira realmente completa, não podemos deixar de falar do projeto mais recente e mais impactante a ser desenvolvido no Brasil. O Amazonia-1 é o primeiro satélite de Observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. Com capacidade de taxa de revista de 5 dias, o satélite vai ser valioso no combate ao desmatamento da Amazônia por emitir alertas num curto intervalo de tempo.
Além disso, o satélite traz entre seus muitos ganhos tecnológicos a capacitação do país na realização de operações iniciais pós lançamento, a consolidação e aquisição de experiência nas tomadas de decisões e ações em condições criticas de operação e e a consolidação do conhecimento do Brasil no ciclo completo de desenvolvimento de satélites estabilizados em 3 eixos.
Com tanta coisa rolando perto da gente, o mercado se mostra cada vez mais propenso a abraçar pessoas interessadas a trabalhar na área espacial. Sabendo da defasagem no acesso ao conhecimento nas áreas da astronomia e astronáutica, nós da AEROJR. desenvolvemos o Gravidade, um curso de astronomia e astronáutica que objetiva apresentar aos alunos de escolas de ensino fundamental e médio esse vasto e incrível mundo da ciência espacial. Se interessou? Entre em contato conosco!
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Autora: Layla Rocha
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]]>O post OBA: indo além do horizonte apareceu primeiro em AEROJR. Consultoria e Capacitação.
]]>Em nosso país, vemos que a ciência, infelizmente, não é devidamente valorizada. Preocupamo-nos em enaltecer políticos e jogadores de futebol, e nos esquecemos de amparar aqueles que desenvolvem e preparam o futuro da educação brasileira. Entretanto, devemos lembrar que o incentivo à ciência deve estar presente desde a educação básica. Como um desses incentivos, destacamos, com veemência, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

Para quem é novo no assunto, a OBA é uma olimpíada nacional, aberta para escolas públicas ou privadas das quais participam alunos e alunas dos ensinos fundamental e médio. Nela, os estudantes são submetidos a premiações na forma de medalhas. A OBA é realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e tem justamente o objetivo de fomentar o interesse de crianças e adolescentes pela área aeroespacial no Brasil.
Nesta altura, você já deve ter percebido a importância da OBA na vida dos estudantes: incentivados pela competição e premiação, os jovens conhecem, estudam e se interessam pela astronomia e pela astronáutica. Desta forma, a OBA, muitas vezes, é a porta de entrada que crianças e adolescentes encontram para desbravar o mundo. Ou melhor, para os mundos que esta vasta área da ciência nos oferece. Além disso, ao difundir os conhecimentos sobre a área aeroespacial, a OBA permite que muitos estudantes enxerguem a possibilidade de ingresso no time de cientistas do nosso país, assumindo as importantes responsabilidades de desenvolvimento e incentivo à ciência nacional.
Tendo consciência da riqueza e importância que o ensino da ciência – em especial na área de astronomia e astronáutica – tem para com nossa sociedade e sabendo da relevância que a OBA tem nesse ensino, a AEROJR. trabalha com todo o empenho em seu curso, o Gravidade, oferecido às escolas para atiçar a curiosidade dos alunos e prepará-los para eventuais competições. O curso é lecionado pelos próprios membros da empresa, isto é, estudantes do curso de engenharia aeroespacial da UFMG, e já conta com grandes realizações: em uma turma participante do curso tivemos três medalhistas de ouro na OBA de 2019!
Caso haja interesse pelo curso Gravidade, entre em contato conosco!
Autoras: Luana Sartori e Alice Duarte
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