Como as companhias aéreas estão lidando com a crise do Coronavírus
Nestes tempos de quarentena, o número de voos comerciais e a quantidade de passageiros viajando de avião caiu muito, atingindo números inimagináveis para os dias atuais. Em frente à crise causada pela pandemia da COVID-19 muita coisa mudou, pois com milhões de infectados e de mortos, a demanda pelo transporte aéreo de cargas médicas e suprimentos disparou. Ademais, teve empresa aérea cargueira, que esteve à beira da falência e que não voava mais, voltando a ter seus aviões no céu com a nova demanda causada pelo surto da doença. Nesse cenário, eventos inusitados aconteceram, como o voo comercial mais longo da história. A seguir no texto, será apresentada a situação geral das companhias aéreas diante à crise. Porém, o foco será nas empresas aéreas de passageiros, com ênfase nas nacionais. O tráfego de passageiros em voos domésticos reduziu em torno de 90% e, por consequência, várias empresas aéreas tiveram que se reinventar, ou ao menos criar soluções para tentar reduzir o prejuízo financeiro. Algumas, por exemplo, passaram a transportar cargas nas poltronas, onde antes iam as pessoas. Vejamos a seguir a situação da LATAM, Gol, Azul, e um pouco das principais companhias aéreas no mundo. LATAM A companhia aérea, sendo a maior da América do Sul, suspendeu todos os seus voos internacionais de passageiros, e reduziu em mais de 95% seus voos domésticos. Essa redução ocorreu não só no Brasil, mas em todos os países onde a empresa opera. Inclusive, só manteve os voos domésticos aqui e no Chile. No Brasil, a frota voando corresponde a 39% do total. A LATAM é uma das empresas aéreas que passou a utilizar aeronaves de passageiros no transporte de cargas, utilizando a cabine de passageiros para acomodar caixas e pacotes. Como curiosidade, pode-se apontar o fato de terem usado aviões de grande porte, como o 767 e o 777, em rotas dentro do país, algo que é bem incomum. Entretanto, isso se deve ao fato de caber mais carga dentro deles, bem como, para dar mais horas de voo aos pilotos específicos desses tipos de aeronaves. GOL Sendo a companhia aérea que mais sofreu com a crise, a Gol Linhas Aéreas esteve com mais de 88% da frota parada. Tal número não se deve apenas à pandemia, mas também ao fato de diversas de suas aeronaves terem apresentado problemas, e por consequência, foram impedidas de voar. Nesse caso, o problema estava basicamente em todos os Boeing 737 MAX da empresa, e também ocorreu com alguns 737-800 NG. Além disso, cortou muitos gastos e o salário de diversos funcionários, inclusive de seu CEO e de vários vice-presidentes. Mesmo com poucos passageiros, ela continuou realizando rotas definidas em acordo conjunto com a ANAC e com as outras duas companhias aéreas nacionais. Nesse acordo, ficou definido que seriam realizados apenas voos essenciais, isto é, o mínimo possível para suprir as necessidades desse tipo de transporte. No acordo, 51 cidades estavam sendo atendidas, sendo as 26 capitais, o Distrito Federal, e outras 19 cidades. AZUL Mais nova dentre as três empresas brasileiras, a Azul está com 77% da frota parada. Enquanto isso, a frota em operação atuou nas malhas de Campinas e a do Norte do país (principalmente no Amazonas). Sua frota composta por aeronaves ATR, EMBRAER, AIRBUS, além de ter Boeings 737 na divisão cargueira, permite que ela opere em aeroportos com pouquíssima infraestrutura. Além disso, ao usar os turboélices ATR 72, consegue chegar em lugares onde só é possível ir de avião. Além do foco em atingir localidades remotas e destinos a partir de seu hub em Campinas (aeroporto que serve como centro de distribuição de voos), a Azul está apostando também no transporte de cargas para passar por esse período de dificuldade. Situação das Maiores Companhias Aéreas na Crise EUA A American Airlines parou praticamente metade da frota, e planeja aposentar antecipadamente diversas aeronaves, como os 757, 767, além de alguns Embraer 190 e Boeing 737. Outra empresa americana, a Delta Airlines, parou 52% de sua frota. E, após apresentar lucros por mais de 37 anos consecutivos, fez cortes drásticos em seus gastos, incluindo demissões de funcionários e aposentadoria de aeronaves. Ásia Na Ásia, a China Southern parou 26% da frota, sem previsão de parar nenhum avião em definitivo. Sua concorrente, a China Eastern, parou 24% e a Air China parou 29% de seus aviões. Inicialmente, a Turkish Airlines parou 88% de sua frota, passando a deixar de operar provisoriamente 100% de seus aviões, fazendo essa transição de forma gradual. Maior empresa aérea da Índia, a IndiGo parou totalmente, depois que a situação da pandemia no país se agravou. A Emirates, uma das companhias aéreas asiáticas mais luxuosas e conhecidas no mundo, parou 83% dos seus aviões, e com o passar do tempo foi parando com o restante, chegando a ter também 100% dos voos cancelados. Europa Em relação às companhias europeias, a alemã Lufthansa foi uma das que mais sofreu, tendo parado mais de 85% das aeronaves. Essa, inclusive, anunciou que irá aposentar 6 dos seus Airbus A380. Entre os voos que ela continua operando, a maioria passou a ser destinada ao transporte de cargas. A British Airways está com 72% da frota parada e também irá adiantar a aposentadoria de seus aviões quadrimotores, chegando, por exemplo, a ter todos os seus A380 parados em solo. A Alitalia, que já sofria com uma grave crise financeira, teve que parar 52% de seus aviões devido à pandemia da COVID-19. Na França, a Air France deixou de operar, provisoriamente, 80% da frota, e a KLM na Holanda parou 39%. Em 2020, a maioria das companhias já pretendia retomar os voos de forma gradual, à medida que situação fosse melhorando. Voos particulares Com a crise causada pela pandemia, milhares de voos foram cancelados, e a disponibilidade de horários e destinos foi reduzida drasticamente. Contudo, devido ao seu trabalho, muitas pessoas necessitam realizar viagens aéreas urgentes para diversos lugares do mundo. Assim, uma solução encontrada por esses profissionais foi recorrer a voos corporativos. Para isso, eles
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